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Artes Visuais - Centro de Artes UFF

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Atualizado: 4 horas 15 minutos atrás

Exposição Entre Ruas

qua, 07/07/2021 - 11:31

A exposição Entre Ruas é uma atividade integrante do projeto Metamorfoses da Rua.

A rua aqui é palco e espelho de tempos que se encontraram como se fosse possível em alguma esquina de 2021 avistarmos o Rio de Janeiro por onde andou João do Rio, lá pelo encontro dos séculos XIX e XX.

Em “Entre Ruas” mostraremos ligações entre imagens da cidade do Rio de Janeiro e trechos de textos escritos por João do Rio há mais de cem anos.

ACESSE AQUI A EXPOSIÇÃO

Período
06 de julho a 31 de dezembro de 2021

Categorias: Centro de Artes UFF

Exposição ArteVivências

seg, 07/06/2021 - 17:28

 

Desenvolvido por três jovens estudantes do curso de Produção Cultural, que se dedicamos durante três meses para preparar uma exposição virtual ArteVivências homenageia artistas visuais e plásticos brasileiros veteranos. 

O título “ArteVivências” foi escolhido pelo interesse de pesquisar sobre as relações entre arte e vida, arte e política e como esses e outros elementos do cotidiano atravessam os artistas e se imprimem nas telas e nos seus trabalhos, se juntando às possibilidades de diálogos que um encontro entre diferentes artistas proporcionaria. Para isso, foram selecionados 5 artistas brasileiros, cada um pertencente a uma das 5 regiões do Brasil, que vivenciaram e foram afetados por períodos marcantes da história brasileira, bem como por elementos sociais que envolvem cor, etnia, regionalidade, gênero etc.

 

Inauguração dia 9 de junho de 2021

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Exposição Ame-se

ter, 18/05/2021 - 15:29

O projeto Ame-se (a abreviação invertida de “Escritas de Si: um Método de Autocuidado e Autoconhecimento) propõem a partir do conceito de Escritas de Si, que é um processo de construção de identidade, e um importante instrumento para o autoconhecimento; auxiliar na compreensão dos medos, dores, alegrias e motivações pessoais através da criação de um espaço acolhedor a partir das atividades propostas. Esse projeto é uma realização do Lab Projetos, e foi construído nas disciplinas de Projeto Cultural I e II, do curso de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense, em parceria com o Centro de Artes UFF. 

A Escritas de Si é um processo de materializar os seus gostos, medos, sonhos e decepções, dentre outros, a partir de manifestações artísticas, ou de qualquer outro produto produzido por nós mesmos. Logo, é um importante e alternativo instrumento para o autoconhecimento, que gera uma compressão melhor de quem somos e nos torna mais felizes, realizados e saudáveis mentalmente.

E a Exposição Ame-se é uma exposição de 17 fotografias autorretrato de Fares Micue, uma fotógrafa espanhola autodidata e conceitual de Belas Artes. O autorretrato é uma foto de nós mesmos, e hoje são muito populares com o nome de “selfies”.

O objetivo dessa exposição é gerar um espaço de acolhimento, e de demonstrar que também é possível se expressar a partir de fotografias. A ideia é que a partir dessa exposição as pessoas produzam sentimentos de amor-próprio e motivação, e de conexão com a Fares Micue, se sentindo inspiradas para produzir as suas próprias escritas de si, independente do formato.

Fares nasceu em Lanzarote nas Ilhas Canárias em 1987, e começou a fotografar em 2009, e se profissionalizou em 2015, quando percebeu que a fotografia era o meio perfeito para compartilhar seus pensamentos, ideias e percepção da realidade com os outros.

“Com as minhas imagens conceituais, eu exploro diferentes sentimentos e estados mentais da perspectiva da habilidade natural que temos de superar, aprender e crescer com eles. Muitas vezes é difícil ter uma visão geral e ignorar as lutas do dia a dia, assim como às vezes é difícil aproveitar as pequenas vitórias em contraste com o objetivo maior que perseguimos e ainda não alcançamos. Com meu trabalho, quero destacar todos os momentos preciosos da vida e como nosso estado de espírito, a maneira como percebemos as coisas e a maneira como nos percebemos irão moldar nossa realidade. Quero que o espectador do meu trabalho se sinta representado, ensine as pessoas a se valorizarem e encontrarem esperança e energia para seguir em frente pela vida, infundindo-lhes amor-próprio, valorização própria e fortalecimento; e que saibam que nada é impossível e que eles têm poder de se tornarem quem quiserem ser.” Fares Micue

22 a 29 de maio de 2021

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Exposição Lima Barreto – Protesto Eterno

seg, 17/05/2021 - 10:51

Lima Barreto – Protesto eterno é uma atividade laboratorial que surgiu da iniciativa Lab Projetos, uma parceria do Centro de Artes da UFF com os alunos de Produção Cultural da UFF. Essa exposição é uma celebração da vida e da obra do autor carioca Lima Barreto e pretende mostrar o quão atemporal Lima é, além de seguir com sua luta e promover o empoderamento negro. O escritor era engajado com causas sociais e grande parte de seus livros traziam personagens negros, personagens pobres, ou sátiras da elite brasileira da época. A literatura dele era uma escrita de si, um reflexo de toda opressão que ele enfrentava para tentar ser um autor de sucesso na época. ‎

Em 2021 celebramos 140 anos de seu nascimento, no dia 13 de maio. Além disso, é também o dia de um marco que queremos ressignificar – a assinatura da Lei Áurea. Historicamente, a abolição de fato ocorreu no 13 de maio de 1888. No entanto, há muito tempo o movimento negro vem denunciando a “falsa abolição”. As pessoas negras escravizadas, após a Lei Áurea, foram, de cara, submetidas a condições sociais, econômicas, educacionais e políticas extremamente precárias. Não houve nenhuma preocupação, por parte do Estado, em desenvolver políticas sociais que integrassem a população negra na sociedade. As marcas dessa abolição inacabada e do racismo estrutural permeiam a nossa sociedade até os dias de hoje. O 13 de maio, então, se tornou uma data de luta. É preciso resgatar o protagonismo negro e empoderar a luta antirracista. Dessa forma, o 13 de maio se torna o Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo e foi o dia escolhido para o lançamento da nossa exposição. Vamos empretecer as narrativas!!! Para mostrar que Lima ainda está vivo e segue sendo referência para as novas gerações, trouxemos obras de 9 artistas negros em ascensão do estado do Rio, a fim de potencializar seu alcance e mostrar a atemporalidade do trabalho de Lima. Convidamos também personalidades negras dos mais diversos meios para lerem alguns trechos de obras de Lima em vídeo, porque representatividade empodera, inspira e fortalece a luta. Esperamos que vocês mergulhem nas obras do Lima, apreciem a arte produzida pela nossa juventude negra e absorvam a potência das mensagens que buscamos transmitir para vocês. 

ACESSE A EXPOSIÇÃO AQUI
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Exposição – Brasil: A Margem

sex, 14/05/2021 - 15:40
Brasil: A Margem

litorais/sertões/ e capitais

 

Há quase trinta anos, a Galeria de Arte da UFF foi inaugurada dentro do então Departamento de Difusão Cultural da instituição. Era início da década de 1980; trecho de nossa história que apontaria para a nova constituição e para tudo o que essa vinha representando.

Naquele agosto de 1982, subiu no palco do Teatro da UFF grandes atrações para celebrar a inauguração da nova fase daquele espaço, e entre essas estava o Quinteto Violado, grupo de músicos pernambucanos que estava em turnê para promoção de seu novo disco intitulado ‘Notícias do Brasil’.

A canção-título do álbum é composição de Milton Nascimento e Fernando Brant, e de início já nos diz de qual Brasil viriam as novidades e até onde elas tocariam:

 

‘’Uma notícia está chegando lá do Maranhão

não deu no rádio, no jornal ou na televisão,

veio no vento que soprava lá no litoral

de Fortaleza, de Recife e de Natal.

A boa nova foi ouvida em Belém, Manaus,

João Pessoa, Teresina e Aracaju

e lá do Norte foi descendo pro Brasil Central

chegou em Minas já bateu bem lá no Sul (…)’’

 

De um Brasil real, que nos últimos dois séculos acabou generalizado como ‘interior’, chegaria ‘a novidade’ de que ‘o Brasil não é só litoral, é muito mais, é muito mais que qualquer Zona Sul’, como diz a letra da música.

Esse litoral que hoje estima-se já ser habitado há mais de 30 mil anos, foi a entrada para a colonização do território americano, em uma história que ultimamente tem ganhado novas vistas. A invasão através das margens de nosso mar e o que sucedeu aos povos originários, massacrados e expulsos de seus locais de origem ainda repercutem em nosso presente.

Poucas ondas de séculos depois, a chegada via oceano de escravizados africanos acabou transformando o lugar em um campo de trabalho forçado e deixando aberta uma ferida salgada de mar. Entre rios e matas abertas, veio o sertão sem fim e a formação de povoados através da passagem de gente.

Dos ciclos econômicos da colônia à formação das cidades nas últimas décadas, foram os pés das trabalhadoras e trabalhadores que riscavam no mapa novas margens diante as possibilidades nos locais que cabiam sobreviver e tirarem o sustento, sempre andando. E assim fizeram-nos ribeirinhos e marginalizados, palafitas e comunidades inteiras, periferias, casas de beira de estradas, ceilândias, marés e capãos, que não cabiam em planos-pilotos nem nos centros das capitais.

Esta exposição parte do litoral como primeiro ambiente a produzir as margens de um país cheio delas, segue pelos estreitos de dentro do país até avistar algum horizonte possível, no alto de alguma laje construída pelos próprios moradores.

Visite a exposição também em:

www.instagram.com/artesvisuais.ceartuff

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