Informe

Pesquisa da UFF conquista o 1o lugar no Prêmio Mestre Destaque 2025 em evento internacional

A pesquisa “Os modelos de transformação de destinos turísticos inteligentes e os desafios locais em países da América Latina” desenvolvida pela pesquisadora Josy Anne dos Santos Mariano Brito de Almeida, egressa do Programa de Pós-graduação em Turismo da Universidade Federal Fluminense (PPGTUR-UFF), foi premiada em primeiro lugar no evento internacional que reuniu o XXII Seminário da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo (ANPTUR) e X Congresso Latino-Americano de Investigação Turística (CLAIT). O reconhecimento é concedido anualmente à melhor de dissertação do país neste campo de pesquisa. A premiação foi entregue na tarde do dia 19 de setembro de 2025, no auditório do Bloco H da Universidade de Caxias do Sul (UCS), no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Por unir os dois eventos, esta edição foi considerada histórica para a pesquisa em turismo.

Josy Anne recebeu das mãos do Prof. Dr. Osíris Ricardo Bezerra Marques (PPGTUR- UFF) e atual presidente da ANPTUR, o prêmio máximo de todas as edições: o valor de 5 mil reais (a premiação em dinheiro foi uma surpresa na edição deste ano e contou com o patrocínio da Embratur), além do troféu personalizado da Associação, um certificado e, ainda, a gratuidade na anuidade institucional e na inscrição do Seminário da ANPTUR para o próximo ano, que será realizado em Macapá/AM. A pesquisa realiza um estudo comparado entre os modelos de DTI latino-americanos, tendo como objeto empírico Córdoba (Argentina); Medellín (Colômbia); Curitiba e Vila Velha (Brasil).

A pesquisadora destacou que se sentiu particularmente representada pela temática desta edição — Diversidade e Inclusão na Pesquisa em Turismo e Hospitalidade na América Latina. “A minha pesquisa, realizada sob orientação da Profa. Dra. Valéria Lima Guimarães (UFF) e coorientada pelo Prof. Dr. João Alcantara de Freitas (UNIRIO), propõe uma análise crítica, transdisciplinar e latino-americana sobre os Destinos Turísticos Inteligentes (DTIs), considerando os desafios enfrentados por países da região. Ademais, tenho 47 anos, sou mulher, mãe, PcD (tenho visão monocular), e sei, pela minha própria trajetória, quantos obstáculos ainda enfrentamos na academia. As mulheres pesquisadoras precisam lidar com jornadas múltiplas, frequentemente acumulam responsabilidades familiares, incluindo o cuidado com filhos e, muitas vezes, também com os pais idosos – situação conhecida como “geração sanduíche” – e a conciliação com cobranças inerentes à produtividade científica. É inegável que há barreiras que ainda limitam nossa presença em espaços de destaque. Sem falar nas questões que envolvem etarismo, capacitismo… Pessoas com deficiência, por sua vez, enfrentam diariamente a falta de acessibilidade nos ambientes universitários, tanto físicos quanto digitais e, até mesmo, sociais. Esse reconhecimento, portanto, não é apenas individual: ele simboliza a força coletiva de todas as mulheres, mães e PcDs que resistem e persistem na construção de uma ciência mais diversa, inclusiva e socialmente transformadora”, completou Josy Anne, emocionada.

Link da dissertação: https://app.uff.br/riuff/handle/1/36390

Dados do informe

23/09/2025


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