Escola de Inclusão capacita futuros professores para lidar com alunos especiais
Por Elena Wesley e João Filipe Passos
A Constituição garante o direito à educação a todos os brasileiros, mas as escolas ainda não estão preparadas para receber pessoas com deficiência de forma satisfatória. Preocupada com esta demanda, a professora Cristina Delou coordena desde 2008 a Escola de Inclusão. Financiado pelo MEC nos últimos três anos, o programa de extensão da Universidade Federal Fluminense tem como objetivo capacitar alunos dos cursos de licenciatura da UFF a lidar com esse público, através de novas abordagens e linguagem diferenciada.
Durante uma semana de aulas intensivas, os participantes aprendem braile e libras, os códigos necessários para a comunicação com os deficientes visuais e auditivos, e criam materiais didáticos acessíveis para transmitir conteúdos de diversas disciplinas. Após dominar estes recursos, os graduandos se dedicam a passar o conhecimento a outros profissionais de ensino, como professores, funcionários de museus e ativistas de ONGs.
Isabelle Mazza, da área de Biologia, atua na produção dos materiais adaptados. Ela afirma que a Escola preza pelo uso de matérias-primas de baixo custo, para que cada professor possa elaborar seus próprios recursos interativos. “O mínimo de conhecimento de braile e libras vai ser fundamental pra esse sucesso do aluno com deficiência ou com alguma necessidade educacional especial”, salienta.
Isabelle Mazza apresenta jogos de tabuleiro adaptados:

Os universitários que participaram do curso intensivo em julho multiplicaram o aprendizado com a comunidade durante a Semana Acadêmica de 2011, realizada em outubro. Todas as áreas foram ministradas por alunos em 40 horas de aula. Mestrandas em Pedagogia – entre elas uma deficiente visual – se responsabilizaram por braile e libras, enquanto um mestrando em Biologia e outro em Geografia criaram materiais didáticos acessíveis. Um doutorando em Biologia das Interações de Tecnologias Assistivas explicou como cegos e surdos podem utilizar o computador. Os cursos de Física e Matemática contribuíram com a robótica educativa, que faz reproduções em miniatura de grandes equipamentos da vida real para cegos.
Novos projetos
Em 2012 a professora Cristina Delou deseja ampliar a atuação da Escola de Inclusão. A idéia é de criar também um curso de mestrado. A coordenadora pretende seguir o modelo atual, que tem garantido ótimos resultados. As inscrições para os graduandos em licenciaturas estarão abertas nos próximos meses deste ano, mas os interessados já podem entrar em contato com o programa pelo email escoladeinclusao@gmail.com.



Ola sou aluno da UFMS, e gostaria de saber se posso participar desta semana acadêmica muito obrigado aguardo respostas…
Bom dia!
Gostaria de saber: Tendo o curso Normal antigo se tenho oportunidade de fazer algum curso para
a terceira idade, Moro no Fonseca. Gostaria muito de poder participar!
Grata,
Regina Bastos
Professora fui sua aluna na uff de Angra em 2006 e ainda não entreguei minha monografia, entrando em contato com a UFF a secretária pediu pra eu tentar entrar em contato com a senhora pra ver se a senhora pode me orientar ainda e dar meu parecer. Desde já agradeço Cláudia