Informe

UFF participa de iniciativa interinstitucional para formação em Órteses e Próteses no SUS

No dia 8 de abril, foi realizada a aula inaugural do curso Técnico em Órteses e Próteses (TOP) que reuniu representantes dos estados do Maranhão, Pará e Tocantins, em formato híbrido, marcando o início de uma nova etapa na formação de profissionais para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento contou com participação presencial e transmissão online, ampliando o alcance e garantindo a integração entre diferentes territórios.

A iniciativa é fruto de uma articulação entre instituições de ensino, como a UFF, gestão estadual e o Ministério da Saúde, por meio da Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência e da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), e busca responder a uma demanda histórica por formação especializada na área, especialmente em regiões com maior dificuldade de acesso a tecnologias assistivas.

Abertura e presença institucional

A mesa de abertura reuniu autoridades e representantes de diferentes instâncias do SUS, entre elas a presidente do Conselho Estadual de Saúde do Maranhão, Raimunda Rundakoff; a diretora administrativa da Escola de Saúde Pública do Maranhão, Ana Lúcia Nunes; a coordenadora-geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde da SGTES, Nilma Lima dos Santos; e a secretária estadual de Saúde do Maranhão, Liliane Neves.

Também participaram remotamente representantes de instituições parceiras, como a Universidade Federal Fluminense, além de gestores e integrantes de escolas de saúde pública dos estados envolvidos.

A diversidade de participantes reforçou o caráter interinstitucional da proposta e evidenciou o esforço conjunto para fortalecer a formação em saúde em nível regional.

Formação que impacta vidas

Ao longo das falas, um dos pontos mais enfatizados foi o impacto direto que o acesso a órteses e próteses tem na vida da população. A discussão ultrapassou o campo técnico e trouxe à tona questões como autonomia, inclusão social e dignidade.

Representantes destacaram que, para muitos usuários do SUS, o acesso a esses dispositivos significa a possibilidade concreta de retomar atividades cotidianas, voltar ao trabalho e recuperar qualidade de vida.

Também foram lembrados os desafios enfrentados pelos municípios, como processos burocráticos para aquisição de equipamentos e dificuldades logísticas, reforçando a importância de uma formação qualificada que dialogue com a realidade dos territórios.

Integração regional e fortalecimento do SUS

A participação conjunta de Maranhão, Pará e Tocantins foi um dos destaques do evento. A proposta de formação regionalizada permite o compartilhamento de experiências, a troca de saberes e a construção de soluções mais alinhadas às necessidades locais.

A articulação entre estados, escolas de saúde pública e o governo federal foi apontada como fundamental para garantir a continuidade e a efetividade da iniciativa.

Durante o evento, também foi ressaltado o papel do SUS como política pública estruturante, capaz de promover não apenas assistência, mas também formação, inovação e equidade no acesso à saúde.

Início de uma nova etapa

A aula inaugural marcou não apenas o início das atividades do curso, mas também um avanço importante na consolidação de estratégias de formação voltadas à área de órteses e próteses no país.

O clima entre os participantes foi de celebração, mas também de responsabilidade diante do desafio de formar profissionais preparados para atuar em contextos diversos e, muitas vezes, complexos.

A expectativa é de que a iniciativa contribua para ampliar o acesso a serviços especializados, reduzir desigualdades regionais e fortalecer a rede de cuidado à pessoa com deficiência no SUS.

Dados do informe

10/04/2026


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