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Em clima de COP30, projeto da UFF propõe soluções práticas para driblar mudanças climáticas

Faltando menos de uma semana para a COP30, o assunto sobre mudança climática tem se tornado central nas discussões ao redor do mundo. Na Universidade Federal Fluminense (UFF), o cenário não é diferente: o projeto Riskclima está em destaque. Voltado para análise de eventos climáticos extremos, como seca, onda de calor e chuvas intensas, e a mitigação dos impactos sociais causados pelo desequilíbrio ambiental, a iniciativa tem como um dos principais objetivos diminuir os índices de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Entre elas, o ataque cardíaco, causado pela desidratação em dias de temperaturas elevadas.

O projeto, criado em 2022 a partir da análise climática das regiões brasileiras, gera relatórios com propostas práticas para melhorar a qualidade de vida da população, que sofre com os eventos extremos. Medidas de política pública simples, como alertar a população a beber dois litros de água em dias de temperatura elevada, podem evitar a morte de 50% de pessoas idosas, população mais atingida, já que bebe menos água naturalmente.

Grandes regiões 

A iniciativa mapeia os problemas de cada zona do país e procura encontrar meios cabíveis para solucionar de forma objetiva e específica as consequências do desequilíbrio ambiental. De acordo com Márcio Cataldi, coordenador do projeto e professor do Departamento de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFF, no Norte, sede da COP30, a onda de calor intensa é o grande problema causado pelo desequilíbrio ambiental. A região vive uma realidade mais delicada, já que concentra uma maior população tradicional, como as ribeirinhas, que têm dificuldade para lidar com o desequilíbrio climático atual. Elas não possuem recursos artificiais para driblar esse problema e sofrem os impactos na subsistência, principalmente, como a interferência na pesca, caça e agricultura. 

Já no Sul, é possível apontar as chuvas intensas, que já provocaram desastres, como o de Porto Alegre, recentemente. No Sudeste e Centro-Oeste, a seca é prevalente pela ausência de chuva. Quando o assunto é Nordeste, é possível apontar a seca no interior como o principal fator de risco.

Alternativas 

Entre as soluções propostas estão: a criação de um programa de coleta de água renovável para não ter problemas com abastecimento e em período de seca. O investimento em outras fontes de energia elétrica, como a eólica e solar, pode reduzir o risco de apagões no país. A elaboração de sistemas de refrigeração natural para auxiliar as populações tradicionais a enfrentarem os períodos mais quentes. O telhado verde pode ser ideal para reduzir a temperatura, absorver melhor a água da chuva e melhorar a qualidade do ar nas ondas de calor. A criação e manutenção de comportas, mecanismo essencial para drenagem de água, ajudam a reduzir os danos das chuvas intensas.

IA no clima 

Uma das ferramentas utilizadas no projeto, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é a Inteligência Artificial (IA). A tecnologia serve para adequar os modelos climáticos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para uma realidade brasileira atual.  Nesse sentido, o que é feito com IA é utilizá-la para selecionar os modelos mais eficazes de previsão do clima presente e aperfeiçoá-los.

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