Em celebração ao Dia Mundial do Lúpus, médicos destacam sinais de alerta, impacto da doença e importância do acompanhamento precoce
Celebrado em 10 de maio, o Dia Mundial do Lúpus busca ampliar a conscientização sobre a enfermidade, que, segundo o Ministério da Saúde, é de nove a dez vezes mais frequente em mulheres, especialmente entre 15 e 45 anos. Entre os principais desafios estão o acesso ao diagnóstico especializado, a identificação precoce do comprometimento de órgãos internos e a adesão ao tratamento contínuo.
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica que pode comprometer diferentes órgãos e tecidos do corpo, causando desde fadiga, febre e dores articulares até complicações graves nos rins, pulmões e sistema nervoso. Apesar dos avanços no tratamento, especialistas alertam que o diagnóstico ainda costuma ocorrer de forma tardia, principalmente pela variedade de sintomas e pela dificuldade de reconhecimento da doença nos atendimentos iniciais.
Para esclarecer abordar o assunto sobre os sintomas, fatores de risco, evolução clínica e avanços terapêuticos, a Universidade Federal Fluminense (UFF) disponibiliza para entrevistas o professor de reumatologia, Rodrigo Poubel Vieira de Rezende, pesquisador nas áreas de epidemiologia e vacinação em doenças reumáticas autoimunes, e a reumatologista pediátrica do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap-UFF), Katia Lino.
Os especialistas também abordam temas como nefrite lúpica, vacinação em pacientes imunossuprimidos, impactos psicossociais da doença e os serviços oferecidos pelo Huap para acompanhamento de casos complexos.
