A Faculdade de Farmácia realizou a Semana de Integração Acadêmica 2025 (SIAFF), um encontro que valoriza saberes, diversidade e
inovação. Consolidado na agenda acadêmica da UFF, o evento reuniu estudantes, docentes, servidores, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas.
Com o tema “Do laboratório à comunidade: o impacto social do farmacêutico”, a SIAFF propôs reflexões sobre o papel social da ciência e da profissão farmacêutica. A programação conectou ensino, pesquisa e extensão aos desafios atuais da sociedade, por meio de oficinas práticas, rodas de conversa, mesas de debate, palestras e da ExpoSIAFF, espaço dedicado à socialização de pesquisas, projetos de extensão e iniciativas inovadoras desenvolvidas por estudantes e docentes.
Entre os momentos de destaque esteve a mesa “Território como espaço de cuidado”, que promoveu um diálogo interdisciplinar sobre a importância de compreender os territórios como lugares de vida, afetos, vulnerabilidades e resistência. A discussão destacou a saúde como prática que se constrói nas relações comunitárias e em articulação com as políticas públicas de direitos humanos. Participaram da mesa a secretária municipal de Direitos Humanos de Niterói, Dra. Claudia Almeida; o farmacêutico Leandro Paranhos, ex-subsecretário de Saúde de Niterói; o médico Yuri Souza, do UniPeriferias; e a farmacêutica e gestora Vânia Nogueira, do CAPS AD Heleno de Freitas. A mediação foi conduzida pela estudante Sarah Gonçalves, representando o protagonismo discente no debate. A mesa integrou a programação coordenada pela docente Eliana Gulão, do Departamento de Bromatologia (MBO).
O momento contou também com a presença da diretora da Faculdade de Farmácia, Profa. Dra. Carla Guilarducci, do presidente do Diretório Acadêmico Abel de Oliveira (DAAO), o estudante Matheus de Matos, da tesoureira do DAAO, Millena da Costa Silva; da estudante Branca Grinberg, e do presidente do Conselho Municipal de Diretos Humanos, o professor Alex Sandro Lins.
A mesa evidenciou como o território, entendido não apenas como espaço geográfico, mas como construção social, cultural e afetiva, é central na produção de cuidado integral. As contribuições dos convidados destacaram o papel dos profissionais da saúde na escuta das realidades locais e no fortalecimento de práticas de cuidado que dialoguem com o cotidiano das comunidades.
O evento reforça a parceria estratégica entre a universidade e o poder público na promoção de ações voltadas à saúde, à inclusão e à cidadania nos territórios. Ao participar do debate, a secretaria contribuiu para o diálogo sobre políticas públicas que valorizam a diversidade, os direitos humanos e as práticas de cuidado comunitário.

