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Número 12 - 2003 |
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Objetivismo,
subjetivismo e comunicação pela TV
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Luís
Carlos Lopes
lclopes@alternex.com.br Resumo
Este
texto objetiva contribuir para a discussão dos significados da
objetividade e da subjetividade, como categorias aplicáveis ao estudos
comunicacionais. Deseja esclarecer a diferença entre objetividade e
objetivismo e entre subjetividade e subjetivismo. Discute o mesmo
problema aplicado a dois livros recentes que analisaram a problemática
dos fenômenos comunicacionais passados pela televisão. Conclui,
ressaltando a importância das balizas enunciadas como verificadoras da
natureza das interpretações usadas. Palavras-chave:
cultura de massas – hermenêutica - pesquisa Introdução A
realidade material que circunda e interpenetra o campo da comunicação
não deixa dúvida de que, apesar de operar fundamentalmente como
artefatos da realidade simbólica, os fenômenos comunicacionais, para
serem efetivados, dependem de como são ou podem ser materializados. O
jogo da comunicação processa-se, portanto, entre o objetivo
(condições materiais de operação e funcionamento) e o subjetivo
(condições simbólicas). Esta aparente dupla realidade empírica
termina por influenciar os estudos comunicacionais que se sintonizam
entre estas duas aléias. Por vezes, os pesquisadores, dependendo de
suas orientações teórico-metodológicas, tendem a absolutizar um
destes caminhos, optando pelos extremos do objetivismo ou do
subjetivismo. Não é, igualmente, raro encontrar vias transversas onde
a pesquisa se encontra ou se perde no rumo entre estes pontos de
convergência absolutizados. Considerar-se-ia
a prevalência do objetivismo, quando os aspectos materiais são os
únicos ou quase únicos destacados. A situação contrária seria o
subjetivismo, quando na análise dos mesmos fenômenos pouco se
reconhece de suas razões materiais, e as chamadas condições
subjetivas são vistas como algo independente e deslocado da realidade
material. Parte-se
do pressuposto da existência de uma única realidade comunicacional que
teria aspectos materiais e simbólicos entrelaçados e indissociáveis.
Obviamente, existem inúmeras nuances e graus de subjetivismo e de
objetivismo, no difícil equilíbrio do ofício de interpretar o que é
comunicação. Acredita-se também que as interpretações são uma
parte dos fenômenos comunicacionais, ou pelo menos assim devam ser
entendidas. Descarta-se a priori a idéia de uma explicação
onde o intérprete (também, um sujeito) poste-se como ente externo aos
objetos que deseja interpretar. A
tradição funcionalista norte-americana é, sobretudo, objetivista. Na
sociologia da comunicação européia, o subjetivismo tem um maior
espaço, devido à reação contra o positivismo tradicional e ao
positivismo lógico de nosso tempo (neopositivismo), que são as bases
filosóficas contemporâneas do objetivismo. Na América Latina, reina
um estado confuso em relação a este problema, que dificilmente chega a
ser enunciado pelos pesquisadores, com exceções louváveis. Há lugar
para ambas vertentes por toda parte. Por vezes, na mesma investigação
teórica ou empírica, que não se pretenda como partidária dessas
acepções, a questão se repete. Para ser objetivista ou subjetivista
não se necessita saber que se tem esta postura. Basta seguir a maré
das tradições universitárias e para-universitárias de nosso tempo.
Nas mídias de hoje, inclusive na variada literatura
técnico-científica e cultural, há um imenso manancial de fontes de
abastecimento destas duas opções extremadas. O subjetivismo e o
objetivismo são os parentes mais cultos do irracionalismo de nosso
tempo. Não
é simples manter o equilíbrio, quando se analisam os aspectos
objetivos e subjetivos de um processo comunicacional. Daí é um passo
para se mergulhar nas crenças em um mundo absolutamente objetivo ou no
seu contrário ideal. Obviamente, pode-se analisar o objetivo sem optar
pelo objetivismo e o subjetivo sem ser subjetivista. O problema existe
quando, cartesianamente, pensa-se que o mundo da vida é apenas
subjetivo ou somente objetivo. A desvalorização do simbólico é
típica do objetivismo. Já o subjetivismo pretende compreender os
problemas sem considerar a complexa teia de relações entre o material
e o simbólico. Sair
desta dualidade só é possível com uma visão mais integral do
processo comunicacional. Acredita-se que a hermenêutica habermasiana,
crítica e de profundidade, consiste em uma boa âncora de abordagem que
escapa a este dilema aporético. Ao privilegiar os objetos teóricos
construídos a partir do olhar epistemológico da empiria, a
hermenêutica pode criar categorias de análise que permitam romper a
duplicidade entre o objetivo e o subjetivo, empurrando o pesquisador
para a adoção dos seus extremos. Permite, portanto, uma visão mais
integral do fenômeno e o enfretamento de seus múltiplos lados sem a
perda da unidade primacial. Já
se depositou em outro lugar a crítica ao pressuposto do agir
comunicacional racional de Habermas. Propôs-se a segmentação da
hermenêutica crítica em duas. A positiva para analisar os atos
racionais, e a negativa para se compreender os não-racionais. Também
já se disse que nos dois segmentos a hermenêutica seria a abordagem
que considerasse o estudo do contexto, dos sujeitos envolvidos na
ação, dos discursos e dos limites da interpretação pretendida.
Inclui-se aqui a idéia de que no lugar dos discursos dever-se-ia se
privilegiar os argumentos (BRETON), categoria maior que engloba os
discursos sem a necessidade de que se sigam os enunciados à risca. Os
argumentos são as idéias pelas quais podem ser representadas, por meio
da interpretação, qualquer ato comunicacional verbal ou não-verbal. Um
exemplo pertinente desta ruptura necessária com o subjetivismo e o
objetivismo é o conceito habermasiano de “redes intersubjetivas”.
Nestas, o processo comunicacional seria validado pelos grupos
socioculturais, mesmo se recebido de uma fonte midiática ou de natureza
interpessoal. Em qualquer um destes casos, o fenômeno da comunicação
só estaria completo quando validado socialmente. Este jamais começaria
e terminaria no indivíduo, sem circular pelo entorno social (material)
e referenciar-se nas culturas pré-existentes. O objetivo e o subjetivo
estariam integrados em uma só unidade, tal como facetas de um só
problema, articulados e interdependentes. A
velha noção de superestrutura pairando no ar, como reflexo do
‘real’, inspirada em Marx e desenvolvida pela vulgata marxista,
seria superável por uma visão onde o simbólico teria alguma autonomia
do material; podendo afastar-se da materialidade da vida até a um certo
limite histórico-contextual, sem estar de fato dela destacada. Para
compreender melhor este problema, talvez seja útil a metáfora de um
balão (simbólico) preso à terra (material) por uma linha. O balão
flutuaria no mundo fantástico e encantado das idéias, voaria nas mais
diversas direções (consciência crítica) ou teria um curso
sociopoliticamente programado a partir da terra (alienação). Não
seria assim que os receptores assistiriam às telenovelas e sonhariam
suas vidas a partir destes artefatos tão populares no Brasil?
Dependendo do momento, as telenovelas poderiam agir em domínios
diversos e não habituais. Não
seria deste modo que a propaganda política eleitoral e governamental
funcionaria, tanto à esquerda como à direita? Se há um espelho da
comunicação, ele é translúcido, isto é, não existiria o tal do
reflexo e sim a
possibilidade de atravessar o espelho e mesmo de negá-lo, tal como
Alice no País das Maravilhas. Estes espelhos imaginários estariam
instalados dentro e fora de cada rede intersubjetiva contemplando os
atos comunicacionais racionais e não racionais (a maior parte). O
ofício da interpretação consiste no esforço do desencantamento do
simbólico para melhor compreensão dele mesmo e da realidade material
que o acompanha. Um estudo desencantado implicaria na anuência de que a
doxa é parte essencial do fenômeno comunicacional. Dela todos
sabem, falam e escrevem. Ir além dela consiste no problema dos que se
pretendam intérpretes e desejem de fato compreender as bases de
criação, desenvolvimento e operação da miríade de atos
(comportamentos e seus resultados) do campo empírico e teórico da
comunicação. Pensando
outro conceito muito conhecido, o de indústria cultural (ADORNO),
poder-se-ia criticar sua faceta objetivista em duas variações: a
primeira e mais importante, consistindo no fato de se acreditar na
existência de uma só ‘fábrica’ do simbólico; a segunda, já
enfatizada por Martin-Barbero, referindo-se à idéia de que o sistema
engendrado pelos meios de comunicação contemporâneos seria uma via de
mão única que prescindiria da validação intersubjetiva. Considera-se
subjetivismo, acreditar, ao contrário de Adorno, que não há uma forte
relação de poder verticalizada entre os meios e a audiência, também
como seria objetivismo pensar que para este sistema funcionar, conforme
o mesmo autor, a reação do público seria meramente passiva. Nesta
versão, os consumidores da cultura de massas de nosso tempo seriam
apenas vítimas inermes e incapazes de qualquer reação, portanto, o
sistema seria fechado e imutável. Não há como descartar por completo
os adeptos e defensores da teoria crítica e demonizá-los como
burgueses elitistas. Como também, não é aceitável que suas teorias
não possam ser reparadas e adequadas às observações do que ocorre em
nossa época. Outra
das revisões que também parece necessária no atual contexto é a da
existência de múltiplas indústrias culturais que se interconectam e
se superpõem como um dos efeitos do desenvolvimento do capitalismo e
das atuais globalizações das culturas de massa. Os fenômenos
vinculados às indústrias fonográficas, cinematográficas e
televisuais internacionais e à Internet são fortes indicadores da
presença de indústrias culturais dentro de cada país e em escala
mundial. Estas devem ser compreendidas como sistemas simbólicos e
materiais abertos que envolvem pessoas, máquinas, equipamentos,
recursos técnicos e financeiros e idéias. São formatadoras das atuais
culturas e comportamentos humanos se entendidas como elementos da
dialética social de nosso tempo. Possuem seus próprios objetos
sociais, tal como a televisão, transformada em seu principal
ícone. Análises
da comunicação pela TV Pode-se
perguntar porque analisar a televisão e o que isto tem a ver com os
problemas da objetividade e da subjetividade. A tradição dos estudos
comunicacionais sempre apelou para a lógica do espelho. A TV seria um
reflexo (subjetivo) da lógica objetiva da vida. Inúmeras pesquisas e
ensaios propuseram-se a resolver o dilema dos significados de se ver TV.
Muita tinta e milhões de bytes foram e têm sido gastos para que se
explique ou compreenda o problema. Desde seu surgimento, este meio de
comunicação enfrentou a polêmica, sem jamais encontrar consenso e
poder se perfilar como apenas mais uma mídia que se somou às antes
existentes. Funcionando entre o objetivo e o subjetivo, mais do que os
demais meios, imitando diretamente a vida, a programação da TV está
longe de ter sido completamente compreendida. Dois
livros recentes de autores brasileiros destacaram-se por contribuições
inequívocas ao polêmico tema dos estudos dos significados dos
fenômenos comunicacionais veiculados pela televisão. São eles: O
Império do Grotesco, de Muniz Sodré e Raquel Paiva e A
Televisão levada a sério, de Arlindo Machado. Na discussão que
aqui se propõe, interessa problematizar os argumentos dos autores,
restringindo a pesquisa ao que disseram sobre a TV e, sobretudo,
confrontá-los com os problemas dos paradigmas da objetividade e da
subjetividade. Analisando
os programas de auditórios, os reality shows dentre outros,
Sodré e Paiva insistem na sua tese central do grotesco, isto é, de uma
estética popularesca consumível pelo grande público e telecomandada
pelo binômio: produção televisiva e anunciantes. Escapam do
objetivismo por compreender a relação entre o público e os programas
como um contrato comunicacional de aceitação tácita. Resvalam no
subjetivismo ao proporem uma categoria estética para explicar um
problema social. Os autores reconhecem e praticam a importância de
estudar estes fenômenos como forma de compreensão da complexa teia
cultural que liga o público à televisão aberta. Tentam, por meio de
uma categoria estética (o grotesco) e excursos históricos e políticos
destinados a responder à questão da origem e da manutenção
avassaladora deste tipo de programação. Obviamente,
Sodré e Paiva têm razão. O que chamam de grotesco domina a
programação de maior audiência, a mais popular do país. O que se
pode objetar são os limites desta categoria estética como meio de se
compreender o problema. Como responder ao problema da aceitação? Não
seria o grotesco uma estética possível em determinadas condições
sociopolíticas? Não se poderia inverter o problema, considerando-se a
televisão como um objeto social? Ela não seria um dos espelhos
translúcidos usados para a circulação das mensagens que coabitam das
redes intersubjetivas do grande público e também refereria-se ao modo
que a dominação é exercida? O
grotesco televisivo de nosso tempo não seria uma representação
ambígua da dialética negativa que sustenta e organiza a sociedade
brasileira? A
idéia do grotesco é ao mesmo tempo uma categoria estética e um
pressuposto moral. O seu contrário possível seria o sublime.
Raciocinando-se por oposição deveria haver a possibilidade de algo no
domínio da cultura de massas que fosse compensador da
‘perversidade’ do grotesco. A beleza e a bondade do sublime seria
parte de uma arte superior, nas condições históricas conhecidas, de
difícil acesso popular. Os
exemplos usados por Sodré e Paiva remetem às velhas feiras populares,
ao mundo do populacho, isto é, dos excluídos. Ao apodar este mundo de
grotesco não se poderia facilmente cair na armadilha do preconceito
social? Em suma, responder a estas questões indica a necessidade de se
discutir a teia entre o objetivo e o subjetivo, a serem entendidos como
uma unidade indissociável. Os
argumentos de Arlindo Machado colidem com a idéia da prevalência da
banalização televisiva que está no centro da tese do grotesco. O
autor pensa que se pode ‘amar a TV’ e dá inúmeros exemplos de
programas de qualidade no Brasil e, sobretudo, nos países do denominado
primeiro mundo. Suas análises vão na contramão usual de se considerar
este meio como o patinho feio das mídias. Lembra que a banalização
existe na literatura, no cinema e demais espaços do mundo da vida. Para
ele, a questão seria de repertório, isto é, do tipo de programação
que é levada ao ar. Machado
defende o princípio da ‘televisão de qualidade’, pensando que por
este meio podem passar mensagens de alto nível e que ele não seria
necessariamente menor. Foge do esforço de inúmeros intelectuais de
bater forte na TV, acreditando que ela pode também ser um objeto de
alta cultura. Defende, igualmente, a idéia da inexistência de
incompatibilidades da TV com a criação artística. Fundamenta suas
idéias com a descrição de inúmeros programas que considera de alto
valor. Para ele, a televisão é um meio de comunicação que pode ter
usos nobres e, de acordo com as dezenas de exemplos de programas que
disseca ao longo do livro, esta mídia já possuiria um patrimônio
considerável de programas de qualidade. Coerente
com sua proposta, o autor não analisa o cotidiano da TV, não dando
qualquer relevo aos casos onde a programação não alcança ou não
alcançou o que considera como um padrão de qualidade respeitável.
Passa ao largo do imenso exercício de banalidades ou de grotescos como
quer Sodré e Paiva e que se vê no dia-a-dia. No oceano da
programação pinça os programas que foram ou são feitos com o cuidado
com que se produz a obra de arte. Aceita a idéia da teoria crítica de
que a televisão é parte da indústria cultural. Pensa que nesta faceta
desta indústria, assim como ocorre em outras mídias, a presença da
mercantilização objetificante da cultura não seria impeditiva para
que se produzissem artefatos de qualidade. O
primado da ‘qualidade’ é o ponto nodal da obra de Machado. Seus
argumentos discutem uma televisão que não é a que a grande maioria
consome, enfatizando a inegável presença de inúmeros programas
construídos dentro das normas eruditas e que nobilitam essa mídia com
o uso das mais requintadas concepções e técnicas artísticas. O
autor tem razão em dizer que a TV de todo o mundo, inclusive a
brasileira, produziu e produz programas com alto valor cultural e
também tem razão em reclamar dos que demonizam a priori o meio.
Seu maior mérito é o de demonstrar que o que passa na TV depende dos
produtores – infelizmente, ele explora pouco o papel dos anunciantes
– e de que isto confere a sintonia do meio com a sociedade de qual faz
parte. Seguindo seu raciocínio, pode-se dizer que a TV pode ser melhor
do que é, dependendo dos contextos sociopolíticos e da luta engendrada
pela melhoria da ‘qualidade’. Ao
usar o conceito de qualidade, Machado esbarra no complexo mundo da
moral. O que é bom ou mau, belo ou feio etc é determinado por sujeitos
sociais. A moral é operada no plano do simbólico, consistindo na
principal vetor constituidor da consciência humana. Para achar que um
programa é de boa ou má qualidade, em primeiro lugar tem-se ser um
sujeito social que possui interesses materiais, políticos etc e que
porta determinada cultura que permite julgar seu entorno. Aí se tem um
problema, como julgar a quem julga? Quem definiria sem preconceitos e parti-pris
a qualidade da programação? Seriam os juízes, o Estado, os
intelectuais, os sindicatos, os professores universitários etc? Como se
evitaria que preconceitos de classe, raça, sexo etc pudessem ser
estabelecidos ou passados de modo imperceptível por conterem um empuxo
social irresistível? A
moral é subjetiva e nos empurra com muita facilidade para o
subjetivismo, quando depositamos nela uma fé inabalável. Ela cega para
um mundo multilateral e dita o que devemos selecionar do que vemos e
sentimos. Portanto, o julgamento moral precisa partir do esclarecimento
dos papéis dos sujeitos envolvidos. Para compreender o que se considera
como qualitativamente apreciável seria necessário considerar quem são
os múltiplos sujeitos envolvidos na programação televisiva, incluindo
a audiência, os anunciantes, os produtores e até os intérpretes deste
fenômeno comunicacional. Fazendo-se
isto, estar-se-ia produzindo uma hermenêutica da produção televisiva,
assim como das análises existentes. O
que se propõe é que os intérpretes desçam de seus pedestais,
misturem-se à população e busquem compreender como se dá o fenômeno
da comunicação passada pela TV. Machado, assim como Sodré e Paiva,
trabalham no sentido da valorização da observação direta desta
questão. Mesmo partindo de paradigmas distintos, estes autores lembram
a importância cêntrica desta mídia e consideram sua análise
essencial para a compreensão do fenômeno comunicacional. Só isto, por
si mesmo, valoriza e dá imensa importância a estas obras. À
guisa de conclusão O
objetivo primeiro deste texto foi o de construir balizas para a pesquisa
de objetos com um olhar epistemológico comunicacional: a do objetivo,
considerando as bases materiais dos fenômenos comunicacionais; a do
subjetivo, levando em conta que o fenômeno comunicacional em si mesmo
é, sobretudo, desta natureza; as interelações entre ambos
aspectos. Tentou-se
demonstrar que a pesquisa no campo da comunicação sempre encontra o
dilema de optar por determinando tipo de abordagem que privilegie um ou
outro dos caminhos apontados. Os extremos representados pelo
subjetivismo e pelo objetivismo foram enfatizados, considerando-se que
seus efeitos são os da deformação dos objetos de pesquisa e do
turvamento do olhar multilateral possível. Procurou-se demonstrar a
desnecessidade de se ter consciência do problema para praticá-lo. Para
ser subjetivista ou objetivista basta estar no mundo da vida e ser
permeável às influências do entorno social, inclusive do
profissional. Referências
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