Informe

Gestão da UFF se reúne com Comando Local de Greve e defende a retomada dos serviços de alimentação do Restaurante Universitário

A Reitoria da Universidade Federal Fluminense (UFF) realizou, nesta quarta-feira (11), a terceira reunião com o Comando Local de Greve do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFF (CLG-Sintuff), dando continuidade às tratativas estabelecidas desde o início do movimento paredista em 23 de fevereiro. Participaram da reunião representantes da Administração Central, do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) e da Direção do Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni). Logo no início, a gestão reafirmou o respeito ao direito constitucional de greve e manteve sua disposição para a construção de entendimentos que preservem os serviços essenciais à comunidade acadêmica.

O principal ponto de debate do encontro foi o retorno do serviço de alimentação no Restaurante Universitário (RU). Inicialmente, o CLG informou que se reuniu com a equipe de nutrição do RU e que decidiram manter a posição sobre a não abertura do RU e fornecimento de gêneros para moradia de Niterói e dos campi de Rio das Ostras e Angra dos Reis. Dessa forma, o Comando levou essa posição à assembleia, onde não houve nenhum pedido de destaque e assim não foi debatida a proposta apresentada pela gestão. 

Diante da justificativa do movimento de que escolheu essa opção em função da existência de obra em andamento no RU como impedimento, a gestão esclareceu que a obra será concluída esta semana e que é de conhecimento da equipe e do CLG que há necessidade de um prazo médio de sete dias entre a realização de pedidos de gêneros e a entrega pelas empresas licitadas. Dessa forma, a obra não constitui impedimento para a tomada de decisão pelo retorno do funcionamento do RU porque este deverá, em qualquer circunstância, respeitar esse prazo do recebimento dos gêneros para a retomada das atividades de preparação de alimentação. 

A gestão reiterou que é extremamente prejudicial o fechamento do RU e que a maioria dos estudantes que utilizam o restaurante são oriundos de políticas afirmativas e estudantes em situação de vulnerabilidade social. Dessa forma, a permanência desses estudantes está ameaçada. Ponderou que é possível, assim como foi em 2024, exercer o direito de greve e reabrir o RU com funcionamento parcial em um turno para oferecimento de alimentação. A alimentação para moradia de Niterói também foi uma das demandas reforçadas pela gestão, tendo em vista o grande número de residentes que compartilham a cozinha coletiva.

Para a gestão, a decisão atual do movimento representa um retrocesso em relação ao entendimento construído na última greve (2024) sobre a essencialidade e prioridade da pauta da alimentação. Durante o encontro, a Administração também reforçou que as obras de manutenção em andamento no RU integram procedimentos demandados pela equipe tanto em termos de obra emergencial quanto de serviços de manutenção, que foram planejados a partir da ordem de prioridade pactuada entre a equipe do RU e a Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA), em reunião específica sobre o tema.

Como encaminhamento final sobre esse ponto de pauta, foi proposta a realização de uma reunião urgente entre a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), a equipe técnica de nutrição do RU e representantes do CLG, preferencialmente antes da próxima assembleia da categoria, marcada para o dia 17 de março, com o objetivo de construir um entendimento conjunto para a possibilidade  da retomada parcial do serviço de alimentação. 

A universidade pública brasileira mudou, ficou mais inclusiva e mais representativa da diversidade sociocultural de nosso país. Nosso compromisso com esse projeto de universidade também exige responsabilidade com a permanência estudantil. Assim, confiamos que conseguiremos convergir para uma solução pactuada entre gestão e movimento grevista que garanta tanto o direito ao exercício de greve quanto a manutenção parcial do serviço de alimentação para o corpo estudantil.

Confira aqui a íntegra da ata da reunião

Outros pontos de debate

A reunião também abordou questões relacionadas ao Huap-UFF e ao funcionamento do Arquivo da universidade. No caso do hospital, a gestão da unidade, por meio do superintendente, Beni Olej, e da gerente de Atenção à Saúde, Aurea Grippa, informou que está atuando em grande parte das demandas trazidas pelo CLG, incluindo intervenções estruturais e reposição de profissionais em determinadas áreas. Acordou-se o agendamento de uma reunião setorial com a gestão do HUAP para avançar nestas eventuais outras pautas do cotidiano da unidade. 

Também foram discutidas demandas referentes ao Arquivo da UFF. A superintendente de Documentação, Débora Nascimento, esclareceu que as pautas apresentadas pelo movimento já estão sendo tratadas institucionalmente, com iniciativas concretas para identificar soluções para a questão da busca de nova sede, o trabalho temporário em outros locais como o prédio da reitoria, aprimorar a gestão documental da universidade e reforçar a equipe por meio de concurso público, com processo já em fase de convocação.

A greve das servidoras e servidores  técnico-administrativos da UFF integra o movimento nacional conduzido pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Nesse cenário, a universidade reforça importância do diálogo e do avanço nas negociações para a preservação, mesmo durante o legítimo exercício do direito de greve, das políticas de permanência estudantil, dos serviços de saúde e de outras atividades essenciais, que sustentam o funcionamento da instituição e garantem condições de acesso e cuidado para os estudantes e trabalhadores da UFF.

Dados do informe

11/03/2026


Informações sobre o setor

Superintendência de Comunicação Social

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