Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, o debate sobre a violência contra mulheres ganha centralidade na agenda pública. Em 4 de fevereiro de 2026, o Governo Federal assinou o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio e reuniu os Três Poderes em torno de uma atuação coordenada para prevenir e enfrentar esse tipo de crime. A iniciativa parte do reconhecimento de que o feminicídio não é episódio isolado, mas expressão de desigualdades estruturais.
Porém, os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Sinesp) apontam que, em 2025, houve um recorde de feminicídio no país: em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia, ou seja, cerca de 1.470 casos no ano. O índice é superior ao de 2024, que registrou 1.464 casos. Já uma pesquisa realizada pelo Instituto DataSenado revelou que cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar no último ano.
Desde 2024, o feminicídio passou a ser crime autônomo no Código Penal, por força da Lei 14.994/2024, ampliando penas e reforçando o enquadramento jurídico específico dessas mortes. Ainda assim, especialistas alertam que a legislação, por si só, não é suficiente para alterar padrões culturais profundamente enraizados.
Para abordar a persistência do feminicídio e demais violências contra a mulher, assim como os limites e possibilidades das respostas institucionais, a Universidade Federal Fluminense (UFF) disponibiliza para entrevistas as pesquisadoras: Paula Land Curi, do Instituto de Psicologia, e chefe da Divisão de Políticas sobre Relações Étnico-Raciais, Gêneros e Sexualidades da Superintendência de Equidade, Políticas Afirmativas e Diversidade (SEPAD), e Fernanda Andrade Almeida, da Faculdade de Direito.

