| 5. Compromisso Social da Instituição |
5.1 Políticas de inclusão
Diagnóstico da situação atual São inúmeras as iniciativas da UFF em políticas de inclusão, seja em obediência à legislação, seja em decorrência das demandas e pressões sociais, seja pela consciência do papel referencial da Universidade e dos frutos benéficos destas políticas para a convivência e o êxito acadêmico. Apresenta-se agora a oportunidade de consolidar e ampliar estas iniciativas em um conjunto de programas que atendam a duas dimensões da política de inclusão:
Estratégias para alcançar a meta Inclusão social na Universidade * Aprimorar o sistema de bonificação de 10% na pontuação final aos candidatos egressos integralmente do ensino médio ministrado pelas escolas das redes públicas estaduais e municipais; * Aprimorar e ampliar o sistema de fornecimento de cotas para professores da rede pública candidatos aos cursos de licenciatura oferecidos pela UFF; * Disseminar a experiência de aplicação das provas de vestibular em cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro e em cidades de outros Estados da federação; * Aumentar o percentual de isenções de sua cobrança, bem como buscar articulação com as demais IFES do Estado do Rio de Janeiro visando a incorporar como candidatos muitos estudantes cujas condições econômicas tradicionalmente os impedem de tentar simultaneamente os vestibulares destas federais; 2. Intensificar o apoio aos “Pré-Vestibulares Populares”, dotando recursos para prover melhorias de instalação e infra-estrutura, bem como reconhecendo como componente curricular de estágio as atividades de aulas ministradas pelos alunos de licenciatura da UFF nestes Vestibulares. 3. Outras formas de ingresso. * Reservar anualmente as vagas ociosas para concursos de transferência e reingresso abertos a estudantes de outras instituições de ensino superior; * Sistematizar a oferta de disciplinas isoladas, através das quais portadores de diploma de curso superior possam obter complementação ou atualização de ensino de interesse profissional, cultural ou vivencial. 4. Programas voltados para a Terceira Idade. Elaborar percursos de estudos a serem oferecidos ao público da terceira idade cujos interesses primordiais sejam a ampliação de horizontes culturais e a interação humana e social. 5. Apoio aos projetos de capacitação dos servidores técnico-administrativos da UFF. Oferta regular de vagas em disciplinas de todas as áreas de conhecimento para servidores técnico-administrativos da UFF que busquem aperfeiçoar conhecimentos próprios de sua função específica ou ampliar seu cabedal de cultura, visando, além destes benefícios, a contribuir para a integração entre estes servidores e os professores e alunos da UFF. 6. Promoção do acesso às pessoas com necessidades especiais. Dar seguimento e novo fôlego ao projeto Sensibiliza UFF com objetivo de garantir o pleno acesso a todas as dependências da Universidade às pessoas com necessidades especiais, sobretudo alunos, com isto inclusive motivando muitos deles a candidatarem-se a cursos até agora instalados em locais de acesso proibitivo. Este programa, além disso, desenvolve ações promotoras da efetiva integração destas pessoas no ambiente social da universidade e da superação de escassez de informações, resistências ou preconceitos sobre estas situações humanas. Por fim, cabe introduzir meios para garantir a estas pessoas o aproveitamento do ensino. 7. Inclusão dos docentes e funcionários aposentados. Desenvolver programas conjuntos com as entidades representativas dos docentes inativos e dos servidores técnico-administrativos com a finalidade de possibilitar a voluntária contribuição destes segmentos para ações acadêmicas na UFF, a partir da sua reconhecida experiência e potencial de testemunho, inclusive como elemento de formação da memória social das novas gerações. 8. Escola de Extensão - A Pró-reitoria de Extensão está consolidando os diversos cursos de extensão da UFF em um programa integrado com o objetivo de enfatizar a presença da Universidade na comunidade e de incorporar a experiência da docência voltada para públicos não usuais. 9. Criação de um programa de superação dos preconceitos construídos historicamente, relacionados a gênero, raça/etnia, credo, origem e orientação sexual, objetivando uma reeducação cultural de toda a comunidade acadêmica. Inclusão na sociedade.
A UFF desenvolve inúmeros programas e projetos de inclusão social ou ressocialização destinados a variado público, sendo esta uma oportunidade para fortalecê-los e enfatizá-los como dimensão formativa complementar dos estudantes de todas as áreas. Cabe destacar que, por sua singular dimensão e impacto, o Hospital Universitário Antonio Pedro, além de seu papel formativo na área de saúde, constitui-se em campo privilegiado de formação complementar nas demais áreas e, de modo geral, de construção de cidadania para os estudantes.
Etapas
Os indicadores abaixo serão aferidos anualmente: * Taxa de aprovação no Vestibular de estudantes oriundos de escolas públicas; * Número de localidades, no Estado e fora dele, em que o exame de Vestibular da UFF será realizado; * Número de estudantes beneficiados por isenção parcial ou total na taxa de inscrição no Vestibular; * Número de pessoas beneficiadas com programas voltados para a terceira idade; * Número de vagas oferecidas por transferência e reingresso; * Número de vagas oferecidas por disciplinas isoladas; * Número de servidores técnico-administrativos beneficiados com capacitação através de disciplinas isoladas; * Número de professores e funcionários aposentados envolvidos em atividades acadêmicas da UFF; * Número de pessoas beneficiadas com os diversos projetos e programas de inclusão social da UFF.
5.2 Programas de assistência estudantil
Diagnóstico da situação atual
O significativo aumento da demanda por assistência estudantil é o resultado conjugado de: * Fatores demográficos; * Aumento das exigências do mercado de trabalho; * A atual política governamental de expansão das IFES e de inclusão social; e, especificamente * Ações institucionais na UFF de aumento do número de vagas, bonificação de 10% por mérito aos candidatos provenientes de escola pública e a realização das provas do vestibular em outros municípios e estados.
Entende-se que os programas e projetos de assistência estudantil devam ser desenvolvidos, na perspectiva de inclusão social, como instrumentos de acesso, permanência e conclusão de curso dos estudantes, agindo preventivamente nas situações de repetência e evasão quando decorrentes da insuficiência de condições financeiras. Os estudantes que buscam os Programas Sociais apresentam situações diversas, cumulativas ou não: * estudantes cuja situação econômico-financeira da família mal atende às necessidades básicas e, por conseguinte, não têm como arcar com as despesas extras inerentes aos estudos; * estudantes que residem nos municípios mais distantes na Região Metropolitana e despendem valores altos com passagens, longo tempo em transporte coletivo, muitas vezes precário, e que permanecem na Universidade por mais de um turno; * estudantes que estudam à noite e, residindo longe, não dispõem de condução ou enfrentam situação de insegurança no acesso à residência; * estudantes que não têm como retornar para casa, oriundos de munícipios fora da Região Metropolitana e de outros estados; * estudantes que durante o ano letivo deparam-se com problemas sociais graves, temporários ou não.
A preocupação constante em conhecer nosso estudante de graduação e traçar seu perfil socioeconômico e cultural resultou em pesquisas realizadas em 1997 e 2004. Na pesquisa mais recente foi adotado o critério ANEP - Brasil, Associação Nacional de Empresa de Pesquisa e constatou-se que 30,8% dos estudantes pertencem às categorias C, D e E. Estas categorias englobam estudantes provenientes de famílias cujos chefes têm atividades ocupacionais que exigem pouca ou nenhuma escolaridade, resultando em baixo poder aquisitivo, cuja renda familiar média mensal é de no máximo R$ 927,00. Em condições adversas, o desempenho acadêmico é desigual. Os estudantes das categorias C, D e E não dispõem de recursos para suprirem suas necessidades básicas e, ainda menos, para as despesas típicas do universitário.
* Existência de programas sociais para atendimento das necessidades básicas como alimentação, moradia, transporte, saúde, esporte, cultura e lazer, inclusão digital, bem como implementação de estratégias que permitam uma efetiva inserção social por intermédio de uma formação ética, cidadã, que não se restrinja à manutenção e sobrevivência dos estudantes em condições de risco socioeconômico. * Ampliação e garantia da qualidade dos serviços prestados pelo Restaurante Universitário – RU. * Programa de Moradia Estudantil. * Atendimento psico-pedagógico e médico-odontológico aos estudantes. * Ampliação dos Programas de Bolsas Sociais. * Viabilização de condições de transporte para os estudantes, de modo a reduzir seus gastos.
Estratégias para alcançar a meta * Dotar o Restaurante Universitário e seus Refeitórios de equipamentos, novas tecnologias e mobiliários adequados e atualizados; * Utilizar o idUFF para o controle de acesso ao Restaurante Universitário e seus Refeitórios; * Garantir recursos orçamentários para a aquisição de gêneros alimentícios; * Dotar a Gerência de Coordenação Alimentar - GCA de pessoal técnico buscando ampliar e garantir a qualidade dos serviços prestados; * Planejar a instalação ou melhoria de serviços de alimentação nos campi do interior; * Articular parcerias com a representação estudantil - DAs e DCE - visando à implantação de Programas e Projetos; * Estudar a situação de moradia dos estudantes do interior para definir políticas específicas para estes campi; * Providenciar a construção da Moradia Universitária; * Garantir recursos orçamentários para ampliar os Programas de Bolsas Sociais – Treinamento, Alimentação e Apoio Emergencial, de modo a atender à demanda dos estudantes; * Estabelecer parcerias que viabilizem condições de transporte para estudantes; * Aplicar pesquisa para atualizar dados sobre o perfil socioeconômico e cultural dos estudantes de graduação.
Indicadores * Aumento da freqüência estudantil no RU; * Atendimentos no Programa de Moradia Universitária; * Número de alunos que utilizam transporte coletivo por meio das parcerias; * Aumento no número de concessões das bolsas sociais; * Redução das taxas de evasão e de retenção na graduação; * Melhoria no desempenho acadêmico (CR); * Aumento no número de conclusões de curso;
5.3 Políticas de extensão universitária
Diagnóstico da situação atual
Entendendo-se a Extensão Universitária como o processo educativo, cultural e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre Universidade e Sociedade, a Pró-Reitoria de Extensão, como órgão propositor e estimulador das políticas institucionais de extensão, tem desenvolvido ações acadêmicas de intermediação entre o ensino e a pesquisa, operacionalizando atividades administrativas, culturais e acadêmicas, particularmente no que se refere à integração e flexibilização curriculares.
Metas a serem alcançadas com o cronograma de execução
Para cumprir a sua missão institucional de catalisar as ações que possibilitem a difusão do conhecimento através de programas sociais, educacionais, culturais e tecnológicos, tendo como base a integração da UFF com a Sociedade, a UFF apresenta o PROGRAMA NOVA EXTENSÃO, um conjunto de propostas que buscam o desenvolvimento da Extensão Universitária na UFF:
Objetivos
Metas
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO (Período de implantação e desenvolvimento)
Estratégias para alcançar a meta
Etapas
Indicadores
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