Revista ContraCultura
Nº. 02 Abril de 2008 - ISSN 1982-9175
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Política Editorial

A Revista ContraCultura, uma iniciativa do Observatório da Indústria Cultural, se propõe a reunir diversas linguagens que, a partir de um ponto de vista crítico, estimulem a reflexão sobre a cultura, bem como a divulgação de produções culturais contra-hegemônicas. Textos científicos, artes visuais, escritos ficcionais, resenhas, entrevistas, críticas culturais, artigos de opinião, entre outros, serão reunidos com para pensar as produções culturais sob o capitalismo, e as alternativas a este sistema.
Orientação teórica :

  • O material a ser publicado deve seguir uma perspectiva crítica, reflexiva, desnaturalizadora, sem ser restrita a um corpo teórico único;
  • Deve se evitar uma perspectiva elitista, que prioriza as produções culturais que são compreendidas, acriticamente, como “alta cultura”;

 

    • Serão enfatizadas as análises sobre a indústria cultura, e as manifestações da cultura popular;
    • Divulgar produções de caráter contra-hegemônico.

 

 

A equipe editorial será responsável pela seleção e edição dos textos, procurando prezar por uma linguagem clara e acessível. Entendemos a revista como um espaço experimental, inclusive no que diz respeito a experimentos com linguagens e formas comunicacionais diversas.

A revista é dividida nas seguintes seções:

  • Narradores

 

Segundo Walter Benjamin, a arte de narrar, que é relacionada ao intercâmbio de experiências, está em extinção. O narrador é um ser humano que sabe dar conselhos, retirados de sua própria experiência, ou da relatada pelos outros, e, através da narrativa, incorporar as coisas narradas às experiências de seus ouvintes.

A narrativa se distingue do romance, bem como do texto informativo da impressa contemporânea. O romancista, ao contrário do narrador, segrega-se, pois a origem do romance é o indivíduo isolado. Esta forma literária, não está relacionada à tradição oral, representando na verdade um ruptura em relação a ela,  e sua difusão só se tornou possível com a invenção da imprensa. Por sua vez, o texto de informação, instrumento importante para a consolidação da burguesia como classe dominante, é ainda mais ameaçador à narrativa do que o romance, porque permanece na superficialidade dos fatos, aspirando uma verificação imediata, e, portanto, retirando do ouvinte/leitor possibilidades de mediação, de interpretação da história a partir de sua própria experiência. Na informação as histórias são apresentadas como fatos descontextualizados, sem muita relação entre si e com ao leitor/ouvinte, que os recebe como espectador.
Nesse sentido, a proposta aqui expressa pretende se reencontrar com a tradição oral dos narradores, a partir de um experimento estético que articule narrativas de histórias de vida, com criação literária.

A partir da “coleta” de depoimentos, contos, causos, etc., a seção Narradores tem o objetivo de produzir textos que valorizem experiências compartilhadas, apontando para um processo de produção literária que é necessariamente coletivo, rompendo seja com a lógica individualista predominante no campo da produção artística, seja com o imediatismo da produção de informação.

  • De olho na cultura

Esta seção pretende tratar dos produtos da indústria cultural, a partir de uma abordagem que evite tanto uma perspectiva integrada, que venha a naturalizar o seu papel, quanto uma visão apocalíptica que descambe para um elitismo em relação aos produtos consumidos pelas classes subalternizadas.
Inspirados na análise de Gramsci sobre a literatura popular, pretendemos compreender como se dão as mediações entre a lógica massificadora da indústria cultural e a formação do que poderíamos chamar de um “gosto” popular.

  • Opinião

 

Seção composta de artigos curtos de opinião, com o objetivo de tratar de questões relativas a temais culturais em geral.

  • Mural

O nome desta seção faz referência aos pintores muralistas mexicanos, bem como às experiências históricas de propaganda revolucionária.
É um espaço que trará fotografias, quadrinhos, charges, grafismos, etc., ou seja, formas de comunicação visual.

  • Entrevista.

 

Seção aberta a entrevistas, preferencialmente com pessoas que estão relacionadas ao campo da cultura, bem como movimentos sociais.

  • Outras palavras.

Divulgação de poesias e outros textos literários curtos.

  • Artigo.

 

Textos de reflexão critica mais aprofundados, com temas que estejam relacionados à questão cultural.
  • Resenha.

 

Divulgação de resenhas críticas de livros e filmes.

  • Cultura em movimento.

 

Destinada a matérias sobre ações contra-hegemônicas no campo da cultura e da comunicação.

  • Sabores Populares.

Crítica gastronômica e receitas.

  • Esporte.

Seção destinada a debates sobre esportes: espaços de lazer; ativerdes esportivas; política de desporto; atletas amadores (dificuldades de praticar esporte, etc.)

  • Dicas de lazer alternativo.

Dicas culturais baratas ou gratuitas: museus, filmes, passeios, teatro, etc.

 
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