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UFF leva a ciência para bares do estado do Rio no festival mundial Pint of Science

Democratizar o conhecimento e aproximar a ciência do cotidiano da sociedade. Com esse objetivo, a Universidade Federal Fluminense (UFF) engajou-se mais uma vez no Pint of Science Brasil, um dos maiores festivais de divulgação científica do mundo. Nos dias 18, 19 e 20 de maio, pesquisadores e especialistas da universidade deixaram as salas de aula e os laboratórios para debater temas relevantes em um ambiente descontraído: as mesas de bares e restaurantes.

Em diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro, a programação contou com debates sobre ciência, tecnologia, saúde, meio ambiente, cultura e sociedade. Entre os diversos temas abordados ao longo do festival, Niterói recebeu discussões que conectaram a física com as artes e as estrelas, além de reflexões sobre a identidade e a sustentabilidade local, com debates sobre a Freguesia de Itaipu, a preservação das lagoas da região e a história de quando o futebol carioca se tornou fluminense, em 1979. A tecnologia e a inovação também marcaram presença na cidade, em conversas sobre o desenvolvimento de barcos e veículos autônomos, o fundo de ondas gravitacionais e o poder do gelo em modificar o futuro.

De acordo com o professor Pedro Paulo da Silva Soares, do Departamento de Fisiologia e Farmacologia e coordenador do Pint of Science em Niterói, esta foi a nona edição na cidade, que realiza o festival desde 2018.

“ Em 2026 foram 5 bares e uma casa de cultura. Foi uma excelente oportunidade para o público encontrar os pesquisadores e conhecer mais sobre a ciência de forma descontraída e divertida, sobre assuntos que estão no dia-a-dia da população”, explicou.

Ambiente interno de bar com várias pessoas sentadas em mesas de madeira durante uma atividade do Pint of Science. Ao centro, um participante levanta o braço enquanto acompanha a conversa. O espaço tem iluminação amarelada, decoração descontraída e uma televisão exibindo imagens ao fundo.

O evento ganhou ainda mais força com a capilaridade da UFF pelo estado, estendendo as discussões simultaneamente para Petrópolis, Nova Friburgo, Santo Antônio de Pádua e Volta Redonda. Em Petrópolis, por exemplo, alguns dos debates abordaram o impacto estético e de saúde relacionado ao boom das injeções emagrecedoras, além de temas como a autonomia na saúde sexual e reprodutiva das mulheres e o incentivo à presença feminina nas áreas de tecnologia e engenharia.

Em Nova Friburgo, pesquisadores e cidadãos pensaram juntos em respostas locais para a crise ambiental e discutiram a segurança alimentar diante da crescente presença de plásticos no cotidiano.

Já em Santo Antônio de Pádua, as conversas evidenciaram como diferentes saberes se cruzam, passando pela análise de marcas e caminhos do consumo até o diálogo entre o conhecimento tradicional indígena e a matemática presente no dia a dia.

Em Volta Redonda, alguns dos encontros propuseram reflexões sobre saúde mental e relações de trabalho contemporâneas, ao questionarem o dilema entre produzir ou existir diante do cansaço do mundo atual. A desinformação também esteve no centro das atenções, com debates sobre o impacto das redes sociais e das fake news na confiança na ciência e no conhecimento acadêmico. A intersecção entre física e filosofia na compreensão do tempo também esteve entre os temas discutidos, ao lado de outros dilemas contemporâneos abordados ao longo da programação.

Área externa de um bar à noite, com público distribuído em mesas vermelhas na calçada acompanhando uma palestra do Pint of Science. Ao fundo, uma pessoa fala ao microfone em frente ao estabelecimento iluminado, enquanto participantes assistem ao debate em clima informal.

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