Foto: Arquivo Pessoal.
Desenvolvido no Laboratório Pluriverso, da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Campos do Goytacazes, o Jogo do Privilégio e da Diferença é uma tecnologia social voltada para o letramento prático sobre opressões e marcadores sociais no Brasil. A iniciativa tem como objetivo debater sobre temas sensíveis e complexos como os sistemas de classe, gênero, capacitismo e território brasileiro, apostando em uma abordagem lúdico-formativa para alcançar professores e estudantes.
O projeto é coordenado pelo professor de Psicologia da UFF Pedro Renan Santos de Oliveira e nasceu de um trabalho de disciplina focado na experiência formativa e de intervenção social, idealizado pelas alunas Júlia Barreto e Gabriela Alvice. A dinâmica do jogo permite que os participantes reconheçam seus próprios privilégios e marcadores sociais na primeira rodada. Na segunda rodada, os participantes recebem uma carta e jogam sob a perspectiva de um novo personagem com marcadores sociais distintos dela.
Segundo o coordenador do projeto, a experiência reflexiva do tabuleiro coloca os jogadores em posição de questionar situações de opressões do cotidiano. “O jogo não pergunta quem você é, mas te faz pensar nisso a partir do momento em que você vai andando pelas casas e tem a possibilidade de avançar mais facilmente ou ter que parar em algumas delas”, adiciona Oliveira.
Para a extensionista e estudante do sétimo período do curso de Psicologia da UFF, Maria Clara Fernandes, a proposta lúdico-formativa ajuda a debater sobre temas sensíveis e complexos sem a rigidez e pragmatismo das abordagens padrões em sala de aula. “Esse formato torna palpável temas como opressões estruturais que existem no Brasil sem trazer palavras difíceis de serem interpretadas e com situações que você consegue ver acontecer no cotidiano“, conclui.
