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UFF recebe presidente da Petrobras para palestra sobre desenvolvimento energético

Evento reafirma protagonismo da UFF em agendas de interesse público
Magda Chambriard durante palestra na UFF em 01 de agosto de 2025

A Universidade Federal Fluminense (UFF) foi sede, na última sexta-feira (1), de um debate sobre o futuro energético e o desenvolvimento regional fluminense. Ministrada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a palestra “Complexo de Energias Boaventura da Petrobras e o desenvolvimento do Leste Metropolitano” destacou os impactos econômicos, sociais e estratégicos desse novo empreendimento para a região. Organizado pelo Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro (Friperj), o evento reuniu autoridades acadêmicas, gestores públicos e representantes do setor energético.

Em um espaço de diálogo sobre os desafios e oportunidades da transição energética no Brasil e o papel do Leste Metropolitano no cenário nacional, a iniciativa foi uma oportunidade para a comunidade universitária e o público em geral ouvir diretamente da liderança da Petrobras sobre os rumos do setor energético e os investimentos previstos para a região, especialmente no que tange à geração de empregos, sustentabilidade e inovação tecnológica.

Chambriard destacou o compromisso da Petrobras com o estado do Rio de Janeiro. “A Petrobras é uma empresa que se preocupa com o bem-estar da sociedade. Hoje, aproximadamente um terço da energia primária consumida no país é produzida pela Petrobras. Com a retomada do Complexo de Energias Boaventura, o Leste Fluminense passou a ter maior relevância nos investimentos da estatal no estado do Rio, e isso repercute em toda uma cadeia produtiva virtuosa gerada pelos projetos desenvolvidos”.

A presidente também reiterou a importância  de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, em parceria com universidades federais e centros de excelência, para pensar, em conjunto, tecnologias para os desafios de produção e transição energética que se apresentam. Na mesma linha, o reitor da universidade UFF, professor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, analisa que as instituições de ensino superior têm um papel-chave na produção de soluções para as necessidades do país.

Magda Chambriard e o reitor Antonio Claudio durante palestra sobre desenvolvimento energético na UFF - Foto: Divulgação

Magda Chambriard e o reitor Antonio Claudio durante palestra sobre desenvolvimento energético na UFF – Foto: Divulgação

“Iniciativas como essa reforçam o compromisso da UFF e da comunidade acadêmica em geral com um debate propositivo sobre ciência, inovação, políticas públicas e soberania nacional. A integração entre uma empresa do porte da Petrobras e a excelência dos trabalhos de pesquisa trazem um impacto positivo direto para a sociedade, além de agregar valor aos produtos e qualificar as ações da empresa, contribuindo com a formação de profissionais e com a produção de conhecimento estratégico, essenciais para que o Brasil lidere a agenda energética do futuro”.

Sobre o Complexo

Segundo informações do site da Petrobras, o desenvolvimento energético impulsionado pelo Complexo de Energias Boaventura, localizado no município de Itaboraí, representa uma iniciativa estratégica para fortalecer a matriz energética nacional com foco na transição para fontes mais sustentáveis e diversificadas. O complexo tem potencial para gerar empregos, atrair investimentos e estimular a inovação tecnológica, contribuindo diretamente para o crescimento socioeconômico da região. Além disso, reforça o papel do Brasil como protagonista na agenda global de segurança energética e descarbonização. As Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) instaladas no Boaventura têm capacidade para processar 21 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ) - Foto: Agência Petrobras

Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ) – Foto: Agência Petrobras

O Complexo de Energias Boaventura foi inaugurado em setembro de 2024, abrigando a maior UPGN do país, que receberá gás proveniente do pré-sal da Bacia de Santos por meio do gasoduto Rota 3, também em operação. O Projeto Integrado Rota 3 deve ampliar significativamente a oferta de gás natural no mercado interno, reduzindo a dependência de importações. As obras geraram cerca de 10 mil empregos e o projeto conta ainda com duas termelétricas a gás e unidades de refino voltadas à produção de diesel, querosene de aviação e lubrificantes, marcando um passo estratégico na expansão da infraestrutura energética do país, com impacto direto no desenvolvimento regional e na transição para uma matriz energética mais segura e diversificada.

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