Maria Cristina Franco Ferraz
Professora Titular de Teoria da Comunicação, com 3 estágios de pós-doutoramento em Berlim (2004, 2007 e 2010). Coordenadora local do Doutorado Internacional Erasmus Mundus “Estudos Culturais em Interzonas Literárias”. Doutora em Filosofia pela Universidade de Paris 1-Sorbonne (Paris, 1992). Autora dos livros: Nietzsche, o bufão dos deuses (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994; Ediouro/Sinergia: 2009 e Paris: L’Harmattan, 1998), Platão: as artimanhas do fingimento (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999; Ediouro/Sinergia, 2009 e Lisboa : Nova Vega, 2010), Nove variações sobre temas nietzschianos (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002) e Homo deletabilis – corpo, percepção e esquecimento: do século XIX ao XXI (Rio de Janeiro: Garamond/Faperj, 2010).
Presentation
Full Professor of Theory of Communication, with 3 post-doctoral research fellowships in Berlin in 2004, 2007 and 2010. Brazilian Coordinator of the Easmus Mundus Joint Doctorate Cultural Studies in Literary Interzones. PhD in Philosophy (Paris 1-Sorbonne University, 1992). Author of the following books : Nietzsche, o bufão dos deuses (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994; Ediouro/Sinergia: 2009/ Nietzsche, le bouffon des dieux [Paris: L’Harmattan, 1998]), Platão: as artimanhas do fingimento (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999; Ediouro/Sinergia, 2009 and Lisbon : Nova Vega, 2010), Nove variações sobre temas nietzschianos (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002) and Homo deletabilis – corpo, percepção e esquecimento: do século XIX ao XXI (Rio de Janeiro: Garamond/Faperj, 2010).
Pesquisa
Projeto de pesquisa, junto ao CNPq, para o triênio 2010/2013: “Tecnologias, memória e esquecimento na cultura contemporânea”
Dando prosseguimento ao projeto de pesquisa concluído em fevereiro de 2010, cujos resultados centrais estão consignados no livro Homo deletabilis – corpo, percepção e esquecimento: do século XIX ao XXI (Rio de Janeiro: Garamond/Faperj, 2010), o projeto tem por objetivo contribuir para os estudos em Teoria da Comunicação, no sentido conceitual e metodológico, por meio da configuração de um campo de problematização transdisciplinar e consistente, apto a fornecer bases sólidas para o desenvolvimento da investigação acerca da experiência da temporalidade, das noções de memória e de esquecimento culturalmente pregnantes, do século XIX ao XXI, em seus vínculos com dispositivos tecnológicos. Visa ao desenvolvimento da perspectiva genealógica acerca das mutações por que passa a cultura contemporânea, através de um contraponto crítico entre as concepções de memória e de esquecimento do século XIX ao XXI. Ressaltando dispositivos tecnológicos, pretende-se não perder de vista o horizonte histórico-cultural mais amplo. Nesse sentido, a pesquisa se enriquece com os paralelos estabelecidos entre filmes, romances e produtos midiáticos, inserindo-os na lógica do biopoder contemporâneo, desdobrado, a partir de Foucault, por autores como Paul Rabinow (conceito de biossociabilidade), Jurandir Freire Costa (bioidentidade) e Nikolas Rose (individualidade somática, selves neuroquímicos). A ênfase do projeto dirige-se à emergência, na contemporaneidade, da cultura somática, expressa na literatura ficcional (especialmente anglo-saxônica) e no cinema deste século, bem como em sites e blogs constituídos em torno de bioidentidades. O sentido geral da pesquisa persiste o mapeamento genealógico da tecnocultura contemporânea, contribuindo, assim, para uma ontologia do presente.
Produção
Alguns artigos/trabalhos online:
“Do espelho machadiano ao ciberespelho: interioridade na atual cultura somática“
“Esquecer em tempos de tecla save”
“Machado de Assis e o YouTube”
“O futuro transgênico do homem”
“Matéria e memória: uma obra-prima”
“Tecnologias, memória e esquecimento: da modernidade à contemporaneidade”
“Sociedade Tecnológica de Prometeu a Fausto“


8 Comentários
Professora: A minha primeira opinião é que é tempo de alguém se lembrar do esquecimento. Sou biólogo Marinho de formação académica e, não poucas vezes, “redescobrimos” idéias, hipóteses, teorias, ou, simplesmente verificamos que alguém “já lá esteve”. Mas, vou fazer como Caminha (o Pero Vaz),vou aproveitar para lhe fazer um pedido: tenho pesquisado muitos locais brasileiros para encontrar uma publicação sua: “A Sociedade Tecnológica de Prometeu a Fausto”, publicada na Revista Contracampo, 2000(Janeiro), Nº 4. Acontece que a vossa Revista Contracampo só tem online poucos Nºs. anteriores.Haverá alguma possibilidade de me enviar uma cópia? Agradecia imenso.
Com os meus melhores cumprimentos,
CARLOS MANUEL CAEIRO.
P.S.: Ninguém sabe o que aconteceu ao pedido de Pero Vaz de Caminha a El-Rei D.Manuel I.
Prezado Carlos,
O artigo solicitado foi localizado e já se encontra no site.
Abraço e bom proveito.
Cristina
Prezado Carlos,
Obrigada por seu interesse.
O arquivo desse meu texto (de 98, se não me engano) perdeu-se em um computador antigo.
Você pode tentar encontrá-lo em impresso (na Contracampo) em nosso programa (mas pergunte antes, ligando para lá), ou ainda consultar o sociólogo português Hermínio Martins – em que me baseei nesse artigo -, que muito o apreciou e o verteu para o inglês. Talvez ele ainda tenha esse arquivo. Eis o e-mail: herminio.martins@virgin.net
Boa sorte.
Cristina Ferraz
Prezada Maria Cristina:
Sou Psicanalista, no momento associada ao Forum de Psicanálise do Circulo Psicanalítico do RJ e gostaria de lhe dizer que seu artigo no Prosa&Verso deste sábado fez meu coração bater palminhas.Muitíssimo bem escrito e pertinente.Ao lê-lo, pensei em como é prazerosa essa sensação de compartilhar idéias, concepções e de vê-las tão bem defendidas e articuladas. Fui durante muitos anos Membro Titular da Formação Freudiana e enquanto tal, apresentei num evento chamado Estados Gerais da Psicanálise, um trabalho nomeado “Por uma política do sintoma”,onde relato uma experiência clínica que remete à discussão abordada em seu artigo.Na ocasião, a polêmica foi grande, pois os psiquiatras presentes sentiram-se provocados pelas minhas argumentações, o que enriqueceu o debate de idéias (que aliás tem que haver).Essa é uma questão que me interessa bastante e que, se possível, gostaria de ampliar com vc em algum momento.
Abração,
Angela Villela
Cristina,
Li alguns de seus textos.Parabenizo você por sua dedicação e trabalho de pesquisa bastante articulados!Como é bom poder pensar e escrever sobre o humano!
Lilia Falconi(Psicanalista e Supervisora da SPCRJ)
Olá, Sou mestre em Filosofia. Pesquiso Estética relacionada à Biopolítica e a filosofia da ” differánce” (desconstrução). Trabalho com autores como: Walter Benjamin, Giorgio Agamben e Jacques Derrida. Gostaria Muito de realizar um doutorado na UFF que pudesse lhe interessar com seus conhecimentos afins. Estou querendo fazer uma aplicação do pensamento imagético que exige uma atuação “fora da Filosofia”. Ficaria muito grato por um retorno.
Olá Maria Cristina.
Sou Teresa, diretora da Pulsar Cia de Dança e gostaria muito de entrar em contato com você a respeito do próximo trabalho da minha Cia.
Poderia me enviar seus contatos?
Um abraço!
Prezada Professora,
empreendi uma pesquisa que culminou na tese de doutorado “De frente a si mesmo: ciência e filosofia no estudo da mente”, defendida em outubro passado na UFRJ. No trabalho identifico convergências entre estudos cognitivos das duas últimas décadas e abordagens filosóficas, particularmente associadas a trabalhos de Nietzsche e de Bergson. Concluo que as novas perspectivas oferecidas têm implicações epistemológicas, existenciais e éticas para a reflexão do homem contemporâneo. Vislumbro interseções com suas pesquisas e gostaria de lhe apresentar o trabalho. Poderíamos combinar um encontro? Copio a seguir meu email: antoniojmgoncalves@yahoo.com
Atenciosamente,
Antonio Gonçalves