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Estudantes da UFF vencem competição de inteligência artificial no Hackathon Coppe IA 2026

Grupo vencedor do Hackathon COPPE IA 2026 | Fonte: Divulgação

Os estudantes Pedro Costa e Rômulo Goes, do curso de Ciência da Computação da UFF, levaram o primeiro lugar no Hackathon Coppe IA 2026 ao desenvolver uma plataforma que ajuda empresas e a rede pública a antecipar picos de consumo. O evento, que ocorreu entre os dias 25 e 27 de setembro, foi promovido pela Incubadora de Empresas do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) em parceria com diferentes empresas do setor de tecnologia e inovação.

A plataforma, nomeada como Predicta, foi feita a partir da combinação de dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com modelos de aprendizado de máquina, para prever as demandas de energia em um período de vinte e quatro horas em cada subsistema de um sistema elétrico. A partir dessa previsão, o projeto mostra os horários mais favoráveis para transferir o consumo de energia de horários de pico para momentos com maior abundância de fontes baratas, por meio de uma simulação baseada na tarifa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O Hackathon IA é uma maratona de inovação voltada ao desenvolvimento de soluções de Inteligência Artificial e ciência de dados aplicada aos desafios reais da mudança das fontes de energia e da descarbonização. Na edição de 2026, o objetivo era desafiar os inscritos a pensarem “como a inteligência artificial pode ajudar a enfrentar os desafios da transição energética”.

Com a proposta de reunir estudantes, profissionais, pesquisadores e startups interessados em utilizar inteligência artificial, ciência de dados e tecnologia para desenvolver soluções aplicadas a problemas concretos do setor energético, os inscritos passaram por treinamentos durante diferentes momentos do ano, a fim de se prepararem para o desenvolvimento de um projeto ao fim do evento.

Rômulo conta que encontrou o anúncio sobre o  Hackathon IA na internet e decidiu se inscrever juntamente a Pedro, com quem já havia feito um trabalho universitário anteriormente. “Não esperávamos vencer, ainda mais depois do anúncio do terceiro e segundo lugar. Ficamos felizes com a premiação da equipe, mas isso não se compara com a satisfação do trabalho bem feito e reconhecido”, conta o estudante sobre o momento da premiação.

O grupo ganhou dez mil reais em dinheiro e a mesma quantidade em dólares como créditos na Amazon Web Services (AWS), principal plataforma no mundo em serviços de computação em nuvem, além de duas semanas de uso do Supercomputador Santos Dumont. O projeto despertou o interesse de vários profissionais da área, mas os alunos afirmam que a ideia ainda está sendo amadurecida.

“Essa conquista é encorajadora em termos de carreira profissional e certamente pode inspirar outros estudantes da UFF a se aventurarem e a aproveitarem a experiência que, por si só, é muito boa”, conclui Goes.

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