Pesquisa aponta a indústria alimentícia como principal gerador de rejeitos
Um estudo desenvolvido pelo Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Volta Redonda, em parceria com o Instituto Direito Coletivo (IDC), aponta os impactos que a não-reciclabilidade de certos plásticos causa nas cooperativas de reciclagem.
A pesquisa, realizada pela Incubadora Tecnológica de Empreendimentos de Economia Solidária do Médio Paraíba (InTECSOL), ligada à universidade, teve como objetivo entender qual é a parcela dos plásticos que não são recuperados no processo de coleta seletiva e de reciclagem.
A análise foi dividida em duas fases que contaram com a participação de 20 associações de catadores. O levantamento de dados, baseado no estudo da gravimetria dos rejeitos encontrados em cada cooperativa, avaliou o tempo médio perdido pelos trabalhadores na triagem dos resíduos, a renda perdida pelas cooperativas e os principais tipos de plásticos considerados como rejeitos.
De acordo com o coordenador do estudo e professor do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFF, Luís Henrique Abegão, o tema do plástico no meio ambiente é uma questão extremamente relevante no mundo de hoje e que a pesquisa aponta que o caminho a ser adotado é o de pressionar a indústria para que sejam criadas soluções mais sustentáveis. “Essa pesquisa tem uma relevância em mostrar que nem todo plástico é recuperado. No Brasil, ainda é uma parcela muito pequena que chega para as cooperativas via coleta seletiva e, mesmo assim, dessa quantidade restrita, tem uma parte que não tem reciclabilidade”, afirma.

