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Estudantes da UFF são premiados em projeto que utiliza Inteligência Artificial para suporte às vítimas de preconceito

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Radar do Preconceito é um portal criado por uma equipe de seis estudantes universitários que coleta dados sobre preconceito no Brasil e cria uma rede de apoio às vítimas

Breno Fróes e Christopher Corrêa são estudantes de Sistemas de Informação, na UFF, e fazem parte da equipe premiada na 8ª edição do Programa Campus Mobile, do Instituto Claro. O projeto concorreu à categoria “Diversidade” com participantes de todo o país.

“Radar do Preconceito”, este é o nome do projeto vencedor, e trata-se de um portal, cujo objetivo é oferecer suporte a vítimas de preconceito e criar estatísticas confiáveis sobre o preconceito no Brasil.

A ideia foi inspirada em um dos participantes da equipe, Nathan Aguiar, que já viveu diversas situações de preconceito. Ao participar de uma Maratona sobre Cidades Inteligentes, o estudante decidiu abordar o tema e formou uma equipe. “Ele quis dar uma nova perspectiva a esse tema, já que quase sempre os problemas resolvidos são a respeito de transporte ou segurança. E, então, ele me pediu ajuda para tocar o projeto inicialmente, e daí surgiu a primeira versão do Radar do Preconceito, logo depois.”, conta Breno Fróes.

O Radar do Preconceito utiliza Inteligência Artificial para coleta de denúncias, que podem ser feitas de forma anônima, e as classifica por tipo de preconceito. Através do “Mapa do Calor”, uma das ferramentas do portal, o usuário pode saber quais são os casos de preconceito que estão acontecendo, separados por região. É possível também filtrar por tipo de preconceito.

O uso de Inteligência Artificial torna possível obter precisamente o local e a data das ocorrências e, com isso, mantém o mapa atualizado.

O portal oferece, ainda, a possibilidade de contactar profissionais que atuam na luta contra o preconceito e que estejam próximos à localização do usuário. Segundo Breno, “A intenção é que, após sofrer um caso de discriminação, seja possível fazer uma denúncia pelo portal e contatar um profissional mais próximo para uma ajuda mais imediata da situação, oferecendo uma forma de empoderamento a essas pessoas e, assim, diminuir o senso de impunidade que esses acontecimentos causam. A plataforma também se abre para outros profissionais que não atuam diretamente em ambientes de luta, mas querem ajudar ou oferecer serviços com abono para pessoas que fazem parte de minorias sociais.”

Outra ferramenta disponível é o “Botão de Alerta”, que envia a localização do usuário cadastrado por SMS para contatos de sua confiança, como pedido de socorro em situações de preconceito.

Segundo Breno, participar do programa que rendeu à equipe o prêmio, foi uma grande oportunidade de aprendizado técnico, além da experiência sobre a realidade social do país.

A equipe já recebeu também mentoria da Intel e o projeto também já foi destaque no site “Razões para acreditar”. “Todas essas conquistas nos faz acreditar nas oportunidades abertas e, principalmente, no anseio de todos por uma sociedade melhor e mais justa, como nós buscamos e acreditamos”, conta Breno. Ele completa que, “Atualmente, estamos reformulando o portal web e terminando o desenvolvimento do aplicativo, mas, em breve, o portal estará disponível e o aplicativo estará acessível na Google Play e na AppStore”.

O Radar do Preconceito está presente também em outros canais de comunicação, através do @radardenuncia, no Twitter, e @radardopreconceito, no Instagram.

Para saber mais sobre este informativo

Estes são os dados de contato do setor da universidade que escreveu este informativo:

Setor responsável: 
Telefone: 
21 2629 5432
Grande área: 

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A atualização mais recente deste conteúdo foi em 18/05/2020 - 12:20