A Universidade Federal Fluminense (UFF) dá mais um passo na integração entre ciência, tecnologia e saúde. O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas (PGEB/UFF), por meio do Grupo de Pesquisa BiodAI – Engenharia de Inteligência Artificial, e o Programa de Pós-Graduação em Neurologia e Neurociências uniram competências para o desenvolvimento de uma plataforma institucional destinada à avaliação e ao acompanhamento de casos clínicos relacionados a doenças neuromusculares.
A iniciativa aproxima áreas estratégicas como Inteligência Artificial, Ciência de Dados em Saúde, Engenharia, Neurologia e Neurociências em um ambiente interdisciplinar voltado à produção de conhecimento, à formação de pesquisadores e ao desenvolvimento de novas soluções para a saúde.
A plataforma permitirá a organização e a integração estruturada de informações clínicas, o acompanhamento longitudinal dos pacientes e a geração de indicadores capazes de apoiar pesquisas sobre a evolução das doenças neuromusculares. Com o avanço do projeto, ferramentas de análise de dados e inteligência artificial poderão contribuir para a identificação de padrões clínicos, estratificação de casos e desenvolvimento de modelos analíticos de apoio à pesquisa e à tomada de decisão.
Segundo a coordenadora do grupo de pesquisas BiodAI e da Pós-Graduação Stricto Sensu da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PROPPI), professora Thelma Machado, um dos principais diferenciais do projeto está na possibilidade de transformar dados clínicos em conhecimento científico estruturado:
“A consolidação de bases institucionais favorecerá estudos prospectivos e retrospectivos, ampliando a compreensão sobre diferentes perfis de pacientes e abrindo novas perspectivas para pesquisas translacionais em saúde neurológica. Além disso, a cooperação gerará oportunidades para dissertações, teses, projetos de inovação e publicações científicas, envolvendo estudantes e pesquisadores em uma interface cada vez mais estratégica entre tecnologia e saúde.”
Para o PGEB, a parceria reforça a capacidade da Engenharia de Biossistemas de atuar em desafios complexos e multidisciplinares. Para o BiodAI, representa a ampliação das aplicações da Engenharia de Inteligência Artificial em problemas reais, com alto impacto científico, institucional e social.
Todo o desenvolvimento da plataforma será orientado por princípios rígidos de ética em pesquisa, segurança da informação, governança e proteção de dados pessoais sensíveis, respeitando integralmente as particularidades das informações clínicas.
Para a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Mônica Savedra, o projeto exemplifica o papel transformador da universidade pública:
“Ao conectar diferentes saberes em torno de um mesmo propósito, a iniciativa reafirma uma visão contemporânea de ciência: integrar competências, transformar dados em conhecimento e utilizar a inovação para gerar melhores perspectivas para a saúde, impactando positivamente a sociedade por meio do fortalecimento da saúde pública.”
