A Universidade Federal Fluminense (UFF) foi sede, na última sexta-feira (1), de um debate sobre o futuro energético e o desenvolvimento regional fluminense. Ministrada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a palestra “Complexo de Energias Boaventura da Petrobras e o desenvolvimento do Leste Metropolitano” destacou os impactos econômicos, sociais e estratégicos desse novo empreendimento para a região. Organizado pelo Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro (Friperj), o evento reuniu autoridades acadêmicas, gestores públicos e representantes do setor energético.
Em um espaço de diálogo sobre os desafios e oportunidades da transição energética no Brasil e o papel do Leste Metropolitano no cenário nacional, a iniciativa foi uma oportunidade para a comunidade universitária e o público em geral ouvir diretamente da liderança da Petrobras sobre os rumos do setor energético e os investimentos previstos para a região, especialmente no que tange à geração de empregos, sustentabilidade e inovação tecnológica.
Chambriard destacou o compromisso da Petrobras com o estado do Rio de Janeiro. “A Petrobras é uma empresa que se preocupa com o bem-estar da sociedade. Hoje, aproximadamente um terço da energia primária consumida no país é produzida pela Petrobras. Com a retomada do Complexo de Energias Boaventura, o Leste Fluminense passou a ter maior relevância nos investimentos da estatal no estado do Rio, e isso repercute em toda uma cadeia produtiva virtuosa gerada pelos projetos desenvolvidos”.
A presidente também reiterou a importância de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, em parceria com universidades federais e centros de excelência, para pensar, em conjunto, tecnologias para os desafios de produção e transição energética que se apresentam. Na mesma linha, o reitor da universidade UFF, professor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, analisa que as instituições de ensino superior têm um papel-chave na produção de soluções para as necessidades do país.

Magda Chambriard e o reitor Antonio Claudio durante palestra sobre desenvolvimento energético na UFF – Foto: Divulgação
“Iniciativas como essa reforçam o compromisso da UFF e da comunidade acadêmica em geral com um debate propositivo sobre ciência, inovação, políticas públicas e soberania nacional. A integração entre uma empresa do porte da Petrobras e a excelência dos trabalhos de pesquisa trazem um impacto positivo direto para a sociedade, além de agregar valor aos produtos e qualificar as ações da empresa, contribuindo com a formação de profissionais e com a produção de conhecimento estratégico, essenciais para que o Brasil lidere a agenda energética do futuro”.
Sobre o Complexo
Segundo informações do site da Petrobras, o desenvolvimento energético impulsionado pelo Complexo de Energias Boaventura, localizado no município de Itaboraí, representa uma iniciativa estratégica para fortalecer a matriz energética nacional com foco na transição para fontes mais sustentáveis e diversificadas. O complexo tem potencial para gerar empregos, atrair investimentos e estimular a inovação tecnológica, contribuindo diretamente para o crescimento socioeconômico da região. Além disso, reforça o papel do Brasil como protagonista na agenda global de segurança energética e descarbonização. As Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) instaladas no Boaventura têm capacidade para processar 21 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ) – Foto: Agência Petrobras
O Complexo de Energias Boaventura foi inaugurado em setembro de 2024, abrigando a maior UPGN do país, que receberá gás proveniente do pré-sal da Bacia de Santos por meio do gasoduto Rota 3, também em operação. O Projeto Integrado Rota 3 deve ampliar significativamente a oferta de gás natural no mercado interno, reduzindo a dependência de importações. As obras geraram cerca de 10 mil empregos e o projeto conta ainda com duas termelétricas a gás e unidades de refino voltadas à produção de diesel, querosene de aviação e lubrificantes, marcando um passo estratégico na expansão da infraestrutura energética do país, com impacto direto no desenvolvimento regional e na transição para uma matriz energética mais segura e diversificada.

