Projeto prevê reorganização de espaços, ampliação da acessibilidade e novos ambientes de estudo
A Universidade Federal Fluminense lançou oficialmente o projeto Novas Bibliotecas UFF, uma iniciativa institucional voltada à modernização, requalificação e integração dos espaços informacionais da universidade. Com foco na ampliação da acessibilidade, na melhoria da infraestrutura e na criação de ambientes mais adequados ao ensino, à pesquisa e à convivência, o projeto propõe um novo modelo de biblioteca universitária, alinhado às necessidades atuais da comunidade acadêmica.
“Este projeto traduz um conjunto de ações que combinam cuidado com as pessoas e responsabilidade na gestão dos espaços públicos. Ao mesmo tempo em que valorizamos o bem-estar da comunidade acadêmica e fortalecemos o acesso ao conhecimento, também atuamos com planejamento e eficiência no uso dos recursos, na preservação do patrimônio da universidade e na qualificação da infraestrutura. Temos um compromisso sério com a construção de um ambiente adequado de trabalho para os nossos servidores e de uma universidade cada vez mais inclusiva, acolhedora e sustentável, conectada com as demandas contemporâneas e emergentes da sociedade”, afirma o reitor, professor Antonio Claudio Lucas da Nobrega.
A proposta prevê a criação de um sistema de bibliotecas mais integrado e eficiente, com reorganização de espaços e aprimoramento dos serviços prestados. A unificação de bibliotecas com menor demanda a unidades centrais tem como objetivo otimizar a alocação de recursos humanos, melhorar as condições de trabalho dos servidores e viabilizar o teletrabalho para atividades de atendimento e capacitação remota.
A iniciativa também busca ampliar os serviços online, aumentar a oferta de postos de estudo e áreas de convivência, além de liberar espaços que poderão ser destinados a salas de aula e laboratórios, contribuindo para o fortalecimento da infraestrutura acadêmica e para o funcionamento dos cursos.
Algumas ações já foram concluídas ou estão em fase avançada de execução. Na Praia Vermelha, a antiga Biblioteca de Arquitetura e Urbanismo foi reintegrada à Biblioteca da Escola de Engenharia e Ciência da Computação, unificando acervos e espaços com ganhos em termos de uso racional de recursos. A Biblioteca do Instituto de Geociências também será incorporada ao sistema e está em processo de implementação por meio da reforma e ampliação da futura Biblioteca Central da Praia Vermelha. Essa nova estrutura atenderá os cursos da área, além de programas de pós-graduação, o pré-vestibular e projetos de extensão.
Outras unidades estão sendo realocadas. A Biblioteca de Matemática e Estatística foi transferida para um local mais próximo das salas de aula. A Biblioteca de Administração e Ciências Contábeis passará a ocupar um espaço com melhores condições de acesso e funcionamento para estudantes e servidores.
No campus do Valonguinho, está em andamento a integração da Biblioteca de Nutrição e Odontologia à Biblioteca Central do Valonguinho. A medida amplia a capacidade de atendimento e libera áreas para novas instalações acadêmicas. Também está prevista a reorganização dos acervos históricos e de baixa rotatividade do antigo Instituto de Biologia, que continuarão disponíveis mediante agendamento, com o objetivo de otimizar os espaços de estudo e atualizar os materiais em uso.
Segundo a Superintendente de Documentação, Debora Nascimento, o projeto contempla ainda melhorias em acessibilidade física, atitudinal e de conteúdo, renovação da sinalização dos prédios, ampliação de áreas de uso coletivo, instalação de salas multimídia para atividades de ensino, pesquisa e extensão, e o fortalecimento do caráter acadêmico das bibliotecas.
“Essas iniciativas representam um avanço importante na forma como pensamos os espaços de estudo e convivência, estimulando a função social da biblioteca e a racionalização dos recursos institucionais. A biblioteca universitária deve ser também um lugar de permanência acadêmica, de acolhimento e de estímulo à vida acadêmica. Nesse sentido, estão sendo criados espaços de convivência, descanso, jogos e autorregulação emocional. Estamos empolgados com esta conquista”, finaliza.
