Informe

Doutorando da UFF representa o Brasil na COP26 com o tema desigualdades raciais

O aluno de doutorado do Programa de Pós-graduação em Geografia, Diosmar Filho, participou da 26ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), a maior e mais importante conferência sobre o clima do planeta, que ocorreu entre os dias 01 e 12 de novembro de 2021, na cidade de Glasgow, Escócia. Essa foi a primeira edição que contou com uma agenda que unia clima e desigualdades raciais, de gênero e sociais, contando com a presença de pesquisadores(as) negros(as).

A participação do estudante se deu como delegado, partir da sua experiência como pesquisador integrante da equipe responsável pelos estudos sobre ordenamento territorial, condições de saúde e desigualdades raciais, de gênero e sociais diante das mudanças do clima nas nove capitais da Amazônia Legal, com o projeto Amazônia Legal Urbana – Análises Socioespaciais de Mudanças Climáticas, realizada pela IYALETA – Pesquisa, Ciência e Humanidades, com apoio do Instituto Clima e Sociedade (ICS).

O objetivo do evento foi discutir os desafios globais para a redução do aquecimento do planeta em 1,5°C e a emissão de gases do efeito estufa (GEE) até 2050, os avanços nas ambições da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) até 2030 e 2050, além de ações pelo desmatamento zero no Brasil e uma transição social justa, que impacta a vida da população brasileira, em especial a população negra.

“Uma segunda frente de atuação que construímos se refere à titulação das terras e territórios quilombolas e à regularização fundiária urbana no Brasil, com a elaboração do documento “Terra, territórios e o enfrentamento ao racismo nas lutas contra a crise climática: o Movimento Negro Brasileiro na COP 26”. O manifesto apresenta as dimensões e desafios para o Estado brasileiro cumprir o Acordo de Paris e ser responsável por garantir políticas de uso da terra rural e urbana para a população negra, com a efetivação de ambições que zerem o desmatamento nos biomas da Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, combatendo as desigualdades raciais e de gênero”, destaca Diosmar.

Segundo o doutorando, sua atual pesquisa aborda o ordenamento territorial urbano na cidade de Salvador, que tem 87% da população autodeclarada negra vivendo em situação de vulnerabilidade sob um Plano Diretor Urbano que considera como desigual. “Participar da COP26 me permitiu observar o processo de consolidação de um novo ciclo de governança pública, social, comunitária e territorial dos Estados, sendo de suma importância para a pesquisa que desenvolvo no Posgeo/UFF. Combater os efeitos e impactos das mudanças do clima já não é mais uma agenda sobre gerações futuras. As mudanças climáticas, a pandemia e o racismo nos evidenciam que a maioria da população global vive hoje em situação de vulnerabilidade”, conclui.

Dados do informe

12/11/2021


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