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UFF participa do Festival do Rio com exibição de filme raro sobre montagem de “Pluft, o Fantasminha”

Anúncio da peça na entrado do Tablado | Fonte: Divulgação

Um filme inédito sobre a montagem da peça “Pluft, o Fantasminha”, restaurado pelo Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual (LUPA) da Universidade Federal Fluminense (UFF), será exibido no Festival do Rio, que acontece de 1º a 11 de outubro. A estreia ocorrerá na “Cine Memória LUPA”, uma sessão especial e exclusiva dedicada ao acervo audiovisual da universidade dentro do evento.

A programação exibirá três documentários cariocas filmados na década de 1970 em formato Super 8. Serão realizadas duas sessões: a primeira no dia 7 de outubro, às 16h15, no Estação Claro RIO 3; e a segunda em 10 de outubro, às 17h, no Centro Cultural da Justiça Federal. O Festival do Rio é o maior festival de cinema da América Latina e a maior vitrine do cinema brasileiro. Desde sua criação, em 1999, exibiu mais de 7 mil longas-metragens nacionais e internacionais.

O grande destaque das sessões é o curta-metragem Pluft, de 1975. A obra reúne imagens da montagem teatral de Maria Clara Machado e depoimentos da própria autora. O filme ganha ainda mais relevância por registrar a trajetória do Teatro O Tablado, instituição que completará 75 anos em 2026. A peça original estreou no local em setembro de 1955, sob direção da própria autora, trabalho pelo qual recebeu o prêmio da Academia Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Para celebrar a história da escola de atores, uma das sessões contará com um debate sobre a obra e a instituição. O encontro terá a presença da atual diretora do Tablado, Cacá Mourthé, sobrinha de Maria Clara Machado, e da atriz Louise Cardoso, integrante do elenco da montagem de 1975, representantes da família da autora, além de outros profissionais ligados à formação de atores.

Além de Pluft, o público poderá assistir a outros dois curtas. Doença e Normalidade (1977), dirigido por Roberto Moura e José Joffily, utiliza entrevistas para investigar as definições do que era considerado loucura dentro e fora de hospitais psiquiátricos da época. Já As eleições (1974) acompanha, em plena ditadura militar, a disputa pela presidência do grêmio estudantil do Colégio São Vicente de Paulo.

Imagem de uma das entrevistas do documentário “Doença e Normalidade” | Fonte: Divulgação

Imagem de uma das entrevistas do documentário “Doença e Normalidade” | Fonte: Divulgação

 

“O objetivo principal da digitalização é dar acesso a esses filmes. A ideia era reunir os curtas por acreditarmos que eles, juntos, formam um bom panorama do que foi a produção documentária superoitista no Rio de Janeiro nos anos 70”, explica Rafael de Luna, coordenador do LUPA e professor da UFF.

O LUPA surgiu em 2017 com o intuito de criar uma estrutura para ampliar as atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação e preservação audiovisual junto ao Departamento de Cinema e Vídeo da UFF, logo após a criação do Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual da universidade.

“É muito gratificante ver o reconhecimento do LUPA. É uma recompensa para o trabalho de bastidores que fazemos, permitindo que esses filmes ganhem espaço. Ver um projeto da universidade participando do Festival do Rio é estimulante. Por outro lado, também é fundamental que a sociedade em geral conheça o que produzimos na UFF. Ter uma plataforma como o festival nos dá a chance de fazer o nosso trabalho chegar a um público muito maior”, conclui o professor.



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