O foco do projeto é conscientizar as crianças no ambiente escolar sobre inclusão por meio de oficinas e atividades lúdicas
No dia 21 de setembro, é celebrado o Dia de Luta da Pessoa com Deficiência (PcD) e, na Universidade Federal Fluminense (UFF), a Liga Acadêmica de Saúde e Inclusão da Pessoa com Deficiência (LISIPD) promove a integração, a convivência social e a construção de cuidado em saúde para PcDs. O grupo oferece seminários e oficinas interprofissionais, especialmente nas escolas do ensino básico, e é pioneiro no estado do Rio de Janeiro entre as ligas acadêmicas a unir uma abordagem interprofissional ao tema.
O principal pilar da LISIPD são as atividades voltadas para o público externo. Pelo menos uma vez por semestre, a equipe realiza uma oficina com jogos adaptados e objetos utilizados por PcDs em escolas do Ensino Fundamental de Niterói. “Nosso propósito nas escolas é naturalizar a presença dos dispositivos na infância. Acreditamos que, se a criança compreender o funcionamento dessas tecnologias assistivas e perceber que um brinquedo comum pode ser adaptado para um colega com deficiência, ela crescerá sem preconceitos ou estranheza. Desse modo, conseguimos construir uma sociedade mais empática e inclusiva”, aponta Magda Chagas, coordenadora do projeto e professora do Instituto de Saúde Coletiva da UFF.
Mão na massa
Entre as atividades oferecidas estão as relacionadas ao uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A liga conta com a Estação de Libras, onde os pequenos aprendem com jogos didáticos, como o “Libras em Memória” e “Conhecer e Usar Libras”. Já na Estação de Braille, as crianças aprendem o alfabeto e os números conforme o sistema, além de entrarem em contato com uma reglete (dispositivo utilizado na escrita em braille).
Para abordar temas ligados ao direito da pessoa com deficiência, a Estação da Inclusão permite que as crianças utilizem jogos clássicos adaptados, como o “Cara a Cara Paralímpico” e o “Jogo dos Pares”, para relacionar símbolos, objetos e atitudes à PcD. A Estação da Acessibilidade apresenta mais alguns brinquedos adaptados, ressaltando que as brincadeiras podem ser adequadas e incluir mais pessoas.
As outras duas estações da oficina são a de Experimentação, em que as crianças interagem com tecnologias assistivas, como cadeiras de rodas e muletas, e a de Inclusão e Neurodivergência, composta por um mural explicativo que aborda as neurodivergências e a utilidade dos cordões de identificação.
Além das oficinas, os membros realizam aulas abertas e seminários regulares sobre temas que sentem falta nas grades curriculares de seus cursos. Na universidade, o projeto mantém um quadro em suas redes sociais chamado “Atualiza UFF”, no qual apresenta depoimentos de estudantes e realiza vistorias de acessibilidade nos campi. Em abril deste ano, foi lançada a cartilha digital “Inclusão na Prática: Direitos, vivências e auxílios da pessoa com deficiência no Ensino Superior”, um guia com os benefícios, direitos, questões de acessibilidade e relatos de pessoas com deficiência na UFF.
