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Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica

Em conformidade com o Plano de Reestruturação da Universidade Federal Fluminense, UFF, (aprovado pelo CEF, através do Parecer n.º 90/69, em 08/02/68) foi criada a Escola de Metalurgia de Volta Redonda (art. 12).

O Magnífico Reitor da UFF designou  (art.27) para  Diretor da novel Escola o Professor Edil Patury Monteiro (Portaria n.º 105, de 15/04/68).

Constitui-se em dever obrigatório e prioritário para a Direção da Escola continuar o excelente ensino e proporcionar meios para melhorá-lo constantemente.
O nome da Escola não foi proposto pelos professores, nem pelos alunos. Deve ter surgido das reminiscências da apócrifa Escola de Metalurgia da Universidade Nacional do Trabalho.
Como não houve receptividade do nome pelos corpos docente e discente, o assunto foi amplamente discutido e votado na primeira reunião da Congregação, em 01/06/68, que aprovou o nome: Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda.
Submetido à consideração do órgão superior competente, o CFE aprovou  a retificação solicitada em 21/03/69 através do Decreto n.º 64272 de 21/03/69, publicado  no DOU de 28/03/69.

Os débitos para com a CSN foram saldados.

Provisoriamente, criou-se a biblioteca na sala do Diretório Acadêmico 17 de Julho, por ele cedida, o qual foi transferido, interinamente, para uma das salas do almoxarifado, no térreo. Montaram-se os precários laboratórios: minelarogia ( no corredor do 2 º andar de ligação ao futuro prédio dos laboratórios), preparo  de corpos de prova para macro e microscopia ( na sala dos sanitários femininos, no térreo), tratamentos térmicos ( na sala do 2º andar, correspondente à sala onde estava o Diretório Acadêmico). Neste último laboratório  foram previamente instalados aparelhos de ar condicionado para manutenção de sua delicada aparelhagem.
O ensino, sob idêntica metodologia, continuou cada vez mais firme e o Curso mais conhecido no Brasil e mesmo no exterior.
Freqüentes contatos do Diretor da Escola com o Presidente e Diretores da CSN eram mantidos para conservar o bom funcionamento do ensino e manter sólido o binômio escola-indústria.
Doações de aparelhagens foram rejeitadas por serem obsoletas e, mormente, por falta de espaço físico para instalá-las, bem como de iinfra-estrutura.
Solicitações para implantar pós-graduação não foram aceitas, porque a idéia predominante era, pimeiro consolidar o ensino de graduação, com laboratórios bem montados, para depois, com infra-estrututura adequada, pensar-se em pós-graduação.

Em 1969, iniciou-se a contratação de ex-alunos como professores do Curso de Metalurgia, sendo o pioneiro o Engenheiro Friedemann Ernesto Kemmelmeier, que se formou na primeira turma. Apesar dos constantes contatos do Diretor da Escola com o Presidente e Diretores da CSN, os problemas iam crescendo, principalmente pelo insistente desejo do Diretor Industrial em evitar que os engenheiros da CSN  lecionassem  durante o expediente, bem como de retomar o imóvel ocupado pela Escola e o terreno destinado aos laboratórios. Entendia este Diretor que a ausência ao trabalho era prejudicial à dinâmica do serviço e a área ocupada era valiosa ("ouro", segundo ele), para ser destinada a finalidade de ensino. Em contrapartida, o Diretor Industrial sugeriu a doação de terreno em local afastado para a construção do prédio definitivo. O Diretor da Escola não concordou por ser esta nova área totalmente desprovida de infra-estrutura urbana, além de não haver recursos necessários às obras. Ressaltou que a prioridade para o Brasil era a educação  e que o ensino,  nesta Insituição, embora dispendioso, vinha proporcionando rápido retorno extremamente benéfico para a própria CSN e para a Nação.

Seria praticamente a extinção do concretizado êxito do binômio escola-industria e, pior, o fechamento da novel Escola, já conhecida e conceituada no País.

O Diretor da Escola, enquanto mantinha esperanças na solução satisfatória dos delicados problemas, não extravasou o desagradável assunto a ninguém, para não causar indesejáveis transtornos aos professores, estudantes e funcionários, com a intenção de poupar o ensino dos reflexos negativos que poderiam advir. Continuou a lutar, mas, embora desfrutasse de intimidades com os Diretores e o Presidente da CSN, somente deste último obtinha apoio, enquanto os Diretores ficavam omissos, exceto o Industrial, que permanecia irredutível.
O delicado assunto foi debatido em reunião da Diretoria da CSN, que, infelizmente, aprovou a proibição dos seus engenheiros lecionarem durante o expediente e a retomada tanto do imóvel, como do terreno ao lado, destinado ao prédio dos laboratórios.
Parecia o fim. Contudo, o Diretor da Escola lançou mão de um último e decisivo diálogo com o Presidente da CSN, General Alfredo Américo da Silva. Argumentou que embora a decisão de fechamento da Escola tivesse sido fruto de uma reunião com vários responsáveis, o único culpado pelo fim desta Insituição para a opinião pública seria o Presidente da CSN, pois este é a figura de maior peso perante a sociedade e a mídia.
Dias depois, o Diretor da Escola foi convidado para uma nova audiência com o Presidente, que lhe comunicou a anulação completa das deciões tomadas na reunião com os Diretores, reabrindo portanto as portas para a continuidade da vida da Escola.
A excelente novidade só então foi divulgada nos ambientes escolar e universitário.
A vida escolar continuou normal e cada vez mais firme.
O Diretor agiu imediatamente para assegurar a regularização efetiva de todas as conquistas.

Em 08/07/71 a Câmara Municipal de Volta Redonda conferiu o Título de Cidadão Voltaredondense ao Professor Edil Patury Monteiro em reconhecimento aos trabalhos realizados para a fundação da Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda (Resolução n.º 205 e Diploma de 17/07/71).

Em 29/09/72 foi celebrado o primeiro convênio da UFF com a CSN, que, por ser altamente benéfico à Escola, o relator, no Conselho Universitário, cognominou-o de "pai para filho". Permitia que os engenheiros da CSN ensinassem na Escola e/ou na própria CSN durante o horário de trabalho na Companhia. Constava também a doação do prédio da Escola, com mais de 2.500m2 de área útil, e do terreno ao lado à UFF, cabendo a esta a construção do prédio dos laboratórios, que, se não fosse iniciada até o prazo máximo convencionado, perderia o direito ao terreno.

Em dezembro de 1972, pela primeira vez, admitiram-se alunas no curso de metalurgia, sendo Marisa Dietrich de Azevedo e Julia de Faria as pioneiras.

Em 29/11/73 foi realizada a escritura definitiva da doação (Cartório do 1° Ofício de Justiça de Volta Redonda, RJ).

Após a aprovação do Estatuto da Universidade Federal Fluminense (Parecer do CFE, n° 696, DE 05/09/69), foi nomeado pelo Presidente da República, o Professor Edil Patury Monteiro para exercer, por quatro anos , o mandato de Diretor da Escola Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda (19/12/74, DOU de 20/12/74) e o Professor Hélio Portocarrero de Castro para Vice-Diretor (18/03/75, DOU de 19/03/75).
O Estatuto da UFF foi implantado na Escola e foram criados os Departamentos de Metalurgia de Transformação, de Metalurgia Física e de Metalurgia Extrativa, que posteriormente, foram congregados nos Departamentos de Metalurgia Industrial e de Ciência dos Materiais.

Em 09/05/75 foi efetuado o Convênio Universidade Federal Fluminense com o Clube Umuarama para propiciar aos alunos da Escola a pratica esportiva em obediência à modificação curricular imposta pelo CFE.

Em 17/08/76, o Conselho Federal de Educação aprovou o reconhecimento do Curso de Metalurgia, legalizando a situação anômala em que se encontrava, o que exigiu longo tempo e ingentes esforços.

A construção da biblioteca, inicialmente prevista no 3º andar, foi impossível, porque os engenheiros e arquitetos da UFF constataram que a laje apresentava fendas e, portanto, não suportaria mais uma andar. Assim sendo, a provisória biblioteca permaneceria no térreo, na sala cedida pelo Diretório Acadêmico 17 de Julho, até que o prédio dos laboratórios ficasse pronto, quando seria transferida para o 2º andar, sala dos provisórios laboratórios de macro e microscopia.
Os arquitetos da UFF projetaram o prédio dos laboratórios após visitas, com o Diretor da Escola, ao IME ( Instituto Militar de Engenharia ), à PUC ( Pontifícia Universidade Católica) e a UFRJ ( Universidade Federal do Rio de Janeiro). Adotaram, por solicitação do Diretor da Escola, modulação, tubulações ( elétrica, hidráulica, ar comprimido, etc) horizontais e verticais visíveis e rampas em substituição a degraus.
Por falta de verba, o início da construção do prédio dos laboratórios foi procrastinado. Novos dissabores advieram, compelindo o Diretor da Escola a freqüentes audiências com o Presidente da CSN, que ia tolerando a inadimplente UFF por não cumprir o convênio, fato que poderia acarretar a perda do terreno destinado ao prédio dos laboratórios.
Felizmente, embora com muito atraso, foi iniciada a construção do prédio dos laboratórios e terminada em novembro de 1981.

Apesar do grande êxito do currículo inicial, comprovada pelos ótimos desempenhos profissionais dos engenheiros formados na Escola, o desenvolvimento técnico-científico impunha modificações curriculares, que foram realizadas por três vezes até 1978.
O Professor Edil Patury Monteiro, com o término do seu mandato em 19/12/1978, deixou a direção da Escola, gratificado por haver contribuído para sua implantação, incrementar e consolidar o prestígio e a confiabilidade que a mesma desfruta perante à UFF, o cenário nacional e a sociedade voltarredondense.

O Vice-Diretor, Professor Hélio Portocarrero de Castro, assumiu interinamente a direção da Escola. Sua nomeaçaõ para o cargo de Diretor ocorreu em 31/01/79, pelo Ministro da Educação e Cultura ( Portaria n.º 76 de 31/01/79, DOU de 06/02/79), com grande satisfação para todos, e, em particular, para o antigo Diretor, que depositou nesta nova administração a certeza de elevar cada vez mais o bom nome da Escola e de grandes êxitos na gestão.
Em novembro de 1981, foi inaugurado o prédio destinado aos laboratórios, com área útil de mais de 2.500m2 . Foi conferido a esta edificação o nome do ex-Diretor, que direcionou esforços para a concretização deste ideal. Durante a inauguração foi solenemente descerrada, no edifício, a placa "Prédio Edil Patury Monteiro".

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A atualização mais recente deste conteúdo foi em 11/12/2015 - 16:22