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Reitoria realiza segunda reunião com Comando Local de Greve e reforça compromisso com diálogo e manutenção de serviços essenciais

Sala de reunião com cerca de vinte pessoas sentadas em cadeiras voltadas para uma mesa retangular, onde alguns participantes conversam e fazem anotações. À esquerda, um cinegrafista grava o encontro com uma câmera em tripé, enquanto a plateia acompanha atentamente a discussão.

A Administração Central da Universidade Federal Fluminense (UFF) realizou, ontem (5), a segunda reunião com o Comando Local de Greve do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFF (CLG-Sintuff). Estiveram presentes integrantes da Reitoria e da Direção do Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni), dando continuidade ao processo de diálogo estabelecido desde o início do movimento paredista. Durante a reunião, a gestão reafirmou o respeito ao direito constitucional de greve e reiterou a disposição permanente para a interlocução com o movimento.

Inicialmente, foi destacado o apoio à reestruturação da carreira dos servidores técnico-administrativos (TAEs) e a responsabilidade institucional da universidade em assegurar a continuidade de serviços considerados essenciais, especialmente aqueles voltados à permanência e assistência estudantil, aos serviços de saúde e à proteção de estudantes em situação de maior vulnerabilidade social.

Entre os temas discutidos, esteve a pauta relacionada aos servidores aposentados, com debate sobre a aceleração na progressão e o reposicionamento funcional. Houve consenso sobre as reivindicações apresentadas acerca dos temas e o reitor da UFF, professor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, assumiu o compromisso de defender, junto à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), maior apoio para a causa. Também foi encaminhado o compartilhamento de pareceres técnicos já elaborados pela Procuradoria Federal junto à UFF (Proger) e o retorno sobre questionamentos ao reposicionamento de aposentados encaminhados pela UFF ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Outro eixo central da reunião tratou da definição e manutenção de serviços essenciais durante o período de greve. A administração universitária destaca a importância de preservar as políticas voltadas à permanência estudantil, especialmente as ações vinculadas ao Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), com a continuidade do pagamento das bolsas e do fornecimento de alimentação para estudantes em situação de vulnerabilidade social, incluindo os alunos do Coluni, os moradores das residências estudantis e os estudantes de políticas afirmativas.

Nesse contexto, o CLG informou que não houve aprovação pela Assembleia para a abertura do Restaurante Universitário (RU) durante a greve. Como encaminhamento, foi proposta, pela gestão, a manutenção de ao menos um turno de refeições no RU para estudantes de políticas afirmativas e atendidos pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), além da distribuição de refeições para moradia de Niterói e de gêneros para as moradias de Angra dos Reis e Rio das Ostras.

Em relação ao Coluni, a proposta da gestão de oferecer lanche e almoço também não foi acatada e, como alternativa, a assembleia propôs a colação e um lanche em substituição ao almoço. A gestão manteve o entendimento de que o almoço é essencial para que os alunos tenham ao menos uma refeição completa e espera que a continuidade do diálogo permita avançar nessa pauta.

Além da alimentação, houve retorno do CLG quanto aos serviços e ações considerados prioritários nas áreas de assistência estudantil, saúde e acompanhamento social. 

Clique aqui e confira a lista completa dos serviços acordados de serem mantidos durante a greve no Coluni e pela Proaes, até o momento, após o retorno da assembleia sobre a proposta da gestão 

No âmbito do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap-UFF), foram apresentados esclarecimentos sobre o funcionamento das equipes e a elaboração das escalas de trabalho durante a paralisação. A gestão, por meio da Divisão de Enfermagem do hospital, ressaltou a necessidade de construção conjunta das escalas de serviço, considerando a interdependência entre os setores e a garantia da continuidade do atendimento à população. 

A reunião também apresentou  esclarecimentos sobre registros administrativos relacionados ao período de greve. Foi informado pela Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) que o abono no sistema Velti, ao final da greve, deverá ser registrado, por questões técnicas, com a justificativa: abono período greve compensação trabalho represado. 

A paralisação dos servidores técnico-administrativos da UFF está inserida na mobilização nacional conduzida pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). A universidade reafirma seu compromisso com o respeito às reivindicações apresentadas e com o direito de greve de trabalhadoras e trabalhadores, com a escuta responsável das representações da categoria e com a construção de soluções pactuadas, preservando direitos e garantindo a continuidade das atividades essenciais à comunidade universitária.

Dados do informe

06/03/2026


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