A UFF participou, no dia 25 de março, em Brasília, do lançamento do Protocolo de Intenções para prevenção e enfrentamento das violências contra as mulheres nas instituições públicas de ensino superior. A iniciativa é do Ministério da Educação e do Ministério das Mulheres, com adesão de universidades e entidades representativas, e estabelece diretrizes para prevenção, acolhimento de vítimas e encaminhamento de casos de violência e discriminação no ambiente acadêmico.
A UFF foi representada pelo reitor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, pela superintendente de Equidade, Políticas Afirmativas e Diversidade (Sepad), Érika Frazão, e sua substituta eventual, Ana Paula da Silva, e pela presidente da Comissão Permanente de Equidade de Gênero (CPEG), Letícia Oliveira. Com a adesão, a universidade passa a integrar a articulação nacional voltada à implementação dessas medidas.
Segundo o reitor, “a adesão ao protocolo organiza e fortalece ações que já fazem parte da agenda da universidade, especialmente no acolhimento e no encaminhamento de situações de violência. A UFF tem tratado essas questões como parte de sua estrutura institucional, com a criação da Superintendência de Equidade, Políticas Afirmativas e Diversidade, que reúne e acompanha políticas voltadas à equidade, inclusão e direitos no âmbito da universidade”.

Reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e a presidente da CPEG/UFF, Leticia Oliveira, durante o lançamento do protocolo nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres em Brasília – Foto: Divulgação.
Ações voltadas à equidade de gênero na UFF
A UFF vem, desde 2022, estruturando ações de enfrentamento às violências de gênero no ambiente universitário, com a criação da CPEG, anterior ao lançamento do Guia Lilás e do protocolo nacional. A Comissão atua na prevenção, no acolhimento e no encaminhamento de casos.
Seguindo nessa direção, em 2025, a universidade instituiu a Sepad, aprovada por unanimidade pelo Conselho Universitário. Vinculada à Administração Central, a unidade foi estruturada para formular, planejar e acompanhar políticas voltadas a questões étnico-raciais, de gênero, sexualidade, acessibilidade e inclusão.
A UFF também conta com a Cuidoteca, espaço pioneiro de cuidado infantil voltado à comunidade acadêmica. A iniciativa atende estudantes e servidores com filhos, que podem manifestar interesse de forma contínua, e contribui para a permanência nas atividades universitárias, especialmente de mulheres, ao considerar demandas de cuidado no cotidiano acadêmico. Para mais informações, clique aqui.
Já entre as ações previstas no âmbito do protocolo, está a criação de um espaço institucional de acolhimento, com escuta qualificada e encaminhamento de demandas. Segundo Érika Frazão, a iniciativa se soma a ações já existentes na universidade. “A proposta se articula a um conjunto de ações que a UFF já vem estruturando, com a criação da Sepad e o desenvolvimento de iniciativas voltadas à prevenção e ao aprimoramento dos fluxos de atendimento. Em breve, a universidade apresentará novos programas institucionais de acolhimento e enfrentamento às violências de gênero, alinhados às diretrizes do protocolo e com o nosso compromisso com a equidade e contra o feminicídio”, conclui.
