A participação das integrantes da Liga Acadêmica de Saúde Coletiva (LASC/UFF) e das residentes em Enfermagem em Saúde Coletiva da UFF levou mais diversidade e presença feminina ao Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. No total, 14 alunas, todas mulheres, marcaram presença no evento, reafirmando o papel central das novas gerações de sanitaristas na construção e na defesa do SUS. Ambas as iniciativas são coordenadas pelo professor Felipe Tavares (UFF), coordenador do GT Saúde Indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), cujo trabalho tem promovido a formação crítica e socialmente engajada de estudantes de diferentes etapas da trajetória acadêmica.
Para muitas participantes, esta foi a primeira experiência em um congresso nacional de grande porte. Ao circularem por mesas-redondas, conferências, rodas de conversa, oficinas e apresentações científicas, as alunas ampliaram horizontes, consolidaram repertórios e se conectaram com pesquisadoras, profissionais e movimentos sociais de todo o país.
As ligantes da LASC/UFF, atuantes em projetos de ensino, pesquisa e extensão que problematizam desigualdades e determinantes sociais da saúde, demonstraram no congresso a força transformadora da participação estudantil. Já as residentes da Enfermagem em Saúde Coletiva, inseridas cotidianamente nos territórios e nos serviços da atenção primária, trouxeram para o Abrascão o olhar sensível e comprometido de quem vivencia na prática os desafios e as potências do SUS.
O protagonismo feminino foi uma marca central dessa experiência. As 14 alunas não apenas apresentaram trabalhos, discutiram achados e dialogaram com outras iniciativas, mas também construíram redes de colaboração e projetaram suas vozes em espaços de debate, decisão e reflexão estratégica da Saúde Coletiva. A presença delas, viabilizada pelo apoio financeiro da UFF, reforça a relevância de políticas institucionais que garantem condições para a participação discente em eventos científicos de grande porte. Esse investimento não só amplia oportunidades formativas, mas também democratiza o acesso à produção e circulação do conhecimento, fortalecendo a inserção de jovens sanitaristas em ambientes acadêmicos historicamente pouco acessíveis.

