O Projeto TOP II deu mais um passo importante na formação de técnicos em órtese e prótese no Sistema Único de Saúde (SUS). Neste mês, tiveram início as aulas práticas das turmas do Maranhão, Pará e Tocantins, enquanto a Paraíba iniciou o Módulo 2 da formação, consolidando o avanço do projeto em diferentes regiões do país. Realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com o Ministério da Saúde, a iniciativa integra uma estratégia nacional de fortalecimento da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no SUS. A formação busca ampliar a qualificação de profissionais na área de órtese e prótese, fortalecer os serviços especializados e contribuir para a expansão do acesso à assistência em diferentes regiões do país, especialmente em territórios historicamente marcados pela escassez desses profissionais.
O momento marca uma nova etapa da formação dos estudantes, que agora passam a vivenciar a rotina das oficinas ortopédicas, aplicando na prática os conhecimentos desenvolvidos ao longo das atividades teóricas.
Durante a abertura das atividades práticas, Alysson Campos, membro da Equipe Pedagógica do TOP II, destacou o esforço coletivo para que essa etapa se tornasse realidade e ressaltou a dedicação dos estudantes, professores, mediadores pedagógicos e equipes envolvidas. Então, a minha primeira palavra é de agradecimento a toda essa dedicação para que esse momento esteja acontecendo”, afirmou.
A programação das aulas práticas prevê duas semanas intensivas de atividades nas oficinas ortopédicas. Nesse primeiro momento, os estudantes iniciam a confecção de órteses tornozelo-pé (AFO), passando por etapas como avaliação, molde negativo, molde positivo, termoformagem, prova e acabamento dos dispositivos.
Segundo Alysson, a proposta pedagógica busca aproximar teoria e prática desde o primeiro contato dos estudantes com o ambiente profissional.
“Todas as aulas teóricas e os momentos no AVA começam a fazer ainda mais sentido a partir da prática. É dentro da oficina que os estudantes passam a compreender a aplicação concreta desses conceitos”, explicou.
Outro aspecto destacado pela Equipe Pedagógica foi a importância do acolhimento e do trabalho coletivo dentro das oficinas. Estudantes com experiência prévia na área foram incentivados a apoiar os colegas que estão tendo o primeiro contato com a ortopedia técnica.
“Ensinar é o melhor jeito de aprender. Quem já atua na oficina ortopédica pode ajudar muito os colegas que nunca tiveram essa experiência prática”, reforçou Alysson.
Além do desenvolvimento técnico, a formação também enfatiza o olhar humanizado no cuidado às pessoas atendidas.
“Vocês não recebem apenas um pé para fazer uma órtese. Existe uma pessoa, uma história, uma necessidade. Aquela pessoa é o amor da vida de alguém”, destacou Alysson durante a fala de acolhimento.
Dagoberto Barbosa, também membro da Equipe Pedagógica, ressaltou que toda a estrutura pedagógica do TOP II foi construída para sustentar exatamente este momento da formação.
“Esse é o momento em que vocês realmente vão viver a realidade e o cotidiano de um técnico em órtese e prótese. Desejo que vocês tenham uma experiência transformadora de vida e compreendam como esse trabalho é bonito, relevante e também complexo”, afirmou.
Já a Coordenadora Michele Soltosky enfatizou o papel estratégico da formação para o fortalecimento da política pública de atenção à pessoa com deficiência no SUS.
“Formar técnicos em órteses e próteses é avançar no fortalecimento da rede de atenção à pessoa com deficiência. O SUS conta com a gente para ampliar o acesso e fazer a diferença na vida das pessoas”, declarou.
Michele também destacou o compromisso da equipe do projeto em acompanhar de perto o desenvolvimento das atividades práticas em todos os estados participantes.
“A equipe está inteiramente à disposição para apoiar estudantes, professores e mediadores. Estamos construindo esse processo juntos”, completou.
As atividades práticas seguem ao longo das próximas semanas, envolvendo experiências de avaliação clínica, confecção de dispositivos ortopédicos e seminários de apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelas turmas.
Com a expansão para Maranhão, Pará e Tocantins e o avanço da formação na Paraíba, o TOP II amplia sua atuação nacional e fortalece a qualificação profissional na área de órtese e prótese, contribuindo para a ampliação do cuidado especializado no SUS.



