O Projeto TOP II concluiu mais uma importante etapa da formação de técnicos em órteses e próteses para o Sistema Único de Saúde (SUS). Nas últimas semanas, foram encerradas as atividades do Módulo 2 na Paraíba e do Módulo 1 nos estados do Maranhão, Pará e Tocantins, consolidando avanços no processo de qualificação dos profissionais e fortalecendo a expansão nacional do projeto.
Realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com o Ministério da Saúde, o TOP II tem como objetivo formar profissionais para atuar na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência do SUS, contribuindo para ampliar o acesso da população aos serviços especializados em órteses e próteses.
Atualmente, o projeto reúne 62 estudantes distribuídos em quatro estados e 16 municípios brasileiros, demonstrando a capilaridade da iniciativa e seu alcance em diferentes regiões do país. Ao longo dos módulos, os estudantes participaram de aulas síncronas, atividades no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), práticas em oficinas ortopédicas e momentos de integração entre ensino e serviço, desenvolvendo competências técnicas e ampliando a compreensão sobre o cuidado integral às pessoas com deficiência.
Na Paraíba, a conclusão do segundo módulo representa mais um passo importante na trajetória da turma, que vem avançando de forma consistente desde o início da formação.
Os 16 estudantes, distribuídos entre João Pessoa e Sousa, concluíram todas as etapas previstas, incluindo o Seminário de Integração, alcançando 100% de aprovação. A turma obteve média geral de 9,64, com desempenho máximo na avaliação atitudinal e excelente rendimento nas atividades práticas e no seminário, evidenciando a consolidação dos conhecimentos adquiridos e a integração entre teoria e prática.
Já nos estados do Maranhão, Pará e Tocantins, o encerramento do primeiro módulo marca a conclusão da etapa inicial da formação. No Maranhão, os estudantes que concluíram as atividades práticas foram aprovados com média superior a 9,5. No Pará, todos os 16 alunos finalizaram o módulo com média superior a 8,5. No Tocantins, todos os participantes também foram aprovados, com média superior a 7,0.
Outro indicador positivo do andamento do projeto é a elevada participação dos estudantes nas atividades síncronas. Em todos os estados, a frequência ficou acima de 89%, com permanência média superior a duas horas por encontro, demonstrando elevado engajamento nas atividades formativas. Também foi registrada utilização efetiva do Ambiente Virtual de Aprendizagem, que tem desempenhado papel fundamental no acesso aos conteúdos, realização das atividades avaliativas e interação entre alunos e professores.
Os bons resultados observados durante o encerramento dos módulos também se refletem na avaliação realizada pelos próprios estudantes. Um levantamento respondido por 45 dos 49 alunos matriculados, equivalente a uma taxa de participação de 91,8%, apontou elevados índices de satisfação em todas as dimensões avaliadas. A atuação dos professores da prática recebeu média de 4,29 em uma escala de cinco pontos, enquanto a atuação dos mediadores pedagógicos alcançou média de 4,24. As aulas práticas obtiveram média de 4,22 e as atividades desenvolvidas no Ambiente Virtual de Aprendizagem registraram média de 4,20.
Os comentários dos estudantes também destacaram aspectos como o domínio técnico dos professores, a clareza das explicações, a organização das atividades práticas e o acompanhamento próximo realizado pelos mediadores pedagógicos ao longo da formação. Entre os pontos indicados para aperfeiçoamento estão aspectos relacionados à infraestrutura das oficinas, como disponibilidade de equipamentos, fornecimento de equipamentos de proteção individual e organização dos espaços de trabalho, contribuições que já estão sendo analisadas pela coordenação e pelo Núcleo Pedagógico para o aprimoramento das próximas etapas do curso.
Além do desenvolvimento das competências técnicas, a formação tem priorizado a articulação entre teoria e prática, a troca de experiências entre profissionais e professores e o compromisso com uma assistência humanizada, princípios que orientam toda a proposta pedagógica do TOP II.
Com a conclusão desses módulos, o Projeto TOP II segue seu cronograma de atividades, avançando para as próximas etapas da formação e reafirmando seu papel estratégico na qualificação de profissionais para a ortopedia técnica e no fortalecimento da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência do SUS. A expectativa é que os próximos módulos aprofundem ainda mais os conhecimentos técnicos e ampliem as experiências práticas, contribuindo para formar profissionais preparados para responder às necessidades dos serviços de saúde em diferentes regiões do país.
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