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Última atualização: 26-Out-2012.

Fontes:
wikipedia.org,
YouTube,
Esquerda.net,
Observatório da Imprensa,
Folha.com,
Correio do Brasil,
Investidura Portal Jurídico,
Linguasagem,
outras fontes são indicadas no texto.

(Todos os acessos foram realizados entre 15 e 27 de março de 2012. Atualizações em 26/10/2012)

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Wikileaks: Internet e Mudança sociopolítica

Texto: Wellington de Oliveira Teixeira

Nesta página:
O fenômeno Wikileaks e Julian Assange
Conceitos básicos do Wikileaks
Julian Assange é recebido na embaixada do equador em londres
Wikileaks é indicado a Prêmio Nobel da Paz
O programa Conversas em profundidade
Críticas aos erros da Imprensa Mundial
Wikileaks sob Macro e micro olhares

Uma suposta imobilidade por parte da atual juventude foi alarmada por profissionais de diversas áreas do conhecimento. Muitos se pronunciado em relação aos jogos e a internet como maiores vilões, inclusive para uma determinada falta de cultura tradicional. Questiona-se a falta de leitura e, principalmente, o desinteresse desta geração pela política e pela realidade socioeconômica que a cerca.

De alguns anos para cá, iniciou-se uma reavaliação dessa tese, por conta do reboliço causado na web esfera após o fenômeno Wikileaks. Considerado por muitos o mais polêmico deste século, o site é avaliado de formas bem distintas: de ciberterrorista (ou terrorista hi-tech, como o vice-presidente do EUA o classificou), a revolucionário, por teóricos e ativistas de movimentos sociais, pela restituição ao centro de debates a trilogia política, sociedade e mídia.

O site se tornou uma referência, após a publicação de informações confidenciais de governos e de grandes empresas, fato que mobilizou a opinião pública e questionou a qualidade da informação oferecida pela mídia tradicional.

Um amplo debate trouxe à tona a questão da web esfera como local de libertação absoluta, estrutura libertária ou como um ambiente onde os indivíduos estariam isentos de controle. Seus defensores opõem-se a toda e qualquer ação limitadora das liberdades individuais na rede.

Na contramão desse pensamento, diversos pensadores afirmam que o poder ainda está sendo exercido, de forma capilar, uma vez que toda a internet e comandada por protocolos (TCP - Protocolo de controle de transmissão, IP - Protocolo de Internet, DNS - Sistema de Nomes de Domínios). A liberdade é uma ilusão e que o biopoder e a biopolítica estão sequestrados nesse ciberespaço fechando uma conexão conceitual entre a 'sociedade de controle' de Deleuze e a Biopolítica de Foucault.

Como o fenômeno Wikileaks e Julian Assange estão posicionados na macro e micro visão da realidade contemporânea?

Última atualização: 26-Out-2012 .

O fenômeno Wikileaks e Julian Assange

Julian Assange

A juventude apática na internet está se tornando politizada.
Eles estão comçando a perceber o seu próprio poder e querem reformar os países onde se encontram, e estão fazendo isso.
É a coisa mais significativa que aconteceu desde os anos 1960.
(Julian Assange, fundador da Wikileaks)

WikiLeaks é uma organização transnacional, sem fins lucrativos, que publica em seu site postagens com denúncias e vazamento de informações de fontes anônimas sobre de governos ou empresas.

É um web site, uma tecnologia funcional, um caminho filosófico. É também uma rede de pessoas que acreditam em algo. Defendem um conceito simples, mas abstrato: a verdade é o único ingrediente realmente útil na hora de tomar decisões.

E tais decisões, até pelo quanto podem afetar o mundo, devem ter sempre por base a verdade. Então, "trazer o máximo de informação à tona é o jeito certo de decidir as coisas. Parece um tanto abstrato, mas é muito, muito importante, e nos leva à liberdade de imprensa, à liberdade de expressão".

O site é mantido por centenas de voluntários e uma equipe de apenas três a cinco colaboradores com dedicação exclusiva. Conhecidos apenas pelas iniciais, eles se comunicam por meio de mensagens criptografadas.

Por segurança, o Wikileaks mantém seu conteúdo em mais de 20 servidores ao redor do mundo e utiliza centenas de domínios - bancados por voluntários e doadores.


Sala de notícias - Wikileaks: Guerrilha Digital,
programa exibido no Canal Futura no dia 21-SET-2011, reprisado em 21-MAR-2012.

Julian Assange, jornalista e ciberativista australiano, é o fundador e um dos nove membros do conselho consultivo do WikiLeaks, além de principal porta-voz do website. Nesse vídeo explica porque a busca pela verdade e transparência é o que conduz sua organização.

Ele defende que a internet está se convertendo em uma ferramenta política essencial na atualidade, mostra detalhes de sua prisão domiciliar e de seu recente julgamento em Londres e destaca os fortes impactos da divulgação dos documentos das embaixadas norte-americana.

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Conceitos básicos do Wikileaks

  1. É preciso manter o máximo de informação disponível ao mundo, de modo a facilitar boas decisões e boas ações para um mundo mais justo.
  2. A mídia mundial faz um trabalho de informação muito ruim para o povo, em comparação a um pequeno número de ativistas.
  3. A justiça diz respeito de como o poder deve ser delegado, administrado e como a riqueza deve ser distribuída.
  4. Transparência é para os governos, para as grandes organizações. Privacidade é para os indivíduos. Transparência tira o poder das organizações poderosas e o confere a quem não tem.
  5. O povo como um todo é uma instituição poderosa.
  6. A juventude apática na internet está se tornando politizada. Eles estão começando a perceber o seu próprio poder e querem reformar os países onde se encontram, e estão fazendo isso.
  7. O grupo de pessoas que adota essas premissas (ou filosofia) deve busca oferecer um antídoto para falsos discursos e imagens, apresentados pela imprensa.

Decisões, até pelo quanto podem afetar o mundo, devem sempre ter por base a verdade. Então trazer o máximo de informação real à tona é o jeito certo de decidir as coisas. A justiça é o sentimento nivelador mais importante. Então, deve-se criar uma estrutura e uma filosofia que enalteçam essa possibilidade de brigar por justiça.

Exemplos dessa filosofia, na prática:

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Motivações da acusação e do aprisionamento do Julian Assange

Em dezembro, com a acusação formal de crimes sexuais, na Suécia, Julian Assange foi detido na Inglaterra. Seu advogado, Mark Stephens Stephens, observou que o promotor sueco pediu que a sua detenção fosse sem acesso a advogados, a visitantes ou a outros presos.

Em relação às acusações, várias personalidades se pronunciaram a seu favor. Lula disse ser Assange um exemplo do discurso livre e foi direto ao ponto:

Assange está apenas usando do velho direito da liberdade de imprensa, de informação. Não cabe acusá-lo de causar danos à maior potência da História,
uma vez que divulga documentos cuja autenticidade não está sendo contestada. Todos sabem que as acusações de má conduta em relacionamento consentido com duas mulheres de origem cubana, na Suécia, são apenas um pretexto para imobilizá-lo, a fim de que outras acusações venham a ser montadas, e ele possa ser extraditado para os Estados Unidos.
(Luis Inácio Lula da Silva - Presidente)

Manifestantes com a máscara que simboliza o movimento Anonymous exibem foto de Bradley Manning
Manifestantes com a máscara que simboliza o movimento Anonymous exibem foto de Bradley Manning

Em Guerra suja contra a Wikileaks e o ciberativismo, Luis Leiria monta um dossier onde correlaciona as relações entre a iminente decisão sobre a deportação de Julian Assange para a Suécia pelo Supremo Tribunal do Reino Unido (fruto de uma possível cumplicidade da Suécia com os E.U.A., interessado em punir Assange pela divulgação de seus dados secretos), com a acusação de Bradley Manning (a alegada fonte dos telegramas diplomáticos da Wikileaks) e com as diversas ações policiais têm sido dirigidas contra ciberativistas, nomeadamente os Anonymous.

Anonymous
Leia o texto completo em http://www.esquerda.net/dossier/guerra-suja-contra-wikileaks-e-o-ciberativismo/22464

Julian Assange é recebido na embaixada do equador em londres

O governo do Equador pediu um salvo-conduto para que Assange, que está há três meses refugiado na embaixada do Equador, possa sair sem problemas de sua embaixada em Londres e se asilar no país sul-americano, mas o Reino Unido, com a justificativa de que tem obrigação de extraditá-lo para a Suécia, nega-se a fazer isso.

Não há outra alternativa. O que querem? Que o senhor Assange fique 15 anos confinado em nossa sede diplomática?
Nem os ditadores da América Latina se atreveram a colocar em dúvida a figura do asilo político.
Ricardo Patiño - Ministro das Relações Exteriores do Equador

No dia 27 de setembro de 2012, durante um ato organizado pelo Equador, Julian Assange pediu o fim de sua perseguição e pediu garantias de que não será extraditado aos Estados Unidos, país em que correria risco de morte pois foi declarado 'inimigo de Estado', algo que qualificou como 'absolutamente absurdo'. Ele denunciou torturas e humilhações que estaria sofrendo o soldado americano Bradley Manning, acusado pelos EUA de ter vazado milhares de documentos secretos ao Wikileaks.

O tempo das palavras terminou. Chegou a hora dos Estados Unidos terminaram com a perseguição ao Wikileaks, a nossa gente e às nossas fontes.
Julian Assange da embaixada equatroriana em Londres

O governo do Equador, cujo ministro das Relações Exteriores irá se encontrar com o dos britânicos, deseja a assinatura de um salvo-conduto para que Assange possa sair sem problemas de sua embaixada em Londres e se asilar no país sul-americano e afirma que continuará tentando a via diplomática para a resolução da questão, porém alerta:

Se após um tempo razoável os diálogos políticos e diplomáticos não avançarem, não nos restará outra alternativa a não ser recorrer às instâncias judiciais, à Corte Internacional de Justiça de Haia.
Ricardo Patiño - Ministro das Relações Exteriores do Equador

É como viver em uma estação espacial, porque não há luz natural e tem que fazer tudo você mesmo... estive em confinamento solitário e sei como é a vida para os presos. Isto é muito melhor do que é para os prisioneiros.
Julian Assange em entrevista para a rede de televisão CNN, em Londres,
após quatro meses refugiado na embaixada equatoriana.

No dia de sua entrevista, o Wikileaks apresentou uma série de documentos sobre o tratamento dado aos prisioneiros sob custódia militar americana. Sobre eles,

Trata-se de documentos de uma grande importância histórica que não só mostram as condições das prisões ao redor do mundo, mas um clima de falta de prestação de contas nas Forças Armadas dos EUA, dentro da CIA, que depois se estendeu também a outras instituições ocidentais.

Políticas de Detenção, como foram denominados pelo Wikileaks os arquivos, mostram os procedimentos que deveriam ser seguidos com os suspeitos sob custódia das autoridades militares americanas nas prisões no Iraque, na Base de Guantánamo (Cuba) e em outros centros de detenção no mundo, cuja previsão de divulgação é novembro de 2012.

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WikiLeaks é indicado ao Prêmio Nobel da Paz

Assange ganhou diversos prêmios:

O Amnesty International UK Media Awards de 2009, por ter exposto os assassinatos extrajudiciais no Quênia. Ao receber o prêmio, declarou: É um reflexo da coragem e da força da sociedade civil queniana que esta injustiça tenha sido documentada. Através do trabalho enorme de organizações como a Fundação Oscar, o KNHCR, Mars Group Kenya e outros, tivemos o apoio fundamental de que precisávamos para expor estes assassinatos para o mundo.

O Index on Censorship do The Economist de 2008.

o Sam Adams Award 2010, prêmio concedido àqueles que aliam ética e inteligência a agências inteligentes.

23º lugar pela New Statesman, votado dentre as 50 figuras mais influentes de 2010 .

Além disso, algumas comunidades da Internet estão promovendo a indicação de Julian Assange para o Prêmio Nobel da Paz 2011, pela fundação do WikiLeaks.

Em 2 de fevereiro de 2011, Snorre Valen, parlamentar norueguês que indicou o Wikileaks ao Prêmio Nobel da Paz, afirma:

WikiLeaks é uma das contribuições mais importantes para a liberdade de expressão e transparência no século XXI.
Ao divulgar informações sobre corrupção, violações dos direitos humanos e crimes de guerra,
o WikiLeaks é um candidato natural ao Prêmio Nobel da Paz.

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O programa Conversas em profundidade

Um comunicado publicado na página do WikiLeaks informe que Julian - apresentado como uma das figuras revolucionárias mais reconhecidas do mundo -, irá apresentar o programa Conversas em profundidade, que reunirá vozes controversas de todas as tendências políticas (iconoclastas, visionários e pessoas com acesso ao poder) para oferecer uma janela ao mundo do amanhã e suas ideias para garantir um futuro melhor. O programa terá 10 episódios de meia hora exibidos semanalmente e tratará do tema O mundo amanhã.

Capítulo 1: O mundo Amanhã - Hassan Nasrallah

Capítulo 2: O Mundo Amanhã - Slavoj ?i?ek e David Horowitz

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Críticas aos erros da imprensa mundial

Sergio da Motta e Albuquerque, do Observatório da imprensa, avalia os erros da imprensa internacional na edição 686 (em 20/03/2012) diz que Em seu início, o WikiLeaks não tinha um quadro de jornalistas. Agora tem. E eles mostraram neste final de semana que sabem fazer jornalismo.

A mídia mundial foi humilhada por sua própria precariedade. Por praticar jornalismo declaratório. A mesma mídia que se preocupou com questões irrelevantes, como perguntar se o WikiLeaks era jornalismo ou não. Foi realmente uma vergonha para muitos jornalistas de todo o mundo divulgar a notícia falsa da candidatura de Assange: tentaram criar uma realidade falsa, baseados num documento postado no final do ano passado e que nem lido corretamente foi. Devemos presumir, então, que eles ficaram todo esse tempo com o material em mãos só para chegarem a uma conclusão temerária sem prova alguma?

Por conta de um artigo independente que apresenta a opinião legal e independente da lei australiana e, a seguir, a opinião política independente de um escritor em relação à candidatura de Julian Assange para o Senado australiano, em 2014, a imprensa internacional precipitou-se, sem examinar melhor as fontes, sem entrevistar ninguém, entendeu tudo errado, e várias matérias foram publicadas. As agências abaixo, todas propagaram o mesmo erro:

O site do WikiLeaks não perdoou tanta irresponsabilidade:

"A Central WikiLeaks é um centro independente de notícias do WikiLeaks.
Escritores na WL Central são muito protetores de suas integridades jornalísticas.
Mas parece que este conceito está perdido na grande mídia
".

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Wikileaks sob macro e micro olhares

A principal finalidade do jornalismo é fornecer aos cidadãos as informações de que necessitam para serem livres e se autogovernar.
(Kovach & Rosenstiel - Os elementos do jornalismo).

O surgimento do Wikileaks não gera automaticamente a transparência. Os sites como o Wikileaks funcionam bem porque suas fontes são acometidas por uma crise de consciência, e resolvem repassar informes de interesse público. O Wikileaks é um ótimo distribuidor dessa informação, pois, garante que tais informações não serão encobertas por editores e publicadores com medo de processos ou pressionados pelo governo.
(Evan Hansen - The Wired: Por que o WikiLeaks é bom para a América)

Assange combate o bom combate e está na trincheira mais eficaz na luta contra o Estado-mamute: a produção de conteúdo informativo de alta qualidade, até então reservado apenas aos burocratas do poder. Graças aos meios da internet e das novas tecnologias as pessoas conscientes podem agora estar a par da hipocrisia, dos crimes e das conspirações que essa gente pratica todos os dias, sem mandato para isso.
(José Nivaldo Cordeiro - Diretor da Associação Nacional de Livrarias)

A atitude de Assange e o surgimento do WikiLeaks suscitaram discussões em torno dos limites da liberdade de expressão e da livre imprensa, bem como sobre os métodos da Diplomacia Internacional e da transparência governamental. Jornalistas, políticos e observadores diversos teceram análises e se posicionaram diante de cada novo vazamento: o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, classificou Assange como ?terrorista hi-tech?; a ex-governadora do Alasca, Sarah Pallin, afirmou que o australiano deveria ser caçado como os líderes da rede Al-Qaida por colocar americanos em risco; para o líder cubano Fidel Castro, Assange teria colocado os Estados Unidos 'de joelhos'; o Ministro Italiano das Relações Exteriores disse que os vazamentos são o '11 de setembro da diplomacia'. Outros epítetos empregados ao se descrever Assange são: ciberativista, paranoico, irresponsável, ciberguerrilheiro, messias da informação, sociopata.
(Alberto Cirilo Paz de Lima - Mestrando em Ciência da Informaçâo no IBICT, UFRJ)

É possível prever, no futuro próximo, o confronto entre as duas tendências contrapostas:
a do poder centralizado e hierárquico na rede, por um lado, e a sua conexão distribuída, por outro.
Sérgio Amadeu Silveira - Redes cibernéticas e tecnologias do anonimato: confrontos na sociedade do controle

Como bem lembra Sérgio Amadeu Silveira, vivemos a hipertrofia do controle. No caso, identificado por Alexander Galloway no protocolo. Em contrapartida, é visível a profusa divulgação de um discurso que considera a internet uma forma de libertação absoluta; um ambiente onde os indivíduos estariam livres de qualquer controle. Como é posto na construção teórica de Galloway, embasada nas perspectivas de Foucault e Deleuze, vivemos uma terceira geração de máquinas de controle, que dão sustentação a sociedade de controle, produtora deste discurso libertário.

Então, é neste ponto, nas tecnologias de gerenciamento, que Galloway vê a intersecção entre biopoder/biopolítica com o novo estilo de controle após a descentralização, o protocolo. Ele chama a atenção para o fato de Foucault dar peso igual à tecnologia e conhecimento em sua definição de biopolítica. Diante desta assertiva, Galloway considera a forma distribuída de gestão (que chama de diagrama da sociedade de controle e que caracteriza a rede de computadores) como um instrumento da biopolítica contemporânea. O autor considera que os protocolos que regulam a comunicação entre computadores fecham uma conexão conceitual entre a 'sociedade de controle' de Deleuze e a Biopolítica de Foucault.
(Willian Fernandes Araújo - Os mecanismos de controle na 'Era do Protocolo': O caso Wikileaks)

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