Consumo, produção e composição do leite e do queijo de vacas alimentadas com níveis crescentes de ureia

Ana Cássia Rodrigues de Aguiar, Celio Roberto Oliveira, Luciana Albuquerque Caldeira, Vicente Ribeiro Rocha Junior, Suely de Jesus Oliveira, Camila Soares, Deiyse Alves Silva, Jordana Carvalho de Menezes, Lucas Daniel Alcântara Borges

Resumo


Objetivou-se por meio deste trabalho avaliar consumo, produção e processamento do leite de vacas alimentadas com dietas contendo níveis crescentes de ureia. Foram utilizadas 8 vacas 7/8 Holandês/Gir em dois quadrados latinos 4x4, sendo cada quadrado composto de quatro dietas, quatro vacas e quatro períodos experimentais. As dietas foram formuladas para serem isoprotéicas, tendo como volumoso a silagem de cana-de-açúcar. Os tratamentos consistiram em níveis crescentes de ureia em substituição ao farelo de soja (0; 0,58; 1,17, 1,75% na MS total da dieta). Os consumos de matéria seca e fibra em detergente neutro não foram afetados pelos níveis crescentes de ureia. Entretanto, o consumo de proteína bruta e extrato etéreo reduziram linearmente com o aumento dos níveis de ureia. Já o consumo de carboidratos não fibrosos apresentou comportamento cúbico em relação aos níveis de ureia. A produção de leite (27 kg/dia), a composição físico-química do leite e do queijo Minas Frescal, assim como o rendimento do queijo não foram influenciados pela inclusão da ureia na dieta das vacas. Portanto, conclui-se que, para dietas de vacas em lactação, a base de silagem de cana-de-açúcar, com relação volumoso:concentrado 45:55, a ureia  pode ser adicionada em até 1,75% da matéria seca total, sem prejudicar consumo, rendimento, produção, composição físico-química do leite e do queijo Minas frescal.



Palavras-chave


dieta, nitrogênio não protéico, rendimento

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Revista Brasileira de Ciência Veterinária - RBCV