A Ciência Aberta é um movimento global que incentiva novas formas de produzir, organizar, compartilhar e reutilizar o conhecimento científico. Sua missão é tornar a ciência mais transparente, colaborativa e acessível, beneficiando tanto a comunidade acadêmica quanto toda a sociedade. (Fonte: CGU — Governo Aberto)
Na UFF, a Ciência Aberta não é novidade: ela faz parte da trajetória da instituição há décadas. Os periódicos em acesso aberto, o Repositório Institucional (RIUFF), eventos científicos, formações, ações públicas e uma cultura de compartilhamento são exemplos de iniciativas que já integram o cotidiano da Universidade.
Nos últimos anos, entretanto, a UFF tem avançado em direção a uma política institucional estruturada de Ciência Aberta, ampliando práticas, fortalecendo sua governança e assumindo compromissos internacionais.
Em 2024, a universidade tornou-se a primeira instituição brasileira a assinar a Declaração de Barcelona para Ciência Aberta, reforçando sua liderança nacional no tema. Soma-se a isso sua participação ativa na Semana Internacional do Acesso Aberto, com eventos dedicados à gestão de dados, à comunicação científica e ao impacto da ciência aberta nos grandes desafios contemporâneos.
O que a UFF faz pela Ciência Aberta
1. Mobilização e formação da comunidade acadêmica
Promoção de debates, encontros e ações de sensibilização sobre acesso aberto, compartilhamento de dados e colaboração científica.
Realização de lives, palestras, seminários e eventos durante todo o ano, com destaque para a Semana Internacional do Acesso Aberto.
2. Fortalecimento da comunicação científica
Fórum de Editores e Comunicação Científica (FOCO): reúne editores e pesquisadores para qualificar revistas da instituição e fortalecer a editoração científica.
Entre suas ações estão a gestão do Portal de Periódicos, encontros formativos e a promoção de boas práticas de comunicação científica.
3. Estruturação de políticas institucionais
Criação de um Grupo de Trabalho dedicado às discussões e à implementação de um futuro Núcleo de Ciência Aberta.
Desenvolvimento de diretrizes, práticas e materiais de apoio para orientar a comunidade universitária.
4. Acesso aberto à produção científica da UFF
Repositório Institucional (RIUFF): hospeda e disponibiliza publicações acadêmicas e científicas da universidade.
Comunidade temática de Ciência Aberta no RIUFF para facilitar o depósito de materiais e a visibilidade das pesquisas.
5. Ferramentas e práticas abertas
Incentivo ao uso de software livre e recursos educacionais abertos.
Orientação para o compartilhamento e a reutilização de dados de pesquisa, incluindo o uso de plataformas como o Dataverse.
6. Fontes de pesquisa científica em acesso aberto
A UFF disponibiliza uma ampla rede de revistas científicas gratuitas, acessíveis a qualquer pessoa interessada em conhecimento:
- Portal de Periódicos da UFF
- Revistas científicas da UFF
- RIUFF – Repositório Institucional
- Catálogo e bases de pesquisa das Bibliotecas UFF
Histórico
Em 2025 foi instituído o Grupo de Trabalho para constituição de um Núcleo de Ciência Aberta e Dados de Pesquisa da Universidade Federal Fluminense.
Membros:
Representantes da Superintendência de Documentação- SDC:
Debora do Nascimento, Bibliotecária, SIAPE 1591520;
Debora Nascentes Ribeiro, Bibliotecária, SIAPE 1328261;
Fabiana de Melo Amaral Gonçalves Pinto, Bibliotecária, SIAPE 1740383;
Glauce Cristina da Conceição Silva, Arquivista, SIAPE 1768517;
Joana Carla Marques dos Santos, Bibliotecária, SIAPE 1650744;
Josimara Dias Brumatti, Bibliotecária, SIAPE 1879261;
Gabriela Souza Neto Pimenta, Bibliotecária, SIAPE 1117449;
Geisa Meirelles Drumond, Bibliotecária, SIAPE 2084832;
Maria Helena Ferreira Xavier da Silva, Bibliotecária, SIAPE 1791224;
Maria Margareth Vieira Pacheco Rodrigues, Bibliotecária, SIAPE 1741436
Representantes Docentes:
Ivanilma de Oliveira Gama, Docente, SIAPE 1852353;
Thaiane Moreira de Oliveira, Docente, SIAPE 1102427;
Bethania Sampaio Corrêa Mariani, Docente, SIAPE 6310996;
Daniel Cardoso Moraes de Oliveira, Docente, SIAPE 1889299;
Representante da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX:
Lucíola Rangel de Luca, Docente e Coordenadora De Divulgação e Difusão Proex, SIAPE 2290789;
Representante da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação – PROPPI Filipe Inácio Procópio Araújo Viana, SIAPE 3270048;
Representante da Superintendência de Relações Internacionais – SRI
Priscilla Hoelz Pacheco, Tec. Em Assuntos Educacionais, SIAPE 2825980
Representante da Editora EDUFF
Bruno Roncada, Assistente em administração, SIAPE 2955295
Atribuições:
Debater e propor ações para promover a ciência aberta na UFF;
Atuar e propor ações para efetivação do cumprimento dos compromissos firmados pela UFF através da assinatura da Declaração de Barcelona para Ciência Aberta;
Propor e elaborar o plano de dados científicos abertos na UFF;
Propor uma política de dados abertos científicos para a UFF;
Estudar e operacionalizar a implementação de um repositório aberto de dados de pesquisa pra UFF;
Estudar a viabilidade e propor a criação de um Núcleo de Ciência Aberta com o objetivo de acompanhar, manter e promover as ações de Ciência Aberta na UFF,
O grupo de trabalho iniciou suas atividades oficialmente dia 17 de fevereiro de 2025.
Saiba mais sobre Ciência Aberta - Justificativas
A ciência aberta se justifica por uma série de motivos que promovem a aceleração do progresso científico, a democratização do conhecimento e o aumento da transparência e da confiança na pesquisa. Ela beneficia a sociedade, a comunidade científica e a própria integridade da ciência.
Justificativas para a comunidade científica
Aceleração da inovação e do progresso: Ao remover barreiras e promover o acesso e o compartilhamento de dados, a ciência aberta impulsiona a colaboração e permite que pesquisadores construam sobre os trabalhos uns dos outros de forma mais rápida e eficiente.
Aumento da reprodutibilidade e da confiabilidade: O compartilhamento aberto de dados e métodos permite que outros cientistas verifiquem e reproduzam os resultados. Isso fortalece a confiança nas descobertas e ajuda a identificar e corrigir erros ou fraudes científicas, como o p-hacking e o HARKing.
Maior visibilidade e impacto: A disponibilização dos resultados de pesquisa em acesso aberto, como artigos e dados, aumenta sua visibilidade para um público mais amplo, que inclui outros pesquisadores, formuladores de políticas e o público geral. Isso maximiza o potencial de impacto do trabalho científico.
Maximização do potencial de colaboração: O acesso aberto facilita a colaboração entre pesquisadores de diferentes instituições, países e disciplinas, promovendo a troca de informações e o desenvolvimento de novas abordagens para resolver problemas complexos.
Eficiência e reutilização de dados: Compartilhar dados evita que o mesmo trabalho seja refeito repetidamente, economizando tempo e recursos. Dados de pesquisa podem ser reutilizados para novas análises e para responder a perguntas diferentes das originais.
Liberdade da lógica de monetização: O movimento da ciência aberta busca libertar a comunicação científica da lógica exclusiva de monetização, que muitas vezes limita o acesso ao conhecimento a quem pode pagar por ele.
Justificativas para a sociedade
Retorno do investimento público: Muitas pesquisas são financiadas com recursos públicos. A ciência aberta garante que o conhecimento gerado com o dinheiro dos contribuintes esteja disponível e acessível a todos, maximizando o benefício social do investimento.
Democratização do conhecimento: Ao remover as barreiras de acesso, a ciência aberta permite que o conhecimento científico chegue a um público mais amplo, incluindo estudantes, professores, inovadores e cidadãos interessados. Isso contribui para uma sociedade mais informada e educada.
Inclusão e equidade: A ciência aberta, em seus princípios, busca a diversidade, equidade, inclusão e acessibilidade para combater desigualdades no acesso ao conhecimento. Isso garante que pesquisadores de todas as regiões, inclusive países em desenvolvimento, possam ter acesso e contribuir para o avanço da ciência.
Engajamento social e ciência cidadã: A transparência e o compartilhamento de dados abrem caminho para a participação de cidadãos em projetos científicos, o que é conhecido como ciência cidadã. Isso promove a conscientização pública e o engajamento da sociedade na pesquisa científica.
Resolução de problemas globais: Em situações como a pandemia de COVID-19, a colaboração internacional e o rápido compartilhamento de dados e resultados por meio da ciência aberta se mostraram cruciais para acelerar a busca por vacinas e tratamentos.
Justificativas éticas e de transparência
Transparência ética: A ciência aberta promove a transparência em todas as etapas do processo de pesquisa, desde a coleta de dados até a publicação dos resultados. Isso reduz vieses e aumenta a ética na produção do conhecimento.
Construção de uma ciência mais justa: A abertura da ciência não é apenas técnica, mas também política. Ela levanta discussões sobre justiça social, cognitiva e epistêmica, questionando quem tem acesso ao conhecimento e quem participa da sua criação.
