A Universidade Federal Fluminense encerrou, na quinta-feira, 18 de dezembro, a programação comemorativa de seus 65 anos com um concerto especial da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF (OSN-UFF). Com entrada gratuita, a apresentação reuniu membros da comunidade acadêmica – estudantes, docentes, técnicos administrativos e colaboradores – em um momento de celebração, memória e encontro por meio da música.
Sob a regência do maestro Daniel Guedes, o Concerto Comemorativo apresentou um programa com obras de Antônio Carlos Gomes, Heitor Villa-Lobos e Maurice Ravel, em apresentação que lotou o CineUFF, em Niterói.
Criada em 1960, a UFF completa 65 anos com uma trajetória marcada pela defesa da educação pública, pela produção científica de excelência e por sua atuação comprometida com o desenvolvimento social. Ao longo dessas décadas, a instituição consolidou-se como uma das maiores universidades federais do país e referência nacional em ensino, pesquisa, extensão e inovação.
As comemorações tiveram início em agosto, com a aula magna ministrada pela escritora Conceição Evaristo, que lotou o Teatro da UFF, e seguiram ao longo dos meses de novembro e dezembro com uma programação diversa. Entre as atividades, destacaram-se apresentações musicais, exibições de filmes, debates sobre justiça social, sustentabilidade e ações afirmativas, além de homenagens a servidores e ações de extensão. Nos campi do interior, as celebrações ocorreram de forma descentralizada, fortalecendo o vínculo da universidade com as comunidades locais.

Professor Antonio Claudio Lucas Nóbrega
No evento de encerramento, o reitor da UFF, professor Antonio Claudio Lucas Nóbrega, destacou a singularidade e a capacidade de transformação da instituição ao longo do tempo. “A UFF nasce da união de faculdades, escolas e institutos já existentes, o que lhe confere um caráter muito especial. Nos últimos dez anos, vivenciamos uma universidade profundamente transformada: mais digital, mais inclusiva e com a inclusão incorporada de forma orgânica ao nosso cotidiano. Somos uma universidade que se reconhece cada vez mais brasileira, que dialoga com o mundo e que tem na cultura, na ciência e na tecnologia instrumentos fundamentais para a autonomia do indivíduo”, afirmou.

Professor Fabio Barboza Passos
O vice-reitor, professor Fabio Barboza Passos, ressaltou o papel social da universidade na formação humana. “A marca principal da UFF é a transformação das pessoas. Como nos ensina Paulo Freire, quando transformamos pessoas, essas pessoas transformam o mundo. Aos 65 anos, a universidade reafirma esse compromisso com a saúde, com o futuro e com a formação de sujeitos mais conscientes e melhores para a sociedade”, disse.
Presente ao concerto, a secretária de Tecnologia, Ciência e Inovação de Niterói, Juliana Benício, egressa da UFF na graduação, no mestrado e no doutorado, destacou a importância da instituição em sua trajetória e no fortalecimento da democracia. “A UFF me construiu de forma integral. Hoje, como secretária, acordo todos os dias pensando em valorizar a ciência e esta instituição tão fundamental para a democracia no século 21. Não tenho dúvidas de que a ciência e a universidade pública são centrais para o desenvolvimento do país”, afirmou.

Secretária Juliana Benício
Com o concerto da OSN-UFF, a Universidade Federal Fluminense conclui as celebrações de seus 65 anos e inicia a preparação para receber a 78ª Reunião Anual da SBPC – o maior evento científico do país – em 2026.

