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UFF realiza 4ª edição da Feira do Livro no Campus Gragoatá

4ª edição da Feira do Livro da UFF contou com rodas de conversa e palestras - Foto: Sofia Tarré (SCS).

A 4ª edição da Feira do Livro da UFF (Fluff) ocorreu entre os dias 14 e 16 de setembro, no Campus do Gragoatá, em Niterói. O evento, organizado pela Editora da UFF (EdUFF), contou com a presença de mais de 30 editoras universitárias e comerciais.

O primeiro dia foi marcado pela Palestra Magna do presidente da Biblioteca Nacional e ex-estudante da UFF, Marco Lucchesi, que lançou pela EdUFF a obra “Livro, democracia e biblioteca”. A abertura oficial contou com a presença do reitor da UFF, Antônio Cláudio da Nóbrega, do vice-reitor, Fabio Passos, do diretor da EdUFF, Luciano Losekann e da presidente da Fundação de Arte de Niterói, Micaela Costa.

O chefe da Divisão de Comercialização e Serviço da EdUFF, Wilson Sousa, destaca que, em uma sociedade que lê cada vez menos, é importante criar espaços de promoção da leitura. “A ideia da feira é propagar sabedoria, divulgar o conhecimento produzido na universidade pelos professores e alunos de mestrado e doutorado. Mas, para além disso, com a tecnologia e as pessoas lendo menos e assistindo mais, trazemos esse espaço com a ideia de fazer com que a nova geração valorize a leitura”.

Com uma ampla programação cultural e acadêmica, o evento contou, durante os três dias, com rodas de conversa e diferentes palestras. Entre os destaques da programação esteve a presença da historiadora Ynaê Lopes dos Santos em uma roda de conversa sobre o livro “Irmãs do Atlântico: Escravidão e espaço urbano no RJ e em Havana”, obra finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico na categoria História e Arqueologia.

Em entrevista, Ynaê dos Santos afirma que uma universidade sem leitura representa um perigo para a sociedade. “É perigoso para a própria existência da universidade. A gente precisa ler, a gente precisa produzir também escritas. Mas, sobretudo, ler para os nossos alunos, nessa geração. E acho que a universidade ocupa um lugar essencial quanto a frear a falta de leitura”.

Entre os lançamentos, destacaram-se “A tragédia do Leviatã: estética, pedagogia e catarse em Thomas Hobbes”, de Rogerio Dultra; “Educação, mídias digitais e representações”, da autora Walcéa Barreto; e “Teogonia”, de Hesíodo, das professoras e pesquisadoras Ana Lúcia Cerqueira e Maria Therezinha Lyra, responsáveis pela tradução e pelos comentários da obra.

A estudante de Jornalismo Mariana Godinho afirma que iniciativas como essa fazem a diferença para o repertório acadêmico. “Acho que ter acesso à livros físicos é muito importante pra nossa vida. Principalmente aos livros da Eduff, que é uma editora aqui da nossa própria universidade, que publica textos dos nossos professores. Poder ter contato também com a literatura geral é muito bom para diversificarmos um pouco o nosso repertório”, afirma.

A reunião de editoras, autores, pesquisadores e leitores transformou a UFF, durante esses três dias, em um espaço de diálogo, circulação de livros e ideias. Entre lançamentos, debates e encontros com o público, a feira aproximou a produção acadêmica de outros campos da literatura e levou para fora das salas de aula discussões que atravessam a vida em sociedade.

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