O Dia Nacional da Adoção é celebrado em 25 de maio e, apesar de o processo adotivo ser regulamentado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) há 36 anos, ainda é atravessado por desinformação, demora processual, forte discrepância entre o perfil das crianças disponíveis e o buscado pelas famílias habilitadas. Além disso, ainda é perpetuada a prática da “adoção à brasileira” — ato ilegal em que crianças são registradas como filhas biológicas sem o devido processo judicial. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que atualmente existem cerca de 6,1 mil crianças e adolescentes aptos ao processo no país, enquanto mais de 33 mil pretendentes estão habilitados no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).
Para abordar o tema, a Universidade Federal Fluminense (UFF) disponibiliza as especialistas Lygia Ayres, psicóloga do Serviço de Psicologia Aplicada, e Ebe Campinha, docente da Escola de Serviço Social e co-coordenadora do Núcleo de Extensão e Pesquisa em Direitos Humanos, Infância, Juventude e Serviço Social (NUDISS-UFF). Ambas podem discutir os aspectos psicológicos, sociais e jurídicos envolvidos na adoção, esclarecer dúvidas frequentes e analisar os desafios que ainda marcam o sistema de proteção à infância e adolescência no país.
