HANSENÍASE OU LEPRA 

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Introdução

 

A Hanseníase é uma doença milenar, mencionada na Bíblia como Lepra (Bíblia Sagrada, 1992). E, surpreendentemente, ainda hoje, ocorre como um problema de saúde pública em alguns países do mundo e dentre eles, o Brasil. É uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria denominada Mycobacterium leprae (M. leprae). A doença, antigamente denominada Lepra, teve o seu nome mudado para Hanseníase (OPROMOLA, 1999) em homenagem ao médico norueguês “Gerhard Armauer Henrik Hansen”, nascido em Bergen que, em 1873, descobriu, não somente, o bacilo da Lepra, mas, também que Lepra era um dos mais antigos males da humanidade.

A Doença é de evolução crônica que se manifesta, principalmente, por lesões cutâneas, com redução de sensibilidade. O bacilo da lepra tem preferência por células cutâneas e nervosas periféricas. O agravamento da Hanseníase se dá, devido ao comprometimento do sistema  nervoso periférico com conseqüente, perda de sensibilidade, atrofia e paralisias musculares, que se não tratadas podem evoluir para incapacidades físicas fatais (Brasil, 2001).

No Brasil,  a Hanseníase  é endêmica. No ano de 2003 foram diagnosticados 49026 casos novos de Hanseníase  no Brasil, com alta taxa de detecção  de 2,77/10000 habitantes. Em  9 estados foram diagnosticados 15.078 casos novos, o que corresponde a 300,76% do total (NLR Brasil 2001-2003). O coeficiente  da prevalência é um indicador de erradicação da Hanseníase  recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomendava como meta menos de 1 doente a cada 10.000 habitantes até o final do ano que passou (2005). No entanto, no Brasil, a taxa de prevalência encontrada foi de  4,52/10.000 habitantes, num total de 79.908 casos de Hanseníase (2003), considerada média  segundo  os parâmetros nacionais (1a 5 casos/ 10.000 habitantes) (NLR Brasil  2001-2003). O número de casos que  deixam de ser notificados, apontam para em  torno  de 10.000 novos casos além dos conhecidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

Lamentavelmente, isto é conseqüência da deficiência de pessoal capacitado para diagnosticar, como também, principalmente, pela falta de conhecimento que os indivíduos  têm sobre a doença. O índice  de cura atinge no Brasil  75 % dos casos tratados, mas poderia chegar a 95%, se a doença fosse melhor controlada.

Tendo em  vista, todos  estes fatos, o nosso Laboratório (Laboratório de Ativação Celular; Depto. De Biologia Celular e Molecular; UFF),  que já vem se dedicando à  pesquisa científica em vários aspectos da Patologia Celular da Hanseníase, decidiu confeccionar este “site” , com o objetivo de propiciar maior divulgação da doença, na tentativa de desmistificar a Hanseníase, minimizando assim, o estigma a ela associado e, conseqüentemente, contribuir para o controle da doença.

Acreditamos que a divulgação “on line” de informações sobre a hanseníase possa ser  eficiente como  medida de  controle da doença, tendo em vista a grande procura da “internet” como fonte de informação e pesquisa.

É  importante ressaltar que a Hanseníase tem cura, sendo importante para isso, que haja a promoção de conhecimento a respeito da doença  através de campanhas e divulgação em meios de comunicação. Além da  aplicação de ações integradas de saúde sob o ponto de vista da saúde coletiva, visando o diagnóstico, tratamento precoce da doença, e a manutenção do tratamento, para controle (desde que em tratamento não há risco de contágio para outros indivíduos) e, ainda, a redução das incapacidades e transtornos psicossociais.

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