APRESENTAÇÃO

Chefe de Departamento:

Profª Claudia Marcia Borges Barreto

Sub-Chefe:

Profª Jussara Machado Lagrota Cândido

HISTÓRICO

O departamento de Imunobiologia da Universidade Federal Fluminense integra o Instituto de Biologia, criado em 1983. É composto por doze docentes (nove doutores e três mestres), uma bióloga, dois médicos veterinários, uma auxiliar de laboratório, quatro auxiliares de biotério e um assistente de administração.

A disciplina Imunologia é oferecida aos cursos da área biomédica, independente da Microbiologia, desde 1969. O enfoque do conteúdo desde então tem sido o de enfatizar a fisiologia do Sistema Imunológico. As aulas práticas, além de facilitar o aprendizado dos conhecimentos de Imunologia Básica, tem despertado nos alunos o interesse pela pesquisa científica. Atualmente, o departamento oferece quinze disciplinas entre obrigatórias e optativas para oito cursos de graduação.

A criação dos Biotérios de animais de laboratório isogênicos (ratos e camundongos) na mesma data, foi condição essencial para o desenvolvimento de aulas práticas e da pesquisa científica. A experiência adquirida com a criação e manutenção destes animais e falta de profissionais voltados para esta área de conhecimento levou a criação da disciplina optativa Animais de Laboratório e do Núcleo de pesquisa em Animais de Laboratório (NAL).

A formação complementar dos alunos através de programas de bolsa-treinamento e iniciação científica também tem contribuído para um maior interesse dos futuros profissionais da área biomédica na pesquisa básica e aplicada em Imunologia. A monitoria e as disciplinas de iniciação à docência tem permitido e incentivado a prática pré-docente.

Na pós-graduação, participa do Mestrado em Neuroimunologia e Patologia (HUAP) e especialização em Microbiologia e Parasitologia Aplicadas.

ESTRUTURA DE PESQUISA

Laboratórios de Imunologia Celular e de Cultura de células

Atividades: Nestes laboratórios são desenvolvidas diferentes técnicas de identificação e quantificação de células do sistema imunológico, suas secreções e reações linfocitárias. Células dos animais experimentais, usados nas diferentes linhas de pesquisa desenvolvidas no GIM, são estudadas neste laboratório.

Laboratório de Imunoquímica

Atividades: Desenvolvimento de técnicas de ELISA, ELISpot, Western blot, usadas para a identificação e quantificação de moléculas solúveis do sistema imunológico, obtidas de soro de animais experimentais e sobrenadantes de células em cultura. Estes métodos são empregados nas diferentes linhas de pesquisa desenvolvidas no GIM.

Laboratórios de Imunologia Gastrintestinal

Atividades: Estudos dos aspectos da fisiologia envolvida na exposição do sistema imunológico aos componentes da dieta. A influência das manipulações imunológicas, do ponto de vista da resposta humoral e celular, são avaliados através de alterações no padrão da seleção de dietas e no desenvolvimento de alergia alimentar.

Laboratório de Imunopatologia

Atividades: O laboratório de imunopatologia está equipado para a execução de técnicas histológicas convencionais e de colorações especiais para o estudo dos tecidos e de suas alterações em animais de laboratório normais e experimentais, usados nos diferentes projetos de pesquisa dos demais laboratórios do GIM. Este laboratório também executa as técnicas de imunohistoquímica, citometria de fluxo e RT-PCR no desenvolvimento da linha de pesquisa “Participação da resposta imune e inflamatória em processos de regeneração do tecido muscular e na indução de fibrose”.

Laboratório de Imunorregulação

Atividades: Estudo da influência das células T regulatórias na tolerância à transplantação, assim como na imunidade anti-tumoral e anti-infecciosa, em modelo experimental de camundongos imunodeficientes.

Infectório

Atividades: Desenvolvimento de modelos experimentais para o estudo da Leishmaniose, em relação à resposta imunológica e ao efeito de drogas com potencial atividade anti-Leishmania.

Laboratório de Imunologia das Doenças Infecciosas

Atividades: Desenvolvimento de modelos murinos para a avaliação da resposta imunológica na paracoccidioidomicose e na infecção por Mycobacterium bovis – BCG, assim como o estudo da expansão de linfócitos B e suas conseqüências na disseminação micobacteriana.

Laboratório de Migração Celular em Imunopatologia

Responsável:
Carla Eponina de Carvalho Pinto

Histórico e Objetivos
O laboratório de Migração Celular em Imunopatologia criado em 2004, tem como finalidade desenvolver pesquisa básica e aplicada em processos patológicos. Foi gerado almejando definir o perfil molecular das células que se originam e migram no sistema imune, podendo desenvolver processos inflamatórios e/ou cancerígenos. Para tais objetivos, usa modelos de animais específicos que desenvolvem autoimunidade e linfomas. O laboratório tem como prioridades essenciais: a geração e difusão do conhecimento científico, a formação de recursos humanos para as atividades acadêmicas e científicas.

Nosso laboratório funciona em cooperação com a Dr. Wilson Savino, Laboratório de Pesquisa sobre o Timo, FIOCRUZ-RJ; e Michael Hahne Institut de Génétique Moléculaire INSERM em Montpellier-França, trocando conhecimento teórico e prático da iniciação científica a pós-graduação.

Participação em atividades de ensino na graduação ministrando a disciplina “Animais de laboratório” e na Pós-graduação em Neuroimunologia as disciplinas “Modelos animais para experimentação: criação e pesquisa” e “Patologia: mecanismos dos processos gerais de lesões”.

Linhas de Pesquisa

Título
Caracterizar molecularmente: 1- migração das células envolvidas em processos inflamatórios
2- células que desenvolvem processos tumorais.

Projetos em desenvolvimento:
1-Caracterização das células que migram e desenvolvem a insulite autoimune em camundongos diabéticos não-obesos (NOD)

As diabetes autoimune nos camundongos NOD é uma doença que se desenvolve provavelmente por diferentes mecanismos. Seu estágio mais crítico consiste na transição da insulite para a diabete clinicamente detectada. A insulite se caracteriza por um processo inflamatório com infiltração de leucócitos que pode persistir sem causar danos às ilhotas e consequentemente não desenvolver a diabete. Nos camundongos NOD foi observado que as células T geradas apresentam diminuição na expressão do receptor de fibronectina a5b1 (CD49e/CD29 ou VLA-5, very late antigen–5). Por outro lado, CCR5, receptor de quimiocina está presente nas células T e B desses animais e o seu bloqueio impede a invasão da ilhota preservaram-se as células b e não se desenvolveu a diabete. O projeto ora apresentado visa dar continuidade aos estudos do perfil molecular das células envolvidas na migração e invasão dos linfócitos no pâncreas dos camundongos NOD, aprofundando o conhecimento sobre o papel da quimiocina CCL5 e seu receptor CCR5 na diabete tipo I nos camundongos NOD.

Ao final do projeto, deveremos ter atingido um melhor entendimento sobre a gênese do processo inflamatório autoimune que destrói as células produtoras de insulina na diabete tipo I, e com isso permitir um melhor delineamento de estratégias terapêuticas baseadas nas interações celulares ora analisadas. Para o desenvolvimento desta linha de pesquisa, temos atualmente financiamentos junto ao CNPq.

2- Migração linfocitária em camundongos transgênicos para APRIL
Em humanos, a leucemia linfóide crônica (LLC) é uma síndrome linfoproliferativa que se manifesta por uma acumulação progressiva de células linfóides imaturas no sangue periférico, medula óssea, linfonodos, baço e outros tecidos. É formada pelo acúmulo de linfócitos maduros, mas com características imunológicas e moleculares diferentes das dos linfócitos normais. A LLC é a leucemia mais freqüente nos países ocidentais e se apresenta geralmente em pessoas de idade avançada. Considera-se que somente 10% dos pacientes têm menos de 50 anos de idade no momento do diagnóstico. Nos últimos 50 anos, se tem observado um aumento na incidência deste tipo de leucemia O Internacional Workshop em LLC, recomenda uma cifra absoluta de linfócitos de pelo menos 10x109/L, por outro lado o National Cancer Institute - Sponsored Working Group (NCI-WG), subscreveu um valor que se mantenha durante 4 semanas maiores que 5x109/L. Além do mais, segundo o critério do IW - LLC se pode aceitar cifras inferiores de linfócitos sempre e quando coexistam com um padrão imunofenotípico de linfócitos B CD5+ e infiltração da medula óssea em 30 % de linfócitos. A literatura cita que em humanos a variedade mais freqüente da CLL e a de linfócitos B. Pelo que foi demonstrado o camundongo transgênico para APRIL desenvolveu uma hiperplasia com tendência a malignidade em órgãos linfóides a partir do aumento de células B-1 peritoniais que possuem um papel relevante na imunidade inata. Portanto, considerando que ainda são preliminares os estudos neste animal produzido por manipulação genética somos levados a perguntar que características moleculares apresentam seus linfócitos, que se diferenciam, migram e desenvolvem massas neoplásicas em órgãos linfóides secundários com infiltração em órgãos vitais. Por isso, objetivamos aprofundar os estudos neste modelo, identificando moléculas envolvidas nos processos migratórios dos linfócitos e, além disto, demonstrar que genes poderiam estar regulando a migração e diferenciação dessas células.

Para o desenvolvimento desta linha de pesquisa, temos atualmente financiamentos junto ao convênio FIOCRUZ-INSERM.

Técnicas utilizadas

· Histologia convencional
· Imunohistoquímica em material de parafina e criopreservado
· Citometria de fluxo
· PCR em tempo real

· Migração celular em câmara de Transwell

Equipe
Técnica:
· Nina Cortes, UFF.
· Bartira Davi, UFF.

Alunos de iniciação científica:

· Gabriela Neri

· Anna Carolina Canto

· Cecília Rocha

Colaboradores:

· Wilson Savino, FIOCRUZ RJ.

· Déa Villa Verde, FIOCRUZ RJ.

· Michael Hahne, INSERM FRA·.