Notícia

UFF Presente: Infes consolida a presença da universidade no Noroeste Fluminense

Instituto promove ensino de qualidade e projetos de extensão na região

Campus Infes – Santo Antônio de Pádua

Quatro décadas de história marcam a trajetória do Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior (Infes) da Universidade Federal Fluminense (UFF), localizado no município de Santo Antônio de Pádua (RJ). A unidade cumpre, hoje, um papel estratégico ao oferecer formação pública gratuita e de excelência em uma região distante dos grandes centros universitários. O polo atende cerca de 650 estudantes e se posiciona como referência em formação continuada, integrando ensino, pesquisa e extensão, com impacto direto no desenvolvimento local e de municípios vizinhos como Miracema, Aperibé, Itaocara, Cambuci, além de cidades da Zona da Mata mineira.

O instituto, que surgiu a partir da criação do curso de licenciatura em Matemática em 1985, foi a primeira experiência da UFF com a interiorização da graduação voltada à docência, alinhada a uma política federal que buscava levar a formação de professores ao interior do país. Atualmente, o campus oferece sete cursos de graduação: as licenciaturas em Matemática, Física, Ciências Naturais, Computação, Educação do Campo, Pedagogia e o bacharelado em Matemática, além dos programas de pós-graduação, divididos em dois programas de mestrado e um de doutorado.

Para o reitor da UFF,  professor Antonio Claudio da Nóbrega, o Infes representa o compromisso histórico da UFF com a interiorização do ensino superior público: “Ao garantir acesso à formação acadêmica de qualidade no Noroeste Fluminense, a universidade amplia oportunidades, fortalece a pesquisa e a extensão e contribui de forma concreta para o desenvolvimento social e econômico da região. Trata-se de uma presença que transforma territórios e reafirma a missão pública da nossa instituição”.

Segundo o diretor do instituto, Silvio Lima, o acesso ao Infes representa, para muitos jovens locais, a oportunidade real de cursar uma universidade pública federal em sua própria região, o que ajuda a romper ciclos de exclusão histórica e territorial: “Os estudantes do noroeste do estado têm menos motivos para migrar e cursar uma universidade, pois encontram na unidade a oferta de ensino de qualidade, com forte impacto social e vinculação comunitária”.

O instituto também atua em rede com outros órgãos federais e com as secretarias municipais de educação na organização de formação continuada em temas como educação inclusiva, pedagogia crítica e uso de tecnologias educacionais, além de dialogar com empresas privadas. “Essas parcerias reforçam o papel do Infes como instituição pública que dialoga com a sociedade, produzindo bem-estar, inovação e aperfeiçoamento de políticas públicas. Além disso, a qualidade dos nossos cursos têm gerado um número crescente de profissionais altamente qualificados que atuam em escolas públicas e privadas, empresas de tecnologia, órgãos públicos e setores técnicos, reforçando o capital humano local”, acrescenta Lima.

Como polo que abriga seis cursos de licenciatura, o instituto desenvolve uma intensa articulação com a educação básica através do estágio supervisionado obrigatório, fortalecendo vínculos institucionais e contribuindo diretamente para a formação de futuros professores em diálogo com a realidade das escolas locais. De acordo com Renata Bacellar, vice-diretora do Infes, o instituto vive hoje um momento de consolidação e projeção: “A unidade acadêmica cresceu de forma consistente, tanto em infraestrutura, que hoje conta com terreno e prédio próprios, quanto na ampliação da oferta de cursos e no aumento do número de estudantes atendidos. Em 2015, foram criados dois programas de mestrado e, no ano passado, teve início a primeira turma de doutorado, demonstrando a maturidade acadêmica alcançada pelo Infes”, compartilha Bacellar.

Formação avançada e impacto regional

A unidade acadêmica destaca-se pela implementação do único Programa de Pós-Graduação  em Ensino no nível de doutorado em toda a Região Noroeste do estado. De acordo com o diretor, esse avanço é um incentivo para continuar investindo em pesquisa, sempre com um olhar crítico e atento às demandas concretas da região.

“Agora, professores da educação básica têm a oportunidade de ampliar seus estudos e pesquisas sem a necessidade de grandes deslocamentos. Além disso, o doutorado amplia a possibilidade de formar docentes pesquisadores que atuam diretamente nas redes municipais de ensino, fortalecendo o vínculo entre universidade e escola pública. Dessa forma, abrimos caminho para a consolidação de redes de pesquisa, parcerias com outros programas de pós-graduação e a produção de conhecimento que dialoga com as especificidades da educação no interior do Rio de Janeiro”, compartilha Lima. 

Em 2025, a unidade da UFF desenvolveu mais de 25 ações de extensão, integrando a comunidade acadêmica a gestores e à comunidade em geral. Dentre elas, dois projetos se destacam: o “Escolas Inovadoras”, que oferece formação voltada ao uso de metodologias ativas e recursos tecnológicos na Educação Básica; e o “Diálogos Educacionais”, que promove espaços de reflexão sobre liderança e gestão no ambiente escolar. Este último promoveu a primeira Audiência do Fórum Estadual de Educação do Rio de Janeiro e do Comitê do Noroeste Fluminense, reunindo representantes de dez municípios.

Segundo Bacellar, os projetos de extensão desenvolvidos pelo Infes proporcionam a manutenção de uma rede ativa e permanente de cooperação com a região, atuando tanto na formação inicial quanto na formação continuada de profissionais da educação e contribuindo diretamente para o fortalecimento da escola pública.

A gestão do instituto também tem estudado a viabilidade de criação de um curso de Engenharia de Computação, com o intuito de  reduzir desigualdades e ampliar as oportunidades reais para jovens que, em muitos casos, não têm condições materiais de se deslocar para regiões centrais para cursar uma engenharia. Esta nova etapa do projeto de interiorização da UFF, ainda em etapa de levantamento inicial,  conecta-se diretamente com a vocação acadêmica já consolidada do Infes nas áreas de exatas e tecnologia, juntamente com a necessidade de formar quadros técnicos especializados.  

Campus em expansão

Nova quadra poliesportiva do instituto

Na unidade, as obras de construção da quadra poliesportiva e do palco multicultural foram finalizadas, com previsão de inauguração para o incício de abril. As instalações fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo Federal, implementado em 2024. Para Lima, os equipamentos ampliarão a presença da universidade na vida cotidiana da cidade, fortalecendo a identidade do campus e reforçando a dimensão de sociabilidade, tão importante quanto a sala de aula como espaço de formação humana e crítica.

“Entendemos que a quadra é uma política concreta de permanência estudantil, na medida em que cria espaços de convivência, esporte, lazer e cultura dentro do próprio campus, e atenderá às demandas por prática esportiva, permitindo a realização de competições e ações de formação não apenas dos estudantes da UFF, mas também de professores e estudantes da educação básica. Já o palco multicultural constitui um equipamento cultural essencial para a organização de espaços de debate, apresentações artísticas e eventos de formação continuada, reforçando o papel do INFES como instituição de referência social e cultural em Santo Antônio de Pádua”, conclui.

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