Na mesa de abertura estiveram presentes Fabiano Ribeiro dos Santos, Diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde do Ministério da Saúde; Arthur de Almeida Medeiros, Coordenador-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde; Simone Jordão Almeida, presidente da FUNAD; Michele Peres, coordenadora do curso pela Universidade Federal Fluminense (UFF); Matheus Spricido, diretor-geral da Escola de Saúde Pública da Paraíba; e Marcia Virginio, Diretora Geral do Centro de Reabilitação do município de Sousa. Todas as autoridades destacaram a relevância da formação para fortalecer a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência e ampliar a capacidade de produção, adaptação e manutenção de órteses e próteses no SUS.
O curso TOP nasce da experiência bem-sucedida do primeiro ciclo formativo, realizado entre 2021 e 2022, que se tornou referência nacional ao qualificar profissionais e ampliar a oferta de serviços especializados. A formação foi desenvolvida para atender a uma demanda urgente do SUS: a capacitação de profissionais aptos a atuar em todas as etapas do cuidado envolvendo órteses e próteses, desde a dispensação até a confecção, adaptação e manutenção dos dispositivos.
Durante a cerimônia, os presentes também acompanharam o relato sobre o caso de Ariella Albuquerque dos Anjos, jovem atendida pela FUNAD, que esteve acompanhada de sua mãe. A apresentação reforçou, de forma sensível e concreta, o impacto direto do trabalho dos técnicos em órteses e próteses na vida dos usuários, mostrando como a atuação qualificada transforma trajetórias, amplia autonomia e promove cidadania.
Após as falas institucionais, os alunos assistiram à conferência “Formação em Ortopedia Técnica para o SUS”, ministrada pelo professor Emerson Fachin Martins, da Universidade de Brasília, especialista na área de tecnologias assistivas e reabilitação. Seu discurso abordou o papel estratégico dos serviços ortopédicos, as inovações tecnológicas e a necessidade de formação continuada para qualificar o cuidado no país.
O evento também marcou, de forma prática, o início imediato das atividades acadêmicas. Ainda hoje, os estudantes ingressam na oficina ortopédica para iniciar as atividades do primeiro módulo da formação, que abrirá o caminho para o aprendizado técnico, vivências práticas e construção profissional.

