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Atualizado: 8 horas 15 minutos atrás

Cine Debate Metamorfoses da rua – Sessão de encerramento

sex, 23/07/2021 - 17:40

Na sessão de encerramento do Ciclo Cinematográfico Metamorfoses da Rua assistiremos Carioca era um rio, de Simplício Neto. O filme nos levará para a origem dos processos de metamorfoses. Vamos retomar a história do Rio Carioca e como o curso dele acompanhou a formação de uma cidade e de um povo, confrontando a água com o asfalto, a natureza e a urbanidade.

A História desse Rio é a História do Desenvolvimento Urbano do Brasil, a História da origem do nosso descaso com o Patrimônio Histórico e Ambiental. O Rio Carioca, é um elemento fundamental da geografia do Rio de Janeiro, mas hoje está oculto de nossa visão. Poucos cariocas sabem que seu “padrinho” está sob seus pés. 

Um documentário em forma de ensaio poético, uma narração feita pela colagem de textos literários, músicas, entrevistas, found footage e imagens institucionais de arquivo, além do registro atual do que sobrou do curso do rio. A proposta é a reflexão, ética e estética sobre os grandes projetos de modernização do Brasil e da Cidade do Rio de Janeiro em particular, sempre recorrentes, mas muitas vezes frustrados ou talvez até mesmo corruptos e criminosos. 

22/07 – 5º SESSÃO

Carioca era um rio
De Simplício Neto
Brasil, Documentário, 2013, 74´

Documentário sobre o rio que deu nome aos habitantes da cidade do Rio de Janeiro. Principal fonte de abastecimento de água por dois séculos, o Rio Carioca orientou o crescimento dessa capital, mas hoje é um grande canal de esgoto submerso que deságua na Baía da Guanabara. A história desse rio é a história do desenvolvimento urbano no Brasil.

29 de julho de 2021
Quinta | 19h
Transmissão via Facebook do Centro de Artes UFF

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Cine Debate – Metamorfoses da rua – 4ª sessão

seg, 19/07/2021 - 13:18

Metamorfoses da rua – 4ª sessão: Reencantamento da rua

A quarta sessão do Ciclo de Cinema “Metamorfoses da rua” trará as mulheres e a rua. São três histórias sobre sonhos, festas, homenagens, lutas. O reencantamento com o espaço e a possibilidade de ocupar a rua, o lugar público e o sonho de urbanidade democrática.  

Irão compor o eixo Reencantamento da rua: Em paz, de Clara Linhart; Tia Ciata, de Mariana Campos e Raquel Beatriz; A dama do Estácio, de Eduardo Ades.

22/07 – 4º SESSÃO: REENCATAMENTO DA RUA

Em paz
De Clara Linhart
Documentário, Brasil, 2015, 22 min

Em 1916, uma associação de prostitutas judias vindas da Europa do Leste funda seu próprio cemitério no Rio de Janeiro. Hoje, ele está desativado.

 

Tia Ciata
De Mariana Campos e Raquel Beatriz
Documentário, Brasil, 2017, 26 min
Com Angela Peres, Conceição Evaristo, Giovana Xavier, Gracy Mary Moreira, Helena Theodoro, Janaina Oliveira, Mãe Beata de Iyemonjá, Marina Iris, Nina Rosa

O documentário aborda o protagonismo feminino negro sob a ótica de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, uma mulher de suma importância para a história e a cultura brasileiras.

 

A dama do Estácio
De Eduardo Ades
Ficção, Brasil, 2012, 22 min
Com Fernanda Montenegro, Nelson Xavier, Joel Barcellos e outros

Zulmira é uma velha prostituta que um dia acorda obcecada com a ideia de que vai morrer, e precisa adquirir um caixão.

22 de julho de 2021
Quinta | 19h
Transmissão via Facebook do Centro de Artes UFF

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Cine Debate Metamorfoses da rua – 3ª sessão: A Rua Suprimida

sex, 09/07/2021 - 17:45

Exibição de um curta-metragem e um longa-metragem.

A terceira sessão do Ciclo de Cinema “Metamorfoses da rua” irá compor o eixo “A Rua Suprimida”. São obras que representam a negação do espaço público, as ações violentas do Estado com políticas de remoção e reformas urbanísticas.

A sessão apresentará o curta-metragem Vazio do lado de fora (2017), de Eduardo BP, ficção rodada na Vila Autódromo e O Prefeito (2015), de Bruno Safadi, ficção realizada em meio aos escombros da Perimetral.

15/07 – 3º SESSÃO: A RUA SUPRIMIDA

Vazio do lado de fora
De Eduardo BP
Brasil, 2017, 22 min
com Hugo Grativol, Wilian Santiago, Augusto Fontes Jr. Dja Marthins, Claudia Barbot e outros.

Após a demolição das casas e ruas, restaram os corpos ou a vida em pedaços. Ali, uma garota arrumou-se para uma festa, uma senhora rezou, uma filha dobrou camisas, um casal contou estrelas, um rapaz saltou de bicicleta, outro dançou com seu jabuti. Filme gravado na Vila Autódromo, comunidade que resistiu à devastação do Rio, em 2016.

O Prefeito
De Bruno Safadi
Brasil, 2015, 70 min
com Nizo Neto, Djin Sganzerla, Gustavo Novaes

O prefeito da cidade do Rio de Janeiro quer entrar para a história. Para tanto, decide separar o Rio do Brasil e fundar um novo país. 

15 de julho de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes

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Cine Debate – Metamorfoses da rua – 1 sessão: A rua encenada

seg, 28/06/2021 - 10:53

A primeira sessão do Ciclo de Cinema “Metamorfoses da rua” apresentará ao público 3 curtas-metragens inspirados em contos de João do Rio. A primeira sessão, a Rua encenada, trará o olhar de alguns realizadores sobre textos do homenageado e um bate papo sobre a adaptação literária para o audiovisual e o impacto da (re)descoberta de João do Rio. 

01/07 – 1º SESSÃO: A RUA ENCENADA

Vida Vertiginosa
De Luiz Carlos Lacerda
RJ, ficção, 2009, 15 min
Com Ney Latorraca, Paula Burlamaqui, Edi Botelho

Início do século XX. Duas atrizes conversam no camarim enquanto se maquiam para entrar em cena. Uma delas conta estórias de amor, ciúme e crime. Não sabemos se ela está inventando ou se viveu o que conta. Inspirado em contos de João do Rio.

 

O bebê de tarlatana rosa
De Renato Jevoux
RJ, ficção, 2013, 25 min
Com Camilo Bevilacqua, Cristiane Ferreira e outros

Heitor de Alencar, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, um dândi de salão, guia seus discípulos e admiradores por uma excitante incursão ao submundo dos prazeres e do acanalhamento do carnaval. Mas, a sua história acaba por revelar o reverso da luxúria, o horror e a infâmia.

 

Cabeça de papelão
De Quiá Rodrigues
RJ, animação, 2012, 20 min

Desde pequeno Antenor é diferente dos demais. Convencido de que a razão para seus problemas é sua cabeça, ele a troca por uma de papelão. Arte baseada em desenhos de J. Carlos e roteiro versão do conto “O homem da cabeça de papelão” de João do Rio.

01 de julho de 2021
Quinta | 19h
Transmissão via Facebook do Centro de Artes UFF

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Lembro mais dos corvos

qui, 10/06/2021 - 13:50

Cine Debate – Sessão Extra em parceria com a ReMA
Lembro mais dos corvos

Trata-se de uma aproximação do Cine Arte UFF com a Rede Macunaíma de Afetos, que agrega grupos de pesquisas de diferentes instituições universitárias, pesquisadores do audiovisual brasileiro. Os debates se caracterizam por um vínculo maior com a academia, mas sem deixar de perder a conexão com o público. São sessões extras que, durante a programação virtual, iremos procurar selecionar filmes que se destacaram pela linguagem e que transitam pela questão do afetar-se, tema importante em tempos tão difíceis.

Lembro mais dos corvos, de Gustavo Vinagre
Documentário, Brasil, 2019, 82´
Com Julia Katharine

Júlia conta histórias para atravessar uma noite de insônia.

Sessão seguida de bate papo com a atriz e roteirista Julia Katharine que estará acompanhada dos pesquisadores dos grupos de pesquisa EPOCA – Grupo de pesquisa Estética e Política na Contemporaneidade (vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e do Curso de Cinema e Audiovisual da Unisul e do Curso de Cinema da UFSC); o CIA – Comunicação, Imagem e Afeto (vinculado ao POSCOM – UFES), o NEX – Núcleo de estudos do Excesso nas Narrativas Audiovisuais (vinculado ao PPGCine – UFF) e o HabitáveisFormas de Habitar o Presente (vinculado à EBA – UFRJ), vinculados a ReMA – Rede Macunaíma de Afetos.

14 de junho de 2021
Segunda | 18h
Transmissão
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube do PPGCine/UFF

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Cine Debate – Itinerância Festival de Cinema Cômico

dom, 30/05/2021 - 13:51

O Centro de Artes da UFF recebe, no mês de junho, a itinerância do 1º Festival Brasileiro de Cinema Cômico, realizado pela Ritornelo, através da Lei Aldir Blanc via Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo do Governo Federal. 

“Em uma história dramática, o alívio cômico é aquele momento no qual a trama principal é suspensa e o público acompanha uma ação secundária, de tom mais leve. Nesses desvios, temos acesso a contradições, fragilidades e novos pontos de vista sobre o tema abordado. Graças a eles, a narrativa retorna aos trilhos mais fortalecida, para assim prosseguir”.

Assim definiu Vitor Medeiros, cordenadore do 1º FestCômico, parceiro do mês de junho na programação do Cine Arte UFF. Temos trabalhado para manter uma programação de qualidade no Centro de Artes UFF e vemos nisso uma maneira de resistir à dura realidade que vemos diariamente nos noticiários.  Assim, a coragem dos organizadores do FestCômico chamou nossa atenção por oferecer um respiro, um alívio, ainda que temporário, oferecendo uma vasta programação com a intenção de afetar o público de uma outra maneira, “soltar o riso frouxo, ou mesmo as lágrimas de emoção”. Essa parceria incrível vai oferecer ao público do Centro de Artes UFF um recorte do que foi o FestCômico em abril.

03/06 – 1º SESSÃO: “QUERIDINHOS DO PÚBLICO”

Curtas premiados pelo Júri Popular do 1º FesCômico

O Homem Que Virou Meme
SP, 2020, 11 min | 12 anos

SINOPSE
Julio, o dono de um sebo de livros alérgico à tecnologia, acorda transformado em um meme de internet. E, para piorar, viraliza nas redes. 

 

Story.Telling
RJ, 2021, 29 min | 16 anos

SINOPSE
Seria só mais um curta sobre dois roteiristas que se encontram para escrever um filme de terror. Mas é um plano sequencia de 27 minutos que mistura comédia com terror, onde a história se conta ao vivo com inúmeras referências e muita pizzas.

 

Um Amor em Quarentena 
CE, 2020, 21 min | Livre

SINOPSE
Um casamento Junino em meio a pandemia na comunidade de Uruiuti, a peleja de Firmino e Marizete para juntarem seus panos de bunda e casarem justo em meio ao contágio da Covid-19. Uma comédia romântica simples e interiorana, que passeia por diversos pontos de vistas sobre o momento que vivemos.

 

10/06 – 2º SESSÃO: “CONCEITO, COESÃO, ACLAMAÇÃO”

Curtas premiados pelo Júri Oficial do 1º FestCômico

Morde & Assopra 
MG, 2020, 10 min | 14 anos

SINOPSE
Fui contemplada num programa de redução de danos da burguesia: um final de semana num casarão que meu avô já trabalhou! Depois de anos só cortando dobrado… a preta quer virar artista de cinema. Será que eu estraguei seu filme?

 

Meio Filme de Família. Meio Filme de Viagem
SP, 2019, 20 min | Livre

 SINOPSE

Outubro de 2018, eleições presidenciais. No meio de todas as tensões no país, minha mãe, professora de inglês, realiza o seu grande sonho de adolescência: ir para Cuba. Ela me convida para ir junto, e aproveito a chance para tentar fazer o meu primeiro documentário. Um filme sobre ela, sobre mim, sobre as eleições de 2018, sobre Cuba, meio sobre todas essas coisas.

 

Em caso de fogo, pegue o elevador 
RS, 2021, 12 min | 14 anos

SINOPSE
Uma jovem com muito tesão busca sem sucesso jeitos criativos para gozar em meio à frustração de um isolamento.

 

Tommy Brilho 
CE, 2018, 17 min | 12 anos

SINOPSE 

Tommy Brilho é o primeiro aluno invisível da universidade. Com isso, surge o grande desafio de ser visto por seu crush.

Demônia – Melodrama em 3 atos 
SP, 2016, 17 min | 12 anos

SINOPSE
Demônia é um ser endiabrado. Ou uma mulher má.

 

17/06 – 3º SESSÃO: “HOMENAGEM BETSE DE PAULA – PARTE 1”

O Síndico, Brasil, 2021

Episódios 1, 2 e 3 (26´cada)

SINOPSE
Série de comédia sobre a convivência em um condomínio. Em um novo prédio em Itabuna, na Bahia, um ator acidentalmente se torna síndico e fica preso na disputa entre os moradores.

FICHA TÉCNICA
direção Betse de Paula 

roteiro Clara Mello e Betse de Paula
empresa produtora
produção Leonor Camargos
elenco Jailton Alves, Ruth Felisone, Raquel Rocha, Jiovanna Freire, Suzanna Maellen, Itan Augusto.

fotografia Mustapha Barat, ABC
arte Aline Souza, Bia Morgana, Carol Silvestrin, Clarissa Virmond
som  Ana Luisa Penna
edição Livia Goulart, EDT
trilha sonora original Iago Melo

 

24/06 – 4º SESSÃO: “HOMENAGEM BETSE DE PAULA – PARTE 2”

Sessão seguida de debate de encerramento com os curadores e organizadores do FestCômico e a homenageada, Betse de Paula.

O Síndico, Brasil, 2021

Episódios 4 e 5 (26´cada) 

SINOPSE
Série de comédia sobre a convivência em um condomínio. Em um novo prédio em Itabuna, na Bahia, um ator acidentalmente se torna síndico e fica preso na disputa entre os moradores.

Haverá debate apenas um debate, no encerramento, com os curadores e organizadores do Festival e a diretora homenageada pelo Festival, Betse de Paula.

3, 10, 17 e 24 de junho de 2021
Quintas | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube do Festival Brasileiro de Cinema Cômico 

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Ciclo Cinema-provocAção | O Cinema é Revolta

sex, 21/05/2021 - 11:23

Ciclo Cinema-provocação

Ato ou efeito de desafiar, incitar algo ou alguém para o combate, para a luta. O ciclo cinematográfico de maio traz no cerne a provocação. A curadoria, composta por filmes brasileiros independentes da última década, selecionou obras atravessadas pela ação: experimentação, reivindicação, reflexão, politização, afetação.

Vimos emergir no Brasil a negação da ciência e do pensar crítico, a desvalorização das artes e dos saberes, o culto à violência, a obediência aos valores tradicionais hegemônicos, o desprezo pelos direitos humanos, a permanência do racismo estrutural e do patriarcalismo. Diante desse cenário, como o audiovisual tece suas respostas? Como elaborar um cinema a partir de tais provocações? Tendo a experiência como ponto de partida, como a imagem e a narrativa “atazana a razão intransigente” (RUFINO e SIMAS, 2018)? O poder das imagens, a coragem da criação artística no enfrentamento do fascismo.

4º Sessão – o cinema é revolta

Não há mais condição: a revolta é condição de existência. O cinema-provocAção busca o agitar, o movimento, o inquieto. O filme que encerra o ciclo de maio, Nóis por nóis, é um cinema que constrói na tela uma narrativa de revolta, de levante. Aly Muritiba e Jandir Santon colocam em cena como protagonistas aqueles que nunca o são, seu cotidiano, sua linguagem, seus sonhos e dilemas, suas insubmissões.

Nóis por nóis, de Aly Muritiba e Jandir Santon
Ficção, Brasil, 2018, 100´
Com Ma Ry, Matheus Moura, Maicon Douglas, Otávio Linhares, Luiz Bertazzo, Matheus Correa, Felipe Shat, Stephanie Fernandes,  Sol do Rosário e Patrícia Savary

O Baile rola solto e enquanto o RAP ecoa das caixas de som, quatro amigos vagam pela pista com objetivos bem distintos. O que eles não sabem é que seus destinos estarão selados para sempre após esta noite.

Após a sessão haverá debate com os diretores Aly Muritiba e Jandir Santin e o pesquisador e crítico Wallace Andrioli.

Aly Muritiba é um cineasta baiano, ganhador do prêmio Global Filmmaking do Festival de Sundance de 2013 com o roteiro do longa “Para a Minha Amada Morta”[1] e o seu curta-metragem “A Fábrica”, foi semifinalista ao Oscar de 2013, na categoria melhor curta em live-action. Em sua filmografia, existem trabalhos como: “Circular”“A Fábrica”“Para a Minha Amada Morta”“Com as Próprias Mãos”“A Revolta”, “Ferrugem”, além dos trabalhos para séries de TV.

Jandir Santin é redator, roteirista e diretor de cinema e televisão. Realizou os curtas “Quando Rio Perde Chão, Ele Vira Cachoeira” e “Paixão Nacional”.

Wallace Andrioli Guedes é historiador, professor e crítico de cinema. Doutor em História pela UFF e membro da Abraccine, escreve no site Plano Aberto e na revista Contrabando. Publicou em 2020 o livro “Política como produto: Pra Frente, Brasil, Roberto Farias e a ditadura militar”, pela editora Appris. 

27 de maio de 2021
Quinta | 19h
O filme será exibido por link fechado. Para receber o acesso ao filme e debate será necessário inscrição no formulário: https://forms.gle/sSXXuKqfhrNSpPPg9

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Ciclo Cinema-provocação | 3º Sessão – o cinema que se afirma

seg, 17/05/2021 - 15:12

Ciclo “Cinema-provocAção”

Ato ou efeito de desafiar, incitar algo ou alguém para o combate, para a luta. O ciclo cinematográfico de maio traz no cerne a provocação. A curadoria, composta por filmes brasileiros independentes da última década, selecionou obras atravessadas pela ação: experimentação, reivindicação, reflexão, politização, afetação.

Vimos emergir no Brasil a negação da ciência e do pensar crítico, a desvalorização das artes e dos saberes, o culto à violência, a obediência aos valores tradicionais hegemônicos, o desprezo pelos direitos humanos, a permanência do racismo estrutural e do patriarcalismo. Diante desse cenário, como o audiovisual tece suas respostas? Como elaborar um cinema a partir de tais provocações? Tendo a experiência como ponto de partida, como a imagem e a narrativa “atazana a razão intransigente” (RUFINO e SIMAS, 2018)? O poder das imagens, a coragem da criação artística no enfrentamento do fascismo.

O cinema que se afirma

Limiar, de Coraci Ruiz, transforma em imagem e som a experiência subjetiva de uma mãe que acompanha a transição de gênero do filho, expandindo o diálogo do âmbito privado para o público, demarcando espaço e disputando a narrativa em um momento de ascensão de um discurso ultraliberal. Segundo o professor da Unicamp, Gilberto Sobrinho, Limiar é uma obra corajosa, é um filme poético, mas também político, pois os dois âmbitos não se separam. Limiar compõe o ciclo cinematográfico Cinema provocAção trazendo para nossa pequena mostra a urgência da Afirmação. 

Limiar
De Coraci Ruiz
Documentário, Brasil, 2020, 77´
Com Noah Silveira Ruiz, Lena Bartman Marko e Coraci Ruiz

“Limiar” é um documentário autobiográfico realizado por uma mãe que acompanha a transição de gênero de seu filho adolescente: entre 2016 e 2019 ela o entrevista abordando os conflitos, certezas e incertezas que o perpassam numa busca profunda por sua identidade.

 Ao mesmo tempo a mãe, revelada por meio de uma narração em primeira pessoa e por sua voz que conversa com o filho por detrás da câmera, passa ela também por um processo de transformação que a obriga a romper velhos paradigmas, enfrentar medos e desmantelar preconceitos.

Após a sessão, debate com a diretora, Coraci Ruiz e com a pesquisadora Laís Lorenço.

Coraci Ruiz é formada em Dança, mestre em Cultura Audiovisual e Mídia e doutora em Multimeios, todos no Instituto de Artes da Unicamp. Trabalha como documentarista desde 2003, quando participou da fundação da produtora Laboratório Cisco, em Campinas/SP, da qual é sócia até hoje.
É diretora e fotógrafa de diversos documentários. O primeiro longa que dirigiu, “Cartas para Angola” (75′, 2012), participou de mais de 30 festivais em 16 países e foi premiado no Brasil, Angola, Portugal e Bélgica. 

Atualmente trabalha no longa “Germino Pétalas no Asfalto”, selecionado para o DOC LAB do DOC SP 2020, com tutoria de Marta Andreu, onde recebeu o Prêmio Conecta Chile para participação no WIP (Work In Progress) em janeiro de 2021.

Laís Lorenço é Doutoranda e Mestre em Multimeios (IA – Unicamp). Graduada em Cinema e Audiovisual (UFF). Desenvolve pesquisas com documentários latino-americanos em primeira pessoa, articulando questões espaciais e de gênero. Realizadora do filme “Além de Mim” (2017), co-dirigido por Gabriela Billwiller.

20 de maio de 2021
Quinta | 19h
O filme será exibido por link fechado. Para receber o acesso ao filme e debate será necessário inscrição no formulário: https://forms.gle/ikxCQBaG96y9Bvbz5

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Ciclo “Cinema provocAção” – Cinema Acessível – Os últimos românticos do mundo

qui, 13/05/2021 - 14:39

O projeto Brasil: a Margem em seu Ciclo Cinema-ProvocAção em parceria com O 1º Festival de Cinema Brasileiro Fantástico Online receberá a sessão especial do curta-metragem Os últimos românticos do mundo, de Henrique Arruda, uma história de amor queer, que propõe uma nova relação com o futuro diante do caos atual, da eminência do apocalipse. Um romance que subverte as convenções sociais em uma obra repleta de ousadias estéticas, que mostra coragem de criação e provoca o espectador. A sessão será disponibilizada com recursos de acessibilidade (libras, audiodescrição e LSE).

O 1º Festival de Cinema Brasileiro Fantástico Online tem como objetivo exibir a pluralidade do cinema brasileiro fantástico que é atravessada por uma gama de gêneros e subgêneros: o horror; a ficção científica; a fantasia; o real maravilhoso; o estranho; o absurdo; o afrofuturismo; entre outras vertentes, em filmes que se aproximam ao se distanciar de um sistema real/naturalista na captação de imagem e som, e que frequentemente criam potentes reflexões sobre a sociedade em que vivemos.

Os Últimos Românticos do Mundo
de Henrique Arruda, Recife (PE), 23’, 2020, 14 anos.
Com Mateus Maia, Carlos Eduardo Ferraz,  Gilberto Brito, Sóstenes Fonseca, Sharlene Esse, Raquel Simpson, Odilex Lins, Suelanny Carvalho e Andreia Valois.

2050. O mundo como conhecemos está prestes a ser extinto por uma misteriosa nuvem rosa. Distantes do caos urbano, Pedro e Miguel buscam apenas a eternidade.

18 de maio de 2021
Terça | 20h
Transmissão:
Youtube do Centro de Artes UFF
Youtube do 1 Festival de Cinema Brasileiro Fantástico

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Masterclass “Entre horrores e maravilhas: duas tendências do cinema brasileiro fantástico contemporâneo”

qui, 13/05/2021 - 14:04

O projeto Brasil: a Margem no Ciclo Cinema-ProcAção receberá a Masterclass “Entre horrores e maravilhas: duas tendências do cinema brasileiro fantástico contemporâneo” ministrada pelo pesquisador e curador Fabrício Brasílio, em parceria com o 1º Festival de Cinema Brasileiro Fantástico.

A partir de dois eixos temáticos: horrores do brasil e maravilhoso e cotidiano, Basílio discutirá o gênero fantástico na produção audiovisual independente brasileira e contemporânea, fazendo uma ponte com as provocações que balizam a curadoria do Cine Arte UFF no mês de março. Diante do atual cenário do nosso país, como o audiovisual veem encontrando caminhos narrativos e estéticos para criar respostas e reflexões?

O 1º Festival de Cinema Brasileiro Fantástico Online tem como objetivo exibir a pluralidade do cinema brasileiro fantástico que é atravessada por uma gama de gêneros e subgêneros: o horror; a ficção científica; a fantasia; o real maravilhoso; o estranho; o absurdo; o afrofuturismo; entre outras vertentes, em filmes que se aproximam ao se distanciar de um sistema real/naturalista na captação de imagem e som.

Fabrício Basílio é graduado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestre pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM/UFF), tendo como tema o fantástico no cinema brasileiro. É produtor e professor. Ofereceu oficinas sobre o cinema fantástico na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, na Coart-UERJ e na Ritornelo Audiovisual. Em2018, escreveu o artigo “O Mundo ao Avesso: absurdo e suspense em O Terceiro Tiro”, publicado no livro “Única – estudos hitchcockianos”.

18 de maio de 2021
Terça | 17h
Transmissão:
Youtube do Centro de Artes UFF
Youtube do 1 Festival de Cinema Brasileiro Fantástico

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Oficina com o diretor Luiz Antonio Pilar – Lima Barreto no audiovisual

ter, 11/05/2021 - 11:29

Bate papo aberto ao público com o diretor Luiz Antonio Pilar. Mediação de Reila Saraiva

 

O diretor irá conversar com o público sobre o processo de pesquisa e produção da obra “Lima Barreto, ao terceiro dia” para o cinema. O uso da obra do autor, as referências estéticas e narrativas utilizadas no filme que ainda será lançado.

Lima Barreto, ao Terceiro Dia é um longa de ficção que mostra os três últimos dias em que Lima Barreto esteve internado no Hospício Nacional dos Alienados, em 1919, no Rio de Janeiro. O filme é dividido em três planos: No plano real, Lima, já velho, está internado no hospício. O plano da memória mostra Lima Velho relembrando sua juventude quando escrevia o romance O Triste Fim de Policarpo Quaresma. No plano da ficção surgem os personagens do romance O Triste Fim de Policarpo Quaresma: Policarpo, Adelaide, Vitória, Ismênia e Albernaz. No elenco nomes como: Luis Miranda, Orã Figueiredo, Gisele Fróes e Cristiane Amorim.

Luiz Antonio Pilar, diretor e ator. Assina a direção de “Lima Barreto, ao terceiro dia”, que aguarda lançamento nas salas de cinema.

Carioca, nascido e criado na Vila Vintém, Pilar estudou Teatro na Escola Martins Penna e se formou em Artes Cênicas, Direção Teatral, pela UniRio. Acaba de dirigir o longa-metragem de ficção: Lima Barreto, ao Terceiro Dia. No cinema, também produziu e dirigiu o documentário Candeia, em memória aos quarenta anos de morte do compositor, O Papel e o Mar, selecionado no concurso de apoio à produção da RioFilme, Em Quadro – A História de 4 Negros nas Telas e Remoção.

Na TV Globo, dirigiu novelas como: “Desejo Proibido”, “Sinhá Moça” e “A Padroeira”.  Na extinta TV Manchete fez parte da equipe de direção de grandes sucessos como “Xica da Silva” e “Mandacaru”.

Em A Cor da Cultura, uma parceria com o Canal Futura e a TV Globo, criou os documentários Mojubá, sobre a influência das diversas manifestações da religiosidade de matriz africana e Heróis De Todo Mundo, 60 filmes biográficos sobre personalidades negras da história do Brasil.

No teatro foi responsável por diversos espetáculos como: Os Negros, de Jean Genet Paparutas, de Lázaro Ramos; Lima Barreto, ao Terceiro Dia, de Luís Alberto de Abreu e Ataulfo Alvez; o Bom Crioulo, de Enéas Carlos Pereira e Edu Salemi.

Reila Saraiva

Aluna de Produção Cultural UFF e uma das responsáveis pela produção, execução e curadoria do Projeto Lima Barreto – Protesto Eterno. 

13 de maio de 2021
Quinta | 17h
Transmissão
Facebook: https://www.facebook.com/centrodeartesuff
Youtube: https://www.youtube.com/CentrodeArtesUFFOficial

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Ciclo Cinema-provocação – 2º Sessão – O cinema que luta

sex, 07/05/2021 - 12:11

Ciclo “Cinema-provocAção”

Ato ou efeito de desafiar, incitar algo ou alguém para o combate, para a luta. O ciclo cinematográfico de maio traz no cerne a provocação. A curadoria, composta por filmes brasileiros independentes da última década, selecionou obras atravessadas pela ação: experimentação, reivindicação, reflexão, politização, afetação.

Vimos emergir no Brasil a negação da ciência e do pensar crítico, a desvalorização das artes e dos saberes, o culto à violência, a obediência aos valores tradicionais hegemônicos, o desprezo pelos direitos humanos, a permanência do racismo estrutural e do patriarcalismo. Diante desse cenário, como o audiovisual tece suas respostas? Como elaborar um cinema a partir de tais provocações? Tendo a experiência como ponto de partida, como a imagem e a narrativa “atazana a razão intransigente” (RUFINO e SIMAS, 2018)? O poder das imagens, a coragem da criação artística no enfrentamento do fascismo.

O cinema que luta

Sementes é uma das diversas respostas populares ao brutal assassinato da vereadora eleita no Rio de Janeiro, Marielle Franco. Aqui o audiovisual se propõe a acompanhar o trabalho e a luta de mulheres negras respondendo politicamente à execução. Diante disso, o cinema se insere nesse belo e espontâneo movimento acompanhando a multiplicação do legado da vereadora ao mesmo tempo que se coloca como instrumento para fazer ecoar a pergunta: quem mandou matar Marielle Franco? 

Cinema é poesia e arte, mas é também política e luta.

Sementes, mulheres pretas no poder, de Éthel Oliveira e Júlia Mariano
Documentário, Brasil, 2020, 100´
Com Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula, Talíria Petrone e outras

Em resposta à execução de Marielle Franco, as eleições de 2018 se transformaram no maior levante político conduzido por mulheres negras que o Brasil já viu, com candidaturas em todos os estados. No Rio de Janeiro, Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula e Talíria Petrone se candidataram aos cargos de deputada estadual ou federal. O documentário acompanhou essas mulheres, em suas campanhas, mostrando que é possível uma nova forma de se fazer políEca no Brasil, transformando o luto em luta.

Após a sessão, debate com as diretoras Éthel Oliveira e Julia Mariano. Convidadas: a vereadora de Niterói Benny Briolly, a professora Rose Cipriano e a vice-presidente da Associação de Pós Graduandos UFF Marielle Franco, Rebecca Vieira.

Rebecca Vieira, doutoranda em Antropologia pelo PPGA UFF, vice presidente da Associação de Pós Graduandos UFF Marielle Franco e Presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Niterói.

Rose Cipriano, professora da rede municipal de Duque de Caxias e feminista. Militante do Movimento Negro Unificado. Participa do Coletivo Minas da Baixada e Articuladas Mulheres no Enfrentamento a Violência Institucional no Rio de Janeiro.

Benny Briolly, vereadora trans de Niterói, eleita pelo PSOL como a mulher mais votada do município.

Éthel Oliveira é documentarista, cineclubista e montadora. Estudou Ciências Sociais na UFF onde desenvolveu inúmeras pesquisas junto ao Laboratório do Filme Etnográfico com povos guaranis do Rio e de Mato Grosso do Sul. Por dez anos anos residiu em Olinda onde foi atravessada por todo universo da cultura popular pernambucana e junto de alguns grupos desenvolveu projetos em torno do comunicação popular e dos direitos humanos.

Julia Mariano atua como diretora, produtora e roteirista. Formada em direção na Escola de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños (EICTV), em Cuba (2005), entre 2008 e 2009 foi estudante convidada da Baden-Wür”emberg Filmakademie, Stu”gart, Alemanha. Trabalhou como pesquisadora e roteirista em diversos programas de televisão. Em 2012, produziu e roteirizou o longa-metragem A Batalha do Passinho; em 2014 dirigiu Ameaçados; em 2016 produziu e roteirizou Deixa na Régua.

14 de maio de 2021
Sexta | 18h
Transmissão do filme: Plataforma Taturana (link em breve).
Transmissão do debate: https://www.facebook.com/centrodeartesuff e https://www.youtube.com/centrodeartesuffoficial

 

 

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1º Sessão – Ciclo Cinema-Provocação

sex, 30/04/2021 - 15:39

Ciclo Cinema-provocação

1º Sessão – o cinema que se reinventa 

“O que o cinema quer da gente é coragem”. Em seu texto para a Revista Cinética, Maria Trika chama a nossa atenção para o trecho de uma das falas de Ilha, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, o primeiro filme do nosso ciclo de maio. Ilha traz o cinema dentro do cinema, brinca com a linguagem, destrói e reconstrói sem medo de explorar, de afetar e se deixar afetar. 

Sessão seguida de bate papo com a dupla de diretores da Rosza Filmes, produtora independente com sede no Recôncavo da Bahia e responsável por um dos movimentos mais criativos e importantes do cinema brasileiro dos últimos anos. Os diretores estarão acompanhados dos pesquisadores dos grupos de pesquisa EPOCA – Grupo de pesquisa Estética e Política na Contemporaneidade (vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e do Curso de Cinema e Audiovisual da Unisul e do Curso de Cinema da UFSC); o CIA – Comunicação, Imagem e Afeto (vinculado ao POSCOM – UFES), o NEX – Núcleo de estudos do Excesso nas Narrativas Audiovisuais (vinculado ao PPGCine – UFF) e o HabitáveisFormas de Habitar o Presente (vinculado à EBA – UFRJ), que estarão lançando a rede de pesquisa, a ReMA – Rede Macunaíma de Afetos.

Após o filme, debate com participação da diretora Glenda Nicácio e do ator Renan Motta. Participação dos coordenadores dos grupos de pesquisa da “ReMA – Rede de Macunaíma de Afetos”: Alessandra Brandão (UFSC); Ramayana Lira (Unisul), Erly Vieira Jr (UFES), Mariana Baltar (PPGCine – UFF) e Vinicios Ribeiro (UFRJ).

 

Ilha, de Glenda Nicácio e Ary Rosa
Ficção, Brasil, 2017, 96´

Emerson, um jovem da periferia, quer fazer um filme sobre a sua história na Ilha, lugar de onde os nativos nunca conseguem sair. Para isso, ele sequestra Henrique, um premiado cineasta. Juntos, os dois reencenam a própria vida, com algumas licenças poéticas.

06 de maio de 2021
Quinta | 18h
Transmissão:
https://www.facebook.com/centrodeartesuff
https://www.youtube.com/ppgcineuff

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Nativas Narrativas – o modo indígena de fazer cinema

qui, 08/04/2021 - 13:23

Ciclo Nativas Narrativas

No contexto atual  tem se ampliado o interesse em nos voltarmos para as perspectivas e saberes dos povos nativos, embora de maneira tardia e mais lenta que o necessário, como que em busca de traçar outros caminhos frente à crise na qual a chamada “civilização” se encontra imersa. O cinema realizado pelos povos indígenas, há pelo menos três décadas, segue transformando as telas em janelas para outros mundos possíveis.

Narrar a si, narrar o outro. A diversidade do cinema indígena, com seus próprios modos de fazer e construir coletivamente, nos coloca diante de potentes questões.

Que narrativas sobre si se dão a ver nessas produções? Quais as suas relações e (cosmo)visões sobre a roça, a alimentação tradicional, a cura, os cantos, as danças, a língua, sobre tudo que permeia o dia-a-dia dessas comunidades?

Que olhar lançam para a sociedade envolvente, o seu outro? E que novas visões poderão ser acessadas por essa sociedade ao ser por eles colocada em perspectiva?

O Ciclo Nativas Narrativas, fruto da parceria entre o coletivo Ascuri e a Rede CineFlecha, traz um abrangente panorama da mais recente produção audiovisual indígena. A maior parte dos filmes aqui apresentados foram exibidos também na I Mostra CineFlecha (2020), trazida agora para o Centro de Artes UFF de forma itinerante.

Nativas Narrativas – o modo  indígena de fazer cinema

  • Mokoi Kovoé
  • Nhaderu

Ao final da sessão ocorrerá um debate.

29 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube da Ascuri Brasil

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DITADURA, VIOLÊNCIA E MEMÓRIA – Ciclo Nativas Narrativas

qui, 08/04/2021 - 13:21

Ciclo Nativas Narrativas

No contexto atual  tem se ampliado o interesse em nos voltarmos para as perspectivas e saberes dos povos nativos, embora de maneira tardia e mais lenta que o necessário, como que em busca de traçar outros caminhos frente à crise na qual a chamada “civilização” se encontra imersa. O cinema realizado pelos povos indígenas, há pelo menos três décadas, segue transformando as telas em janelas para outros mundos possíveis.

Narrar a si, narrar o outro. A diversidade do cinema indígena, com seus próprios modos de fazer e construir coletivamente, nos coloca diante de potentes questões.

Que narrativas sobre si se dão a ver nessas produções? Quais as suas relações e (cosmo)visões sobre a roça, a alimentação tradicional, a cura, os cantos, as danças, a língua, sobre tudo que permeia o dia-a-dia dessas comunidades?

Que olhar lançam para a sociedade envolvente, o seu outro? E que novas visões poderão ser acessadas por essa sociedade ao ser por eles colocada em perspectiva?

O Ciclo Nativas Narrativas, fruto da parceria entre o coletivo Ascuri e a Rede CineFlecha, traz um abrangente panorama da mais recente produção audiovisual indígena. A maior parte dos filmes aqui apresentados foram exibidos também na I Mostra CineFlecha (2020), trazida agora para o Centro de Artes UFF de forma itinerante.

DITADURA, VIOLÊNCIA E MEMÓRIA

Sabemos e falamos pouco sobre a violência da ditadura militar no Brasil, e desse pouco, muito é dito sobre as cidades, mas e a ditadura no campo no interior? E o que sabemos sobre as práticas autoritárias e violentas da ditadura contra os povos indígenas? Recuperar e debater essas memórias é fundamental para o nosso presente e futuro.

GRIN – Guarda Rural Indígena
Duração: 40m
Ano: 2016

Sinopse: Um cineasta maxakali resgata memórias sobre a formação da Guarda Rural Indígena (Grin) durante a ditadura militar, com relatos das violências sofridas pelos seus parentes.

“Hãmxomã’ax hitap xop yãgmũg putox kopa pip apia xaxok putup’ah. Kutex ũgmũyõg nõ’õm apxaxok putup’ah.”
“​O passado ainda é. O passado insiste em ser. ​ ​Cantamos, e o que é nosso não é
esquecido​.​”

No processo de realização do filme, entrevistas coletadas pelos diretores​ foram repassadas ao Ministério Público de MG ​em pedido de indenização​ ​aos povos originários ​pelo sofrido durante a Ditadura Militar. ​Essa ação auxiliou em processo jun​t​o aos Krenak; seguimos agora​ ​tentando​ ​​reconhecimento​ ​junto aos Maxakali.

22 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube da Ascuri Brasil

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OLHARES E ESCUTAS ENTRE MUNDOS – Ciclo Nativas Narrativas

qui, 08/04/2021 - 13:17

Ciclo Nativas Narrativas

No contexto atual  tem se ampliado o interesse em nos voltarmos para as perspectivas e saberes dos povos nativos, embora de maneira tardia e mais lenta que o necessário, como que em busca de traçar outros caminhos frente à crise na qual a chamada “civilização” se encontra imersa. O cinema realizado pelos povos indígenas, há pelo menos três décadas, segue transformando as telas em janelas para outros mundos possíveis.

Narrar a si, narrar o outro. A diversidade do cinema indígena, com seus próprios modos de fazer e construir coletivamente, nos coloca diante de potentes questões.

Que narrativas sobre si se dão a ver nessas produções? Quais as suas relações e (cosmo)visões sobre a roça, a alimentação tradicional, a cura, os cantos, as danças, a língua, sobre tudo que permeia o dia-a-dia dessas comunidades?

Que olhar lançam para a sociedade envolvente, o seu outro? E que novas visões poderão ser acessadas por essa sociedade ao ser por eles colocada em perspectiva?

O Ciclo Nativas Narrativas, fruto da parceria entre o coletivo Ascuri e a Rede CineFlecha, traz um abrangente panorama da mais recente produção audiovisual indígena. A maior parte dos filmes aqui apresentados foram exibidos também na I Mostra CineFlecha (2020), trazida agora para o Centro de Artes UFF de forma itinerante.

OLHARES E ESCUTAS ENTRE MUNDOS

O filme-ritual como produção de mundos, a produção de mundos como partilha do sensível. Através de olhares e escutas, experimentam-se relações que se propõem na própria atividade xamânica: vendo menos, não vendo, sendo vistos de modo ativo, vendo o que se escuta e o que está além, somos convidados à relação cinematográfica e xamânica que constituem o cinema.

FILMES

Jakaira, o Dono do Milho Branco
Duração: 15m47s
Ano: 2019

Sinopse: Na aldeia Guyra Kambi’y o povo Kaiowá (MS/Brasil) realiza a festa de batismo do milho branco, o Jerosy Puku. Os cantos e as danças conduzem a vinda de Jakaira, o dono do milho branco, entidade associada à fertilidade das roças. Misturando narrativa documental com elementos ficcionais, o filme fala da importância da manutenção dos costumes para a preservação do “jeito de ser” Kaiowá (ñandereko).

Edição: Ademilson Kiki Concianza, Gilmar Kiripuku Galache
Produção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Orientação: Eliel Benites
Câmera Ademilson Kiki Concianza, Gilmar Kiripuku Galache e Renan Braga

 

Kipaexoti
Duração: 15 min
Ano: 2020

Sinopse: Kipaexoti é um filme produzido pela Ascuri que mostra a força e resistência do Povo Terena da aldeia Cachoeirinha (mbokoti) no Pantanal Sul (Miranda – MS), em manter viva sua dança tradicional denominada kipaexoti, também conhecida como dança da Ema.

Direção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Imagens: Gilmar Kiripuku Galache e Sidivaldo Nguli Julio
Edição: Gilmar Kiripuku Galache
Produção: Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI)
Tradução Zuleica Tiago

 

Festa do Porcão
Duração: 21 min
Ano: 2015

Sinopse: A festa do Mbebe Akaee, ou a Festa do Porcão, é a principal festa do Povo Cinta Larga. Os convidados de outras aldeias são convidados a dançar, cantar, beber a chicha de mandioca, se divertir e principalmente flechar de forma ritualizada o porco do mato. A Festa foi realizada na Aldeia Roosevelt (RO).

Direção: Nadja Marin e Justino Cinta Larga
Realização: Imagens e Produção: Coletivo Akubaaj Cinta Larga de Cinema
Apoio: LISA-USP e ASCURI

 

Tatakox Vila Nova
Duração: 28 min
Ano: 2008

Sinopse: Quando as mulheres sentem saudade das suas crianças que morreram pequenas, os Tatakox vão buscá-las e trazem-nas às aldeias para que as mães as vejam. Com a filmadora nós pudemos ver de onde os Tatakox tiram as crianças. Depois, no mesmo dia, os meninos vivos da aldeia são levados por de suas mães pelos espíritos para ficar na casa dos homens e aprender

Direção: Guigui Maxakali
Realização: Aldeia Maxakali Vila Nova
Produção: Aldeia Maxakali Vila Nova
Fotografia: João Duro Maxakali
Montagem: Mari Corrêa

15 de abril de 2021
Quinta | 19h
Transmissão:
Facebook do Centro de Artes UFF
Youtube da Ascuri Brasil

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