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UFF tem patente concedida para kit de baixo custo que auxilia no rastreio precoce do autismo em bebês

Em meio às ações do Abril Azul, campanha de conscientização sobre o autismo, uma tecnologia desenvolvida na Universidade Federal Fluminense (UFF) ganha relevância ao propor uma forma acessível de identificar sinais iniciais do transtorno ainda nos primeiros meses de vida. Trata-se de um kit de baixo custo, recentemente patenteado, que auxilia no rastreio precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) a partir da observação da interação de bebês com estímulos visuais.

Desenvolvido pela doutora em Ciências e Biotecnologia pela UFF, Gisele Soares Rodrigues do Nascimento, o instrumento é voltado para lactentes entre 4 e 18 meses e se baseia na apresentação de imagens coloridas estáticas, previamente selecionadas, que exploram diferenças entre estímulos sociais e não sociais. 

A partir da escolha e do padrão de atenção da criança, como maior interesse por rostos humanos ou por objetos, o kit permite identificar indícios de alterações na interação social, um dos principais marcadores do desenvolvimento no espectro autista. “O invento desenvolve um kit diagnóstico para auxiliar na identificação precoce de autismo em lactentes, analisando a interação social por meio de imagens”, descreve a pesquisadora.

A professora Diana Negrão, orientadora de Gisele durante o doutorado, destaca que a inovação está na tradução de um modelo científico complexo para uma aplicação simples e escalável. “É uma teoria altamente complexa sendo simplificada para um nível de rastreamento dentro do contexto brasileiro”, afirma. 

Segundo ela, o instrumento não substitui o diagnóstico clínico, mas funciona como uma etapa inicial de triagem, contribuindo para a identificação de crianças que necessitam de avaliação especializada. Com a concessão da patente, o próximo passo é a ampliação do método, com estudos que permitam quantificar sua precisão e potencial de aplicação em larga escala

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