A série de estudos promove qualidade de vida aos pequenos ruminantes e melhores condições para os produtores agropecuários
Uma série de pesquisas da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolveu biotécnicas reprodutivas que melhoram as condições de vidas de cabras e ovelhas, os chamados pequenos ruminantes. Os estudos utilizam diferentes tecnologias para aumentar a eficiência dos processos reprodutivos e reduzir o sofrimento dos animais.
Os testes, coordenados pelo professor da Medicina Veterinária Felipe Zandonadi Brandão, são conduzidos na Fazenda Escola Cachoeira de Macacu (FECM) da UFF e têm como objetivo propor novas práticas sustentáveis a longo prazo. Para isso, o projeto desenvolve alternativas para a inseminação artificial, a eletroejaculação, os implantes intravaginais e a produção in vivo de embriões.
Esses processos causam dor e aumentam a produção do cortisol, o hormônio do estresse, tanto em machos quanto em fêmeas, interferindo diretamente no ciclo reprodutivo e na imunidade dos animais e na produção pecuária do país.
O bem-estar animal vai além da ética na agropecuária, mas também atravessa questões de produtividade, mercado e ciência. Animais com dor, estressados ou em ambientes desconfortáveis prejudicam a produção de alimentos derivados, como carne e leite, e não conseguem aumentar os rebanhos.
