O quarto dia da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizado nesta quinta-feira (30), contou com discussões sobre a soberania digital, educação brasileira, mulheres na ciência, encontro de jongueiros e muito mais. No total, o Campus Gragoatá, da Universidade Federal Fluminense (UFF), recebeu mais de 40 atividades.
A programação geral do evento, incluindo as atividades nas tendas ExpoT&C e Jovem, começou às 13 horas da tarde devido à conclusão das verificações de segurança em decorrência da forte ventania registrada na tarde desta quarta-feira (30). Após as vistorias, a inspeção não identificou quaisquer danos que comprometam a segurança dos espaços.

Atividade na Tenda ExpoT&C. Crédito: Mariana Angelito SCS/UFF
Um dos grandes destaques da programação foi a mesa-redonda “Sistema Nacional de Educação e Plano Nacional de Educação: o que esperar da educação brasileira na próxima década?”, que reuniu o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro e professor da Faculdade de Educação da UFF, Waldeck Carneiro, e os pesquisadores Luiz Fernandes Dourado, da Universidade Federal de Goiás (UFG); Roberta Valeria Guedes de Lima, do Fórum Nacional de Educação (FNE); e Dante Henrique Moura, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). A conversa reuniu pesquisadores e especialistas para discutirem dificuldades e possíveis soluções para a educação pública brasileira para os próximos anos.
Medicina e Meio Ambiente
Na área da saúde, a programação abordou os avanços no tratamento do câncer com a mesa-redonda “Imunoterapias Que Estão Revolucionando o Tratamento do Câncer e a Ciência Básica Que as Fundamenta (SBI)”, que ocorreu no Distrito de Inovação da Cantareira, com participação dos palestrantes Martin Hernan Bonamino (Inca), João Paulo de Biaso Viola (Inca) e Renata de Meirelles Santos Pereira (UFRJ).
A temática da preservação ambiental também foi abordada pelas mesas-redondas “O papel do Fundo Amazônia no financiamento científico: o programa desafios da Amazônia e a parceria com a iniciativa Amazônia+10” e “Microplásticos: impactos ambientais e desafios científicos”.
Gênero, Diversidade e Equidade
A SBPC Gênero, Diversidade e Equidade promoveu a conferência “As grandes contribuições das mulheres para a ciência”, visando reforçar a importância da participação das mulheres na ciência. Também aconteceu a mesa-redonda “Maternidade como marcador social da diferença na trajetória profissional das cientistas brasileiras”, que discutiu as condições para o ingresso e permanência das mães no meio acadêmico.
Gravação ao vivo de podcast científico
Aconteceu ainda a gravação ao vivo do podcast Ciência Suja durante a sessão especial “Ciência Aberta: Entre Tretas, Contradições e Promessas”, promovida pelo Instituto Serrapilheira. O programa visa mostrar a importância da ética e da responsabilidade na ciência a partir de “maus exemplos”, ou seja, fraudes científicas que geraram péssimas consequências para a sociedade. Coordenada pela integrante do podcast e jornalista Chloé Pinheiro, a atividade contou ainda com a participação do professor de Sociologia e Ciência Política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Luiz Augusto Campos, e da representante do Instituto Serrapilheira, Clarissa Carneiro.
SBPC Afro, Indígena e Comunidades Tradicionais
A programação desta quinta-feira também deu destaque a saberes e práticas culturais que mantêm vivas memórias, identidades e formas de resistência. No Auditório do Bloco M, ocorreu a mesa-redonda “Das políticas ancestrais: os saberes de terreiro, do quilombo e da floresta”, com participação de Angela Gomes (UFMG), Edimara Domingues de Oliveira (SEED/PR) e Tonico Benites (Funai), sob coordenação de Elaine Monteiro. Já o palco Orla do Iacs recebeu o Encontro de Jongueiros, reunindo o Jongo do Camorim e o Jongo Congola, para celebrar e exaltar essa expressão cultural afro-brasileira.

Crédito: Mariana Angelito SCS/UFF
SBPC Cultural
A cultura popular também marcou presença na programação da SBPC com a Oficina de Dança e o Cortejo do Boi das Águas Escondidas, primeiro grupo de Bumba Meu Boi de Niterói (‘yterõi’, em tupi-guarani, significa água escondida).
O Boi das Águas Escondidas é uma iniciativa do Centro de Artes UFF, em parceria com a Companhia Mãos Calejadas, grupo de cultura popular criado em 2005 por Mestre Cidel Trindade e Cristina Cavallo, com foco em música, ritmos percussivos, confecção de instrumentos, artes e sustentabilidade.
- Crédito: Mariana Angelito SCS/UFF
- Tenda SBPC Cultural. Crédito: Mariana Angelito SCS/UFF


