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Iniciativas da UFF são reconhecidas em evento estadual sobre gestão das águas

Na imagem, seis pessoas posam lado a lado em um espaço interno amplo de um centro de eventos, em frente a um painel iluminado do XII ECOB-RJ (Encontro Estadual de Comitês de Bacias Hidrográficas do Rio de Janeiro), que exibe o slogan “Caminhando juntos para um futuro sustentável e igualitário”. Duas integrantes do grupo seguram troféus ou placas de premiação. Ao fundo, observam-se uma estrutura metálica de sustentação do painel, mezaninos com guarda-corpos, grandes janelas envidraçadas e teto com vigas aparentes de madeira. À direita da cena, há um totem com a identidade visual do evento. O ambiente é bem iluminado e transmite o contexto de uma cerimônia ou registro institucional após a premiação.

Dois trabalhos desenvolvidos no âmbito de projetos de extensão da Universidade Federal Fluminense (UFF) foram reconhecidos entre os melhores apresentados no XII Encontro de Comitês de Bacias do Estado do Rio de Janeiro (ECOB-RJ), realizado em abril de 2026. As iniciativas demonstram a importância da universidade na construção de soluções participativas para desafios relacionados ao saneamento, à gestão dos recursos hídricos e à sustentabilidade em comunidades fluminenses.

Coordenados pelo professor Anderson Mululo Sato, do Departamento de Geografia e Políticas Públicas do Instituto de Educação de Angra dos Reis (IEAR-UFF), os trabalhos premiados têm como base a tecnologia social Bacia Escola e a articulação entre pesquisa, extensão universitária, poder público e comunidades locais.

Para o docente, o reconhecimento no ECOB-RJ reafirma o potencial transformador dessa abordagem. “Os dois prêmios recebidos pela Tecnologia Social Bacia Escola reconhecem uma forma inovadora como a UFF tem enfrentado desafios reais, crescentes e atuais associados às águas, dialogando com a sustentabilidade e a resiliência a desastres. Trata-se de uma transformação de todos os atores envolvidos, pois a integração da UFF com esses desafios e agentes dos territórios, por meio da extensão, também renova a própria universidade em sua forma de pesquisar, ensinar e inovar”, afirma.

Um dos trabalhos reconhecidos foi “Solução Baseada na Natureza e Governança Participativa: implantação de biodigestores na Bacia Escola do Retiro”, de autoria de Manuel da Silva Rosa e colaboradores. O estudo apresenta a experiência de implantação de biodigestores como alternativa descentralizada para o tratamento de esgoto doméstico na comunidade do Retiro, em Angra dos Reis. Desenvolvida por meio de uma parceria entre a UFF, o Comitê de Bacia Hidrográfica da Baía da Ilha Grande, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Angra dos Reis e moradores locais, a iniciativa possibilitou a instalação de 13 sistemas biodigestores entre 2022 e 2025, beneficiando mais de 50 pessoas. Os resultados apontam melhorias na qualidade da água, redução da poluição dos córregos e fortalecimento da participação comunitária na gestão ambiental.

Também premiado, o trabalho “Bacia Escola da Barra de Santa Tereza – Bom Jardim/RJ: ciência cidadã para a promoção do saneamento”, de autoria de Anderson Sato e colaboradores, apresenta a aplicação da tecnologia social Bacia Escola no município de Bom Jardim, na Região Serrana do estado. A partir de ações de ciência cidadã, como censos comunitários e monitoramento participativo da qualidade da água, a equipe identificou déficits no tratamento de esgoto e produziu informações que subsidiaram decisões coletivas sobre investimentos em saneamento. A iniciativa integra o projeto de extensão Fortalecimento da tecnologia social Bacia Escola nos municípios fluminenses e contribuirá para a implementação de sistemas ecológicos de saneamento e para ações voltadas à proteção de importantes mananciais de abastecimento da região.

Além do impacto local das ações, o professor destaca que a experiência vem sendo compartilhada com diferentes parceiros para ampliar seu alcance. “Temos compartilhado a Tecnologia Social Bacia Escola com muitos atores estratégicos internos e externos à UFF, em níveis local, estadual, nacional e internacional. Trabalhamos para criar um horizonte em que múltiplas instituições e comunidades possam desenvolver suas próprias Bacias Escola, ampliando seus efeitos positivos para muito além das nossas capacidades individuais. É a água como elemento de integração, transformação e solidariedade”, ressalta.

 

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