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Projeto inédito da UFF analisa quarenta anos de degradação na área costeira do estado do Rio de Janeiro

Apesar de ainda apresentar riscos em determinadas áreas, a maioria do litoral fluminense tem solo estável. São os dados do Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro, projeto da Universidade Federal Fluminense (UFF), que analisou quarenta anos de imagens de satélites da região por meio de uma ferramenta de avaliação inédita no Brasil.

Comumente aplicada em climas semiáridos ou mediterrâneos, a metodologia do Programa de Ações Prioritárias do Centro de Atividades Regionais do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-PAP/RAC) se mostrou eficaz para medir as transformações do ambiente costeiro tropical úmido pela primeira vez. Durante as décadas avaliadas, a pesquisa demonstrou que as áreas urbanizadas de municípios como Angra dos Reis, Paraty e Cachoeiras de Macacu, somadas às vulnerabilidades naturais, podem apresentar riscos à população.

Neste sentido, a pesquisa também oferece resoluções e caminhos para gestores e governos, voltados à preservação ambiental e intervenções direcionadas. Para Mohammad Al Abed, autor do estudo e professor visitante da UFF, “estudo oferece um modelo científico e replicável capaz de identificar as áreas críticas de degradação, quantificar as mudanças no uso e cobertura da terra ao longo de 40 anos e subsidiar o planejamento municipal e o cumprimento do Código Florestal brasileiro”, resume.

 

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