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Crédito rural: um aliado contra o desmatamento

O Crédito Rural, instrumento de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), é responsável por 20% do desembolso da instituição, que gira em torno de R$ 30 bilhões por ano. Voltado para estimular a produção agrícola no país, o subsídio pode ser utilizado para duas finalidades: custeio de insumos, como fertilizantes, ou investimento em maquinário, como tratores e colheitadeiras, por exemplo. 

Em vista do tamanho da disponibilidade de crédito, o Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) produziu um artigo sobre o papel do instrumento no aumento da produtividade da terra. O artigo “Cultivating Progress: The Impacts of Credit for Agricultural Investment in Brazila” afirma que o uso do subsídio para investimento estimula o produtor a aproveitar melhor o solo com ferramentas e contração de mão de obra que otimizam seu uso, sem efeito claro de desmatamento. 

Os economistas analisaram os resultados nos municípios brasileiros que utilizaram a modalidade do BNDES e chegaram à conclusão de que não houve aumento no índice de desmatamento, ou seja, a média encontrada na análise corresponde a zero. De acordo com os pesquisadores, o aumento do subsídio para investimento pode ser um aliado contra o desmatamento, junto a políticas mais rígidas de restrição do uso de terras, que obrigam o produtor a explorar melhor a utilização dos hectares.

Em regiões onde a disponibilidade de terras é menor, como no Sul do Brasil, o financiamento pode ter resultados mais fortes, já que a expansão agrícola é mais restrita e, consequentemente, os produtores rurais precisam intensificar a produtividade do pedaço menor.  

Diante das informações acima, gostaria de sugerir uma entrevista com o professor da UFF André Albuquerque Sant’Anna, um dos autores do artigo, para detalhar as análises do artigo e abordar sua contribuição para uma melhor produtividade agrícola da terra e diminuição do desmatamento nos municípios.

Leia a matéria na íntegra.

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