PPGRI
Mestrado em Relações Internacionais

DISSERTAÇÕES DEFENDIDAS

 

 

01.

LEOPOLDO NASCIMENTO COUTINHO

DATA DEFESA:
15/12/2004

TÍTULO:
“A Atuação Diplomática Brasileira no 1º Mandato (2001-2003) do Comitê Intergovernamental sobre Propriedade Intelectual e Recursos Genéticos, Conhecimentos Tradicionais e Folclore (IGC), da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI)”.

BANCA:
PROF. JOSÉ RIBAS VIEIRA – (PPGRI) Orientador
PROF. BERNARDO KOCHER – (PPGRI)
PROF. SÉRGIO MEDEIROS PAULINO DE CARVALHO – (UNICAMP)

RESUMO:
O presente estudo teve como finalidade observar a atuação diplomática brasileira junto ao Comitê Intergovernamental sobre Propriedade Intelectual, Recursos Genéticos, Conhecimentos Tradicionais e Folclore, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, em seu primeiro mandato (2001-2003). Para tanto, buscou-se apresentar quais seriam as principais bases teóricas que estariam subsidiando o debate neste fórum internacional de caráter multilateral, assim como suas origens estruturais e históricas. Uma postura alternativa, com um foco específico nos temas técnicos que emergiram como sendo os principais na dinâmica negociadora – acesso aos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados – é sugerida. As sugestões formuladas visam propiciar, conjuntamente com a compreensão das diversas variáveis envolvidas na questão de harmonização entre o sistema da Propriedade Intelectual e da regulamentação internacional do Meio Ambiente, meios para que o governo brasileiro possa alcançar resultados concretos no segundo mandato do comitê supracitado, no biênio 2004-2005.

 

02.

LAURA MORAIS SALES DE LIMA

DATA DEFESA:
16/05/2005

TÍTULO:
“A Política Externa Norte-Americana para a Indonésia: O Caso Timor Leste (1975-1999)”.

BANCA:
PROF. BERNARDO KOCHER - (PPGRI) Orientador
PROFª MARIA ANTONIETA LEOPOLDI – (PPGRI)
PROFª MÔNICA LEITE LESSA – (UERJ)

 

03.

MARIANA MENEZES NEUMANN

DATA DEFESA:
01/07/2005

TÍTULO:
“Competir ou Retroceder: A Política Externa da Administração Clinton”

BANCA:
PROF. WILLIAMS GONÇALVES – (PPGRI) Orientador
PROFª MARIA ANTONIETA LEOPOLDI – (PPGRI)
PROFª ASPÁZIA CAMARGO – (UERJ)

RESUMO:
A presente dissertação investiga o processo de formulação da política externa norte-americana relacionada ao hemisfério de 1993 a 2000, período correspondente aos mandatos do presidente democrata William Clinton. Este assume a presidência com a tarefa de revigorar a economia e redefinir a estratégia de inserção internacional do país no pós-Guerra Fria, de acordo com o modelo econômico neoliberal. Sua equipe de governo formula a Doutrina Clinton, cuja ênfase é colocada no fortalecimento das instituições internacionais, na expansão da democracia pelo mundo e na ampliação dos mercados para os produtos norte-americanos. Enfocamos, com especial atenção, os atores e agências envolvidos; a correlação de forças entre os grupos de interesse e a operacionalização prática da Doutrina Clinton, por meio da proposta de criação de uma área de livre comércio. Concluímos que a diplomacia americana oscila entre a tendência unilateralista e a internacionalista havendo, no entanto, continuidade histórica com relação à construção da identidade nacional baseada no ideário do missionarismo libertário e de global crusaders e que a proposta de integração regional, por meio da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), representa a face pragmática da política externa dos Estados Unidos visando a preservar posição hegemônica na região. Neste cenário o Brasil é considerado uma potência regional e importante interlocutor político, mediando freqüentemente o relacionamento dos americanos com outros países do Cone Sul. Daí a relevância de termos analisado as relações bilaterais Estados Unidos e Brasil, considerando-se que a aprovação da ALCA pode comprometer seriamente a continuidade do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL).

 

04.

MARCO AURÉLIO BARBOSA DOS REIS

DATA DEFESA:
21/07/2005

TÍTULO:
“A Proteção da Pessoa Humana nos Conflitos Armados”

BANCA:
PROF. JOSÉ RIBAS VIEIRA – (PPGRI) Orientador
PROF. BERNARDO KOCHER – (PPGRI)
PROF. ANTONIO CELSO ALVES PEREIRA – (UGF)

RESUMO:
Este estudo tem por finalidade analisar os conflitos armados do Afeganistão e do Iraque sob a ótica do Direito Internacional Humanitário.

O conflito armado do Afeganistão foi iniciado como uma reação aos atentados terroristas ocorridos nos EUA, em 11 de setembro de 2001, e suas operações militares foram levadas a efeito, em território afegão, a partir de 07 de outubro de 2001, por uma coalizão liderada pelas forças armadas norte-americanas.

O conflito do Iraque foi iniciado em razão da suspeita da sociedade internacional de que esse país possuía ou desenvolvia armas de destruição em massa e teria possíveis ligações com o terrorismo internacional.

Em 19 de março de 2003, iniciaram-se os combates em território iraquiano, por uma coalizão de países também liderada pelas forças armadas norte-americanas.

Nesse contexto, estuda-se também os casos da prisão-interrogatório de Guantânamo, mantida pelos EUA, em Cuba, e o escândalo da prisão de Abu Ghraib, no Iraque, sob administração dos EUA, como Potência Ocupante, durante esse conflito.

A propalada assimetria dos conflitos armados modernos é estudada como um fenômeno que permeia esses conflitos mas que tem o seu devido tratamento quando enquadrada ou não pelo DIH.

O papel do Estado e suas obrigações em cumprir e fazer cumprir as normas humanitárias genebrinas também é destacado, figurando como peça central o comandante militar que, como seu representante, nessa situação deve pautar a sua conduta pelo fiel cumprimento das normas genebrinas, tanto em tempo de paz, como de conflito armado.

Em síntese, a investigação resume-se em verificar se o DIH, materializado no Direito de Genebra, especificamente nas III e IV Convenções de Genebra de 1949 e no Protocolo Adicional I de 1977, são aplicáveis aos conflitos do Afeganistão e do Iraque.

 

05.

BRUNO FREDERICO MÜLLER

DATA DEFESA:
25/07/2005

TÍTULO:
“Um Porto para outros Mundos> Os Caminhos e Alternativas do Fórum Social Mundial”.

BANCA:
PROF. BERNARDO KOCHER – (PPGRI) Orientador
PROFª MARIA ANTONIETA LEOPOLDI – (PPGRI)
PROF. FRANCISCO CARLOS TEIXEIRA DA SILVA – (UFRJ)

RESUMO:
Este trabalho tem como objetivo discutir o Fórum Social Mundial, seu significado e sua importância dentro de seu momento histórico. Dado a importância de explicar o surgimento de nosso objeto de estudo, resgatamos os processos históricos da globalização e da expansão do ativismo transnacional. Após esta primeira parte do trabalho, partimos para nosso objeto propriamente dito, analisando sua história, as clivagens internas, os desafios e algumas propostas e alternativas emergentes de seu seio. Uma de nossas premissas é que o Fórum Social Mundial é parte integrante do processo de desenvolvimento de uma sociedade civil e uma consciência globais. Desta premissa surge a necessidade de abordar o conceito de cosmopolitismo como uma práxis para essa sociedade global emergente. Subjacente ao trabalho está nossa convicção da necessidade do resgate da análise crítica do Estado como elemento fundamental de compreensão da realidade política, econômica e social e para orientar a produção acadêmica para uma perspectiva simultaneamente crítica e transformadora desta realidade.

 

06.

LEONARDO VALENTE MONTEIRO

DATA DEFESA:
28/07/2005

TÍTULO:
“Política Externa na Era da Informação: O Novo Jogo do Poder, e as Novas Diplomacias e a Mídia como Instrumento de Estado nas Relações Internacionais”.

BANCA:
PROF. WILLIAMS GONÇALVES – (PPGRI) Orientador
PROF. FRANKLIN TREIN - (PPGRI)
PROF. ORLANDO BARROS – (UERJ)

RESUMO:
Política Externa na Era da Informação, o novo jogo do poder, as novas diplomacias e a mídia como instrumento de Estado nas relações internacionais - Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (PPGRI/UFF), Niterói-RJ, junho, 2005, 163p. [Dissertação de Mestrado]

O estudo analisa as mudanças no relacionamento entre os Estados na Era da Informação e as transformações decorrentes delas no jogo de xadrez do poder no cenário internacional. Identifica o surgimento de novas formas de diplomacia, que usam os modernos meios de comunicação e a integração midiática global para potencializar negociações e ganhar legitimidade, e dá exemplos de casos que, à luz das teorias apresentadas, indicam que essas mudanças estão sendo postas em prática.

 

 

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AUTOR PREMIADO EM 3o. LUGAR COM O "PRÊMIO AMÉRICA DO SUL", VERSÃO 2007, DA FUNDAÇÃO ALEXANDRE GUSMÃO (FUNAG) COM TRABALHO INSPIRADO EM SUA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

 

 

 

07.

FERNANDA MAZZEIO RIBEIRO CONSENTINO

DATA DEFESA:
08/08/2005

TÍTULO:
“Riscos e Oportunidades da Unificação Monetária no Mercosul (A Teoria de Áreas Monetárias Ótimas e a União Monetária Européia como Referência”.

BANCA:
PROF. THEOTONIO DOS SANTOS – (PPGRI) Orientador
PROF. VICTOR HUGO KLAGSBRUNN – (PPGRI)
PROF. LUIZ CARLOS PRADO - (UFRJ)

RESUMO:
O trabalho busca avaliar a viabilidade de se adotar uma moeda única no Mercosul a partir da Teoria de Áreas Monetárias Ótimas e da experiência da União Monetária Européia. Constata-se que o Mercosul ainda não reúne as condições necessárias à formação de uma união monetária. Não acreditamos, entretanto, que se trate de um resultado definitivo. A moderna Teoria de Áreas Monetárias Ótimas baseia-se na análise dinâmica do processo de integração, o que permite que uma região torne-se uma área monetária ótima ex-post. Além disso, a união monetária do bloco depende, principalmente, da vontade política, a qual é influenciada pelas perspectivas de desenvolvimento sócio-econômico e a melhor inserção do Cone Sul no cenário internacional. Os fatos recentes apontam para o significativo interesse da classe política nessa direção.

 

08.

FRANÇOIS JOSÉ KRAML

DATA DEFESA:
22/08/2005

TÍTULO:
“A Política Comercial Externa do Café Brasil, 1906-1940: Hegemonia, Conflito e Cooperação”.

BANCA:
PROFª MARIA ANTONIETA LEOPOLDI – (PPGRI) Orientadora
PROF. WILLIAMS GONÇALVES - (PPGRI)
PROF. CARLOS GABRIEL GUIMARÃES – (UFF)
PROF. LUIZ CARLOS PRADO - (UFRJ)

RESUMO:
O presente trabalho procura analisar a política comercial externa adotada pelo Brasil entre 1906 e 1940 para defender seu principal artigo de exportação, o café. Tomando como ponto de partida a formação do complexo cafeeiro no Brasil, e o desenvolvimento do seu consumo nos Estados Unidos, a análise procura destacar a dependência mútua entre os dois países em torno do comércio do café. Esta relação de mútua dependência entre os dois países foi marcada por períodos de cooperação e conflito, o que os obrigou a utilizarem seus respectivos canais diplomáticos para solucionar tais questões. O estudo busca evidenciar que o Brasil, atuando como um líder hegemônico, obteve êxito em construir um regime internacional do café no período de 1906 a 1929. Ameaçado pelos altos custos de manutenção deste regime internacional e pela ação concorrencial dos outros países produtores de café, o Brasil foi levado a mudar sua estratégia, passando a adotar com êxito formas de liderança baseadas na cooperação e na criação de instituições.

 

09.

MARCO ANTONIO QUINIAO MANQUIAN

DATA DEFESA:
26/08/2005

TÍTULO:
“As ONGs de Desenvolvimento diante das Reformas Neoliberais da América Latina na década de 90: Parceiros ou Peões das novas Políticas Sociais?”

BANCA:
PROF. THEOTONIO DOS SANTOS – (PPGRI) Orientador
PROF. VICTOR HUGO KLAGSBRUNN – (PPGRI)
PROF. BERNARDO SORJ - (UFRJ)

RESUMO:
A dissertação tem como objeto de análise as Organizações Não-Governamentais de Desenvolvimento Sul-americanas (ONGD), à luz das recentes transformações no cenário internacional e regional, particularmente ao longo da implementação e a consolidação das reformas neoliberais acontecidas na América Latina durante as décadas de 80 e 90. A partir, sobretudo, do esgotamento da suas tradicionais fontes de financiamento provenientes da Cooperação Internacional e das novas e mais estreitas relações que as ONGD passam a estabelecer com o Estado, com os atores do Mercado e com os organismos multilaterais, problematiza-se o papel que estas organizações passam a desempenhar neste novo contexto de governança regional, especialmente no âmbito das novas políticas sociais. Com base na bibliografia disponível, estabelecem-se duas hipóteses de trabalho. A primeira, que se inspira na vertente liberal de origem anglo-saxã e que está por trás dos processos de reforma do Estado e das políticas defendidas pelos organismos multilaterais, concebe as ONGD como formando parte da uma sociedade civil ou de um Terceiro Setor global que ganha crescente protagonismo político e popularidade no mundo inteiro e que, na região, assume um papel relevante no aprofundamento da democratização do Estado da sociedade. A segunda hipótese de trabalho, que no final se considera a mais plausível, se baseia numa perspectiva crítica e considera as ONGD como atores políticos regionais sobreestimados que, devido a sua vulnerabilidade em termos de autonomia financeira, são facilmente cooptados tanto pelo Estado quanto pelos agentes do Mercado e passam a desempenhar, neste novo contexto de governança regional , um papel funcional nos processos de desmonte do Estado e de implementação do neoliberalismo ocupando o vazio que o Estado deixa em matéria de
política social. No capitulo I resgatam-se os antecedentes teóricos da noção de sociedade civil tanto na vertente liberal quanto na teoria crítica e estabelece-se um marco conceitual em que se definem os principais atores da sociedade civil contemporânea, entre eles, as próprias ONGD, objeto da presente dissertação. No capitulo II analisam-se as origens e a evolução das ONGs no cenário internacional através de quatro gerações, e se detalham os fatores que motivaram o surgimento na América LAtina, na década de 70, das ONGD. No capitulo III, analisam-se as ONGD à luz do estabelecimento das reformas neoliberais na América Latina durante a década de 80. No capitulo IV analisa-se o papel que as ONGs passam desempenhar nas novas políticas sociais da região durante a década de 90. No capitulo V, dialogando com as hipóteses de trabalho, se estabelece um debate teórico entre as visões liberal e crítica acerca do papel que estas instituições desempenham neste novo contexto. Finalmente, se apresentam as principais conclusões derivadas da pesquisa.

 

10.

CARLOS SANTOS LACERDA

DATA DEFESA:
03/10/2005

TÍTULO:
“O Neoliberalismo e as Relações Internacionais: Uma Análise a partir do Instituto Liberal”.

BANCA:
PROF. THEOTONIO DOS SANTOS – (PPGRI) Orientador
PROF. CARLOS EDUARDO MARTINS – (UNESA)
PROF. LUIZ CARLOS PRADO - (UFRJ)

 

RESUMO:

A presente dissertação busca apresentar o fenômeno neoliberal nas relações internacionais e na dinâmica nacional não apenas de um a ótica crítica, mas, sobretudo confrontando sua defesa - por parte dos ideólogos liberais e pelo próprio Instituto Liberal - à realidade internacional e latino-americana pós-onda neoliberal da década de 90.  O objetivo principal pois, não consiste em fazer mais um levante de denúncias e argumentações (verídicas) que nos levem a provar a insuficiência e fragilidade do arcabouço de idéias neoliberais que assolam o planeta a partir de meados da década de 90 - amplamente divulgadas e valorizadas a partir do fortalecimento dos centros capitalistas hegemônicos numa nova fase de expansão transnacional -, mas sim questionar a defesa dessas políticas como única saída para a crise que vinha se arrastando na economia mundial e nos países latino-americanos.

Para tanto, apresentaremos e estudaremos a institucionalização máxima do pensamento liberal no Brasil, seu "banco de idéias", suas propostas à política externa brasileira, mas também seu posicionamento em termos de política e sua influência no âmbito governamental:  O Instituto Liberal do Rio de Janeiro.

Torna-se importante destacar primeiramente dois pontos distintos:  a denominação "neoliberal" não é aceita ou assumida pelos liberais, embora usada amplamente pela crítica intelectual e pela imprensa para descrever as iniciativas políticas desde o fim da década de 80 (em termos de abertura comercial, flexibilização do câmbio, rídido controle inflacionário, etc) e, assim sendo, conceituaremos a diferença entre liberalismo e neoliberalismo posicionando teoricamente tais programas políticos.  E, em segundo, faz-se necessário esclarecer que não intencionamos apresentar fórmulas ou programas alternativos que venham a sanar as feridas deixadas pelas práticas neoliberal em termos sociais ou econômicos, mas apenas destacá-las e confrontá-las com aqueles que defendem o ideário conservador incondicionalmente.

Enfim, traçaremos uma ampla descrição de assuntos caros às Relações Internacionais do ponto de vista (neo) liberal, a partir do programa defendido pelo Instituto Liberal.

 

 

11.

MARIA RIBEIRO SETENTA

DATA DEFESA:
07/10/2005

TÍTULO:
“Internacionalização da EMBRAER: Atuação Externa e Diplomacia Empresarial”.

BANCA:
PROFª MARIA ANTONIETA LEOPOLDI – (PPGRI) Orientadora
PROF. WILLIAMS GONÇALVES – (PPGRI)
PROF. LUIZ CARLOS PRADO - (UFRJ)

RESUMO:

Este trabalho trata do processo de internacionalização da Embraer (a maior empresa da indústria aeronáutica brasileira) a partir da perspectiva das Relações Internacionais. A Embraer surgiu no cenário econômico brasileiro, em 1969, como uma empresa de capital misto, que construiu suas vantagens comparativas na área de aviação de pequeno e médio porte para firmar-se nesse nicho de mercado e ganhar projeção internacional. Sua privatização, ocorrida em 1994 após sucessivas crises políticas e econômicas, colaborou para a intensificação da sua inserção externa. As atividades internacionais da empresa se diversificaram, englobando desde o comércio exterior de produtos e insumos até a abertura de escritórios de representação e vendas em outros países, a instalação de postos de manutenção e assistência técnica de aeronaves e a implantação de fábricas no exterior, entre outras mostradas neste trabalho.

 

A atuação econômica e diplomática da Embraer no exterior é a base de sua internacionalização. A Embraer desenvolveu diversas formas de relacionamentos mantidos com outras empresas transnacionais, com o governo brasileiro e com governos estrangeiros.  O trabalho analisa essas relações com base nas teorias de renomados autores das Relações Internacionais, que tratam dos novos atores transnacionais, e discute o papel da Embraer no meio internacional.

 

12.

JULIANA BASTOS LOHMANN

DATA DEFESA:
31/10/2005

TÍTULO:
“A Internacionalização da PETROBRÁS e o dilema entre o Mercado e a Política Governamental”.

BANCA:
PROFª MARIA ANTONIETA LEOPOLDI – (PPGRI) Orientadora
PROF. EDUARDO RODRÍGUEZ GOMES – (PPGRI)
PROFª ANA MARIA KIRSHNER – (UFRJ)


RESUMO:

Este trabalho tem como objetivo analisar o processo gradual de internacionalização da Petrobrás desde as primeiras tentativas do seu presidente Ernesto Geisel, nos anos 70, de incentivar a sua operação no exterior. Através da subsidiária Braspetro, Geisel levou a Petrobras a explorar petróleo no Oriente Médio e na África. Nossa análise se estende às transformações que a empresa sofreu a partir da abertura do mercado do petróleo no Brasil, quando se intensifica o seu processo de internacionalização.

A intenção da pesquisa é mostrar a convergência entre a política econômica externa do Brasil desde os anos 70 e a política de petróleo praticada pela Petrobras. Trazemos o foco do trabalho para a expansão da empresa no contexto latino americano, especialmente na década de 90, destacando os empreendimentos da Petrobras na Argentina, na Bolívia, na Colômbia, no México e na Venezuela ligados ao petróleo e gás natural.

Em acordo com a política externa brasileira, voltada para a integração latinoamericana, a Petrobras vem operando uma ofensiva na América Latina, lançando-se a processos de fusão, aquisição, como parte de uma política energética (petróleo e gás) visando o suprimento do mercado brasileiro de petróleo e gás natural e a atuação externa, como companhia transnacional detentora de tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas e fornecedora de petróleo e derivados no mercado internacional, ao lado das sete irmãs, que assistem à transformação rápida do mercado mundial do petróleo com a emergência de novas empresas, como a Petrobras.

Acentuamos nos capítulos 3 e 4 o dilema vivido pela empresa estatal de ser ao mesmo tempo Mercado (empresa competitiva com quadros burocráticos eficientes e alta tecnologia) e Estado (pondo em prática, domésticamente, a política de energia do governo brasileiro e externamente, auxiliando a viabilização da diplomacia do petróleo e da integração latinoamericana praticadas pelo Itamaraty, Ministério de Minas e Energia e outras agências governamentais).

Inserimos nossa análise num quadro teórico que entende o papel das empresas multinacionais atuando, na nova dinâmica mundial, em condições paralelas ou que suplantam o Estado Nação. Ainda que a Petrobras tenha sempre um presidente nomeado pela Presidência da República, e que este cargo seja mais importante que alguns ministérios, sua atuação empresarial a leva a tomar decisões de investimento e reestruturação que têm a ver com as tendências do mercado

 

 

13.

ANA CRISTINA NASCIMENTO MANDIM TEIXEIRA

 

DATA DEFESA: 20-02-2006

 

TÍTULO:

“ A Soberania no Banco dos Réus.” Uma reflexão sobre o Tribunal Penal Internacional e a Justiça Cosmopolita”.

 

BANCA:

Prof. Bernardo Kocher - UFF (Orientador)

Prof. José Ribas Vieira - UFF

Prof. Carlos Eduardo Adriano Japiassu - UERJ-UFRJ

 

 

RESUMO:

O tema a ser desenvolvido na presente dissertação - Tribunal Penal Internacionais (TPI) - se espraia, como é evidente, em diversos ramos do Direito Internacional, notadamente no penal e processual penal, além de relacionar-se intimamente com as normas de direito constitucional, pois sempre encontra ou haure seu fundamento de validade na Carta Magna e nas fontes de Direito Internacional.

Exatamente por essa peculiaridade é que a questão referente à soberania - tema afeto tanto ao Direito Internacional quanto ao estudo das Relações Internacionais - assume papel relevante, na medida em que o surgimento do TPI exerce influência sobre os Estados e suas justiças nacionais, que necessitam com aquele se harmonizar, implementando princípios e mecanismos que lhes são próprios, objetivando singularizar a ativdade jurisdicional nesse específico campo do direito.

 

14.

DELANNE NOVAES DE SOUZA

 

DATA DEFESA: 23-02-2006

 

TÍTULO:

“Hegemonia em Gramsci e Relações Internacionais: Uma Reflexão acerca da Guerra de Posição além de Westphalia”.

 

BANCA:

Williams Gonçalves - UFF (Orientador)

Victor Hugo Klagsbrunn - UFF 

Antonio Jorge Ramalho da Rocha - UnB

 

RESUMO:

Esse trabalho analisa algumas das principais teorias de hegemonia nas Relações Internacionais (RI).  Concentra-se nos aspectos teóricos e conceituais de um específico e amplamente utilizado conceito naquele campo do conhecimento:  hegemonia.  Considerando-se os mais recentes avanços em RI, em Economia Política Internacional e nos assuntos internacionais, especialmente após a Guerra Fria, evidencia-se que a perspectiva grmsciana da hegemonia internacional representa uma abordagem teórica mais interessante que aqueles apresentados pelas Escolas Liberal e Realista das RI.  Também se afirma que o conceito de hegemonia tal como desenvolvido por Gramsci é indevidamente utilizado por parte expressiva dos estudiosos das RI.  Conclui-se que o uso da concepção de hegemonia desenvolvida por Gramsci nas relações internacionais apresenta problemas teóricos e práticos no que concerne ao objetivo mais importante do pensador italiano, isto é, a luta política.

 

 

 

15.

FLÁVIA BORGES VAREJÃO

 

DATA DEFESA: 21-08-2006

 

TÍTULO:

“ Esporte e Relações Internacionais: análise da não-adesão do Brasil aos boicotes aos Jogos Olímpicos de Moscou (1980) e Los Angeles (1984)".

 

BANCA:

Hugo Rogelio Suppo PPGRI - UERJ (Orientador)

Mônica Leite Lessa - UERJ 

Maria Susana Arrosa Soares - UFRGS

 

 

RESUMO:

O esporte, entendido como fenômeno cultural internacional, é comumente associado a um símbolo universal de união e paz entre os povos.  Este trabalho, porém, coloca sob foco uma outra dimensão do esporte no mundo:  a sua utilização como instrumento político.  Os Jogos Olímpicos destacam-se como os maiores e mais prestigiosos eventos esportivos mundiais.  Além da enorme abrangência e visibilidade internacional, os Jogos Olímpicos apresentam outras características que permitem que sejam utilizados como uma eficaz ferramenta política nas mãos de governos ao redor do mundo.  Dentre estas características do ambiente internacional da fase denominada "Segunda Gerra Fria", somadas ao fato de que as cidades-sedes dos Jogos estavam localizadas respctivamente na União Soviética e Estados Unidos, permitiram que os Jogos Olímpicos deste período fossem utilizados de modo especial como meio de política externa pelos Estados.  Com o advento dos boicotes de 1980 e 1984, os maiores boicotes até então ocorridos nos Jogos, permitiu-se que não somente o país sede, ou o país com maior número de vitória se utilizassem politicamente dos Jogos.  A ampla visibilidade dos boicotes permitiu que países como o Brasil também utilizassem estes Jogos de modo a beneficiá-lo no ambiente internacional.  Esta pesquisa analisa exatamente a instrumentalização feita pelo Brasil dos boicotes aos Jogos Olímpicos ocorridos em Mouscou (1980) e em Los Angeles (1984).  A decisão do Brasil  em nhão aderir a estes boicotes, ao contrário da idéia de que demonstraria uma não politização do esporte no Brasil, constitui peça fundamental da estratégia encontrada pelo governo brasileiro de também se beneficiar destes Jogos.  A questão central deste trabalho está baseada, portanto, na utilização dos boicotes aos Jogos Olímpicos de 1980 e 1984 como instrumento de política cultural exterior do gverno brasileiro.  Uma intensa busca realizada em documentos do acervo Itamaraty em Brasília, além dqa investigação na imprensa brasileira deste período permitem chegar a esta conclusão.

 

16.

ANA MARIA ESTEVES DE SOUZA

 

DATA DEFESA: 25-08-2006

 

TÍTULO:

“ Limites e Possibilidades do Regime de responsabilidade Internacional do Estado como garantia da Ordem Pública Internacional no Limiar do Século XXI”.

 

BANCA:

José Ribas Vieira - UFF (Orientador)

Bernardo Kocher - UFF 

Antonio Celso Alves Pereira - UERJ

 

RESUMO:

 

Esta dissertação tem como principal bojetivo a análise do instituto da responsabilidade internacional do Estado, realçando o seu desenvolvimento normativo a partir de 1945.

Partimos da hipótese de que as mudanças normativas operadas no instituto da responsabilidade internacional, no período em estudo, têm sido orientadas, em sua maioria, no mesmo sentido das transformações valorativas verificadas no âmbito do Direito Internacional Público como um todo.  O que, já adiantamos, significa dizer, em apertada síntese, mudanças no sentido de um direito interestatal - relacional e bilateral - para um direito da comunidade internacional no seu conjunto.  Tendo, então, em mente a realidade de descentralização em que se concretizam as normas internacionais, nossa segunda hipótese é de que esses avanços normativos não têm par no plano institucional e que essa lacuna gera à comunidade internacional os riscos da implementação unilateral da responsabilidade.

Especificamente, consideraremos a eficácia, a legitimidade e as implicações do instituto da responsabilidade internacional do Estado como garantia da ordem pública internacional, focando a projeção da comunidade internacional no seu conjunto no regime da responsabilidade, e os obstáculos normativos e sistêmicos que a sua proteção enfrenta em um distema internacional descentralizado.

 

 

 

17.

BIANCA GOMES PEREIRA

 

DATA DEFESA: 26-10-2006

 

TÍTULO:

" O Tráfico Internacional de Mulheres do Brasil para os Estados unidos da América e as possíveis implicações sobre a Política Externa Brasileira de Direitos Humanos".

 

BANCA:

José Ribas Vieira - UFF (Orientador)

Williams Gonçalves -UFF 

Antônio Celso Alves Pereira - UERJ

 

RESUMO:

O Tráfico internacional de pessoas afeta virtualmente todos os países do mundo e alimenta o crescimento do crime organizado.  Ele não só viola o direito internacional dos direitos humanos, como também revela a interdependeência complexa a unir os diferentes atores da sociedade internacional  Entre as vítimas do tráfico de seres humanos, as mulheres são maioria absoluta; a exploração comercial do sexo é a atividade principal em que estas são utilizadas.

 As mulheres brasileiras estão entre as principais vítimas do tráfico para fins de exploração sexual.  Como em outros países, no Brasil as mulheres são a maioria entre as vítimas.  Sob essa perspectiva, a presente dissertação objetiva discutir o tráfico internacional de mulheres brasileiras como um problema de política externa, mais particularmente um problema que pode vir a afetar as relações bilaterais com os Estados Unidos da América, um dos principais receptores de mulheres brasileiras traficadas.

 

 

 

 

18.

PAULO HENRIQUE SAMPAIO VIANNA FILHO

 

DATA DEFESA: 04-12-2006

 

TÍTULO:

"A Ascensão da Questão Ambiental de Estocolmo 1972 ao Rio 1992: Perspectivas do Brasil no Sistema Internacional".

 

BANCA:

Williams Gonçalves - UFF (Orientador)

Maria Celina D'Araujo - UFF 

Wagner Ribeiro - USP

 

 

RESUMO:

A dissertação objetiva analisar a ascensão da questão ambiental no âmbito dos Estados, em recorte cronológico de vinte anos, entre as duas grandes conferências multilaterais sobre o meio ambiente: Estocolmo, 1972, e Rio de Janeiro, 1992. Nesse contexto, busca aferir se a abertura desse novo espaço temático/ideológico trouxe ao Brasil novas perspectivas quanto à sua inserção política no sistema internacional.

 Para o desenvolvimento do trabalho, parte-se, em abordagem aroniana da relação entre os Estados, da identificação dos diferentes atores, seus respectivos papéis e das diversas conjunturas temporais nos três pontos de inflexão da questão ambiental: Conferência de Estocolmo, Relatório Brundtland e Conferência do Rio. A hipótese de trabalho relaciona a magnitude que o meio ambiente sob jurisdição nacional brasileira – e sua biodiversidade – exerce sobre a dinâmica ecológica global a uma inserção mais sólida do país no âmbito dos Estados. Em viés realista das relações internacionais, significa dizer que o meio ambiente pode ser um dos alicerces da política externa brasileira de forma a maximizar sua posição na arena internacional, partindo da liderança natural que o país exerce na pauta ambiental.

 Destaca-se, igualmente, como instrumento de poder, a Convenção sobre a Diversidade Biológica, que reafirma a soberania dos Estados sobre seu patrimônio genético, o que garante ao Brasil, como o país de maior biodiversidade do planeta, a possibilidade de alavancar seu desenvolvimento em bases sustentáveis.

 

 

19.

LIANDRA MONTEIRO

 

DATA DEFESA: 19-12-2006

 

TÍTULO:

"Brasil, China e Índia: Alianças e Perspectiva".

 

BANCA:

Theotonio dos Santos - UFF (Orientador)

Bernardo Kocher - UFF 

Argemiro Procopio Filho - UnB

 

RESUMO:

No ambiente internacional do início do século XXI, verifica-se uma tendência de

diversificação dos pólos de poder, destacando-se a ascensão da China, Índia e Brasil.

Nesse contexto, renovam-se as alianças dos países em desenvolvimento, que ganham

considerável peso político-econômico com a participação desses três países.

Não só em âmbito multilateral o Brasil articula-se com a China e com a Índia,

procurando intensificar, no âmbito bilateral, seu relacionamento com essas nações.

Analisaremos os aspectos políticos e econômicos relativos ao relacionamento brasileiro

com esses dois países, refletindo, ao final, sobre os efeitos dessas alianças na

inserção internacional do Brasil.

 

 

 

20.

ÁLVARO REIS

 

DATA DEFESA: 20-12-2006

 

TÍTULO:

"A Petrobrás na Relação Brasil-Bolívia: motivações e objetivos econômicas e políticos de 1995 a 2005".

 

BANCA:

Victor Hugo Klagsbrunn - UFF  (Orientador)

Alcides Vaz - UNB 

Maria Antonieta Leopoldi - UFF

 

RESUMO:

 

A presente dissertação se propõe a analisar as motivações políticas e econômicas relacionadas à atuação da Petrobras na Bolívia no período de 1995 a 2005. Durante a década de 1990, a indústria de petróleo e gás natural passou por profundas modificações no Brasil, com a quebra do monopólio da Petrobras e a abertura do mercado. A partir de então, a empresa iniciou um novo processo de investimentos no exterior, que tinha como foco, naquele momento, a rentabilidade dos negócios, e foi nesse contexto que se deu a entrada da estatal brasileira na Bolívia. Como etapas da pesquisa, inicialmente se examina a geopolítica do petróleo e do gás natural, para então se proceder à análise da história do petróleo no Brasil, com ênfase na atuação internacional da Petrobras. Em seguida, são narrados os principais pontos de inflexão da história boliviana, fundamentais para o entendimento do tema. Nosso objetivo é demonstrar que a questão energética foi a principal motivação para o aprofundamento da integração entre Brasil e Bolívia e que a Petrobras foi um dos instrumentos eleitos pelo Estado brasileiro nesse processo. Como resultado, os países estabeleceram a situação de dependência mútua que caracterizou suas relações no período.

 

21.

RENATO GUIMARÃES MACHADO

 

DATA DEFESA: 20-12-2006

 

TÍTULO:

"Propriedade Intelectual e Inovação Tecnológica nas Relações Internacionais: o caso brasileiro após a aplicação ao acordo TRIPS (OMC)".

 

BANCA:

Theotônio dos Santos - UFF (Orientador)

Bernardo Kocher - UFF

Carlos Eduardo Martins - UNESA

 

RESUMO:

O presente estudo busca elucidar a importância da propriedade intelectual no campo das relações internacionais.  Dessa maneira, intentamos através do Acordo TRIPS (Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio), sob égide da Organização Mundial do Comércio (OMC), expor a influência de tal Acordo para os países em desenvolvimento, com especial atenção ao Brasil.  Esta construção teórica será aplicada aos impactos decorrentes das mudanças institucionais que resultaram na reforma da legislação brasileira referente à propriedade intelectual, promovida na segunda metade da década de 1990.  Diante atual fase do capitalismo global, a produção do conhecimento passa a ser fonte principal das transformações do sistema produtivo e face à posição de subordinação da macroestrutura vigente, poucos são os Estados  que detêm o livre acesso à geração de novas tecnologias.  Dessa maneira, ressaltaremos o papel da propriedade intelectual como fator preponderante à inovação tecnológica, evidenciando uma nova modalidade de protecionismo tecnológico através da experiência brasileira.  Concluímos que fica clara a relevância da propriedade intelectual como um dos recursos fundamentais para o posicionamento de cada país na hierarquia intenacional.

 

 

22.

SINAIDA DE GREGÓRIO LEÃO

 

DATA DEFESA: 21-12-2006

 

TÍTULO:

"A Política Internacional e a Atuação da Central Única dos Trabalhadores no Mercosul".

 

BANCA:

Victor Hugo Klagsbrunn - UFF (Orientador)

Bernardo Kocher - UFF 

Armando Boitto - USP

 

 

RESUMO:

Os processos de globalização e regionalização, simultâneos e complementares, têm introduzido um importante desafio ao movimento sindical, premido a superar o espaço nacional em que habitualmente atua para engendrar novas políticas e práticas de âmbito internacional, condizentes com a nova fase do processo de expansão capitalista, que se caracteriza pela transnacionalidade produtiva e financeira, sustentada pela ideologia neoliberal.  a análise da política internacional e da atuação da Central Única dos Trabalhadores no MERCOSUL revela de que3 forma se configuram as forças sócio-econômicas representativas dos capital e do trabalho no âmbito regional, permitindo identificar como tem se posicionado o movimento sindical e quais os fatores que tem contigenciado a atuação sindical em face dos processos de globalização e de regionalização.  As relações de trabalho no âmbito do MERCOSUL tem sido marcadas pela luta de classes, correspondendo aos processos de hegemonia que ocorrem no seio da sociedade civil de cada um dos Estados-membros e que se exteriorizam regionalmente.  Evidencia-se, assim, que a hegemonia das classes representativas do capital no âmbito do MERCOSUL tem se expressado pela manutenção de uma lógica estritamente comercial no processo de integração e pela distribuição de um limitado espaço institucional ao movimento sindical, que, ocupando uma posição subalterna, presa à pequena política, tem encontrado forte resistência governamental e empresarial à consecução de suas propostas, voltadas à dimensão social e trabalhista da integração.  As inúmeras propostas formuladas pela CUT, uma das centrais sindicais mais representativas da região, e pelo movimento sindical regional, articulado sob a Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul, concebidas por dentro do sistema capitalista, já se constituiriam em um significativo avanço no âmbito social e trabalhista do MERCOSUL.  Deve ser observado que tais propostas, de caráter conciliatório, que apóiam o fortalecimento do bloco e a negociação tripartite com empresários e governo, não têm objetivado superar o capitalismo e a hegemonia das classes representativas do capital, mas garantir ganhos concretos aos trabalhadores da região dentro da ordem capitalista vigente.  Contudo, tais propostas não têm conseguido romper as resistências dos governos e empresários no âmbito do MERCOSUL, demonstrando a subalternidade do movimento sindical perante o processo de integração, reflexo do enfrquecimento sindical dentro dos Estados nacionais componentes do bloco, onde as classes representativas do capital tem conseguido preservar sua hegemonia.  Evidencia-se, na verdade, que o movimento sindical não tem conseguido romper os laços de comprometimento e de resistência existentes entre governos e empresários à ampliação da dimensão social do Mercosul em meio à subjacente luta de classes.

 

23.

TATIANA TEIXEIRA DA SILVA

 

DATA DEFESA: 21-12-2006

 

TÍTULO:

"Think Tanks e Neocons Norte-Americanos no Governo Bush: A arte de pensar o impossível no Pós 11 de setembro".

 

 

BANCA:

Williams Gonçalves - UFF (Orientador)

Maria Antonieta Leopoldi - UFF 

Prof Rafael Vila - USP

 

RESUMO:

A presente dissertação analisa a importância dos Think Tanks, enquanto atores da Política Externa dos Estados Unidos, buscando entender como estes se tornaram ferramenta importante para a disseminação de idéias no processo político norte-americano e para a recuperação do espaço de um grupo com uma vocação político-ideológica específica, o neoconservador, no governo de George W. Bush, após o 11 de Setembro.  Para isso, apresenta-se um panorama destes centros de pesquisa de políticas públicas, que inclui sua trajetória, idiossincrasias, taxionomia, principais tendências, desafios e críticas, considerando-se os ideais da América, intelectuais e especialistas como sua matéria-prima.  Os think tanks conservadores escolhidos para fins de estudo foram o Project for the New American Century (PNAC), Heritage Foundation e American Enterprise Institue (AEI).

 

 

 

 

 

PRÊMIO FRANKLIN DELANO ROOSEVELT 

2007

 

 

 

 

24.

JOANA AMARAL DA FONTOURA

 

DATA DEFESA: 22-12-2006

 

TÍTULO:

"A Transparency International e sua relação com as agências multilaterais".

 

BANCA:

Martia Antonieta Leopoldi - UFF (Orientadora)

Bernardo Kocher - UFF

Bruno W Speck - UNICAMP

 

 

RESUMO:

O presente trabalho tem como objetivo apresentar o debate sobre a corrupção em âmbito internacional e os mecanismos de controle, avaliação e monitoramento criados por uma rede internacional a partir dos anos 90.  As consequências econômicas, políticas e sociais da corrupção se acentuaram com a globalização.  Com o fim da Guerra Fria, o desenvolvimento tecnológico, o avanço das telecomunicações, a aproximação comercial dos países levaram a um estreitamento das distâncias físicas que foi muito benéfico para a propagação das redes de ativismo transnacionais.  No começo da década de 90 percebemos que novos temas demandam ações efetivas do sistema internacional, no qual já não existem somente os Estados Nacionais.  O papel das organizações não-estatais na política internacional se tornara essencial para a formação e expansão do ativismo transnacional.  Neste contexto, surge a organização não-governamental foco deste estudo, a Transparency International.  sua atuação na coalizão anti-corrupção soma-se a outras organizações discutidas neste trabalho como o Banco Mundial, o FMI, a ONU, a OEA, em foros internacionais, regionais e nacionais.

 

25.

CARLOS ALEXANDRE FERNANDES CONSÍDERA

 

DATA DEFESA: 22-12-2006

 

TÍTULO:

"Desenvolvimento Produtivo e Equidade Social na América do Sul: Metas da Integração Regional no Século XXI".

 

BANCA:

Williams Gonçalves - UFF (Orientador)

Victor Hugo Klagsbrunn - UFF

Paulo Vizentini - UFRGS

 

 

RESUMO:

Esta dissertação tem por meta delimitar os principais objetivos e demandas dos países do Cone Sul americano ao integrarem-se por meio da constituição do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL).  Ao analisar a evolução dos mecanismos de integração na América Latina, o texto revela a inter-relação entre as estruturas de poder do sistema internacional e o processo de formulação da política externa das economias sul-americanas, na constante busca pela inserção nos fluxos de comércio exterior. O amadurecimento do conceito de integração regional, à luz das teorias das Relações Internacionais, é apresentado, neste trabalho, como base para a definição dos princípios de modernização produtiva, integração logística e promoção da equidade social, que deverão nortear a atuação dos mecanismos de integração regional originados no contexto pós-Guerra Fria. O texto revela ainda, as funções e estratégias adotadas pelos novos mecanismos de concertação política, utilizados pelos blocos sub-regionais na América do Sul, com vistas à convergência dos esforços de inserção competitiva na economia internacional.

 

26.

RAFAEL HEYNEMANN SEABRA

 

DATA DEFESA: 12-01-2007

 

TÍTULO:

"George W. Bush e a Coalizao Conservadora: Da Politica Externa após os atentados de 11 de Setembro de 2001 ao Patriot Act".

 

BANCA:

Maria Antonieta Leopoldi - UFF  (Orientadora)

Bernardo Kocher - UFF

Cristina Soreanu Pecequilo - UNESP

 

RESUMO:

Esta dissertação trata dos deslocamentos ocorridos na política norte-americana após os atentados de 11 de setembro de 2001, tendo como referência central a tradição intelectual conservadora nos Estados Unidos e as linhas ideológicas de grupos particularmente atuantes na coalizão de George W. Bush - a Direita Cristã e os neoconservadores. Em nossa abordagem de política externa, enfatizamos o documento NSS2002, conhecido como a “Doutrina Bush”, e suas conseqüências para a estabilidade internacional e para o poder dos EUA. Nesse sentido, dedicamos atenção especial às motivações e efeitos da Guerra do Iraque, iniciada em março de 2003. No plano interno, deslocamos nosso foco para o Patriot Act, lei lançada pouco após os atentados terroristas, que gerou controvérsia por seus impactos nas liberdades civis dos norte-americanos.

 

 

 

27.

DANIEL MACHADO DA FONSECA

 

DATA DEFESA: 19-01-2007

 

TÍTULO:

"Integração Sul Americana como Via para a Inserção Internacional do Brasil".

 

BANCA:

Williams Gonçalves - UFF (Orientador)

Victor Hugo Klagsbrunn-  UFF 

Darc Luz Costa - UFRJ

 

 

RESUMO:

A presente dissertação se propõe a demonstrar que a inserção internacional do Brasil no século XXI depende da integração da América do Sul. Para tal, é investigado, por um lado, o processo de mudanças por que passa o Sistema Internacional no presente, o qual representa, em última instância, o limite de qualquer política externa. Por outro lado, são analisados os condicionantes históricos da integração sul-americana e a maneira pela qual o tema da cooperação regional foi tratado ao longo das diversas fases da política exterior brasileira. Da síntese dessas duas linhas analíticas, conclui-se ser imprescindível ao Brasil lograr a integração sul-americana, sem o que não será possível atingir uma posição internacional que lhe confira voz nos processos decisórios mundiais e lhe permita conquistar o almejado desenvolvimento humano e social.

 

 

28.

VIVIANE GARRIDO DE OLIVEIRA

 

DATA DEFESA: 16-07-2007

 

TÍTULO:

"Regulação do Comércio Internacional. Desafios e Respostas do Inmetro à Criação da OMC".

 

BANCA:

Maria Antonieta Leopoldi - UFF (Orientadora)

Bernardo Kocher - UFF 

Luis Carlos Prado - UFRJ 

Mayard Samis Zolotar - INMETRO

 

RESUMO:

Este estudo analisa o processo de resposta do Estado brasileiro aos constragimentos externos impostos pela governança exercida pela OMC, no que diz respeito ao uso dos regulamentos técnicos como barreiras ao livre fluxo de bens no comércio internacional. Sob essa perspectiva, o estudo aborda  a atuação do Inmetro na implementação do princípio da transparência do Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio da OMC e seus reflexos nas relações internacionais do Brasil.

 

 

 

29.

JEANCEZAR DITZ DE SOUZA RIBEIRO

 

DATA DEFESA: 30-08-2007

 

TÍTULO:

" Solução de Controvérsias no Mercosul - do Tratado de Assunção ao tribunal Permanente de Revisão".

 

BANCA:

José Ribas Vieira - UFF (Orientador)

Mônica Paraguassú - UFF 

Daniela Trejos Vargas - PUC-Rio

 

RESUMO:

O principal objetivo desta dissertação é o estudo dos mecanismos de solução de controvérsias do Mercosul, ressaltando-se a trajetória histórica desde a instituição do bloco regional pelo Tratado de Assunção, passando pelo Protocolo de Brasília, o Protocolo de Ouro Preto e mais recentemente pelo Protocolo de Olivos. Parte-se da hipótese da especificidade dos mecanismos de solução de controvérsias do Mercosul, como se demonstra da análise da Revisão do laudo do Tribunal Arbitral ad hoc “Proibição de Importação de Pneus remodelados procedentes do Uruguai emitido pelo Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul.

 Os mecanismos de solução de controvérsias clássicos presentes no Direito Internacional (ONU e OMC) e nos blocos regionais da União Européia e da Comunidade Andina, também são estudados para se apontar a mencionada especificidade

Além disso, o trabalho é embasado nas teorias clássicas das Relações Internacionais, em especial os pensadores KANT e MORGENTHAU, com a justificativa para a integração regional do Mercosul pelo teórico ERNST HAAS.

 

 

 

 

30.

SANDRO MARTINS DE ALMEIDA SANTOS

 

DATA DEFESA: 31-08-2007

 

TÍTULO:

"Difusão do Inglês no Brasil (1937-2006)".

 

BANCA:

Hugo Rogelio Suppo - UERJ (Orientador)

Mônica Leite Lessa - UERJ

Antônio Pedro Tota - PUC/SP

 

RESUMO:

Este estudo tem como objetivo apresentar as ações do governo e da sociedade norte-americanos na promoção do ensino da língua inglesa no Brasil. Trabalhamos com a hipótese de que a difusão do idioma no país foi fruto de políticas governamentais pragmáticas e engajamento de cidadãos e grandes empreendimentos estadunidenses. Realizamos a leitura do problema a partir da teoria neogramsciana das relações internacionais. Discutimos a questão do imperialismo cultural. A questão da hegemonia no campo cultural é articulada com estudos de lingüística aplicada, os quais nos permitem compreender a legitimação do inglês como língua hegemônica no sistema internacional contemporâneo.  As políticas culturais dos EUA para o mundo e para o Brasil são apresentadas como ferramentas de afirmação do poder brando norte-americano. Busca-se, com a pesquisa, contribuir para o conhecimento crítico da história do ensino de inglês no Brasil bem como da história das relações culturais entre os dois países.

 

 

 

31.

PAULO THIAGO PIRES SOARES

 

DATA DEFESA: 03-12-2007

 

TÍTULO:

" O Lugar da China na Política Externa do Governo Lula da Silva (2003-2006)".

 

BANCA:

Williams da Silva Gonçalves - UFF (Orientador)

Henrique Altemani de Oliveira - PUC/SP

Bernardo Kocher - UFF

 

RESUMO: 

A política externa brasileira formulada e exercida pelo governo Lula da Silva, entre 2003 e 2006, elegeu a China como uma das suas principais áreas de atuação. Em um momento de redefinições da ordem internacional, nossa diplomacia elaborou uma estratégia de aproximação das potências regionais, nas quais se insere o estado chinês, para adensar as forças políticas que favorecem a construção de uma ordem multipolar e multilateral. Ressalte-se que, simultaneamente, a atuação internacional do Estado brasileiro tentou resgatar a perspectiva nacional desenvolvimentista, não obstante as diversas oposições, atribuindo à política externa a função de instrumento para o desenvolvimento econômico e social brasileiro. Consoante com essa nova percepção do papel exercido pela diplomacia, na verdade um resgate de valores abandonados desde a década de 1990, procurou-se aprofundar a parceria estratégica sino-brasileira. O ápice dessa estratégia ocorreu com a viagem oficial do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, em 2004, a qual almejava dividendos políticos e econômicos que não foram alcançados por completo. Nesse quadriênio, houve, realmente, uma forte aproximação entre as duas nações, o que resultou em importantes benefícios para os dois lados e explicitou perigosas tendências para a economia brasileira.

 

 

 

32.

RENATO SALGADO MENDES

 

DATA DEFESA: 18-12-2007

 

TÍTULO:

" Uma Idéia de Europa: Nacionalidade Pan-Européia no Século XXI".

 

BANCA:

Franklin Trein - UFRJ (Orientador)

Eiiti Sato - UNB 

Williams da Silva Gonçalves - UFF 

Monica Leite Lessa - UERJ

 

RESUMO:

O estudo explica o surgimento de um sentimento de pertencimento à Europa, similar ao de nacionalidade, entre os cidadãos da União Européia no início do século XXI. Tal fenômeno ocorre devido à mudança nas condições sociais, psicológicas, intelectuais e econômicas propiciadas pela passagem de uma sociedade industrial para uma sociedade pós-industrial e informacional. A criação de um espaço público de convivência social e política na União Européia gerou um ambiente capaz de acolher um novo nível de sentimento identitário em relação a uma comunidade.  Como em momentos anteriores de ampliação dos horizontes de identidade comunitária, o sentimento de pertencer a uma comunidade européia não substitui as relações de identidade já existentes, e os moradores do continente podem se sentir, simultaneamente, membros de suas nações, de seus Estados e da Europa, com uma destas identidades se destacando dependendo do contexto imediato. Para tal conclusão, utilizamos as bases da teoria do nacionalismo da corrente modernista, o desenvolvimento histórico da idéia de Europa e o estudo do caso da Galícia espanhola.

 

 

33.

REGINA SCHINEIDERMAN

 

DATA DEFESA: 21-12-2007

 

TÍTULO:

" O Cinema Brasileiro e a Política Cultural Externa do Governo Luís Inácio Lula da Silva".

 

BANCA:

Hugo Rogelio Suppo - UERJ  (Orientador)

Antonio Pedro Tota - PUC/SP 

Bernardo Kocher - UFF

 

RESUMO:

 

Esta dissertação analisa as políticas de promoção do cinema nacional no exterior, realizadas no primeiro Governo Luis Inácio Lula da Silva (2003 e 2006), com foco em seus objetivos e resultados, para demonstrar como essa dimensão da política cultural visa ampliar o poder brando do Brasil no cenário internacional. A pesquisa empírica foi centrada nas atividades da Coordenação de Divulgação (DIVULG) do Itamaraty, da Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura (MinC) e da Agência Nacional de Cinema (ANCINE). De modo complementar é abordado o trabalho realizado pela Agência de Promoção de Exportações (APEX), em especial a parceria estabelecida com o Sindicato da Indústria Cinematográfica do Estado de São Paulo (SICESP), e a participação do cinema brasileiro nos principais Festivais.

 

 

 

 

 

 

 

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Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais
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