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Nota A

O curso de Engenharia Civil da UFF só tem motivos para comemorar.

Além do conceito A pela sétima vez no Provão, desempenho que o coloca entre os seis melhores do Brasil, projeto coordenado pela professora Regina Helena de Souza foi o único do Estado a obter financiamento do Fundo Verde-Amarelo da Finep.

Ele visa avaliar o revestimento da fachadas e prevê a construção de dez paredes no campus da Boa Viagem.

A pesquisa vai identificar o grau de desgaste dos materiais sob ação do sol, vento, chuva, poluição e maresia.

 

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Rio de Janeiro, 15/2/2004

Prédios novos mais seguros

Freqüentes quedas de fachadas de edifícios recém-inaugurados levam equipe da UFF a desenvolver pesquisa de material para construtoras

Estudantes e professores criaram 10 painés para testar revestimentos

A cidade não pára de crescer, prédios modernos surgem, mas é comum ver novas fachadas que caem e põem vidas em risco. Um grupo de alunos e professores de Engenharia Civil e Arquitetura da UFF percebeu o risco que essas novas construções, mal executadas, representam para a sociedade e desde 2001 desenvolve um projeto de avaliação do desempenho do revestimento de fachadas.

O trabalho consiste na pesquisa dos principais materiais utilizados pelas construtoras e na montagem de 10 painéis erguidos com tijolos de cerâmica para colocar em prática o que foi estudado. Eles estão começando a ser construídos, terão dois metros de comprimento por por dois de largura e ficam no campus da UFF na Praia Vermelha, expostos à ação do sol, vento e maresia. “Serão 10 revestimentos diferentes para estudar melhor seu desempenho ao longo de 10 anos”, explica a professora de Recuperação e Reforço de Estruturas Regina Helena Ferreira de Souza.

Mas não será necessário esperar todo esse tempo para as descobertas serem aplicadas. Rodrigo Belém, estudante de Engenharia Civil, está no projeto desde agosto e conta que os painéis estão sendo construídos com o financiamento de construtoras. “Elas estão financiando os painéis e imediatamente vão utilizar o resultado dos estudos em suas construções”.

Material usado em fachadas do Rio não é resistente

A primeira parede está sendo revestida com argamassa de cimento e areia. “Esse revestimento é o mais usado no Rio e é menos resistente que cal”, garante a aluna de Arquitetura Daniela Verçosa. A segunda recebe argamassa com cal. “É muito usado em São Paulo e nos outros estados”, diz Regina.

As outras paredes terão argamassa industrializada, argamassa com monocapa, revestimento de cerâmica, revestimento de pastilha e revestimento em pedras decorativas. “Com base nas argamassas, serão estudados diferentes tipos de tintas e texturas. As construtoras não fazem pesquisas, por isso queremos testar todos os materiais. Ninguém mais vai comprar um apartamento e logo depois descobrir que a fachada está prestes a cair”, brinca a professora.

Regina cuida do projeto como uma mãe e recruta estudantes de Arquitetura e Engenharia. “Os arquitetos projetam, e os engenheiros executam. Preciso dos dois para me auxiliar”, diz.

Trabalhos de alunos ajudaram a conseguir financiamento

Ivan Ramalho, professor de Materiais de Construção, e a professora Regina Helena são os coordenadores do projeto. Eles fizeram a solicitação de auxílio à pesquisa em agências de fomento com a ajuda de trabalhos acadêmicos desenvolvidos por alunos. O projeto obteve financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Governo federal.

“Finep e Faperj financiam 70% do montante solicitado. Os outros 30% têm que vir de empresas”, conta o professor Ivan Ramalho. O projeto já conseguiu a adesão de três construtoras: Pinto de Almeida, JM Construtora e RG Cortes. Ainda segundo o professor, essas empresas são consultadas sobre qual material utilizado em suas construções. Assim, o estudo pode ser feito em escala real.

Além da UFF, outras universidades estão envolvidas no trabalho. “Estamos atuando junto com a UFRJ e Uerj para expandir as pesquisas e construir outros modelos de painéis nessas universidades”, explica Regina.

 

 

 

O GLOBO, Niterói, 07 de março de 2004

 

 

 

Transcrição do texto:

NITERÓI

Rio, 07 de março de 2004

Versão impressa

 

 

Crea vai propor plano para prevenir deterioração nos prédios da cidade

Rodrigo March


Para evitar acidentes graves, a inspetoria do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) em Niterói vai propor à prefeitura um plano de prevenção contra a deterioração dos edifícios. A Universidade Federal Fluminense (UFF) também obteve um financiamento exclusivo para avaliar o desempenho dos revestimentos externos dos prédios. Este ano a Defesa Civil municipal já vistoriou dez prédios com problemas em fachadas e marquises. No primeiro trimestre de 2003, foram apenas quatro atendimentos.

— Niterói vai receber o mesmo tratamento do Rio de Janeiro — informa o presidente do Crea, Reynaldo Barros.


Segundo o coordenador da Defesa Civil do município, tenente-coronel Adilson Alves de Souza, se os prédios na cidade não passarem por uma manutenção, a tendência é a aceleração do processo de queda de pastilhas e rebocos, que ainda não fez qualquer vítima fatal.

— Quando somos acionados já encontramos problemas graves — diz Alves, informando que vai elaborar uma cartilha com recomendações de segurança predial para ser distribuída a síndicos.


Além da proposta do plano de contingência, um grupo de fiscais do Crea vai visitar os prédios e entregar um questionário de auto-avaliação do imóvel.


UFF vai analisar resistência de dez paredes em dez anos


Já o projeto da UFF é de longo prazo. A universidade recebeu uma verba federal de R$ 58 mil e uma estadual de R$ 10 mil para construir dez paredes no campus da Boa Viagem e comprar equipamentos para avaliá-las durante dez anos, para estudar os efeitos do tempo, da poluição e da maresia.

Vistorias feitas em 2003

JANEIRO: 2 casos

FEVEREIRO: sem registro

MARÇO: 2

ABRIL: 1

MAIO: 12

JUNHO: 3

JULHO: 4

AGOSTO: 3

SETEMBRO: 2

OUTUBRO: 3

NOVEMBRO: 6

DEZEMBRO: 9

 

 

 

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