Dentre as diversas
atividades realizadas no Congresso, os alunos de graduação
podem se inscrever em oficinas temáticas, além de apresentar
trabalhos no Intercom Júnior, que se destina à apresentação
de trabalhos teóricos, e concorrer ao Prêmio Expocom,
onde irá defender seu projeto perante uma banca avaliadora.No
entanto, para participar com a apresentação de trabalhos
no Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação,
é necessário se inscrever para o Congresso Regional,
concorrer com os trabalhos de toda a região Sudeste, e o vencedor
de cada modalidade se credencia a participar do Intercom Júnior
e do Expocom em nível nacional.
IACS
promove palestra sobre
Multimídia, Comunicação e Interatividade
17/5/2011
No dia 31
de maio de 2011, das 18h às 20h, o professor Marcos Barbato,
diretor da Be –Interactive fará a palestra Multimídia,
Comunicação e Interatividade, para os alunos do
curso de Comunicação Social, no Auditório
do Instituto de Geociências - Campus da Praia Vermelha,
Niterói.
O tema da
palestra é a apresentação do portfólio
da agência para a candidatura Rio 2016. Maratona do Rio
e Instalações interativas em espaços promocionais
em geral. Essa programação é gratuita e abre
o ciclo de eventos promovido pelo Núcleo de Estudos de
Marketing da UFF.
As inscrições
podem ser feitas através do e-mail marketing_estudos@vm.uff.br
ou no facebook: MKTUFF
Fonte:NUCS - Núcleo de Comunicação Social
"5
x Favela - Agora por nós mesmos"
tem exibição e debate na UFF nesta quarta
Nesta quarta-feira,
dia 30, às 18h, ocorrerá o "Cine Debate: Juventude
em cena" com exibição e debate do filme "5
x Favela - Agora por nós mesmos", no auditório
Florestan Fernandes da Faculdade de Educação, Campus
do Gragoatá, Bloco D.
O debate contará
com a presença de três diretores do filme, Manaíra
Carneiro (aluna de Estudos de Mídia da UFF), Cadu Barcellos
e Wavá Novaes. Também participarão do debate
os professores Paulo Carrano, do Observatório Jovem, Lívia
de Tommasi, do curso de Ciências Sociais, e Ana Enne, do
curso de Estudos de Mídia.
O evento é
uma parceria do Observatório Jovem, Lami, Grecos e o grupo
de pesquisa Fronteiras e Transformações das Práticas
Estatais e Políticas.
Fonte:
NUCS -UFF
‘Araribóia
Cine’ reúne até
domingo filmes e mesas de debate
Por: Ricardo Rigel
Entre
os títulos que serão exibidos em diversas salas
da cidade estão “O paradoxo da espera do ônibus”,
“Pulsar” e “Elvis e Madona”, com Simone
Spoladore. Foto: Divulgação
A cidade de
Niterói recebe, a partir de hoje, a nona edição
do festival de cinema Araribóia Cine, que, este ano, tem
como tema Fronteiras e Deslocamentos. Os filmes e mesas de debates
estarão centrados nas questões referentes às
identidades, territórios, língua, exílio,
migrações, viajantes, deslocamentos, além
das fronteiras sexuais e de inclusão. O Araribóia
Cine acontece em diversos pontos da cidade até o próximo
domingo, 28 de novembro.
De acordo
com a curadora do projeto, Tetê Mattos, em razão
do festival, Niterói está recebendo cineastas de
todo o Brasil para debater seus filmes ao lado de nomes de reconhecida
competência no meio audiovisual brasileiro, e especialistas
no tema abordado.
“Podemos
dizer que este é o grande diferencial do nosso projeto.
O Araribóia Cine é um festival realmente temático
e voltado para a reflexão. E acredito que foi por esta
característica específica que conseguimos tanto
destaque colocando-o na agenda dos grandes festivais”, orgulha-se
Tetê.
Pelo quarto
ano consecutivo, o Araribóia Cine conta com o patrocínio
da Petrobras (através do edital do Programa Petrobras Cultural),
e pela terceira vez com a parceria do Sesc, além de antigos
parceiros como a Secretaria do Audiovisual do Ministério
da Cultura e o apoio da Prefeitura de Niterói. O festival
é realizado pela Universidade Federal Fluminense - UFF,
a Artifício Cinematográfico e o Ibefest.
“Esse
tipo de apoio é essencial para a existência do festival.
O ‘Araribóia’ ganhou uma repercussão
tão grande, que até mesmo restaurantes da região
estão nos apoiando”, explica a diretora, que completa
que a cidade ganha do ponto de vista turístico.
“O evento
que atrai pessoas de outras cidades”, resume.
O primeiro
filme do festival será exibido hoje (23/11), às
20 horas, no Cinemark do Plaza Shopping. Será o longa-metragem
Elvis e Madona, de Marcelo Laffitte. Premiado em diversos festivais,
o filme trata de forma cômica da história de um amor
incomum. O elenco principal e a direção do filme
estarão presentes durante sua exibição.
O filme conta
a história de Elvis (Simone Spoladore) que sonha em ser
fotógrafa, mas a necessidade de sustento faz com que aceite
o emprego de entregadora de pizza. Madona (Ígor Cotrim)
é uma travesti que trabalha como cabeleireira. Ela sonha
em produzir um show de teatro de revista. Logo após conhecer
Elvis, que é homossexual, elas se tornam grandes amigas.
Mas, pouco a pouco, desperta neles um sentimento mais forte que
a mera amizade.
A partir de
amanhã até sexta-feira, dia 26, o Sesc Niterói
promoverá mesas de debates e exibirá filmes na parte
da tarde. Estarão presentes diretores de pelo menos oito
estados brasileiros. Entre eles estão cariocas, paulistas,
mato-grossenses e baianos, além de filmes produzidos por
projetos socioculturais, como o niteroiense Me vê na TV
e o carioca Cinema Nosso.
“O festival tem uma importância imensa para nossa
cidade, pois estamos, através dele, dando a oportunidade
do público poder conhecer obras riquíssimas que
não são exibidas nas salas comerciais”, comentou
Tetê Mattos.
Já
o Museu de Arte Contemporânea (MAC), do dia 26 ao dia 28,
apresentará sessões seguidas de debates com presença
dos cineastas, atores e pesquisadores. Entre eles estão
confirmados Phillipe Barcinski, diretor de A Escada e Marcio Melges,
de São Cristóvão, 7 da manhã. Os temas
dos debates serão norteados pela diversidade de formatos
(experimentais, ficções, animações
e documentários), diversidade regional (RJ, SP, PE, MG),
filmes clássicos e atuais.
“Acredito
que este contato da sociedade com os produtores audiovisuais renderá
bons frutos. Pois ao meu ver o debate estimula o pensamento das
pessoas”, classificou a curadora.
No domingo,
dia 28, às 19h30, o Araribóia Cine irá prestar
uma merecida homenagem ao crítico,
ensaísta, escritor e cineasta José Carlos Avellar,
no MAC, cuja contribuição para a crítica
audiovisual e a difusão do cinema brasileiro no Brasil
e exterior é de extrema importância. Avellar é
autor de dezenas de trabalhos sobre o cinema brasileiro e o cinema
latino-americano.
Na ocasião,
será lançado o Caderno de Debates do VII Araribóia
Cine. Trata-se da publicação dos debates realizados
na edição de 2008. A publicação servirá
como material reflexivo a ser utilizado principalmente em escolas
e cineclubes.
Além
disso, haverá lançamento, no dia 26, dos livros
selecionados no Prêmio Sav para publicação
em pesquisa em Cinema e Audiovisual, que premiou pesquisas e estudos
acadêmicos independentes sobre cinema e audiovisual.
O livro de
Hadija Chalupe da Silva, O filme das telas, a distribuição
do cinema nacional, é resultado da pesquisa junto ao programa
de pós-graduação em Comunicação
da UFF.
Edição
2010 traz novidades
Este ano o
festival ganha uma novidade: o Caminhão Cine Sesc, que
exibirá ao ar livre longas-metragens no Campus da UFF do
Gragoatá. A primeira exibição será
do longa-metragem de Henrique Dantas, Filhos de João, admirável
novo mundo baiano. O documentário, premiado como melhor
filme pelo voto de público no Festival de Brasília
de 2009, trata de um panorama da música popular brasileira
dos anos 60 e 70 através do grupo musical Novos Baianos,
fazendo uma retrospectiva do estilo de vida comunitário
adotado por seus integrantes e a influência sofrida pelo
grupo do cantor João Gilberto.
Na quinta-feira
ocorre, no Cine Arte UFF, o Encontro de Programadores e Curadoria,
com a presença de programadores de salas independentes,
cineclubes, curadores de festivais. A coordenação
da mesa será de Paulo Mattar.
No mesmo dia,
na Unilasalle, acontece a sessão do Foro Entre Fronteiras,
que trará os realizadores do projeto audiovisual de coprodução
entre quatro países – Brasil, Argentina, Uruguai
e Paraguai. A sessão será seguida de debates com
os realizadores.
Para informações
sobre a programação completa do festival e os locais
de exibição entre no site www.arariboiacine.pro.br/2010.
fonte: Jornal
O FLUMINENSE
"Dia
Internacional da Animação”,
Maior Evento Simultâneo de Animação do Mundo
Acontece dia 28 de Outubro
Quando as cores
somem – Dir. Luciano Lagares
Com entrada
gratuita, a mostra de curtas nacionais e internacionais acontece
em mais de 400 cidades do Brasil e em 30 países, como França,
Estados Unidos, Canadá, Camarões e Coréia
do Sul
Pelo sétimo
ano consecutivo, o Dia Internacional da Animação
é celebrado no Brasil com uma mostra, simultânea
e gratuita, de curtas-metragens nacionais e internacionais. No
dia 28 de outubro, às 19h30, haverá exibições
em mais de 400 cidades do país, organizadas pela Associação
Brasileira de Cinema de Animação (ABCA). Este é
o maior evento simultâneo do gênero do mundo, que
tem como principal objetivo difundir o cinema de animação,
atraindo novos públicos e proporcionando aos espectadores
o acesso a essa arte cinematográfica, institucionalizando
o dia 28 de outubro, como referência histórica da
animação mundial na sociedade brasileira.
Mais informações sobre a mostra
nacional e internacional nos links a seguir:
19:30H Auditório
Flortestan Fernandes - Campus Gragoatá - UFF
Rua
Visconde do Rio Branco 882/ bloco D/campus Gragoatá - São
Domingos - Niterói - RJ
Estudantes
do IACS produzem websérie
Um
jovem casal resolve morar junto e descobre que a vida a dois não
é tão simples. Cezar, professor de matemática,
anti-social e mal-humorado, namora a artista plástica Ana,
divertida e bagunceira. A improvável rotina dos dois está
sendo mostrada na temporada piloto do seriado de comédia
Ana & Cezar (www.anaecezar.com), uma produção
independente feita para ser exibida na internet. A temporada piloto
da websérie é composta por três episódios
e teve o primeiro lançado no dia 13 de setembro no site
www.anaecezar.com. A equipe de Ana & Cezar é composta
por alunos e graduados de diversos cursos do IACS, como Produção
Cultural, Cinema e Jornalismo. O projeto tem Martinho Hoffman
(aluno do curso de Cinema da UFF) como diretor e roteirista e
produção da Baobá Cultural (formada por graduados
de Produção Cultural).
Confira
as datas do lançamento dos próximos episódios!
1º
Episódio: 13/09 - VIDA DE GADO
2º Episódio: 20/09 - I JUST CALLED TO SAY I LOVE YOU...
3º Episódio: 27/09 - A DAY IN THE LIFE
Divirta-se
com o curioso cotidiano de Ana & Cezar em
E depois não venha dizer que os opostos não se atraem...
Alunos
de Produção Cultural:
órfãos do mercado
Hélio Mello Vianna
A Lei 11.091/2005, que dispõe sobre a estruturação
do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos
em Educação, no âmbito das Instituições
Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação,
indica, em seu Anexo II, a graduação em Comunicação
Social como requisito para o cargo “Produtor Cultural”,
e não a graduação em Produção
Cultural.
Tal fato tornou-se
motivo de uma campanha entre estudantes e graduados dos cursos
de Produção Cultural da UFF, que também está
sendo aderida pelos alunos do IFRJ, através de uma petição
online para que o Congresso Nacional revise o texto e inclua os
produtores culturais. A produtora Amanda Wanis, formada pela UFF,
apela aos amigos, encaminhando um e-mail com o link da petição:
“Sei que é ridículo, mas preciso da ajuda
de vocês para melhorar minha profissão e meu diploma.”
Consegui o diploma! E agora?
Esta é uma das maiores inquietações do produtor
cultural recém-formado. Em um mercado cultural competitivo
na busca de espaço o iniciante encontra diversas barreiras
para inaugurar sua carreira. Além das dificuldades imposta
pela lei, outro grande problema é ter que competir com
profissionais que não possuem a mesma formação
– batalha que só recentemente os jornalistas passaram
a conhecer – e já estão consolidados no mercado.
Todos sabemos
que não é necessário possuir título
para ser produtor, da mesma forma como para ser cantor não
se requer faculdade de Música. Mas o esforço para
nos qualificarmos precisa valer alguma coisa. Por ser um curso
novo, de uma nova profissão, os alunos encontram grandes
deficiências por parte da formação dos corpos
docentes. Quase nenhum professor de Produção Cultural
é graduado na área. E os que são de fato
produtores com experiência e prática nem sempre encontram
uma didática adequada para o estudante de Produção
Cultural. As universidades deveriam criar um curso de Mestrado
em Produção Cultural, para formar professores mais
aptos a atender às demandas dos nossos estudantes.
O aluno, nos
últimos semestres do curso, precisa de orientação
para o mercado de trabalho. É sua maior carência.
Ele, provavelmente, não teve experiências práticas
– a maioria dos graduandos só possui formação
acadêmica – e sente-se “órfão”
pela falta de orientação e de oportunidades. Os
concursos que oferecem vagas próprias para as funções
do produtor cultural, mas que o rejeitam aceitando comunicólogos,
só contribuem para aumentar o desespero. Os últimos
editais de concursos públicos de órgãos como
a ANCINE, o IBRAM e o MINC nos ignoraram – o IBRAM tinha
como requisito para o cargo “Técnico em Assuntos
Culturais” diversas formações, como Antropologia,
Museologia e Comunicação Social, mas “Produção
Cultural” era um item fora da lista.
É necessário
mobilizar também as agências, produtoras de eventos
culturais e emissoras de rádio e TV para que se ofereçam
estágios a estes profissionais. Formandos de comunicação
social, os queridinhos do mercado, têm muito mais facilidade
de estagiar. Mesmo aquele calouro que não sabia, descobre
que vai ter que dedicar 4 anos de sua vida se preparando para
uma profissão incerta, promissora, mas com poucas perspectivas
efetivas.
Há
quem se surpreenda com a existência do curso de graduação
e até da profissão: “Nunca ouvi falar, isso
é pra quê?” é um comentário comum.
Tudo bem que a profissão é nova. Tudo bem, termos
que explicar toda hora, tudo bem que ser pioneiro é difícil
mesmo, mas afinal, a responsabilidade de ajudar o mercado a ser
mais profissional e qualificados de quem é? De quem está
nele, ou de quem pretende entrar?
Encerro o
artigo para abrir o assunto.
Convido os
leitores no prosseguimento da discussão.
HELIO MELLO
VIANNA tem 27 anos, é graduado e especialista em Produção
Cultural pelo IFRJ-Nilópolis, produz exposições
de artes visuais e filmes independentes. Atualmente está
lançando o documentário “nova iGAYçu”.
Alunos
de Jornalismo da UFF
criam blog sobre tribos urbanas
Já
está no ar, em www.urbanos.net.br,
o produto laboratorial da turma de Redação de Hipertexto
2010.1 do curso de Jornalismo da Universidade Federal Fluminense.
Com o nome de “Urbanos”, o blog reúne reportagens
e entrevistas realizadas pelos alunos durante este semestre, sob
a supervisão da professora Suzana Barbosa. A proposta idealizada
pelos estudantes foi de trabalhar o conceito de “tribos urbanas”,
indo além de estereótipos.
A
ideia é analisar como esses pequenos grupos se organizam
na sociedade, sem cair na mesmice. De sambistas a fãs de
desenhos japoneses, de cinéfilos a corredores de kart, “Urbanos”
mostra a pluralidade presente no cotidiano de grandes cidades, como
o Rio de Janeiro, mas que reflete hábitos contemporâneos
encontrados em muitas capitais do Brasil afora e mesmo em outros
países. Dentre os entrevistados, estão o colunista
do suplemento “Megazine”, do jornal “O Globo”,
Marcelo Tavares, e o blogueiro do “Yahoo! Brasil”, Ale
Rocha.
Participam
da iniciativa os alunos Ana Letícia Ribeiro, Carolina Custódio,
Felipe Siqueira, Filipe Cabral, Gabriel Gomes, Isabela Calil, Júlia
Bertolini, Júlia Sales, Luciana Pacheco, Luiza Baptista,
Luiza Barros, Mariana Coutinho, Matheus Zanon, Natália Tessarolo,
Nathan Kunigami, Raiane Nogueira, Robson Sales, Talitha Marques
e Tamíris Almeida.
Fonte:
UFF Notícias - Núcleo de Comunicação
Social (Nucs)
Mercado
em expansão para
produtores culturais no Estado do Rio
Por: Fabiana Torres
Com
chance de empregabilidade de 80% e salário inicial médio
de R$ 1,5 mil, carreira exige dedicação e identificação
com as artes. Procura por cursos de formação é
crescente
“Aproximar
o artista do seu público”. Esse é o papel de
um produtor cultural, segundo a subsecretária de Planejamento
Cultural de Niterói e coordenadora do Programa de Estudos
Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes, Kátia
de Marco.
Com
salário inicial de R$ 1,5 mil, em média, e expectativa
de inserção no mercado de trabalho de 80%, a procura
pelo curso de produção cultural é crescente.
“Nas
últimas duas décadas, o incentivo à cultura
cresceu muito, principalmente em relação ao sistema
de financiamento público. A cultura vem sendo institucionalizada
desde então, e isso está gerando uma necessidade cada
vez maior da profissionalização e capacitação
de produtores culturais”, explica Kátia, que vislumbra
um futuro promissor para a carreira.
“O
público está consumindo mais cultura porque tem mais
acesso a ela, e isso já começa a despertar um nicho
importante da economia. Não tenho dúvidas de que a
produção cultural faz parte das profissões
do futuro”, completa.
A
subsecretária garante que esse incentivo à cultura
deve chegar também ao município de Niterói.
“Estamos
montando uma lei (que será levada ao prefeito Jorge Roberto
Silveira para aprovação) que porpõe a criação
do Fundo Municipal de Cultura, o que deve gerar também uma
ampliação do mercado de trabalho na cidade”,
revela.
O
curso de pós-graduação em Produção
Cultural da Candido Mendes foi criado em 2008 e já está
na segunda turma.
“O
curso surgiu da necessidade de formar profissionais com foco na
produção executiva de ações culturais.
A carga horária é de 376 horas, sendo composto por
cinco módulos. As aulas acontecem aos sábados quinzenalmente,
das 8h às 17h”, diz Kátia, que também
é presidente da Associação Brasileira de Gestão
Cultural (ABGC).
O
valor do curso de pós-graduação é de
R$ 10.560, que pode ser dividido em 22 parcelas de R$ 480. Entretanto,
a instituição oferece descontos especiais para associações
e instituições ligadas à cultura. Para alunos
egressos do curso de graduação em produção
cultural da Universidade Federal Fluminense (UFF), o desconto é
de 20%.
A
funcionária pública e produtora cultural Maria do
Rosario Malcher, de 51 anos, decidiu, há quatro anos, mudar
o rumo da carreira.
“Sou
formada em Direito e trabalho na Justiça Federal desde 1993.
Entretanto, em 2006, pedi transferência para o Centro Cultural
Justiça Federal, pois sempre gostei dessa área. Mesmo
trabalhando na parte administrativa do Centro Cultural, entendi
que precisava me especializar. Quando me formei na pós-graduação
em Produção Cultural da Candido Mendes, em 2008, fui
convidada para ocupar o cargo de coordenadora cultural. Foi uma
mudança muito bem-vinda na minha vida”, festeja.
Dos
eventos ao próprio negócio
Para
os que desejam tornar-se bacharéis em produção
cultural, a UFF oferece um curso de graduação desde
1996, que é pioneiro no Brasil.
“O
nosso desafio é ter a formação pragmática,
que lida com a gestão, e, ao mesmo tempo, ligada à
sensibilidade artística. Buscamos formar um gestor sensível
às práticas culturais”, conta o coordenador
e professor do curso, Luiz Guilherme de Barros Falcão Vergara,
ressaltando o crescimento do mercado de trabalho na área.
“Pelo
menos 80% dos nossos alunos já saem da universidade empregados.
Os outros 20% geralmente investem na carreira acadêmica e
vão direto para o mestrado. Esses jovens podem atuar em diversas
áreas, como esferas públicas, empresas privadas, no
setor de responsabilidade social, em organizações
não governamentais, produtoras de terceiros ou abrir o próprio
negócio, além da carreira acadêmica, por exemplo”,
enumera Vergara.
De
acordo com o coordenador, a profissão deve crescer muito
nos próximos anos.
foto:Almir Miranda da Silva
Aula ministrada pelo prof. Vergara no MAC - 2007
“A
economia da cultura é a economia do século XXI. Mas,
para ter detaque no mercado, o profissional deve ter iniciativa
e ser empreendedor. O produtor cultural é um solucionador
de problema; ele lida com o imprevisto e com a diversidade. Já
no que se refere a questão salarial, acredito que um profissional
recém-formado não ganhe menos que R$ 1,5 mil por mês”,
avalia Luiz.
O
curso de graduação da UFF tem 2.655 horas, divididas
em oito períodos. O ingresso é feito através
do vestibular.
Com
duas propostas de estágio e uma de emprego, o estudante da
graduação da UFF, Plínio Chaves, de 21 anos,
que está no quinto período, aconselha aos futuros
produtores culturais a buscarem as oportunidades.
“A
inserção no mercado de trabalho é fácil
para quem corre atrás. Não dá para ficar esperando
a coisas acontecerem. Eu nunca tive dificuldade para conseguir estágio
porque sempre fui em busca das oportunidades. Após a formatura,
quero viajar pelo Brasil com espetáculos ou trabalhar em
produtoras. Mas também penso em fazer mestrado e, quem sabe,
abrir minha própria produtora”, revela Plínio.
Exigência
do setor
Outra
instituição que oferece capacitação
para os futuros produtores culturais é o Instituto Federal
de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de
Janeiro (IFRJ). O Curso Superior de Tecnologia em Produção
Cultural foi o primeiro da área de humanas a ser implantado
na instituição, há sete anos.
“O
mercado já estava exigindo profissionais especializados nessa
área. De todos os curso oferecidos no IFRJ, esse é
o segundo mais procurado. No início, era apenas uma turma.
Hoje, temos seis turmas em andamento, com cerca de 40 alunos em
cada uma”, comemora o coordenador do curso Jorge Luiz Pinto
Rodrigues.
Os
alunos já começam a ser absorvidos pelo mercado de
trabalho, segundo Jorge, ainda com o curso em andamento.
“Muito
alunos já conseguem emprego antes mesmo de terminarem o curso”,
destaca.
A duração do curso é de três anos e os
alunos contam com uma extensa grade curricular que, além
de abordar disciplinas voltadas para produção cultural,
fundamentos das artes e produção de artes cênicas,
por exemplo, aprendem sociologia, antropologa, história da
arte etc.
Um
profissional que esteja envolvido em um grande projeto artístico
pode faturar até R$ 4 mil mensais, de acordo com o professor.
fonte:
O Fluminense
http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/empregos-e-negocios/mercado-em-expansao-para-produtores-culturais
Projeto
de extensão
desenvolve revistas eletrônicas
O
curso de Publicidade e Propaganda da UFF, a partir de projetos de
extensão coordenados pela professora Arlete Eni Granero,
do Instituto de Arte e Comunicação Social (Iacs),
desenvolveu as publicações eletrônicas “Publi.com”
e “Ensaios de Marketing”.
“Publi.com”
é uma revista on-line semanal que disponibiliza matérias
nas seções Ensaios, Imagem, Multimídia, Anúncios,
Case e trabalhos de caráter ecossociais. Também apresenta
novidades e entrevistas do mundo da comunicação e
do Iacs, além de trabalhos elaborados pelos graduandos, selecionados
por um conselho editorial. A revista pode ser acessada no endereço
http://www.uff.br/revistapubli.
“Ensaios
de Marketing”, atualizada semestralmente, apresenta artigos
de estudos da comunicação, elaborados por alunos nas
disciplinas de Marketing, Marketing Publicitário, Linguagem
do Texto Publicitário nas Mídias e Tópicos
Especiais em Publicidade e Propaganda: Comportamento do Consumidor,
com temas variados, pertinentes ao conteúdo teórico
desenvolvido nas disciplinas e de livre escolha dos próprios
estudantes. A publicação está disponível
em www.uff.br/ensaiosdemarketing.
Fonte: UFF Notícias - Núcleo de Comunicação
Social (Nucs)
Morre José Saramago,
Nobel da língua portuguesa
O escritor português José Saramago, Prêmio Nobel
de Literatura em 1998 e doutor honoris causa da UFF, morreu nesta
sexta-feira aos 87 anos, nas Ilhas Canárias, na Espanha.
Seu corpo será enterrado em Lisboa. Saramago, que estudou
até o ensino médio, conta que sua formação
literária foi feita em bibliotecas públicas, onde
conheceu obras de autores que o influenciaram, como os brasileiros
Manuel Bandeira e Graciliano Ramos.
No ano 2000, José Saramago esteve na UFF para receber o título
de honoris causa. Na ocasião, estudantes de Radiojornalismo,
coordenados pela professora Ana Baumworcel, produziram um documentário
radiofônico, dentro da série Universidade no Ar, que
disponibilizamos no nosso site.
Estudante
de Jornalismo premiada no
concurso Rumos do Jornalismo Cultural 2009/2010
A
estudante de Jornalismo Letícia Silva Queiroz, 21 anos, foi
uma das universitárias premiadas pelo Instituto Itaú
Cultural, no concurso que selecionou reportagens de doze estudantes
universitários de 125 faculdades do país.
Letícia concorreu com a reportagem Cultura no subúrbio
do Rio de Janeiro.
“O projeto do Itaú Cultural é uma ótima
oportunidade e aprendizado para o estudante que pretende trabalhar
na área de Jornalismo Cultural”, declarou a aluna.
Os estudantes selecionados participarão do Laboratório
On-line de Jornalismo Cultural, com bolsa mensal e orientação
de um editor de cultura, com o objetivo de realizar uma matéria
especial para revista multimídia “Singular”.
Além disso, o Itaú Cultural encaminhou à coordenação
do curso de Comunicação Social da UFF 20 livros que
foram doados à Biblioteca Central do Gragoatá. Entre
os autores, destacam-se o historiador Eric Hobsbawn, o romancista
norte-americano Truman Capote, um dos criadores do new jourtnalism,
Gay Talese, Stuart Hall e Tchekhov.
Entre os autores nacionais, há livros do psicanalista Jurandir
Freire e os jornalistas Eugênio Bucci e José Castelo
e o pesquisador de música popular Zuza Homem de Melo.
Concurso
fotográfico marca
Jubileu de Ouro
Para
comemorar seus 50 anos de fundação, a serem completados
em 2010, a UFF promove concurso fotográfico cujo tema são
os diferentes olhares acerca da instituição e seus
diversos campi. Os trabalhos selecionados darão origem a
uma exposição fotográfica a à produção
de um livro comemorativo, sendo que os três primeiros colocados
ganharão uma câmera digital Nikon, modelo D90 (ou equivalente).
As inscrições vão até o dia 14 de junho.
Há
cerca de dez anos, cultura no Brasil se escrevia com inicial minúscula,
quase como sinônimo de manifestação folclórica.
Estava presente nos planos de governo mas, na maior parte das vezes,
como uma pasta obrigatória com a qual não se sabia
o que fazer. Ainda não chegamos ao ponto ideal em que a cultura
ganha o mesmo status da economia e da comunicação.
No entanto, o Brasil deu um grande salto no momento em que passou
a tratar a cultura como um ativo que pode, e deve, contribuir para
o desenvolvimento socioeconômico nacional.
Pode-se
dizer que os ventos de mudança começam a soprar –
como uma brisa, é bem verdade – com a implantação
da Lei Rouanet, em 1995. Se antes um produtor cultural era tratado,
de modo pejorativo, como um “faz tudo” da cultura ou,
pior, como um desocupado, a partir da Lei ele passa a ter sua existência
reconhecida, como um profissional necessário para estabelecer
elos entre público e arte. Com a Lei, aumenta a demanda pelos
serviços desse profissional e, com a demanda, os primeiros
sinais de fragilidade de sua formação. Surge, então,
oficializando e legitimando a profissão no Brasil, os primeiros
cursos de graduação: o primeiro, em 1995, na Federal
Fluminense (UFF-RJ); e o segundo, em 1996, na Federal da Bahia (UFBA).
Esses cursos representaram a sistematização dos conhecimentos
inerentes ao setor.
Hoje,
passados 15 anos da inauguração do primeiro curso
de graduação na área e, 9 anos, de seu reconhecimento
pelo MEC, o setor mescla profissionais graduados e empíricos,
de gerações diferentes, que passam a conviver em meio
aos novos desafios.
Há
20 anos atuando como produtora cultural, Luiza Pires, sócia
da Liga, empresa de consultoria e gestão cultural, tem um
currículo invejável. Entre outros cargos, a Bacharel
em História pela UFRGS foi sócia da Cult Assessoria
e Projetos Culturais (1998); coordenadora administrativa da Casa
de Cultura Mário Quintana (1999/2001); assessora especial
da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul; coordenadora
Administrativa do Santander Cultural (2001/2002); e coordenadora
Administrativa do Projeto: III Fórum Social Mundial/Cultural
(2003). Mas o currículo não mostra os percalços
que Luiza encontrou pelo caminho. “Quando comecei a trabalhar,
a profissão não era reconhecida e o produtor era bastante
depreciado. Mas há cerca de sete anos, o cenário mudou
muito. Acho que a formação universitária instrumentaliza
os profissionais e impede um contingente de despreparados. O próprio
mercado passou a ter condições de peneirar os mais
capacitados”, diz Pires.
A
produtora também detecta mudanças no dia-a-dia da
profissão. Ela relembra que, em uma época em que a
captação de recursos se dava, prioritariamente, pelas
redes de relacionamentos e pelo conhecimento privilegiado, a lei
de incentivo federal era pouco utilizada no Rio Grande do Sul, enquanto
as leis estaduais abundavam. “Há cerca de 8 anos que
a lei estadual não é usada e o Sul é totalmente
dependente da lei federal. Ainda mais porque enquanto o número
de editais promovidos pelo MinC aumenta, o de editais privados escasseia.
O lado ruim desta história é que os produtores culturais
acabam cumprindo o papel de produtores e de captadores”, explica
a produtora.
Foi
justamente esse cenário que levou o administrador e produtor
gaúcho Alê Barreto, conhecido na rede como produtor
independente, a se mudar para o Rio de Janeiro, em 2007. Ele queria
experimentar as diversas possibilidades da profissão ao invés
de ficar restrito à estruturação de projetos
para captação em leis de incentivo. “Trabalhar
apenas com a Lei Rouanet gera um contexto muito frágil em
termos de sustentabilidade. Além do que, as leis de incentivo
dão a falsa sensação de que o produtor cultural
é aquele que formata projetos, quando ele é o responsável
por criar pontes, estabelecer diálogos entre a criação
artística e o público. Produtor cultural não
é um mero formatador de projeto, mas também não
é faz tudo”, afirma Barreto.
O produtor gaúcho, que atua na área desde os 29 anos,
diz que começou junto com o Governo Lula, em 2003, e que
viu a profissão crescer junto com as ações
do Ministério da Cultura. “A cultura que estava sempre
entre os últimos orçamentos da União, com a
atual gestão ganhou uma projeção tão
interessante quanto a de outros ministérios. O olhar mudou
e entraram na pauta dos debates temas como desenvolvimento, economia
e tecnologia. Podemos contar até com séries históricas
de pesquisas importantes, como as do IPEA, do IBGE e da Casa de
Rui Barbosa”, opina o produtor. Para ele,a questão
da formação universitária também tem
contribuído para a profissionalizaçã o da área.
No entanto, alerta para a necessidade de diversificação
do olhar e das experiências. “Os cursos de produção
cultural estão atrelados às ciências da comunicação,
o que cria um contexto único, quando existem outros caminhos
para a leitura da cultura, que vão da antropologia à
economia”.
Para
dar vazão às suas ideias e estabelecer um diálogo
com outros produtores, Alê criou em seu blog a Rede de Notícias
Culturais Sustentáveis. “Falta entrosamento entre os
produtores culturais que enxergam uns aos outros como concorrentes.
Com essa iniciativa quero estimular a cooperação e
a troca de experiências. O mecanismo é simples mas,
se der certo, poderá ser uma fonte de informação
útil a todos os elos da cadeia”, explica. Para ele,
entre os desafios que o produtor do século 21 tem a enfrentar
está a necessidade de conexão, seja com seus pares
ou com profissionais de outras áreas. “Acho que o grande
desafio para o produtor cultural, hoje, seria pensar a sua profissão
mais conectada com aquelas que a tangenciam. O que significa transitar
entre jornalistas, profissionais de informação, economistas.
Enfim, perceber que o trabalho é amplo e que ele pode atuar
em várias frentes”, conclui Barreto.
Estudantes
da UFF criam website
para localizar vagas em república
Um grupo de estudantes da UFF acaba de criar um website (www.morauff.com.br)
que pretende facilitar a busca de vagas em repúblicas em
Niterói. Segundo os organizadores, em pouco tempo de existência
o Moraruff tem acirrado a concorrência entre pensionatos e
apartamentos conjugados, forçando a queda de preços
dos aluguéis voltados para este segmento. A visualização
das vagas, através de mapas do Google, é gratuita,
assim os anúncios enviados por calouros e veteranos interessados.
Um
dos organizadores do site, o estudante de Cinema Rafael Siqueira
Cruz, conta que a idéia surgiu primeiro na Universidade de
Campinas (Unicamp). ”Alguns alunos de lá desenvolveram
um website que revolucionou a maneira como os estudantes procuram
e oferecem vagas em repúblicas. O projeto fez tanto sucesso
que hoje o Morar Unicamp é o site imobiliário mais
famoso entre os estudantes da cidade”.
Construtora
do Rio vence
licitação do prédio do IACS no Gragoatá
A Comissão Permanente de Licitação da UFF realizou
terça-feira, dia 22, o processo de licitação
para a construção das edificações do
IACS no campus do Gragoatá, abrangendo nove dos 15 blocos
previstos, além do anfiteatro.
Onze empresas, do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais
participaram da concorrência pública, realizada na
sala da CPL, no primeiro andar da reitoria, em Icaraí. Todas
foram consideradas habilitadas. A construtora que ofereceu o menor
preço foi a Prescon Engenharia, do Rio de Janeiro, com um
orçamento de R$ 17 milhões, o que corresponde a R$
4 milhões a menos que o valor previsto na licitação,
de R$ 21 milhões.
O contrato deverá ser assinado na primeira quinzena de janeiro.
Após a assinatura, a empresa terá cinco dias úteis
para iniciar a obra, cuja conclusão está prevista
para fevereiro de 2012.
A direção do IACS reparte com toda a comunidade acadêmica
um sentimento de realização, resultado de anos de
luta das gestões que nos antecederam, desde 1987, quando
a declaração de moratória da dívida
externa, por parte do governo brasileiro, suspendeu o acordo MEC-BID,
que previa a construção do prédio do IACS no
Gragoatá.
Além da gestão atual, liderada pela professora Mara
Rodrigues, os esforços para que o IACS tenha uma casa nova
foram compartilhados pelas gestões dos professores Antonio
Serra, José Marinho, José Maurício Alvarez,
Moacy Cirne, Ana Lopes, Alceste Pinheiro, Sérgio Santeiro
e novamente Antonio Serra.
Trata-se de um projeto coletivo, como devem ser as
gestões de uma universidade pública.
Curso
de Ciência da
Informação recebe prêmio em Brasília
Pesquisadores
das áreas de ciência da informação e
de administração receberam, no último dia 11,
o Emerald Brazilian Research Fund Award, prêmio concedido
pela Editora Emerald, com o apoio da Coordenação de
Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes),
aos dois melhores projetos de pesquisa que unissem qualidade acadêmica
e relevância social. A entrega do prêmio ocorreu durante
as comemorações do nono aniversário do Portal
de Periódicos da Capes.
Um
dos projetos vencedores foi apresentado pelo professor Carlos Henrique
Marcondes, do Departamento de Ciência da Informação
da Universidade Federal Fluminense (UFF). O prêmio foi entregue
pelo vice-presidente da Emerald para as Américas, David Butler,
ao professor Leonardo Cruz, um dos co-autores do trabalho e integrante
do grupo de pesquisa dirigido por Marcondes.“Esse é
o reconhecimento de um trabalho de cinco anos e que gerou duas teses
de doutorado. O grupo está muito feliz”, diz Leonardo
Cruz.
O
projeto vencedor, vinculado à área de Representação
do Conhecimento, pretende refinar os mecanismos de busca dos acervos
das bibliotecas. A idéia é fazer um resumo do problema
de pesquisa que foi efetivamente solucionado por um texto ou artigo
científico. Pode-se dizer, por exemplo, que o autor X, no
artigo Y, mostrou que a substância K causa o efeito Z. Esses
resumos permitiriam que a recuperação da informação
científica em um acervo não se limitasse à
freqüência das palavras-chave, possibilitando uma busca
mais refinada que incluísse as conclusões atribuídas
pelos autores das pesquisas indexadas.
Fonte:
Assessoria de Imprensa da Capes
Alunos
da UFF se
destacam em prêmio da CBN
Um
grupo de alunos do curso de Jornalismo da UFF que participou do
projeto de extensão Universidade no Ar, coordenado pela
professora Ana Baum, irá receber menção honrosa
do Prêmio CBN de Jornalismo Universitário.
A
reportagem sobre catadores de lixo, feita pelos alunos Dilliany
Justino, Jaqueline Deister, Karen Lessa, Larissa Verdier e Sávio
Bruno, ficou entre as três melhores do concurso e vai ao
ar no dia 1º de outubro durante o programa CBN Total. O áudio
do programa também estará disponível no site
da CBN.
Relação
entre cinema e games é tema
de palestra de professor canadense
A UFF recebe esta semana a visita dos professores André Blanchard
e Gilles Methel. ambos ligados à área do audiovisual
e da multimídia e vinculados à Universidade Internacional
de Multimídia (UIM). Nossa Universidade representa a entidade
na América do Sul. Blanchard dá palestra "Games
e cinema: quem influencia quem?", nesta segunda-feira, às
14, na Escola de Engenharia (Rua Passos da Pátria), no bloco
D, sala 330. A palestra, com entrada franca, terá tradução
simultânea.
A
UIM, criada em março de 2005, constitui uma rede internacional
de excelência no campo das tecnologias multimídias
e da
comunicação, de colaboração e troca
de experiências, de valorização da pesquisa
e de mediação do conhecimento.
Estarão
aqui, em missão de cooperação técnico-científica,
os professores
Gilles Methel e André Blanchard. André é da
universidade
do Quebec em Abitibi-Témiscamingue (UQAT) campus de Rouyn-Noranda.
Ele é o Presidente da UIM desde sua fundação
e é um dos responsáveis pelas áreas de cooperação
internacional, cinema, roteiro e multimídia. Gilles Methel
é membro da UIM e trabalha na Escola Superior de Audiovisual
da Universidade de Toulouse le Mirail, onde é professor de
infografia e multimídia e diretor do Laboratório de
Pesquisa
Audiovisual (LARA).
Na
quarta-feira, dia 26, o Professor Blanchard apresenta no IACS,
sala C111, às 11 horas, uma conferência sobre O processo
criativo.
Também aberta aos interessados.
Na
sexta-feira é a vez de o professor Gilles Methel realizar,
no IACS II ( Rua Tiradentes, 148), às 15 horas, um workshop
de infografia, parte de um projeto internacional chamado Os excêntricos,
que faz uma releitura gráfica de personagens dos diferentes
países que compõem a UIM.
Carta
aberta do IACS aos
candidatos a Reitor e Vice-Reitor da UFF
Gestão
2010 - 2014
Em
maio estudantes, professores e técnico-administrativos da
UFF serão convidados mais uma vez a participar da consulta
pública para indicar o Reitor e Vice-Reitor que estarão
à frente da Universidade nos próximos quatro anos.
Um momento que se pode revestir de mera formalidade ou consubstanciar
um desejo político de transformações. Depende
da participação da comunidade acadêmica.
Vivemos hoje uma fase de mudanças significativas na educação
superior. A expansão das universidades públicas é
uma realidade. Está em curso um paradigma que busca um novo
olhar sobre o mundo. A escola representa o espaço do trabalho
coletivo e compartilhado do diálogo e da atitude crítica
e criativa; o lócus privilegiado de compreensão das
grandes questões do mundo contemporâneo e das proposições
transformadoras das desigualdades de toda ordem nele existentes.
Esse cenário indica que a universidade precisará utilizar-se
de novas configurações não só no plano
didático-pedagógico, como também organizacional.
Portanto, para o seu desenvolvimento institucional a UFF deverá
deliberar sobre questões estratégicas que implicam
a mudança da sua estrutura organizacional e acadêmica,
com o conseqüente fortalecimento das unidades.
As áreas que o IACS integra – as artes, a ciência
da informação, o cinema, o jornalismo, a publicidade
e mídia – o corpo docente constituído por cerca
de 130 professores, os discentes que somam em torno de 1.700 alunos
e os técnico-administrativos que totalizam 54 servidores,
elevam o Instituto à condição de personagem
marcante no debate das questões que envolvem a nossa universidade.
Apresentamos a seguir o que consideramos as condições
básicas para que o IACS continue a contribuir para o desenvolvimento
político e acadêmico da nossa Universidade, reafirmando
assim a visibilidade e a importância que sempre teve ao longo
dos 40 anos de existência do Instituto.
COMPROMISSOS DO REITOR E VICE-REITOR
1 REESTRUTURAÇÃO E EXPANSÃO UNIVERSITÁRIA
Implantar mecanismos de acompanhamento para assegurar que a reestruturação
e expansão programada para a UFF seja realizada com a garantia
da qualidade acadêmica.
Linhas de ação
* Valorizar a participação da UFF no programa Reuni,
conciliando o compromisso da expansão com o da qualidade
da educação.
* Expandir e reestruturar as unidades acadêmicas, visando
a qualificação crescente das atividades de ensino
de graduação e de pós-graduação,
pesquisa e extensão, em sintonia com os novos paradigmas
da educação.
* Respeitar a prioridade concedida ao IACS na conclusão do
prédio no campus do Gragoatá, atendendo uma demanda
que se faz presente há pelo menos 22 anos. Somente com o
prédio novo, o IACS poderá cumprir integralmente o
compromisso de criar novos cursos de graduação e ampliar
as vagas dos cursos já existentes.
2 MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO UNIVERSITÁRIA
Implantar uma Política de Modernização da Gestão
Universitária que construa processos de acompanhamento e
avaliação permanentes na administração
dos programas institucionais de modo a garantir a sua efetiva implantação,
com a finalidade de fortalecer a co-responsabilidade de todos os
envolvidos na condução do Projeto Pedagógico
Institucional da UFF.
Linhas de ação
* Preservar os avanços institucionais e aperfeiçoar
instâncias colegiadas importantes, como o Fórum de
Diretores de Unidade, a Comissão Mista de Orçamento
e Metas e o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).
* Adequar as estruturas administrativa, didático-pedagógica,
de pesquisa e de gestão das unidades acadêmicas, de
modo a aumentar sua eficiência, favorecer a inovação
e experimentação pedagógicas e propiciar o
diálogo interdisciplinar entre as áreas.
* Implantar o processo de avaliação institucional
permanente, formativo e democrático, que favoreça
o planejamento global da instituição, corrigindo rumos
e melhorando a qualidade da gestão.
* Realizar mudanças na matriz de divisão orçamentária,
considerando as especificidades das unidades acadêmicas.
* Aperfeiçoar a utilização dos recursos financeiros,
agilizando procedimentos de compra e distribuição
de materiais, diminuindo a burocracia.
3 CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS
Implantar programa de capacitação de recursos humanos,
visando o desenvolvimento de potencialidades e melhorias de desempenho,
capacitando os recursos humanos para responder as
demandas da UFF.
Linhas de ação
* Modernizar o sistema de informação de recursos humanos
da UFF, acompanhando as necessidades atuais e as recomendações
das propostas de reforma do Estatuto da Universidade.
* Capacitar os recursos humanos das unidades administrativas e acadêmicas
para a descentralização e atendimento ao público
* Buscar novas vagas para concurso de professores e de técnico-administrativos,
atendendo às demandas das unidades acadêmicas.
* Implantar um programa efetivo de capacitação didático-pedagógica
do quadro docente da UFF.
* Estimular a capacitação dos técnico-administrativos
em sintonia com a avaliação institucional de modo
a possibilitar a mobilidade e ascensão funcional dos servidores
de acordo com as necessidades das unidades acadêmicas e administrativas
da UFF.
Assim, o Colegiado de Unidade do IACS solicita aos candidatos a
Reitor e Vice-Reitor que se pronunciem e assumam o cumprimento de
nossas propostas, assim como a implantação integral
do projeto do prédio do IACS no campus do Gragoatá
aprovado na Comissão Mista de Orçamento e Metas no
ano de 2009.
Niterói,
abril 2010
IACS
mantém aulas nesta quinta-feira
As
aulas no IACS nesta quinta-feira, dia 22, serão mantidas,
para que os professores tenham condições de cumprir
a carga horária regular das disciplinas, sem necessidade
de alteração no calendário escolar, em meio
a tantas suspensões causadas por motivos de força
maior.
A direção informa que o expediente administrativo
no
IACS será normal.
IACS
retorna as aulas nesta sexta-feira (16/04)
O Colegiado de Unidade do IACS - Instituto de Arte e Comunicação
Social, em
reunião extraordinária, realizada na reitoria da UFF
- Universidade Federal Fluminense, aprovou, por unanimidade, o retorno
das aulas nesta sexta-feira dia 16/04.
Na
reunião foi apresentado laudo técnico da Superintendência
de
Arquitetura, Engenharia e Patrimônio da UFF, que avalia as
condições da encosta ao fundo do terreno do IACS assim
como as condições do bloco D. Uma obra emergencial
será realizada na encosta e foi recomendado a manutenção
da interdição do bloco D, sendo o restante do prédio
liberado.
As
atividades laboratoriais do bloco D estão temporariamente
suspensas e serão transferidas, nos próximos dias,
para estruturas modulares a serem instaladas na frente do prédio
do IACS.
Veja abaixo as fotos do deslizamento e do almoxarifado do
Departamento de Cinema.
fotos: India
Mara
Professor
do IACS debate
sobre indústria cultural na UFRJ
O
Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia Política
da Informação e da Comunicação (PEIC)
da Escola de Comunicação da UFRJ convida para o debate
Estrutura e Concentração das Indústrias Culturais
na América Latina, com a participação de três
dos principais analistas das políticas de comunicação
latinoamericanas na atualidade: Guillermo Mastrini (Un. de Buenos
Aires), Dênis de Moraes (UFF) e João Brant (Intervozes/Instituto
Nupef), com mediação de Marcos Dantas (PEIC-ECO/UFRJ),
no dia 15 de abril, às 15h, no Auditório Prof. Manuel
Maurício de Albuquerque, no Centro de Filosofia e Ciências
Humanas da UFRJ.
Debate:
ESTRUTURA e CONCENTRAÇÃO DAS INDÚSTRIAS
CULTURAIS NA AMÉRICA LATINA
Autores:
Guillermo Mastrini (UBA),
Dênis de Moraes (UFF) e
João Brant (Intervozes/Instituto Nupef)
Mediador: Marcos Dantas (PEIC-ECO/UFRJ)
Data: 15 / 04 / 2010, 15h
Local: Auditório do CFCH, UFRJ, Campus da Praia Vermelha
Organização: PEIC-Eco/UFRJ
Apoio: Instituto Prensa y Sociedad – IPSyS, Faperj.
Informações: peic@eco.ufrj.br
Aluno
de Arquivologia
vence prêmio Láurea Acadêmica
O
estudante do Curso de Arquivologia, Leandro da Silva Paes, formado
no primeiro semestre de 2009, foi contemplado com “Prêmio
Láurea Acadêmica da Universidade Federal Fluminense”,
no dia 05/11/2009, no Teatro da UFF.
A
premiação é destinada ao melhor estudante dos
cursos de graduação da UFF, de acordo com a norma
de instrução do PROAC, onde são reconhecidos
publicamente os aspectos de dedicação e desempenho
nas atividades acadêmicas.
A
Coordenação de Arquivologia enviou comunicado parabenizando
o estudante Leandro, por ter recebido este título concedido
pela PROAC/UFF, como melhor aluno do 1º semestre de 2009.
fonte:ENARA
Coseac
divulga relação
candidato-vaga do IACS
O curso de Comunicação Social, habilitação
Publicidade, está em terceiro lugar entre os mais procurados
no vestibular da UFF, com a relação candidato-vaga de
25,5, atrás apenas de Medicina e Relações Internacionais.
A Comissão de Seleção de Acesso (Coseac) divulgou
a relação vaga-candidato de todos os cursos de graduação
da UFF, entre eles os sete mantidos pelo Instituto de Arte e Comunicação
Social.
Publicidade: 25,5
Jornalismo: 19,5
Cinema e Audiovisual: 14,92
Produção Cultural: 7,52
Estudos de Mídia 4,92
Arquivologia: 4,92
Biblioteconomia: 3,43
A primeira etapa do vestibular da UFF será no próximo
dia 29, domingo, e a segunda etapa. dia 20 de dezembro, com início
previsto sempre para as 8h.
Veja a relação vaga-candidato completa no endereço
www.coseac.uff.br/2010
Conferência
de Comunicação e
tensão com radiodifusores
Por Bruno Lima Rocha , Blog do Noblat
O Brasil está a menos de um mês de um fato inédito
e, não por acaso, o tema é ignorado solenemente pela
maior parte dos cidadãos deste país.
Entre
os dias 14 e 17 de dezembro, em Brasília, delegados estaduais
representando movimentos populares, o Estado em seus distintos níveis
de governo e parcelas dos agentes econômicos do setor, estarão
discutindo a comunicação social brasileira em uma instância
não vinculante.
Ou
seja, o que se debater na Conferência Nacional de Comunicação
(Confecom, http://proconferencia.org.br) não vira lei, mas
pode servir de base para mudanças estruturais no curto e médio
prazo.
Das
várias abordagens possíveis para o tema, vejo como essencial
o debate dos três sistemas de comunicação.
A
Constituição assinada em 1988 prevê no Capítulo
V da Comunicação Social, artigos 220 a 224, definições
que não se verificam na sociedade.
Explico
O
texto da Carta Magna compreende que no Brasil devam existir três
sistemas complementares e não rivais.
Trata-se
dos sistemas privado, estatal e público (não-estatal).
O
primeiro diz respeito aos operadores empresariais que vêem a
indústria da informação, comunicação
e cultura como uma forma de
dividendos econômicos, um negócio.
O
sistema estatal é alvo de disputa, entre fazer uma mídia
dos
poderes, ou pior, chapa branca; ou defender o modelo da BBC inglesa,
quando o Conselho da Entidade é soberano e gestor de orçamento
próprio.
Já
o terceiro sistema, o público não-estatal, tem sua base
montada a partir da Lei 9612/98, quando se regulamenta o serviço
de radiodifusão comunitária, e compreende as mídias
associativas sem fins lucrativos e onde todos os cidadãos de
um determinado território tenham acesso.
O
calcanhar de Aquiles da mídia brasileira é a reprodução
do modo de financiamento baseado na publicidade.
Como
em qualquer outro ramo da economia do país, o definidor da
viabilidade do empreendimento não é a expertise no ramo
de atuação, mas a relação com o Estado
e os poderes de fato.
Este
conceito em economia política se chama “relações
assimétricas”.
O
mesmo se materializa quando os grandes grupos de mídia operando
no Brasil têm nos anunciantes estatais uma fonte fundamental
para fechar a folha de pagamento e cobrir os custos das empresas.
Estas,
afiliadas na Associação Brasileira de Emissoras de Rádio
e TV (Abert) e no seu racha, a Associação Brasileira
de Radiodifusores (Abra) evitam ao máximo pautar o tema do
modelo publicitário oficial.
A
tensão se nota na hora de pôr em pauta o debate, considerando
que a Abert se retira da Confecom e o governo Lula, através
do ministro da pasta, Hélio Costa (ele próprio um radiodifusor),
faz o possível para esvaziar a instância e não
permitir que a mesma se torne referência para o setor.
Entendo
que a Confecom deve traçar os moldes de um novo marco
regulatório e este passa pela forma de financiamento, que se
confunde com o modelo de negócio, ancorado na relação
Empresa-Estado.
A
assimetria se nota quando os três níveis de governo investem
a maior parte dos seus recursos de publicidade na mídia privada.
Isto
impede a instauração dos três sistemas, a sustentação
das
emissoras de tipo estatal e pública, justo por brigarem pela
mesma
fatia do bolo.
Não
por acaso, este assunto os radiodifusores não querem nem ouvir
falar.
Bruno
Lima Rocha é cientista político
www.estrategiaeanalise.com.br
blimarocha@via-rs.net
Artigo postado no Blog do Noblat
FONTE: Site
Pro Conferência de Comunicação
Rio
Grande do Sul aprova projeto
que exige diploma em concursos públicos
Izabela
Vasconcelos, de São Paulo
A
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, por unanimidade,
o Projeto de Lei 236/2009, que torna obrigatório o diploma
de Jornalismo para servidores estaduais. Agora, o PL de autoria do
deputado Sandro Boka (PMDB) deverá ir para sanção
da governadora Yeda Crusius (PSBD).
Sobre o resultado unânime, Sandro ficou surpreso, mas esperava
uma posição favorável da maioria dos deputados.
“Confesso que fiquei surpreso com a unanimidade, mas esperava
uma certa aprovação porque quando o STF derrubou o diploma,
muitos deputados repudiaram a decisão”, explica.
Para ele, com a aprovação do projeto, a Assembleia gaúcha
“valoriza a profissão”. O deputado também
disse que pretende conversar com municípios do estado para
que a medida seja aplicada em todos os órgãos públicos
do estado.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande
do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, disse que a decisão
da Assembleia deve ser copiada por outros estados. “O Legislativo
do Rio Grande do Sul deu um exemplo que deve ser seguido por todo
o País. Foi uma resposta ao STF. Agora só precisamos
fiscalizar para que essa lei seja cumprida”.
Em contrapartida, a PL do deputado estadual Sabá Reis (PR),
que propunha a mesma exigência para os órgãos
públicos do Amazonas, foi vetada pela Assembleia do estado.
UFF
lança jogos eletrônicos infantis
inéditos no mercado de videogames
5/4/2010
Dia
14 de abril, às 18h, no Auditório do Instituto de Geociências,
no Campus da Praia Vermelha, haverá o lançamento de
dois jogos eletrônicos infantis, produzidos na UFF e inéditos
no mercado de videogames.
Os
projetos dos jogos foram desenvolvidos por alunos de graduação
e pós-graduação do Instituto de Computação
e do Instituto de Arte e Comunicação Social da UFF,
têm patrocínio da Secretaria da Cultura do Estado do
Rio de Janeiro, após estarem entre os vencedores da Chamada
Pública 0005/2008 - Audiovisual: Mídias Digitais, na
categoria Jogos Eletrônicos.
Um
dos videogames que será lançado no dia 14, denominado
Jecripe, é direcionado para crianças com Síndrome
de Down, e traz propostas inovadoras para a indústria do entretenimento
e para o tratamento de pessoas com necessidades especiais.
O
outro jogo a ser lançado simultaneamente no evento é
o França Antártica e narra a aventura do índio
Jeró no Brasil e na França do Século XVI, durante
um importante momento de nossa história.
Na
ocasião, as equipes de desenvolvimento dos videogames estarão
presentes para apresentar as versões de demonstração
dos dois jogos, que funcionam nas plataformas Windows, Mac e Web.
fonte:
NUCS
Psicanálise
e Cinema
A
Praxis Lacaniana convida para a exibição do filme A
Partida, ganhador do Oscar melhor filme estrangeiro de 2009. Após
a exibição haverá debate com Marcela de Souza
Amaral, profa. do Depto. de Cinema e Video da UFF e Edméa Roque,
psicanalista da Práxis Lacaniana.
A
Partida segue a história de um jovem que começa a trabalhar
como "Nokanshi", uma espécie de agente funerário,
responsável por preparar o corpo, colocá-lo no caixão
e enviar a pessoa que morreu para o outro mundo, agindo como um guardião
entre a vida e a morte. porem seu trabalho é desprezado tanto
por sua esposa quanto pelas pessoas a sua volta, mas através
da morte é que ele começa a descobrir o verdadeiro sentido
da vida.
Dia
09 / 12 - quarta-feira
às: 18 h.
Campus
do Gragoatá Auditório Macunaíma
Bloco "O" - 2° andar
KODAK Film School Competition 2009
A ABC (Associação Brasileira de Cinematografia) convida
para a próxima
Sessão ABC com exibição dos 6 curtas finalistas
da etapa brasileira do
KODAK Film School Competition 2009:
A Guerra de Arturo - Jorge Enrique Oliveira (ECA-USP) Cinco Minutos - Felipe Chiaramonte (FAAP) Banhos de Mar - Lucas Dolabella Barbi (UFF) Mais uma Noite - Marcella Paschoal Braga (ECA USP) Maresia - Christian Schneider (PUC-RS) Segura na Mão de Deus - Gabriela Benedett
Ramos e
Carolina Krebs (PUC-RS)
Data: 07/12
Horário: 19:30h
Local: Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino - 04021-070 - São
Paulo
(11) 3512-6111 / contato@cinemateca.org.br
Após a exibição ocorrerá um debate mediado
por Lauro Escorel, ABC com os
diretores de fotografia dos curtas.
O EVENTO É GRATUITO!!
Alunos
do IACS promovem
Semana de Comunicação
De 10 e 13 de
novembro, os estudantes do IACS realizam a Semana da Comunicação,
batizada de “Se.com: a estreia”. Concebida por alunos
dos cursos de Jornalismo e Publicidade, a programação
pretende trazer uma visão plural e atualizada sobre a comunicação
nos dias de hoje. As oficinas acontecerão nas salas do IACS
e os debates, no salão nobre da Faculdade de Direito, na UFF
(Rua Presidente Pedreira, 62), no Ingá.
Programação
(ainda sujeita a algumas confirmações de presença)
10 de novembro, terça-feira
Debate:
Democratização da Comunicação
15h
- Oficina Criação
em rádio
Por Agência
Pulsar
Local: IACS, Rua
Lara Vilela, 126, Ingá
Importância
da Conferência Nacional de Comunicação
16h30
- Mesa
1 Olívia Bandeira - Coletivo Intervozes Jean Oliveira
- Executiva Nacional dos Estudantes de
Comunicação Social (Enecos) Noeli de
Almeida - Conselho Regional de Psicologia Irene Cristina
- Mediador
Local: Faculdade
de Direito, Rua Presidente Pedreira, 62, Ingá (Salão
Nobre)
A Concentração
dos Veículos de Comunicação
18h30
- Mesa 2 Cláudio
Salles - Rádio Comunitária Papa Goiaba Marcos
Dantas - Departamento Comunicação Social PUC–
RJ Eduardo
Compan - Chefe de Reportagem da Rádio CBN Patrícia
Saldanha - Mediador
Local: Faculdade
de Direito, Rua Presidente Pedreira, 62, Ingá (Salão
Nobre)
11 de novembro, quarta-feira
Debate: Ética
na Profissão
Reconstruindo
a Propaganda e os Textos Jornalísticos
Por, Kléber
Mendonça e Ana Paula Bragaglia
Local: IACS, Rua
Lara Vilela, 126, Ingá
Estereótipos
na Publicidade
16h30
- Mesa 1 Marcelo Serpa - Professor do Departamento de
Comunicação Social da UFRJ Amaury
Fernandes - Professor Doutor pela EBA Lilian
Ribeiro - Mediador
Local: Faculdade
de Direito, Rua Presidente Pedreira, 62, Ingá (Salão
Nobre)
Qualidade
da Programação Televisiva
18h30
- Mesa 2 Eliana
Monteiro - Professora Doutora da Universidade Cândido
Mendes Arthur
Willian - Coletivo Intervozes e TV Brasil Guilherme
Nery - Mediador
Local: Faculdade
de Direito, Rua Presidente Pedreira, 62, Ingá (Salão
Nobre)
12 de novembro, quinta-feira
Debate: Comunicação
e Sociedade
15h
- Oficina
Mostra de Fotografia Escola
de Fotógrafos Populares da Maré
Local: IACS, Rua
Lara Vilela, 126, Ingá
O papel
do Comunicador na Sociedade
16h30
- Mesa 1 Marcelo
Salles - Correspondente, no Rio de Janeiro, da Revista Caros
Amigos e Editor de Dia-a-dia do Fazendo Média Gustavo
Barreto - Fórum de Mídia Livre (FML) e consciencia.net Flávia
Clemente - Mediador
Local: Faculdade
de Direito, Rua Presidente Pedreira, 62, Ingá (Salão
Nobre)
O Papel
dos Cursos de Comunicação
18h30
- Mesa 2 João
Batista - Professor do Departamento de Comunicação
Social da UFF Lúcia
Maria Araújo - Jjornalista e Gerente Geral do Canal
Futura (a confirmar) Jânio
de Freitas - Jornalista do Folha de São Paulo Flávia
Clemente - Mediador
Local: Faculdade
de Direito, Rua Presidente Pedreira, 62, Ingá (Salão
Nobre)
13 de novembro, sexta-feira
19h – Festival de Curtas
Local: No CineArte-UFF,
R. Miguel de Frias, 9, Icaraí
Morre
Narciso Lobo,
Ex-Presidente do DACO
O jornalista e professor Narciso Lobo, do curso de Comunicação
Social da Universidade Federal do Amazonas, morreu na madrugada de hoje,
em Manaus, vítima de câncer. Formado em Jornalismo nos
anos 70 pelo Instituto de Arte e Comunicação Social, Narciso
Júlio Freire Lobo, 59 anos, foi um dos primeiros presidentes
do Diretório Acadêmico de Comunicação na
UFF. No Rio, trabalhou como repórter da sucursal do Estado de
S. Paulo, na época em que o jornal da família Mesquita
enfrentava a censura prévia imposta pelo regime militar.
De volta a seu estado de origem, Narciso ingressou como professor na
UFAM, onde se tornou pró-reitor de extensão. Com doutorado
em Ciências da Comunicação na Universidade de São
Paulo, ele integrava atualmente o corpo docente do programa de pós-graduação
em Sociedade e Cultura da Amazônia.
No artigo "Uma profissão contra a parede", publicado
em 2005, Narciso Lobo ressalta as diferenças de compromisso entre
o jornalismo particado até a década de 60 e o exercido
nos dias de hoje:
"Precisamos mostrar, com estudos bem fundamentados, a diferença
entre o jornalismo praticado até meados dos anos 1960, destinado,
no geral, a confirmar o poder de quem o exercia, pela corrupção,
pelo coronelismo ou pelo dinheiro, e as alterações, técnicas
e éticas, num crescendo, proporcionadas pela formação
universitária, pela pesquisa e pela dignidade de uma profissão
legal e socialmente reconhecida.
Essas mudanças são visíveis não apenas nas
metrópoles, mas principalmente nos mais distantes e isolados
pontos desse país continental, onde a profissionalização
do trabalho jornalístico vem lentamente rompendo com a tutela
dos velhos donos da verdade.
Como se vê, todo o debate sobre a comunicação, e
do jornalismo, em particular, está umbilicalmente ligado ao projeto
que se tem para o país.
Não podemos sequer sonhar com uma luta puramente corporativista.
Seria apostar no atraso e entregar o ouro para o bandido."
De aguçado espírito crítico, Narciso Lobo, poeta
e escritor, certamente deixará saudades entre os colegas da academia
e do jornalismo.
Diploma de Jornalismo:
"Você não vale nada mas eu gosto de você"
Enfoque
UFF - www.uff.br/enfoque_uff Alunos e professores de jornalismo da UFF
falam sobre a necessidade (ou não!) da obrigatoriedade do diploma
para exercer a profissão
Discurso
da Oradora Raquel Júnia de Magalhães
Bom dia a todos
e todas. Estimados professores, familiares, amigos, colegas, companheiros
e companheiras. Formarmos em cinema, jornalismo e publicidade é
hoje o que nos traz aqui.
É esse
o momento de ver reconhecido o nosso esforço, nossa dedicação,
nossa trajetória que seguramente era um sonho para muitos de
nós. Alguns saímos de outras cidades para estarmos aqui,
e chegando em Niterói, apesar das dificuldades de moradia e
outras tantas, tivemos o acolhimento dos colegas nativos, vamos dizer
assim.
É difícil
essa tarefa de falar por uma turma tão heterogênea. Muitos
de nós não nos conhecemos muito bem pelas especificidades
de nossas habilitações, pelas diferenças no ritmo
com que cada um de nós cumpriu as disciplinas que nos trouxeram
hoje até aqui. Mas tentarei traduzir nesse pouco tempo alguns
sentimentos que devem ser comuns a todos nós.
Primeiro quero
falar da nossa Universidade. E como bem fez um amigo que também
se formou aqui há dois anos, agradecer ao povo brasileiro por
ter nos proporcionado essa formação. Me recordo muito
de um dia, véspera de feriado, eu já estava com a mala
pronta para passar o recesso na minha cidade. Precisava ir ao estágio
de manhã, voltar para casa e pegar as coisas para ir viajar.
De repente lembro que não tinha quase nada em casa para preparar
o almoço e o tempo era pouco. Mas aí o campus do Gragoatá
estava no meu caminho e também o bandejão. Fui até
lá, estava vazio nesse dia, sem filas. Almocei emocionada pensando
o quanto a universidade pública estava me oferecendo naquele
momento. Não só uma sala de aula, ainda que precária,
os professores, o conhecimento. Mas naquele momento, ela estava sendo
mais do que isso. Era como se fosse a minha mãe, não
deixando que eu viajasse sem ter almoçado. Pensei o quanto
seria maravilhoso se todos os jovens com 20, 25 anos, como eu, tivessem
tido essa oportunidade. Somos privilegiados, meus colegas. Sei que
muitos de vocês sabem disso.
Talvez a melhor
forma de retribuir esse privilégio seja trabalhando para que
nunca se considere natural que apenas 13% dos jovens brasileiros estejam
na universidade. Nas públicas, são menos de 4%. Deixo
aqui o agradecimento dessa turma a essa universidade, a esse povo
que pagou com seus impostos esse sonho, e a esperança de que
os estudantes que por aqui passarem tenham essa consciência
de torná-la cada vez mais pública e mãe dos jovens
brasileiros.
Somos comunicadores
– cineastas, publicitários, jornalistas. E hoje devemos
nos perguntar, pensar em cada ensinamento que tivemos aqui, cada vivência,
cada conversa no IACS ou num bar da Cantareira, cada reunião
do DACO, o que é sermos comunicadores? Creio que essa pergunta
pode ter um sentido para cada um, mas quero lembrar aqui as palavras
de Paulo Freire, educador brasileiro, que acredita que a comunicação
é acima de tudo um diálogo. “O diálogo
é uma relação horizontal de A com B. Nasce de
uma matriz crítica e gera criticidade. Quando dois pólos
do diálogo se conectam assim, com amor, com esperança,
com fé um no outro, se fazem críticos na busca de algo
comum. Só aí existe comunicação, só
o diálogo comunica”.
Peço que
façamos deste diálogo proposto por Paulo Freire nosso
método de atuação pelo resto de nossas vidas.
Estamos num momento confuso, de crise financeira, mas também
de valores, de informação. Somos a todo momento pressionados
pelos imperativos desse sistema, o imperativo financeiro, o do sucesso,
o do reconhecimento. Estamos perdendo conquistas de outros que lutaram
antes de nós. Mas precisamos lembrar que ainda assim nossa
capacidade de criação, de inquietude, de rebeldia pode
estar acesa. Somos seres históricos e que constrói a
história, obviamente dependendo das condições
de cada processo histórico.
Como comunicadores
temos em nossas mãos possibilidades incríveis, uma das
mais fantásticas talvez seja a de amplificar vozes. À
nossa volta temos milhares de histórias para contar, milhares
de situações que não são naturais e não
são impossíveis de mudar. Que o cotidiano, a vida à
nossa volta, o sofrimento e a alegria do nosso povo sejam as principais
matérias- primas da construção do nosso fazer
comunicacional. Muito mais do que isso, que as fantasias, os sonhos
grandiosos, a revolta nos impregne sempre em nosso trabalho.
Nossas tarefas
não são poucas, mas são muito justas. Desejo
meus colegas, professores, amigos e familiares aqui presentes que
não percamos nunca nossa capacidade de sonhar. A passagem por
essa Universidade representou muito em nossas vidas, nos foi fazendo
a cada dia diferentes. Lembram a história do Rio, que uma mesma
pessoa não banha duas vezes no mesmo rio – a pessoa mudou
e água do Rio também, pois é estamos aqui, transformados
em seres que a UFF ajudou a construir. Como dizem em outros países
da nossa América Latina, ojalá! Ojalá um dia
nos reencontremos, e quem sabe num mundo um pouco melhor, com lembranças
maravilhosas para contar desse tempo em que passamos na UFF e com
o coração cheio de esperanças na nossa transformação,
na transformação da nossa comunicação,
do nosso mundo.
Estamos aqui
para sonhar, para construir, e foi por isso que a sociedade brasileira
nos garantiu essa possibilidade de entrarmos numa universidade. Que
nunca percamos essa gratidão e esse compromisso. Quando amigas
muito queridas me indicaram para ser oradora, eu disse que o faria
com os meus sentimentos mais profundos. Não sei se atingi os
objetivos de todos os colegas que estão formando aqui, se não,
peço desculpas. O melhor dos meus sentimentos que posso transmitir
para vocês hoje é a Esperança e a capacidade de
acreditar que podemos construir outros valores. Muito obrigada, parabéns,
caros colegas comunicadores!
Professor de Cinema da UFF é eleito coordenador da Associação
Brasileira de Preservação Audiovisual
26/6/2009
fonte:NUCS
O professor do
curso de Cinema e Audiovisual da UFF Rafael de Luna Freire foi eleito
na última segunda-feira, dia 22 de julho, coordenador da Associação
Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA), durante
o 4º Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais, no
festival CineOP, realizado em Ouro Preto.
A ABPA foi fundada
em 2008 agregando arquivos, entidades e profissionais unidos pelo
objetivo de preservação do audiovisual no Brasil, que
inclui conservação e acesso ao patrimônio audiovisual
brasileira, com filmes e vídeos dos mais diferentes tipos,
tanto obras de cinema e televisão, quanto filmes familiares,
institucionais, jornalísticos e publicitários.
Ao final do 4º
Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais, a Comissão
Executiva da ABPA divulgou a Carta de Ouro Preto 2009 que aponta as
desiguais condições de preservação do
patrimônio audiovisual brasileiro em diferentes partes do país
e reivindica uma política pública específica
e sistemática que contemple o campo da preservação
das imagens em movimento.
Meu
nome é Felipe Pena. Sou jornalista, professor da Universidade
Federal Fluminense, doutor em literatura pela PUC Rio, pós-doutor
em
semiologia pela Sorbonne e faço um risoto de frutos do mar
muito
apreciado pelos colegas da imprensa que frequentam a sala de jantar
da
minha humilde residência. A maioria insiste diariamente para
que eu
abra um restaurante, sugestão que nego com veemência,
apoiado em um
único argumento: não tenho formação adequada.
Perdoe-me
pela sinceridade, mas se você achou que o primeiro parágrafo
foi irônico é tão preconceituoso quanto os jornalistas
que se
indignaram com a fundamentação do ministro Gilmar Mendes
ao derrubar a
exigência de diploma para o exercício do jornalismo.
Por que gritaram
tanto ao ouvir a comparação entre jornalistas e cozinheiros?
Por que
se sentem superiores aos colegas da gastronomia? Por acaso somos
melhores ou mais sofisticados? Talvez mais eruditos? Claro, nós
lemos
Balzac, Joyce, Proust, Foucault, Deleuze. Mas essa não é
a
bibliografia dos cursos de letras ou de sociologia?
Pela
lógica da obrigatoriedade, passaremos a exigir o diploma de
letras para qualquer um que escreva romances ou se arrisque nas
estrofes de um poema. Da mesma forma, só poderá exercer
o pensamento
crítico sobre a sociedade quem passar pelos bancos empoeirados
das
escolas de ciências sociais. Aliás, este epíteto
- ciência - é parte
do problema.
Um problema que começa justamente na universidade.
Nossos
doutores da Academia falam despudoradamente em ciências da
comunicação, mas onde está a ciência?
Qualquer
jornalista sabe que sua atividade está ligada a aptidões
artísticas, ao bom e velho talento, a uma boa dose de coragem
e,
principalmente, à capacidade de se comunicar com o público.
Claro que
não é só isso: lidamos com técnicas específicas
e com valores morais
que afetam a sociedade. Mas isso também não é
ciência e tampouco se
aprende na universidade.
Então,
para que servem as faculdades de jornalismo? A resposta é
simples: para aprender a fazer um bom risoto. Se você tiver
alguns
professores acostumados com o manejo das panelas e outros bem
informados sobre os temperos, talvez alcance o objetivo. Mas só
vai
completar o aprendizado quando chegar à cozinha e tomar uma
bronca do
chefe: o chefe de reportagem.
Infelizmente,
o ambiente universitário contempla poucos professores
interessados em gastronomia. Os pratos são servidos frios,
não têm
sabor. Falta pimenta e sobra chuchu na maioria das receitas. A
Academia é um inverno de fome, mas é a vaidade dos cozinheiros
que
atrofia as glândulas gustativas.
Os
professores somos corporativistas. O verbo é inclusivo porque
a
crítica não me isenta de culpa. Na universidade, principalmente
nos
cursos de mestrado e doutorado, utilizamos uma linguagem hermética
-
escondida sob o véu de ciência - como estratégia
de poder para
perpetuar nosso lugar nas cátedras douradas da Academia. O
discurso é
claro: se você não me entende é porque ainda não
alcançou o meu nível, mas se estudar muito um dia chega
lá. Não é de estranhar que nossos alunos se
sintam superiores. Afinal, ninguém fala em epistemologia ou
em
hermenêutica nos cursos de culinária.
Sou
favorável ao diploma de jornalismo, o que não significa
defender a
obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.
Na
introdução de um livro que publiquei em 2005 (Teoria
do jornalismo,
Ed. Contexto), tinha uma opinião diferente, mas acho que precisamos
rever nossas conclusões sobre o tema. Se eu fosse diretor de
um
jornal, daria prioridade aos profissionais formados nas boas escolas
de comunicação (aquelas que têm cozinheiros talentosos),
mas não
excluiria sociólogos, advogados ou economistas, cujas habilidades
podem ser úteis ao jornalismo.
Lá
em casa, o risoto continuará a ser servido, mas o restaurante
fica
pra depois. Quando me formar em gastronomia, convidarei os amigos
(se
ainda os tiver) para ler o jornal que os garçons vão
produzir. Só não
sei se o editor-chefe será o sommelier ou o maitre.
Bom
apetite!
Reflexões
de um aprendiz de cozinheiro
Nesses 55 anos
de estrada, confesso que vivi. Profissional e afetivamente. Mas que
me perdoe Pablo Neruda, nunca aprendi a cozinhar. Sei apenas de cozinha
de jornal. Aquele trivial simples, como fazer títulos e linhas
de apoio, legenda e texto-legenda, chamada, macaca e outros adereços.
Aprendi a botar tempero na matéria alheia, numa época
em que o copidesque do Jornal do Brasil estava repleto de gurmês
de fino trato. E eu, apenas um aprendiz de cozinheiro.
Nesses 35 anos
de janela, compreendi que a paisagem nos oferece várias lições
e que nos cabe assimilá-las ou não. A universidade se
apresenta como um balcão de ofertas. Uma oferta democrática
porque permite a aprendizes conhecer, experimentar, refletir, enfim
preparar receitas que, espera-se, algum dia serão destinadas
à sociedade. No espaço da sala de aula pode-se sim ensinar
técnicas jornalísticas. Se não acreditasse nisso,
preferiria pedir demissão.
Quando um poder
supremo desmerece uma profissão desqualifica também
sua formação. Ignora o longo tempo de dedicação
de jovens que buscam nos bancos escolares ascensão social e
a perspectiva de encontrar um lugar digno na sociedade, sem depender
de favores, práticas de nepotismo ou arranjos partidários.
Talvez seja essa
possibilidade que incomode tanto. Silenciosamente, a universidade
pode contribuir para dotar cidadãos das mais variadas origens
sociais de uma reflexão crítica, sem qual ele não
exerceria qualquer profissão de nível superior na sua
plenitude.
Como repórter,
aprendi que a maioria dos jornalistas não costuma ser convidada
para banquetes e aqueles que o são correm o risco de pagar
uma conta alta na carreira. Certa vez, ao entrevistar um empresário
durante um coquetel para o qual eu não fora convidado, arranquei-lhe
algumas respostas enquanto ele degustava tranquilamente um camarão,
sem ao menos ter a educação de oferecer ao entrevistador.
Interpretei aquela atitude como um recado, que marcava a distinção
do lugar social entre os dois personagens.
Os filmes de Buñuel
ensinam como as refeições representam um lugar de exclusão
e inclusão na sociedade burguesa. A constatação
nos ajuda a entender a metáfora do ministro onipotente. Novamente
a demarcação entre os que sentam à mesa do banquete
e os que preparam a comida. Sem diploma, e portanto sem os benefícios
econômicos que dele advêm, o que se deseja é que
fiquemos sempre condenados a preparar a comida alheia, especialmente
a dos comensais de banquetes.
Aos jovens cozinheiros,
candidatos a chefes de cozinha, fica a advertência. Não
confundam o lugar do jornalista com os dos representantes da Sociedade
Interamericana de Imprensa (SIP), principal articuladora do lobby
que derrubou a obrigatoriedade do diploma.
O vietnamita Ho
Chi Minh – cozinheiro da colonial Marinha francesa –,
nos mostrou que é possível um pequeno Davi de olhos
puxados sair vitorioso na luta contra Golias. A nossa é a do
feijão com arroz contra o supreme de frango, com ou sem a ironia
de penas.
João Batista de Abreu
Jornalista com diploma
Curta Fim de linha conquista
coração dos cardiologistas
Com
o curta-metragem Fim de linha, o estudante Thiago Sturch, do curso
de Cinema da UFF, foi o grande vencedor do 1º Festival Cinema
do Coração, promovido pela Sociedade de Cardiologia
do Estado de São Paulo (Socesp). Thiago conquistou os prêmios
de melhor curta, no valor de R$ 12 mil, melhor direção
(R$ 2,5 mil) e o troféu de melhor contribuição
médica.
Fim de linha, uma animação de 90 segundos feita no programa
flash de computação, mostra as reações
de um aparelho de eletrocardiograma quando alguém não
cuida bem do coração. O objetivo da Socesp com o festival
foi usar o poder de persuasão do audiovisual para alertar a
população para os riscos das doenças cardíacas.
Os 54 filmes inscritos, vindos de 11 estados e do Distrito Federal,
deveriam tratar do tema coração, no sentido literal
ou metafórico.
O curta Cardiopatia, dos estudantes Martinho Hoffman e Érika
d’Alessandro, também do curso de Cinema da UFF, ficou
entre os 14 finalistas. A entrega dos prêmios foi realizada
no Cine Reserva Cultural, na Avenida Paulista, em São Paulo.
O júri foi formado por dois cardiologistas e pelo cineasta
Edu Felistoque. O 1º Festival Cinema do Coração
concedeu ainda os prêmios de melhor ator (César Cerdadeiro,
do Rio de Janeiro, por Quando o universo conspira), melhor atriz (Áurea
Montebello, da Bahia, por Breve Passeio) e melhor roteiro (Raoni Assis,
de Pernambuco, por Hotel do coração partido).
Prezado(a)
professor(a),
Temos o prazer de
comunicá-lo(a) que o curso de Cinema e Vídeo do(a) Universidade
Federal Fluminense - Niterói foi estrelado na avaliação
de cursos superiores realizada pelo Guia do Estudante (GE) e constará
da publicação GE Melhores Universidades 2009.
Ao clicar aqui,
o(a) senhor(a) visualizará o selo de qualidade referente à
avaliação, para que a instituição possa
utilizá-lo em seu material de comunicação e divulgação.
Atenciosamente,
Fabio Volpe
Diretor de Redação
Guia do Estudante – Editora Abril
www.guiadoestudante.com.br
www.melhoresuniversidades.com.br
Vitamina
debate estratégia para
vencer a guerra pelo consumidor
Durante
três dias desta semana professores e estudantes de Publicidade
da UFF discutirão estratégias para conquistar o consumidor,
no seminário Vitamina, no auditório Florestan Fernandes,
bloco D do campus de Gragoatá.
O evento acontece terça, quarta e quinta-feira (dias 20, 21 e
22), sempre a partir de 19h.
O Vitamina deste ano tem como tema a guerra no mercado publicitário
e a disputa pelo consumidor. Além dos debates, o evento traz
uma série de novidades, como o uso de twitters na publicidade.
Começa
terça-feira, dia 27, o ANIM ! ARTE (8º Festival Brasileiro
Estudantil de Animação), no auditório Florestan
Fernandes, bloco D, no campus de Gragoatá. A mostra competitiva
de cinema de animação dos ensinos médios e fundamental
será abertura às 13h30min.
O ANIM ! ARTE terá ainda palestras, oficinas e aulas de modelagem,
pintura e cenários. A entrada é franca. Veja a programação.
Veja
a programação
Fotos
da Confraternização no IACS
Confraternição
no IACS comemora
40 anos do curso de Comunicação Social
Mais
de 100 ex-alunos, estudantes, professores e servidores estarão
reunidos no próximo sábado, dia 13, a partir de 13h, numa
confraternização no IACS para lembrar os 40 anos do curso
de Comunicação Social da UFF.
Haverá
exposição de fotos antigas de turmas que passaram pelo
IACS, convites de formatura e exibição de filmes e vídeos
produzidos pelos alunos ao longo dessas quatro décadas de história.
Será
servida uma feijoada e vendida uma camiseta comemorativa dos 40 anos
do curso, mas os interessados devem fazer as encomendas pelo endereço eletrônico
Como
Comer um Elefante,
2008, Jansen Raveira, 5,45 min, (Animação digital)
Ganhou os 03 principais prêmios do Animarte 2008,
festival promovido pela PUC:
- Melhor filme do Júri Popular
- Melhor filme do júri Oficial
- Prêmio Canal Futura
Um prêmio em dinheiro de tres mil reais.
PARABÉNS JANSEN! SEU FILME MERECE!
Abraços do Curso de Cinema,
A Moreno.
Iacs
comemora 40 anos com ação social e
lançamento da pedra fundamental da nova sede
14/11/2008
fonte: Núcleo de Comunicação Social
da UFF
Com
a presença de ex-diretores do Instituto de Arte e Comunicação
Social (Iacs), inclusive da primeira diretora, Hagar Espanha Gomes,
o reitor Roberto Salles presidiu, no dia 13, a sessão comemorativa
dos 40 anos do instituto, que incluiu a entrega de título de
posse a três moradores do morro da Rua Lara Vilela, nos fundos
do Iacs, e uma carreata até o Campus do Gragoatá, onde
foi fincada a bandeira do Iacs, ao lado da pedra fundamental da sede,
que será erguida em terreno ao lado da Biblioteca Central.
A
cerimônia contou com a presença de representantes de
várias associações de moradores e de moradores
das vizinhanças do instituto, além do vice-reitor, Emmanuel
Paiva de Andrade; da diretora do Iacs, Mara Eliane Fonseca Rodrigues;
e de professores e funcionários da UFF. Para o presidente da
Associação de Moradores da Lara Vilela, Fernando Alexandre
Fernandes, esse foi um momento histórico.
Bogado
Bogado
Bogado
Larissa
Verdier
Reitor Roberto
Salles, ao lado do vice-reitor
Emmanuel Andrade, finca a bandeira do Iacs,
no terreno onde será construída a nova sede
Segundo
a coordenadora do Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais
e Urbanos (Nephu), a arquiteta Regina Bienestein, responsável
pelo projeto de regularização, são apenas três
títulos, mas ela também concorda em que eles representam
um momento emblemático, porque o ato mostra a universidade
pública cumprindo seu papel, e também aos moradores
que "há uma luz no fim do túnel e que é
possível ter sucesso na luta pela posse da terra e que a UFF
contribuiu para isso". Para a universidade, é importante
por formar profissionais mais preparados para enfrentar os problemas
que as áreas urbanas trazem e verificar como é dura
a luta pela posse da terra, no país.
Ao lado da pedra
fundamental, foi
plantada também uma muda de flamboyant,
árvore-símbolo do Iacs
Ligação
entre o
Nephu e a Lara Vilela
Há
15 anos, afirma Regina Bienenstein, a associação de
moradores da Rua Lara Vilela procurou o Nephu, com o pedido de que
os auxiliassem na luta pela regularização fundiária,
pois o núcleo já tinha esse trabalho de assistência
técnica à comunidade. Primeiro entraram os alunos da
disciplina Projetos de Habitação Popular, fazendo os
primeiros levantamentos, que tiveram continuidade com as bolsas de
extensão e, em 2004, se iniciou uma parceria com a Prefeitura
de Niterói, que vigorou até 2007.
Solenidade de entrega dos títulos de posse
Nesse
período, de parceria com a prefeitura, o Nephu teve condições
de fazer todos os projetos de redesenho urbanístico e os projetos
de correção de situações de risco geotécnico
para então criar os projetos de implantação de
cinco moradias. Uma delas foi construída pela prefeitura e
parte da solução para evitar o risco de deslizamento
foi executado. O projeto de redesenho previa abertura de um trecho
de via na parte superior do morro, que foi implantada pela metade.
Após
2007, o Nephu continuou com a parte jurídica e administrativa
da regularização fundiária, que é o que
culminou com a titulação, agora entre aos moradores,
que é uma concessão especial de uso para fins de moradia.
Morador do morro da Rua Lara Vilela
recebe das mãos do reitor o título
Os
três moradores, Josuel Gomes da Silva, Carlos Elvan de Figueiredo
Silva e Gilson Bonfim Santos do Nascimento, são os que estavam
na área da UFF. O morro da Lara Vivela ainda tem 47 famílias
vivendo em áreas do INSS e sete em terrenos privados, para
os quais o Nephu já entrou com o processo de usucapião
e está acompanhando o seu desenrolar.
Professor José
Maurício Alvarez entrega ao reitor uma cópia do número
zero do jornal Casarão, que contém as aspirações
do Iacs e já apontava para a vontade de o instituto ter um
espaço no Gragoatá
Alunos
de Jornalismo participam
de concurso do Ministério Público
Os
alunos do quinto período do curso de Jornalismo, Dilliany Justino,
Frederico Cursino, Larissa Verdier e Jaqueline Deister participam
de concurso promovido pelo Ministério Público da União
(MPU) sobre Direitos Humanos, com a reportagem radiofônica “Sem
vergonha de ser puta”.
A
matéria foi o trabalho final da disciplina Introdução
ao Radiojornalismo, ministrado pela Prof. Ana Baum, com apoio do Lab.
Áudio do IACS-UFF. Os estudantes questionam na reportagem o
preconceito sofrido pelas prostitutas e retratam o trabalho desenvolvido
por uma instituição que defende os direitos dessa classe:
a ONG DA VIDA. Entre as atividades realizadas por essa organização
está a grife DASPU, que ganhou grande repercussão nacional
e internacional a partir de sua criação em 2005.
Estudante
do IACS vai cobrir
eleições nos Estados Unidos
Natalia
Weber e Gabriel Schmidt
O
estudante Marcos Werneck de Vasconcelos, do sexto período do
curso de Jornalismo da UFF, viaja no próximo sábado,
dia 25, para Raleigh, na Carolina do Norte, para acompanhar de perto
as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Ele foi
um dos 20 universitários selecionados para participar do concurso
organizado pela embaixada norte-americana no Brasil e a Universidade
da Carolina do Norte.
Setecentos alunos dos cursos de Comunicação, Ciências
Sociais e Relações Internacionais de vários estados
se inscreveram. No Estado do Rio, foram escolhidos dois estudantes
de Jornalismo: Marcos e um aluno da Escola de Comunicação
da UFRJ. A maioria dos jovens selecionados cursa universidades públicas.
Para participar do concurso, os candidatos tiveram que apresentar
o histórico escolar e escrever um depoimento, em inglês,
sobre o interesse e a importância de conhecer de perto as eleições
dos Estados Unidos. Para Marcos, de 21 anos e natural de Petrópolis,
a viagem significa uma experiência nova. “Nunca viajei
para fora do país. Lá, vou poder conhecer melhor o processo
e desenvolver o meu próprio trabalho de cobertura”, explica.
O estudante de jornalismo da UFF pretende aproveitar a viagem para
fazer reportagens sobre as eleições norte-americanas.
Em seus planos, está a construção de um blog
para publicar o material produzido. “Ninguém me pediu
nada em troca, mas quero mostrar a quem está no Brasil como
tudo funciona lá. Vou levar uma câmera digital e comprar
um notebook. Além disso, peguei com alguns professores umas
pautas interessantes. Dá para fazer um trabalho muito legal”,
garante Marcos.
O futuro jornalista espera alcançar visibilidade de produção
e, com isso, garantir um futuro na cobertura política, área
que sempre despertou interesse antes mesmo de entrar para o IACS.
“Quero construir uma vida profissional que me permita tocar
meus próprios projetos e voar mais alto”, planeja Marcos.
No último dia do prazo, Marcos descobriu que ainda era preciso
redigir um longo depoimento pessoal. “Passei a tarde com fome
em uma lan house para completar o cadastro”, conta. O esforço
funcionou. O estágio de cinco meses na redação
da Folha Dirigida foi encerrado.
Os
aprovados no concurso viajarão para São Paulo na quinta-feira,
dia 23, e no sábado, seguem para os Estados Unidos, onde permanecerão
durante duas semanas com todas as despesas pagas. Na Universidade
da Carolina do Norte, o grupo vai participar durante 10 dias de palestras
sobre o processo eleitoral dos EUA, junto com turmas de estudantes
norte-americanas. Depois os brasileiros vão para Washington,
onde acompanham o pleito, marcado para 4 de novembro.
A
Imprensa e o Ministério PúblicoFederal Por João Paulo Gondim e Pedro H. Soares
As
manchetes acima são uma parte ínfima das 449 matérias
publicadas em 2008, até 19 de outubro, na Folha de S.Paulo,
e dos 793 registros na versão eletrônica do jornal O
Globo, no mesmo período, que abordam a atuação
de um dos ramos do Ministério Público da União
(MPU), o Ministério Público Federal (MPF).
O
Ministério Público Federal
O
MPF atua em casos que envolvam bens, serviços ou interesses
da União, de suas autarquias (Universidade Federal Fluminense,
Banco Central, por exemplo) e empresas públicas federais (Empresa
Brasileira de Comunicação, Casa da Moeda, entre outras).
Os processos tramitam nas varas da Justiça Federal - procuradores
da República e procuradores regionais da República oficiam
esses casos - além do Superior Tribunal de Justiça (STJ),
cujo parecer sobre o processo é dado por um subprocurador geral
da Republica.
Se
necessário, o processo chega ao Supremo Tribunal Federal (STF),
onde o MPF é representado pelo procurador-geral da República.
Esse procurador é nomeado pelo presidente da República
a partir de lista tríplice elaborada pela Associação
Nacional os Procuradores da República (ANPR) e aprovado por
votação no Senado. O mandato dura dois anos e pode ser
prorrogado por igual período. O atual chama-se Antônio
Fernando de Souza e está no cargo desde 30 de junho de 2005.
Foto:Luiz Antônio
/ PGR
Posse do Procurador-Geral
da
República Antônio Fernando de Souza
A
Imprensa
"Todo
jornalista deveria cultivar fontes no
MPF", Leandro Fortes, repórter da Carta Capital
Os
dois jornais com maior tiragem do país não são
os únicos a se esbaldarem no manancial de pautas que se tornaram
as ações do MPF. As atuações da mídia
e do MPF tornaram-se complementares.
Se
por um lado os processos iniciados pela instituição
servem de matéria-prima para os jornalistas, por outro a aparição
nas manchetes garante visibilidade aos casos, e a sociedade se informa.
Desta forma, tornou-se corriqueira a presença da instituição
no noticiário de outros impressos, rádios, televisões
e sites.
Manchetes
de diversos veículos abordam atuações do MPF
Muitos
jornalistas acompanham ações civis públicas ajuizadas
por procuradores e conhecem as Procuradorias da República -
representações físicas do MPF. É o caso
de Leandro Fortes, repórter da revista CartaCapital e autor
do livro Jornalismo Investigativo (editora Contexto). Ele mantém
constante diálogo com membros da instituição.
foto: CartaCapital
Leandro Fortes
é autor do livro
Jornalismo Investigativo
“Cultivo
fontes no MPF e acho que todo jornalista deveria cultivá-las,
em todo o Brasil. Elas são fundamentais para garantir o acesso
livre de jornalistas a informações que muita gente gostaria
de ver escondidas”, afirma o repórter, ressalvando que
as ações do MPF devem ser “o primeiro passo para
a investigação jornalística, não a notícia
em si”.
O
fenômeno da interação da mídia com os procuradores
começou após a Constituição de 1988, que
em 5 de outubro completou duas décadas.
Até a promulgação da atual Carta, o MP defendia
judicialmente a União e seus órgãos, assemelhava-se
à atual Advocacia-Geral da União (AGU). De acordo com
Leandro Fortes, “era uma figura decorativa e incompreensível,
de atuação tímida e vinculada aos donos do poder”.
A
atual Carta Magna incumbiu o MP da proteção da ordem
jurídica, do cumprimento das leis, da democracia e dos interesses
sociais e individuais indisponíveis, que são o direito
à vida, à liberdade, ao patrimônio cultural, à
saúde, entre outros de igual importância.
“É outra a instituição que emergiu em 1988.
Primeiro pelo leque diversificado de suas atribuições.
Ao contrário da maioria dos países em que a função
ministerial se restringe às questões criminais, no Brasil
a atribuição avançou para a proteção
dos interesses coletivos e difusos. Foi a resposta mais inteligente
que o constituinte soube dar a uma nova ordem de demandas que se formava
nas sociedades ocidentais: questões ambientais, proteção
de minorias, patrimônio cultural, direitos sociais etc. Particularmente
o MPF pós 88 nada tem a ver com o que existia antes, quando
acumulava as funções de advogado da União. Houve,
isto sim, a refundação da instituição
como um todo”, explica a procuradora regional da República
Silvana Batini, há quinze anos no MPF do Rio de Janeiro.
A Constituição dividiu o MP em Ministérios Públicos
estaduais - onde atuam os promotores - e MPU. Este, além do
MPF, abrange outros três ramos independentes entre si: Ministério
Público Militar (MPM), Ministério Público do
Trabalho (MPT) e Ministério Público do Distrito Federal
e Territórios (MDFT). Instituiu-se um MP à parte, o
Eleitoral (MPE), cujos membros pertencem ao MPU e MPF. O chefe do
MPU é o procurador-geral da República, que acumula as
chefias do MPE, onde exerce o cargo de procurador-geral Eleitoral,
e do MPF.
“O
MPF passou a ser uma referência de fiscalização
dos preceitos constitucionais e inaugurou uma parceria com a imprensa,
a Polícia Federal e a Justiça Federal, tendo modificado,
em grande escala, a conjuntura política e social do país”,
diz Fortes.
Foram tantos os recursos dados ao MP, que se tornou recorrente ouvir
que a instituição passou a ser o “quarto poder”,
designação tradicionalmente concedida à imprensa.
Silvana
Batini, que atuou em casos de repercussão como o do Banco Nacional,
grampo no BNDES, escândalo do Papa - Tudo e por isso conhece
bem o jornalismo, valoriza as duas instituições, mas
também refuta a existência de um poder que não
o Legislativo, o Executivo ou o Judiciário.
“Falar em quarto poder implicaria na admissão de um poder
a mais na estrutura funcional e institucional do país. Inegavelmente,
tanto a imprensa quanto o MP cresceram e se impuseram no modelo democrático
que se construiu no Brasil nos últimos 20 anos. Ambos na defesa
da sociedade e na preservação do estado democrático
de direito, mas cada um com uma perspectiva e com uma metodologia
próprias. Não diria em quarto poder, prefiro falar em
duas forças atuantes” destaca a procuradora.
Experiente
em cobrir temas do judiciário e conhecedor dos bastidores do
MPF, o repórter Marcelo Auler, do jornal O Estado de S.Paulo,
expõe diferenças metodológicas entre as duas
instituições. Ele diz que o MPF deve ter coisas concretas
para mover ação em defesa da sociedade. A imprensa para
fazer uma denúncia pode usar apenas fortes indícios,
que às vezes não servem ao MPF como base para ajuizar
uma ação.
"A
imprensa trabalha para ontem, o MP trabalha com mais lentidão",
Marcelo Auler, repórter d´O Estado de S.Paulo
As “coisas concretas” a que o repórter do Estadão
se refere podem estar no próprio noticiário. São
recorrentes os episódios de matérias de jornais que
servem de mote para deflagrar investigações ou tomadas
de providências. Houve casos em que denúncias do próprio
Auler contra policiais federais do Rio de Janeiro, na década
de 1990, originaram ações do MPF, por exemplo.
Os procuradores possuem autonomia funcional, e, por isso, têm
liberdade de atuação. Podem agir a partir de ofício
(quando instauram investigação por iniciativa própria)
ou mediante provocação (alguém, na maioria dos
casos órgãos públicos, envia representação
ao MPF). Representação é a notícia de
irregularidade levada ao MP. Se a pessoa quiser representar ao MPF,
por exemplo, basta fazê-la por escrito e a encaminhar para a
instituição, ou comparecer à Procuradoria.
“Procuradores e promotores dispõem de meios legais para,
a partir de fortes indícios, buscarem provas concretas - por
exemplo, quebras de sigilos, investigações policiais,
acesso a dados - que nem sempre os jornalistas têm. Há
uma diferença grande também na questão 'prazo/tempo'.
A imprensa é muito mais imediatista, trabalha para ontem, o
MP trabalha com mais lentidão, pois aciona engrenagens mais
burocratizadas. Muitas vezes, quando o trabalho dos promotores e procuradores
dá frutos, o assunto já não possui o mesmo interesse
jornalístico, pois o tempo passou e outros fatos dominaram
o noticiário”, discorre o jornalista, que sempre busca
dados que confirmem o que lhe é dito pelos procuradores. Quando
o tempo é escasso, diz, a saída é reproduzir
a matéria com documentos oficiais do MPF: denúncias,
cotas, manifestações
processuais, entre outros.
Auler
foi duplamente agraciado com o Prêmio Esso – o de Jornalismo,
em 1992, com a equipe da revista Veja, e o de Melhor Contribuição
à Imprensa, no ano seguinte – por trabalhos que demandaram
tempo na apuração. O primeiro deles foi a cobertura
do impeachment do presidente Fernando Collor, processo no qual o Ministério
Público começou a se fazer conhecido na imprensa e na
sociedade. À época, todo o Brasil conheceu a figura
de Aristides Junqueira, procurador-geral da República que,
em abril de 1993, ofereceu denúncia contra Collor ao STF, por
corrupção passiva.
Marcelo
Auler contribuiu na Revista Veja com reportagens
sobre os últimos dias de Fernando Collor na presidência.
"MPF
e imprensa querem sangue, querem crucificar",
Cláudio Tognolli, repórter da Consultor Jurídico
Por
sua vez, Cláudio Júlio Tognolli, repórter especial
da revista eletrônica Consultor Jurídico – especializada
em temas jurídicos – não vê com bons olhos
o contato entre o MPF e a imprensa (“É uma relação
espúria. De paroquialismo e genuflexão”). Para
ele, não há diferenças entre as instituições,
atualmente.
“MPF
e imprensa querem sangue, querem crucificar, é o que o MP chama
de in dubio pro societate, na duvida condene”, fustiga o repórter,
também premiado com o Esso de Melhor Contribuição
à Imprensa.
Foto: João
Wainer / Editora do Bispo
O
jornalista Cláudio Júlio Tognolli é um dos fundadores
da Abraji
Sua
láurea veio em 2003, pelas atividades da Associação
Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), entidade na qual
é um dos fundadores e que conta com a participação
de Fortes e Auler. Tognolli é mais um a defender a checagem
de informações pelos jornalistas e lamenta que, hoje,
“cada vez menos repórteres investigam. Não lhes
é dado tempo para tal”.
O desencanto foi narrado em seu livro Mídia, Máfias
e Rock’n’Roll (editora do Bispo). Na obra, relata
que em 2004 seu chefe, Márcio Chaer, descobriu que uma denúncia
mandada ao repórter pelo procurador da República Luiz
Francisco de Souza contra o banqueiro Daniel Dantas fora produzida
no computador do advogado de Luís Roberto Demarco, desafeto
do banqueiro.
Questionado
pela Consultor Jurídico, Luiz Francisco não esclareceu
a procedência do arquivo. A fonte foi perdida. Não só
essa, como todas as que cultivava na instituição. "Minhas
fontes são advogados, bandidos e policiais", diz Tognolli.
O
repórter
critica a atuação do MPF, mas é contrário
a um projeto de lei complementar, que pretende atingir a instituição:
o de número 65, de 1999, conhecido como “Lei da Mordaça”.
Se aprovado no Congresso, autoridades, entre elas procuradores, estarão
proibidas de prestar qualquer informação sobre suas
investigações.
Ao
comentar sobre eventuais danos causados por tal lei, Cláudio
Júlio Tognolli lembra a frase atribuída a Louis Brandeis,
juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, entre 1916 a 1939: “A
luz do sol sempre foi o melhor detergente social”.
Leandro
Fortes acredita que, com a “Lei da Mordaça” em
vigor, o jornalismo vai ser menos prejudicado do que o povo, como
um todo: “A imprensa sempre vai ter meios de investigar. Nossa
atuação independe de normas de ocasião. Os corruptos
e pilantras do Brasil terão mais liberdade de agir, e mais
certeza da impunidade”, prevê Fortes.
Silvana
Batini reprova a lei, pois “fere de morte o princípio
da publicidade e o direito à informação. Se o
advogado da sociedade não puder ter espaço para divulgar
e informar acerca de seu trabalho, estaremos sacrificando princípios
democráticos muito caros”, garante a procuradora.
Marcelo
Auler diz que é através da informação
que as pessoas sabem o que passa ao seu redor. Baseadas nisso, escolhem
seus representantes pelo voto, democraticamente.
Passados
vinte e três anos desde o final de um período autoritário
que vigorou por mais de dois decênios no país, a existência
de uma instituição que, por dever do oficio, defenda
os interesses coletivos e almeje a melhoria das condições
de vida é uma conquista da sociedade brasileira.
VII
ARARIBÓIA CINE – FESTIVAL DE NITERÓI
28 de novembro a 3 de dezembro de 2008
Eu quero é botar meu bloco na rua
Em
sua sétima edição o Araribóia Cine coloca
o bloco na rua. Com seu título inspirado na música do
maldito compositor Sérgio Sampaio o festival celebra o revolucionário
ano de 1968 e as transformações ocorridas na sociedade.
Transgressão, ousadia, anarquia, rebeldia, ditadura, repressão,
engajamento, sexo, drogas e rock’n roll, entre outros, serão
os temas debatidos nos filmes exibidos no festival.
A terra de Araribóia irá receber cineastas de todo o Brasil
para debater seus filmes ao lado de nomes de reconhecida competência
no meio audiovisual brasileiro.
Pelo
segundo ano consecutivo o ARARIBÓIA CINE conta com o patrocínio
da Petrobras (através do edital do Programa Petrobras Cultural)
e com antigos parceiros como a Secretaria do Audiovisual do Ministério
da Cultura e a Fundação Euclides da Cunha. O festival
é realizado pela Universidade Federal Fluminense e conta com
o apoio da Prefeitura de Niterói, e do Centro Técnico
Audiovisual.
Veja
a programação
ABI revela talentos de Cinema
Vai
até sexta-feira, dia 28, a 1ª Mostra ABI dos Estudantes
de Cinema, que reúne produções audiovisuais dos
estudantes de cinco escolas de Cinema sediadas no Estado do Rio, além
de núcleos populares de realização audiovisual.
A mostra ocorre sempre a partir das 19h, na sede da Associação
Brasileira de Imprensa (Rua Araújo Porto Alegre, 71, 7º
andar, centro do Rio) e a entrada é franca.
O evento homenageia o publicitário e profissional de televisão
Fernando Barbosa Lima, conselheiro da ABI, que morreu em setembro. Barbosa
Lima, ex-diretor da TV Educativa e da TV Manchete, entre outras emissoras,
foi o criador do programa Abertura, apresentado por Glauber Rocha no
início dos anos 80, e do Jornal de Vanguarda, considerado um
marco na televisão brasileira.
Participam da mostra da ABI vídeos e animações
produzidos por estudantes dos cursos de Cinema da Universidade Federal
Fluminense, PUC, Universidade Gama Filho, Universidade Estácio
de Sá, Escola de Cinema Darcy Ribeiro, do projeto Viajando na
Telinha e da Central Única das Favelas (CUF). Da programação
constam duas produções de alunos da UFF: o filme de animação
“Como comer um elefante”, de Jansen Raveira; e o curta-metragem
“Dez elefantes”, de Eva Randolf”, ambos premiados.
O
Movimento pelo Cinema Icaraí e o Cine Art UFF, com o apoio do
Niterói Cidadania e do I Conselho de Cultura de Niterói,
organizam para a próxima sexta-feira 7 de novembro às
19h30, no CineArt UFF, a exibição do filme Casablanca
(EUA, 1942, 102') de Michael Curtiz, seguido de debate sobre patrimônio
histórico, cultura e democracia. Participam:
- Luiz Augusto Rodrigues, professor do curso de Produção
Cultural da UFF e presidente do Conselho de Cultura de Niterói
-
Felipe Azevedo, integrante do Niterói Cidadania
-
João Luiz Vieira, professor do curso de Cinema da UFF (substituindo
Pedro De Luna, que não poderá comparecer)
ENTRADA FRANCA
Casablanca
(EUA, 1942, 102'), de Michael Curtiz. Casablanca é a rota obrigatória
de quem está fugindo dos nazistas na Segunda Guerra Mundial.
É lá que Rick vai reencontrar Ilsa, anos depois de terem
se apaixonado e desencontrado em Paris. O clássico do cinema
foi ganhador de três Oscar nas categorias filme, diretor e roteiro.
No elenco estão Humphrey Bogart, Ingrid Bergman e Paul Henreid.
Sessão em prol do movimento "Vamos salvar o Cine Icaraí",
seguida de debate sobre a situação do cinema.
Informações:
2629-5028.
Local: Cine Arte UFF - Rua Miguel de Frias, 9 - Icaraí
Dias/Horarios: Sexta-feira, às 19h30min
Preço: GRATUITO
Rio, Zona Norte de
Nelson Pereira dos Santos
Homenagem
aos 80 anos
Caros
amigos,
nós, professores, funcionários e alunos da Universidade
Federal Fluminense, temos a grata satisfação de convidar
a todos para a homenagem aos 80 anos do professor emérito e cineasta
Nelson Pereira dos Santos como parte das comemorações
dos 40 anos do Curso de Cinema. A cerimônia será no Cine
Arte UFF, dia 31 de outubro, às 20 horas. Rua Miguel de Frias,
9. Icaraí, Niterói (RJ).
Universidade Federal
Fluminense
Instituto de Artes e Comunicação
Departamento de Cinema e Vídeo
QUEM
NÃO DANÇA... DANÇA
QUEM NÃO DANÇA... DANÇA faz um passeio por ritmos
e danças, de seus
quase primórdios, até a época contemporânea.
Começa na Antiguidade e traz o exemplo da dança egípcia,
seguido pela dança grega. Salta para o século XV fazendo
referência à conquista da América, ao som de Descobridor
dos sete mares. Aportado em terras lusitanas, o espetáculo dá
som e movimento à trilogia de nossa formação étnica:
índios, negros e portugueses. Novo salto nos coloca no século
XIX com duas referências: um minueto referencia a elitização
promovida pela chegada da Côrte em 1808, enquanto a dança
japonesa chega ilustrando os fluxos migratórios do final do século.
Pronto, a cena está dada para cairmos no século XX. Maxixe,
gafieira e samba trazem um pouco da construção da música
popular brasileira de raiz. Findo o primeiro Ato, o segundo revela a
dança contemporânea, mostrando a influência norte-americana
e o pop-rock nacional.
O espetáculo, que tem as coreografias assinadas por Elizete Mascarenhas,
e a direção artística de Marcelo Correia, é
encenado pelo grupo Dançando no Ponto. Este grupo foi criado
em 2007, com o apoio do Ministério da Cultura, e integra as ações
do Ponto de Cultura Niterói Oceânico, do Programa Cultura
Viva. Formado por 20 jovens, é o próprio grupo que afirma:
"a dança pode 'revolucionar' o mundo, pois... desenvolve
o potencial estético, tem grande força de integração
e sociabilidade, e ativa as sensibilidades e as percepções".
PONTO
DE CULTURA NITERÓI OCEÂNICO - MINC
(parceria com LABAC-UFF)
Espetáculo: QUEM NÃO DANÇA... DANÇA
Grupo: Dançando no ponto
Local: TEATRO POPULAR DE NITERÓI (Caminho Niemeyer)
Data: Sábado, 1º de novembro às 20h
Preço: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)
Livro
registra atuação
política do cartunista Henfil na ditadura
fonte: acervo do autor - As imagens podem ser utilizadas
apenas como meio de divulgar o livro. Copyright de Ivan Cosenza Souza
O professor de Sociologia no ensino médio e chargista
Márcio Malta, o Nico, lança nesta quarta-feira, 17, às
18h, na Livraria Al farabi, na Rua do Rosário, no centro do Rio,
o livro Henfil: o humor subversivo. Nico, doutorando em Ciência
Política na UFF, organizou uma biografia sobre o cartunista mineiro,
morto há 20 anos, criador de personagens imortais como Zeferino,
Graúna, Os Fradinhos, Urubu, Bacalhau, Pô de Souza, que
povoaram o imaginário dos brasileiros e serviram como trincheira
de resistência cultural durante a ditadura.
A
livraria: Al-Fárábi fica na Rua do Rosário, 30/32,
Centro, perto da Praça XV.
Nos 20 anos da morte do artista, a biografia percorre o trabalho artístico
e a militância pela democracia. O livro "Henfil - o humor
subversivo", de Márcio Malta (Nico), retrata a contribuição
política do artista, que lutou contra os desmandos do regime
militar brasileiro.
Sobre o autor
MÁRCIO JOSÉ MELO MALTA (NICO) é doutorando em Ciência
Política (PGCP/UFF)
Atua
como cartunista profissional, assinando seus desenhos com o pseudônimo
de Nico. Nasceu em Niterói,
em 14 de setembro de 1982. É formado em Ciências Sociais
pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Mestre em Ciência
Política pelo Programa de Pós-graduação
em Ciência Política (PGCP/UFRJ), com dissertação
sobre charges do Jeca Tatu, de Monteiro Lobato. É Professor de
sociologia da rede pública estadual do Rio de Janeiro. Como cartunista,
já publicou charges nas principais revistas e jornais brasileiros,
com destaque para o jornal "O Pasquim 21".
A
professora Adriana Facina, do Departamento de História, e Joel
Vieira, coordenador do projeto Comunidade Cidadã, da Prefeitura
de Niterói, fazem palestra nesta quinta-feira, às 18h,
no auditório da Faculdade de Serviço Social, no campus
de Gragoatá, em Niterói. A palestra faz parte do painel
Comunicação, Democracia e Direitos Humanos, coordenado
pelo professor Adilson Cabral, do Departamento de Comunicação
Social, e integra o debate "Direitos Humanos: em que avançamos",
que a UFF organiza esta semana em várias unidades.
Quem
tiver interesse no assunto também deve visitar o site "Afasta
de mim este cale-se", produzido por estudantes bolsistas do curso
de Comunicação Social.
Curta-metragem
de ex-aluna da
UFF é premiado em Locarno
Com
seu filme de conclusão do Curso de Cinema e Audiovisual da UFF,
Dez Elefantes, 2008, Eva Randolph recebeu o Pardino d’Oro, na
categoria Leopardos de Amanhã, no 61th International Festival
of Locarno, Itália.
Com roteiro
premiado pela Riofilme, o curta foi premiado em um dos festivais de
cinema mais tradicionais da Europa e que privilegia o chamado cinema
de arte.
Todo
ano a cidade de Locarno recebe o festival internacional de cinema, considerado
atualmente o quarto no ranking mundial dos festivais.
fonte:Núcleo
de Comunicação Social
Aluna
da UFF ganha bronze em Pequim
Isabel Swan e Fernanda
Oliveira
foto: Wander Roberto / COB
Isabel Swan, aluna
de Cinema e Audiovisual da UFF, ganhou, na madrugada do dia 18, nos
Jogos Olímpicos de Pequim, medalha de bronze em vela, juntamente
com a gaúcha Fernanda Oliveira.
O barco, Classe
470, é velejado por dois tripulantes. No caso das ganhadoras
brasileiras, a timoneira, que dirige e leva o barco, cuidando da vela
grande, foi Fernanda Oliveira e a proeira, que dá o equilíbrio
e estabilidade ao barco, ajustando as velas de proa e balão,
foi Isabel Swan.
Isabel Swan é
de Niterói e sempre foi ligada aos esportes a vela, freqüentando
o mesmo clube de Lars e Torben Grael.
fonte:Núcleo de Comunicação Social
Seminários
de Poder
O
Departamento de Comunicação promove nas próximas
duas semanas palestras sobre temas ligados ao cotidiano de jornalismo,
com professores e jornalistas convidados.
A
primeira será nesta segunda-feira, às 16h, sobre a obrigatoriedade
do diploma para obter registro de jornalista profissional. A convidada
é a jornalista Suzana Blass, presidente do Sindicato dos Jornalistas
Profissionais do Município do Rio de Janeiro.
Este semestre o Supremo Tribunal Federal deverá pronunciar-se
sobre um recurso que suspende a obrigatoridade do diploma de Jornalismo
para obtenção de registro profissional.
Suzana
Blass falará também sobre a proposta de criação
do Conselho Federal de Jornalismo.
As
demais palestras, na sala C-100, acontecem na quinta-feira, com o professor
Antônio Fidalgo, da Universidade da Beira do Interior, em Portugal,
sobre a epistemologia do jornalismo; e na segunda-feira, dia 26, com
a professora Virgínia Fonseca, da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, sobre o processo pós-fordismo nas redações
de jornais.
Todas
as palestras fazem parte da disciplina Seminários de Poder, da
professora Flávia Clemente. aos estudantes, professores e servidores
do IACS.
Lançada
proposta de criação do Pólo de Cinema
Por
Rafael Bretas
A professora Aída
Marques falou sobre as dificuldades de
produção e distribuição do áudio
visual no país
Foto: Hugo Prates
"Por
mais grandioso que seja, cada momento é um tributo à história."
A frase dita pelo diretor da Universidade Federal Fluminense, José
Luis Vianna da Cruz, ao iniciar seu discurso, pontua o clima com que
foi lançada oficialmente a proposta de criação
do Pólo de Cinema de Campos. O lançamento foi um dos destaques
da programação do evento "Cultura em Cartaz",
realizado nesta quarta-feira (6), no Teatro Municipal Trianon. Organizado
pela Prefeitura de Campos, através da Fundação
Cultural Jornalista Oswaldo Lima, o evento também deu posse aos
membros do Conselho Municipal de Cultura.
Após
a presidente da Fundação Municipal Teatro Trianon, Cristina
Lima, entregar os diplomas que nomearam oficialmente os 20 membros do
Conselho, foi a vez do cineasta Winston Churchill Rangel discursar.
Agradecendo a todos que contribuíram para a realização
de seu documentário "De todos os tempos, Campos de todos
nós – uma necessária declaração de
amor", ele anunciou a primeira exibição de um trecho
do documentário, que é composto por três DVD's de
duas horas cada. A exibição marcou oficialmente o lançamento
da proposta de criação do Pólo de Cinema.
Pouco
mais de 30 minutos de filme foi o suficiente para agradar e emocionar
a todos os presentes. Para a estudante de direito, Thaís Brandão
Mayrink, de 20 anos, iniciativas como esta são muito importantes
para valorizar a cultura campista, muitas vezes deixada de lado.
-
Posso dizer que com poucos minutos de filme aprendi muitas coisas que
não sabia sobre a cidade onde nasci. Com relação
ao lançamento da proposta de criação do Pólo
de Cinema, acredito que é de grande valia para todos os campistas.
Assim que abrirem os cursos, serei a primeira da fila para participar
– disse a estudante.
Após
a exibição, José Luis Vianna da Cruz lançou
oficialmente a proposta de criação do Pólo, colocando
um galpão que faz parte das instalações do novo
campus da UFF à disposição para um possível
uso por parte dos componentes do Pólo de Cinema.
A
palestra da professora doutora Aída Marques, "Novos Panoramas
do audiovisual", trouxe à tona a discussão sobre
a produção audiovisual no Brasil e levantou questões
sobre a dificuldade de distribuir e exibir o vasto material produzido
no país.
-
É importante ressaltar a importância das leis de incentivo
à cultura, mas é preciso não só produzir,
mas conseguir fazer com que esse material chegue à maior parte
da população, aos pobres - ressaltou.
Pólo
- A criação do pólo irá propiciar o surgimento
de inúmeros postos de trabalho especializados nas áreas
artística, técnica e produtiva. Existe a proposta de criação
de um fundo municipal, de onde sairão os recursos necessários
para a execução dos projetos. Além disso, será
criado um bureau especializado em informar os interessados sobre a captação
de recursos, seja através desse fundo ou partindo de empresas
públicas e/ou privadas. O bureau também será o
responsável por informar sobre locações, hotéis
e tudo mais que o cineasta precisar.
UNITEVÊ
apresenta video histórico
UNITEVÊ,
apresenta o video* da reunião do Colegiado do IACS, realizada
na sala dos Conselhos Superiores em 15 de abril de 2008, onde foi apresentado
e aprovado o Projeto de Expansão e Estruturação
do IACS.
A
reunião foi aberta à comunidade do IACS, professores,
estudantes e servidores, com a finalidade de apresentar a proposta do
IACS para o Plano de Expansão e Reestruturação
da UFF, entregue à Comissão de Orçamento e Metas
do PDI no dia 9
de abril de 2008.
A professora Mara Rodrigues, diretora do IACS, abriu a reunião
com a apresentação do vídeo “Por
Um Novo Prédio”,
sobre as condições precárias do Instituto. O video
foi preparado pelo aluno Giu, do curso de Cinema, sob a supervisão
do professor Antonio Carlos Amâncio, direção
e câmara:
Giu Jorge
e Duda Paz. A
seguir, apresentou a estrutura geral do projeto, composto pelo rol de
dados levantados pelos departamentos de Ensino, seguindo o roteiro sugerido
pela Comissão.
A diretora ressaltou que a reivindicação do IACS tem como
eixo central a garantia do cumprimento da prioridade, concedida pelo
Conselho Universitário há mais de 20 anos para a construção
do prédio no campus do Gragoatá, com a devida infra-estrutura,
a fim de que o Instituto possa atingir as metas de expansão estipuladas
no Projeto.
O professor Antônio Serra, ex-diretor do IACS, que acompanhou
todo o processo de reinvidicação por uma nova sede, fez
um relato desse periodo, ressaltando os ganhos acadêmicos e culturais
que a Universidade terá com a ida do Instituto para o novo campus.
Em seguida, vários professores, chefes de departamento, coordenadores
de graduação e de pós-graduação,
bem como estudantes e servidores, manifestaram sua opinião, ficando
clara a necessidade de um novo prédio para o instituto.
*Ficha
técnica
Produção
do Vídeo
Unitevê
Câmara
Haroldo Lopes
Produção
Zeliuto Gomes
Edição de Som
Thais Vasconcelos
Thiago Ribeiro
Colegiado
de Unidade se
solidariza com jornalistas torturados de O Dia
Os representantes dos corpos docente e discente do Colegiado de Unidade
do IACS aprovaram, nesta terça-feira, dia 3, por unanimidade,
moção de apoio aos três profissionais do jornal
O Dia, que foram espancados e torturados por milicianos numa favela
da Zona Oeste. O episódio ocorreu em meados de maio, mas só
veio à tona no último fim de semana, depois que as famílias
dos dois jornalistas e do motorista foram levadas para locais fora do
Estado do Rio.
Eis
na íntegra o texto da moção:
UNIVERSIDADE
FEDERAL FLUMINESE
INSTITUTO DE ARTE E COMUNICAÇÃO SOCIAL
Os membros do Colegiado de Unidade do Instituto de Arte e Comunicação
Social da Universidade Federal Fluminense manifestam solidariedade aos
três profissionais do jornal O Dia, vítimas de seqüestro
e espancamentos praticados por milicianos na comunidade do Batan, em
Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A ação covarde representa um cerceamento da liberdade
de imprensa e contribui para fortalecer um clima de insegurança
predominante nos grandes centros urbanos, que atinge cidadãos
das mais variadas classes sociais.
Se estes agentes à margem da lei são capazes de agredir
jornalistas cujo trabalho de apuração contraria seus interesses,
o que se pode deduzir que façam no trato cotidiano com moradores
de comunidades carentes, personagens anônimos que raramente têm
direito a voz nos meios de comunicação.
O desbaratamento desse poder paralelo, que se estabeleceu em conseqüência
da ineficácia do poder público no combate à marginalidade,
é missão essencial para a sociedade brasileira que ainda
luta para apagar as cicatrizes deixadas pela tortura nos tempos do arbítrio.
Aos jornalistas cabe a missão de informar aos cidadãos,
cronistas de um cotidiano sujeito continuamente a mudanças, muitas
delas não desejadas pela sociedade; aos dirigentes dos meios
de comunicação, cabe a obrigação de cuidar
para que o trabalho de apuração não comprometa
a integridade física dos profissionais sob sua responsabilidade.
Niterói, 3 de junho de 2008
Estudantes
de Cinema
ganham concurso de curta-metragem
Quatro alunos do primeiro período do curso de Cinema da UFF conquistaram
dois prêmios no Curta Criativo, concurso de curtas-metragens promovido
pela Federação das Indústrias do Estado do Rio
de Janeiro (Firjan), com o objetivo de incentivar novos talentos na
produção audiovisual no Estado.
O curta Ciclovia, realizado pelos calouros Juliana Corrêa, Júnia
Matsuura, Mariana Flor e Thiago Storch, ficou em primeiro lugar na Categoria
Animação. O filme Para meu amigo, realizado por Glauco
Guigon, Manuela Pinaud e Marina Pompeu, garantiu o primeiro lugar da
categoria Filme de Celular. Cada curta-metragem recebeu o prêmio
de R$ 10 mil.
40 anos do curso de Cinema
Em 2008 o curso de Cinema da UFF comemora 40 anos de fundação.
Para celebrar esta data, diversos eventos acontecerão no decorrer
do ano. O primeiro deles é a reunião de Diretoria do Executiva
do Centre International de Liasion des ecoles de Cinema et Television
(Cilect), uma associação que congrega as maiores escolas
de cinema do mundo, no qual a UFF e a USP são as únicas
representantes do Brasil. O evento será realizado entre os dias
2 e 6 de junho
Para os outros meses estão previstos os seguintes eventos:
•
Julho/2008: Assinatura do convênio MEC_UFF para produção
de programas para o projeto do MEC “Tv Escola” por alunos
do GCV.
•
Setembro/2008: 80 anos de Nelson Pereira dos Santos. Abertura oficial
das festividades dos 40 anos do GCV com projeção de filme
acompanhado pela Orquestra da UFF , no Cine Arte UFF , seguida de coquetel.
•
Outubro/2008: O GCV é a escola homenageada no Festival de Biarritz
,
França, onde haverá mostra de filmes da UFF , com presença
de professores e alunos. Congresso do Fórum das Escolas de Cinema
/ FORCINE, cuja vice-presidência é ocupada pela chefe de
departamento do GCV.
•
Dezembro/2008: Mostra de filmes do GCV ; inauguração da
exposição e lançamento do livro-catálogo
sobre o Curso de Cinema e audiovisual.
•
Março /2009 : palestra com alguns convidados e encerramento oficial
das festividades no Cinema da UFF.
Alunos
do IACS criam site sobre videoclipe
Entra no ar nesta sexta-feira o site Clipestesia (www.clipestesia.com.br)
, o primeiro especializado em videoclipe no Brasil. A festa oficial
de lançamento do site começa às 22h, em parceria
com o Cliperama, no Cine Lapa, com projeção de videoclipes.
A idéia surgiu há um ano, quando Ariane Diniz Holzbach,
aluna do mestrado em Comunicação, ministrou a disciplina
de Linguagem de Videoclipe, do Departamento de Mídia e Estudos
Culturais, como estágio de docência. “Estamos trabalhando
duro há três meses para colocar o projeto no ar. O site
passou um bom tempo fazendo parte do Portal de Mídia, onde teve
uma equipe diferente da atual (Gueko, Ines Nin, Bruno Fernando, Mari
Vedder), mas agora resolvemos criar um domínio próprio.
Além de artigos feitos por alunos dos cursos de Produção
Cultural e Estudos de Mídia, o site traz quatro blogs, um hotsite
atualizado diariamente e um canal no Youtube, com mais de 350 clipes
postados. “Como não temos no Brasil uma cultura de postagem
de vídeos solidificada, o nosso canal já é um dos
100 maiores do país. Ainda temos games, enquetes, matérias,
vídeos. Tudo no site, inclusive o layout e a linguagem de html,
foi idealizado e elaborado pelos alunos”, explica a mestranda,
que este semestre leciona Crítica Midiática.
Ariane Holzbach desenvolve agora uma estratégia de divulgação
para firmar parcerias empresariais com gravadoras e clubes de aficcionados.
A entrada da festa no Cine Lapa custa R$ 10,00, mas há lista
de desconto na comunidade do Cliperama no Orkut.
1º
Processo eleitoral para o
Conselho Municipal de Cultura de Niterói
Após
a realização da 1ª Conferencia Municipal de Cultura
há a necessidade inadiável de eleger o Conselho Municipal
de Cultura – CMC, constituído em 26/11/2007 conforme a
Lei n° 2489, de 26 de novembro de 2007.
O
CMC será um órgão coletivo com a participação
do Poder Público e da sociedade civil, que auxiliará na
elaboração e execução da política
cultural do Governo Municipal, e que se fundamentará no princípio
da transparência e da democratização da gestão
cultural constituindo-se em instância permanente de intervenção
qualificada da sociedade civil na formação de políticas
de cultura. É importante eleger um conselho forte e representativo
como primeiro passo para a democratização da produção
e do acesso à arte e à cultura.
Poderá
concorrer ao cargo de titular ou suplente do Conselho Municipal de Cultura
qualquer cidadão maior de 18 anos, que atue em Movimentos Sociais
e Culturais ou tenha interesse no setor cultural de Niterói.
O mandato dos membros do Conselho e do presidente eleito será
de 02 (dois) anos, permitida a recondução.
O
credenciamento tanto dos eleitores quanto dos candidatos acontecerá
nos dias: 03 de junho, a partir das 17 horas, no Teatro Popular de Niterói
e dia 14 de junho, na UFF – Gragoatá – Bloco E, a
partir das 13 horas. Só poderão participar da eleição
as pessoas que estiverem devidamente credenciadas em um dos 11 segmentos
culturais a saber:
1)
representantes das instituições de ensino superior;
2) produtores
culturais;
3) serviços
de radiodifusão comunitária;
4) setor empresarial
cultural dos equipamentos locais de cultura;
5) movimentos
sociais;
6) segmento
cultural das artes cênicas;
7) segmento
cultural das artes plásticas;
8) segmento
cultural do cinema e vídeo;
9) segmento
cultural da dança;
10) segmento
cultural da literatura;
11) segmento
cultural da música.
Documentação:
Para credenciar-se, exigir-se-á a apresentação
de originais de documento de identificação com foto e
outro documento que comprove a atuação ou interesse no
setor cultural da cidade (título de eleitor, comprovante de residência
no próprio nome, declaração escolar de instituição
de ensino médio ou plano de curso de instituição
de ensino superior situadas no município de Niterói).
Empresas, instituições e Movimentos Comunitários
deverão apresentar documentos comprobatórios de sua atuação
ou interesse no setor cultural de nossa cidade – estatuto ou Cartão
do CNPJ atualizado ou Ata de Eleição e posse da atual
diretoria.
O
processo eleitoral, coordenado pela Comissão Eleitoral do CMC,
constará de três momentos fundamentais:
1º
- MESA ESCLARECEDORA E FUNDAÇÃO DAS CÂMARAS
SETORIAIS – A mesa esclarecedora será formada
por um membro da Comissão Eleitoral, pelo Secretário de
Cultura de Niterói e por conselheiros de cultura convidados de
outras cidades a fim de atualizar os eleitores e candidatos sobre a
necessidade da criação de um conselho que contemple a
interação, relatando as experiências, as lutas e
as conquistas que cada Conselho de Cultura alcançou em sua cidade.
Neste mesmo dia serão fundadas as câmaras setoriais que
iniciarão as reflexões que envolvem a eleição
de um representante para cada segmento cultural previstos na lei que
institui o Conselho.
03
de junho
Horário: 16 horas
Local: Teatro Popular de Niterói Endereço:
Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, s/nº,
Centro (atrás do Terminal Rodoviário João Goulart)
GRATUITO
Tel: 2613-2734
ou 2621-5050-224
2º
– REUNIÃO DAS CÂMARAS SETORIAIS E PENÁRIA
- As Câmaras serão espaços criados para que cada
segmento do setor cultural possa refletir sobre suas questões
particulares, eleger seus representantes e dar continuidade às
discussões depois do conselho eleito. É fundamental a
participação da sociedade neste encontro, garantindo que
o Conselho eleito realmente atenda às demandas do setor cultural.
14
de junho
Horário:
13 horas
Local: Universidade
Federal Fluminense - UFF
Endereço:
Campus do Gragoatá, Bolco E –
Escola de Serviço Social (ao lado da Cantareira) GRATUITO
Tel: 2621-5050-224
3º
– DECISÃO DAS CÂMARAS SETORIAIS E PENARIA
FINAL - Após refletir sobre as questões pertinentes
a cada segmento cultural, as Câmaras Setoriais apresentarão
seus representantes para o conselho que serão ser eleitos dentro
de cada câmara depois da defesa de candidatura e votação
por aclamação. As eleições obedecerão
às regras estipuladas pela comissão divulgadas e publicadas
no diário oficial com devida antecedência.
05
de julho Horário:
13 horas
Local: Universidade
Federal Fluminense - UFF
Endereço:
Campus do Gragoatá, Bolco E – Escola de Serviço
Social (ao lado da Cantareira) GRATUITO
Tel: 2621-5050-224
As
atividades do Congresso foram encerradas na última sexta-feira.
Realizado pela Universidade Federal Fluminense, o evento apresentou
palestras de pesquisadores e grupos de trabalho sobre diferentes recortes
na abordagem da História da Mídia.
O
congresso contou com os próprios alunos na organização
e teve, inclusive, a presença de pesquisadores europeus e latino-americanos
como Luís Humberto Marcos (Museu da Imprensa - Portugal), Isabel
Vasques (Universidade de Coimbra – Portugal) e Juan Garguverich,
do Peru.
Na
última quinta-feira, o Grupo de Trabalho Jornalismo e Política
chamou atenção. Os estudos dos pesquisadores abordaram
o ritual de posse na democracia e a influência em mão-dupla
entre imprensa e a situação política do país
em diferentes momentos da História.
Relações
Públicas:
Jornalismo, Comunicação e Instituições
Por
Natália Chaves
Após
quatro dias de programação, o Congresso chegou ao fim.
A última sessão do Grupo de Trabalho de Relações
Públicas abordou o tema Jornalismo, Comunicação
e Instituições. Quatro expositores mostraram seus trabalhos
a uma pequena platéia, sob a coordenação de Claudia
Moura, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande
do Sul (PUC-RS).
Marcelo
Carmo Rodrigues, estudante da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF),
apresentou o trabalho Revista Viagem e Turismo: para onde foi o 'jornalismo
turístico' em 2007?, em que analisou a revista de turismo sob
o ponto de vista jornalístico. Ele avaliou doze capas consecutivas
para tentar entender também como é feita a escolha dos
destinos turísticos. Segundo Marcelo, o turismo é muito
maior do que revistas desse segmento mostram, perguntando-se se turismo
pode ser realmente contado.
O
segundo expositor foi César Daniel de Assis Rolim, da Universidade
do Rio Grande do Sul (UFRS), que falou de forma breve sobre seu artigo
Plantão Militar: nacionalismo e reformismo militar no periódico
Última Hora. O trabalho se prende principalmente à coluna
Plantão Militar, em que militares nacionalistas se manisfestavam
entre os anos 1963 e 1964.
O
terceiro trabalho faz parte do projeto "Memória.com"
da UNIFAE, de Minas Gerais. Alunos do curso de jornalismo pesquisam
durante um ano a história da imprensa de cidades mineiras. A
estudante de jornalismo do 3º ano, Nayara Vasconcelos, expôs
aos participantes o surgimento da imprensa na cidade de Poços
de Caldas.
O
GT terminou com a apresentação do arquivista Marcelo Nogueira
de Siqueira, do Arquivo Nacional, com o trabalho O Correio da Manhã
e seu acervo documental: História e Memória. Marcelo explicou
que o jornal é o segundo documento mais consultado do Arquivo
Nacional atualmente. O objetivo de seu trabalho foi identificar e mapear
o acervo arquivístico do períodico que existiu entre os
anos de 1901 e 1974.
É
com grande satisfação que o Museu de Arte Contemporânea
de Niterói o convida para o programa de encontros com os artistas
da mostra "Poetas da Cor".
29 de abril - Almir Mavignier 03 de maio - Almir Mavignier, Israel Pedrosa, Eduardo
Sued, José
Maria Dias da Cruz e Abraham Palatnik 10 de maio- Israel Pedrosa 31 de maio - José Maria Dias da Cruz
Um
dos homenagerados, Israel Pedrosa, foi professor de História
da Arte no IACS nos anos 70.
Direção
Geral
Museu de Arte Contemporânea de Niterói
VAGAS LIMITADAS
1º
Congresso Estadual de Jornalistas do RJ – 2008
O
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro
estará promovendo, nos dias 8 e 9 de agosto, em Niterói,
o 1º Congresso Estadual de Jornalistas do Rio de Janeiro, destinado
a profissionais e estudantes, e tendo como tema “200 Anos de Imprensa
e a Democratização da Comunicação”.
A
pré-programação do evento prevê abertura
no dia 8, às 18h30, com a presença do presidente do sindicato,
Ernesto Viana e outras autoridades como o prefeito, presidente da Câmara
Municipal, presidente da OAB regional, presidente da Imprensa Oficial
do Estado e um representante da FENAJ.
Em
seguida, um painel sobre o tema central do encontro reunirá o
jornalista e presidente do Museu da Imprensa Jordan Amora, o jornalista
e mestre em Memória Social Nilo Sérgio Gomes, a jornalista
e membro do coletivo Intervozes de Comunicação Social
Bia Barbosa, o jornalista Roberto Quintaes e como mediador, Pinheiro
Jr. Após o debate, às 20h50, as atividades serão
encerradas com um coquetel, programado para as 21h30.
No
sábado, dia 9, está previsto painel sobre Formação
do Jornalista, Estágio, Regulamentação Profissional
e Conselho Federal de Jornalistas, com participação dos
profissionais, jornalistas e professores Pedro Pomar, João Batista
de Abreu, Ana Lúcia Corrêa de Souza e Ivana Bentes, tendo
como mediador Ernesto Vianna.
Após
debates e grupos de trabalho na parte da manhã e à tarde,
está prevista Sessão Plenária para as 15h45 e encerramento
às 18 horas.
Célia
Borges
fonte:
http://minhaaldeiaglobal.blogspot.com/
http://www.sindicatodosjornalistas.com.br
Programação
do 1º
Congresso Estadual de Jornalistas
Sindicato
dos Jornalistas do Estado do Rio
Tema
central:
O Jornalismo, o Mundo do Trabalho e a Liberdade de Imprensa
Programação:
Sexta,
08/08
18h30
– Solenidade de abertura
Presidente
do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio
Prefeito Municipal
Presidente da Câmara Municipal
Presidente da OAB-Niterói
Presidente da Fenaj
Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio
19h30 – Painel: 200 anos de Imprensa e a Democratização da Comunicação
Expositores: Nilo Sérgio Gomes – jornalista, professor
e mestre em Memória Social Bia Barbosa – jornalista e membro do coletivo
Intervozes de Comunicação Social Carolina Rocha – Subgerente de Imprensa da Comunicação
Institucional da Petrobras
Mediadores : José Alves Pinheiro Jr. e Lenin Novaes, do Conselho
da ABI
20h50
- Debate
21h30
– Encerramento da solenidade de abertura
Sábado,
09/08
8h30
– Painel:
Formação do Jornalista, Estágio,
Regulamentação Profissional e Conselho Federal de Jornalistas
Expositores: Pedro Pomar – jornalista da ADUSP e doutor em
Ciências da Comunicação João Batista de Abreu – jornalista, professor
e vice-diretor do Instituto de Arte e Comunicação Social
da UFF Ana Lúcia Correa de Souza – jornalista,
professora e coordenadora do curso de Comunicação Social
do UBM
Mediador: Ernesto Vianna
9h50
– Debate
10h45
– Plenária: leitura e aprovação do Regimento
Interno
11h00
– Grupos de Trabalho
1. Regulamentação, Formação Profissional
e
Conselho Federal de Jornalistas –
Coordenação: Álvaro Britto e José Antônio
Barroco
2 . Movimento sindical dos jornalistas – coordenação:
Fernando Paulino e Adelfran Lacerda
12h30
- Almoço
14h00
– Grupos de Trabalho:
3. Democratização da Comunicação
e Impacto das Novas Tecnologias – Coordenação:
Claudia de Abreu e Mário Augusto Jakobskind
4.
Jornalismo do interior – coordenação:
Madá e Telma Flora
15h30
– Café
15h45
– Plenária Final – aprovação dos relatórios,
teses, Carta de Niterói e eleição dos delegados
ao Congresso Nacional dos Jornalistas
18h00
- Encerramento
Antonio
Nery vai expor no Congresso
acervo de fotos históricas da Imprensa
Tathiana
Cunha
O
repórter fotográfico Antonio Nery é um dos profissionais
mais respeitados da história brasileira. Foram 50 anos dedicados
à arte da fotografia. Compõem seu acervo, momentos da
Bossa Nova, que futuramente poderão ser apreciados no seu livro
“Brasil na era da Bossa Nova”, e políticos da história
do Brasil, que poderão ser vistos no I Congresso de Jornalistas
do Estado do Rio de Janeiro.
Nery,
além de expor suas próprias obras, mostrará fotos
de Erno Schneider e Luiz Pinto (in memoriam). Ele já passou por
diversos veículos importantes da imprensa brasileira. Trabalhou
em revistas como Manchete, Fatos e Fotos e Jóia e nos jornais
Última Hora, O Dia, Folha da Tarde, Folha de São Paulo
e no O Globo. Suas fotos também já foram publicadas em
livros como “Antonio Carlos Jobim”, de Sérgio Cabral,
e “Chega de Saudade”, de Ruy Castro.
LIG:
Como começou seu envolvimento com a fotografia?
AN:
Em 1954, estudava escultura e desenho artístico no Liceu de Artes
e Ofícios e trabalhava num escritório. Quando fui para
o exército, resolvi comprar uma máquina tipo caixote para
registrar esses momentos no quartel. Aproveitei todas as fotografias.
Achei que estava me dando bem e comprei uma máquina mais profissional.
As pessoas (do Liceu) começaram a me pedir fotografias. E fui
fotografando e fotografando. Quando fui fotografar numa gafieira, chamada
Independente, freqüentada por artistas de rádio e jornalistas,
encontrei o pessoal do jornal Última Hora. Lá pelas tantas,
comecei a conversar com o fotógrafo Paulo Reis e pedi um emprego
no jornal. O pessoal começou a rir porque o departamento fotográfico
do Última Hora era o melhor na época e era dirigido pelo
professor Roberto Maia. O emprego que consegui foi de laboratorista.
No laboratório observava muito o trabalho de cada fotógrafo
e a sua maneira independente de trabalhar. Às vezes, pedia para
fotografar um evento. Em 56, fui cobrir a parada militar de 7 de setembro
e fiz um bom trabalho que me rendeu oito colunas na primeira página.
Nem acreditei.
LIG:
As pessoas mais jovens não conseguem ter a dimensão da
censura que toda imprensa brasileira sofreu na ditadura. Tem algum acontecimento
que tenha o marcado?
AN:
Em 1964, estava no jornal O Dia e a gente tinha um policial que era
muito nosso amigo. De vez em quando a gente “ia em cana”
e como ele já conhecia o pessoal do jornal, esse policial soltava
a gente na esquina seguinte. Logo depois, em 68, fui para São
Paulo reabri a Folha da Tarde (Folha de São Paulo) com Miranda
Jordão, que foi secretário do Última Hora. Lá
não existia muita repressão policial como no Rio, em que
a polícia arrebentava para cima dos estudantes. Os policiais
só ficavam acompanhando, vendo o que ia acontecer. Então,
quando tinha que fotografar, eu ia junto com os estudantes nas passeatas
com a máquina em punho e quando tinha um acontecimento qualquer
fotografava e continuava caminhando com eles como se fosse um estudante.
Então, essa parte braba, eu estava em São Paulo.
LIG:
Pelas suas estórias pude perceber que um bom repórter
fotográfico tem que ser corajoso. Esse é um requisito
básico da profissão?
AN:
O fotógrafo de jornal tem que ser um camarada muito sonso. Você
não pode estar chegando e pá, pá, pá. Você
faz um foto e fica na sua, faz outra e fica na sua. E assim vai. Porque
tem fotógrafo que mal chega e já começa fotografar
muito e a digital dá facilidade para isso. O fotógrafo
tem que ser malicioso e sem vergonha também. Certa vez, na inauguração
da ponte, em 1973, toda a imprensa recebeu crachás de identificação
e todos nós éramos obrigados a ficar num curral para fotografar
e não podíamos sair dali. O espaço era pouco para
muitos fotógrafos e cinegrafistas. Eu, para fazer uma foto melhor,
fugi para pegar um ângulo diferente. O segurança veio e
tirou minha credencial. Continuei trabalhando sem identificação.
E como eram muitas pessoas até esqueceram de mim e consegui o
que queria.
LIG:
O senhor vai expor fotos suas, de Luiz Pinto e Erno Schneider no I Congresso
dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, nos dias 8 e 9 de agosto.
Por que política?
AN:
Escolhi o tema política em homenagem ao Luiz Pinto que foi um
dos melhores fotógrafos na época da ditadura. Já
fiz essa exposição duas vezes. A primeira em Itapuaçu,
quando ainda Luiz Pinto era vivo e compareceu inclusive, e a outra no
jardim do Palácio do Catete. Luiz Pinto focava muito o ex-presidente
Castelo Branco que tinha verdadeiro pavor dele porque sempre fotografava
seus pontos fracos. Todo seu acervo foi guardado por mim que vou explorá-lo
junto com as fotos de Erno Schneider, com fotos do ex-presidente Jânio
Quadros, nesse congresso.
José
Carlos Araújo
apresenta programa ao vivo no IACS
Na
próxima terça-feira, dia 27, o programa Globo Esportivo,
da Rádio Globo/AM, será apresentado ao vivo, a partir
de 18h, pelo locutor José Carlos Araújo do anfiteatro
do IACS, na Rua Lara Vilela, bairro de São Domingos. A iniciativa
faz parte do projeto Globo Esportivo nas Universidades, em parceria
com o Instituto de Arte e Comunicação Social. Três
estudantes de Jornalismo da UFF, indicados por professores de rádio
e de jornalismo esportivo, participarão do programa como comentaristas
ao lado de José Carlos Araújo e da equipe de esportes
da emissora. A entrada é aberta a toda comunidade acadêmica
da UFF.
Histórias
de Vida
No
dia 16 de maio mais de 80 organizações de 27 países
vão realizar centenas de atividades para o 1º Dia Internacional
de Histórias de Vida.
O
Progama de Pós-Graduação em Ciência da Arte/UFF
e o Sobrado Cultural aderiram à progamação especial
realizando rodas de conversa sobre histórias de vida e apresentando
uma roda de capoeira angola.
Participe!
Local:
Solar do Jambeiro
Rua Presidente domiciano - 195 - Ingá - Niterói
Sexta-feira - 16/05 - 16h
Entrada
Franca
Clique
aqui para mais informações
Programação
completa nos sites: www.ausculti.org ou www.museudapessoa.net . Informam
tudo o que acontece neste dia em todos os países envolvidos.
16h Folia de Reis: Olhares sobre celebrações populares
em
São Gonçalo e Adjacências.
Cristiane Guimarães - Consultora do Instituto de Imagem e Cidadania/Sobrado
Cultural, Produtora Cultural, Pesquisadora e Mestranda em Ciência
da Arte.
Mestre Lourinho - Folia de Reis Flor do Oriente - São Gonçalo/RJ
As
possibilidades de permanência das expressões da capoeira
numa sociedade em trânsito e mundializada.
Norma Sueli dos Santos - Produtora Cultural, Pedagoga e Mestranda em
Ciência da Arte
Mestre Levi - Associação de Capoeira Casa do Engenho -
Duque
de Caxias/RJ
Mediador:
Guilherme Werlang - Antropólogo, músico, coordenador do
Curso de Produção Cultural no PURO/UFF e professor do
GAT/IACS/PPGCA-UFF
18h Apresentação de Roda de Capeira do grupo Associação
de Capoeira Casa do Engenho (Capoeira Angola)
Espalhe
essa idéia! Uma história pode mudar seu jeito de ver o
mundo.
Abertura
do Congresso
POR
RENATA SOUTO
Desde
o dia 13,
a UFF está sediando o VI Congresso Nacional de História
da Mídia, cujo tema central são os 200 anos de mídia
no Brasil. O evento conta com grandes teóricos da comunicação
latino-americana.
A
mesa de abertura foi formada pela professora Marialva Barbosa, coordenadora
do Congresso; pelo presidente da Intercom, José Marques de Melo;
o pró-reitor de Pesquisa da UFF, Humberto Fernandes Machado;
o presidente da Biblioteca Nacional, Muniz Sodré e a diretora
do Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS), Mara
Eliane Rodrigues.
O
evento proporciona um grande aprofundamento na história da imprensa.
"O tema é interessante para pensarmos sobre as tendências
da comunicação", explica a professora Marialva Barbosa.
A
ocasião da abertura serviu também para homenagear os professores
José Marques de Melo, criador da rede nacional de pesquisa de
História da Midia e Muniz Sodré, fundador do Departamento
de Comunicação da UFF.
"A
gente realiza nosso trabalho sem esperar nenhuma recompensa. Quando
recebemos o reconhecimento dos nossos próprios colegas a emoção
é ainda maior", afirmou José Marques de Melo. "Mais
que comemorar os 200 anos, nosso desafio é mudar o Brasil para
chegarmos aos 300", completou.
Historiografia
Luso-Brasileira: Influências e Confluências
POR
JULIANA ROMANO
A
construção da historiografia do jornalismo português,
influências dessa mídia e o papel da imprensa na abolição
da escravidão no Brasil foram os principais temas da palestra
desta quarta-feira. Participaram da mesa o professor e jornalista Jorge
Pedro de Sousa, da Universidade Fernando Pessoa, de Portugal, e Humberto
Machado, pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação
da Universidade Federal Fluminense. A mediação foi de
Aníbal de Mendonça.
Com
calorosa recepção do público presente, o professor
Jorge Pedro Sousa falou sobre um projeto desenvolvido sob sua coordenação,
que visa à recuperação das contribuições
de autores portugueses sobre o jornalismo do país. O trabalho
reúne 91 obras até o ano de 1974 e conta com diversos
autores, entre eles Augusto Xavier da Silva, Alfredo da Cunha e José
Manuel Tengarrinha, considerado pelo professor o introdutor da nova
história do jornalismo português.
Jorge
Pedro não pôde se aprofundar nos temas abordados pelas
obras inventariadas, mas fez um breve resumo das contribuições
para a imprensa. E destacou como ponto importante o início da
mídia como instituição social, "no século
XIX houve uma conscientização social e acadêmica
sobre a importância do jornalismo".
Em
seguida, com o foco voltado para o papel da imprensa na abolição
dos escravos, Humberto Machado fez uma retrospectiva dos jornais brasileiros
e contou sobre a abordagem de progresso, civilização e
ciência adotada pelos jornais a partir de 1870. O professor lembrou
a Gazeta do Rio de Janeiro, o que gerou uma manifestação
do público, já que há controvérsias sobre
a importância desse periódico, que relatava principalmente
ações governamentais da corte portuguesa. Machado também
falou sobre o lançamento do Correio Braziliense em Londres, em
função da censura prévia que ocorria no Brasil
da época.
Humberto
fez alusões à exposição de Jorge Pedro e
destacou semelhanças na história da imprensa do Brasil
e de Portugal. O professor lembrou os 120 anos de abolição
legal da escravidão e fez uma reflexão sobre as conseqüências
da sociedade escravista vivida no Brasil até o século
XIX, que perduram até os dias atuais.
La
intimidad como espectáculo. Buenos Aires:
Ed. Fondo de Cultura Económica, 2008.
ISBN 978-950-557-754-5
http//www.fce.com.ar/
As apresentações oficiais e o lançamento do livro,
La intimidad como espectáculo, serão na Feira do Livro
de Buenos Aires, no dia 05 de maio.
A versão em português já foi encaminhada à
editora Nova Fronteira, que confirmou o lançamento para agosto,
sob o seguinte título:
Show do Eu: A intimidade como espetáculo.
Este ensaio analisa um fenômeno recente que está em pleno
crescimento: a exibição da intimidade, especialmente a
dos usuários da Internet que recorrem a novas ferramentas como
blogs, fotologs, webcams, YouTube e Orkut. Mas este movimento tão
atual não se limita à Web: em menos de uma década,
tem se transformado em uma característica preeminente da cultura
contemporânea. Hoje se apresenta em manifestações
tão heterogêneas como os reality-shows e talk-shows da
televisão, o auge das biografias no mercado editorial e no cinema,
e inclusive o surgimento de novos gêneros como os documentários
em primeira pessoa e as variações sobre o auto-retrato
nos diversos campos artísticos. O interesse que todas estas novidades
suscitam pode ser visto como um sintoma de uma transformação
nos modos de ser. Estaríamos atravessando uma transição,
que se anuncia como uma verdadeira mutação nas subjetividades:
um veloz distanciamento com relação às formas tipicamente
modernas de ser e estar no mundo. É o que delatam alguns instrumentos
que costumavam ser usados para a construção de si, e que
se vêem eclipsados por estas novidades: do diário íntimo
à psicanálise, passando por todas as formas da introspecção.
Esses velhos métodos de auto-conhecimento fundavam suas criações
subjetivas em uma interioridade que era tão rica como densa,
uma vida interior misteriosa y oculta, porém extremamente fértil
e de algum modo estável, que se cultivava no silêncio e
na solidão do âmbito privado. As novas modalidades de auto-exibição
que hoje proliferam, por sua vez, sugerem que estaria se deslocando
esse eixo em torno do qual as subjetividades modernas costumavam se
edificar, com uma crescente "exteriorização"
do eu. Em uma cultura propulsada pelo imperativo da visibilidade, é
preciso aparecer para ser. A fim de satisfazer esses árduos mandatos,
são convocadas diversas técnicas de espetacularização
de si que respondem a esta nova lógica: cada vez mais, o que
cada um é se mostra na superfície visível do corpo
e das telas.
Esta pesquisa foi desenvolvida, originalmente, como uma tese de doutorado
em Comunicação e Cultura na ECO-UFRJ, com o apoio do CNPq.
Paula
Sibilia nasceu em Buenos Aires em 1967. Atualmente é professora
do Programa de Pós-Graduação em Comunicação
e do Departamento de Estudos Culturais e Mídia na Universidade
Federal Fluminense (UFF). Fez graduação em Comunicação
e em Antropologia na Universidade de Buenos Aires (UBA), onde também
exerceu atividades docentes e de pesquisa. Já no Brasil, fez
mestrado em Comunicação (IACS-UFF), um doutorado em Saúde
Coletiva (IMS-UERJ) e outro em Comunicação e Cultura (ECO-UFRJ).
Publicou o livro O Homem Pós-orgânico: corpo, subjetividade
e tecnologias digitais (Ed. Relume Dumará, 2002).
Dirigente
da Universidade de Versalhes visita a UFF para encontro com a comunidade
acadêmica
Fonte:
Centre d'histoire culturelle des sociétés contemporaines
A
professora Diana Cooper-Richet, vice-presidente de Relações
Internacionais e Exteriores da Universidade de Versalhes Saint-Quentin-en-Yvelines
(UVSQ) <http://www.uvsq.fr>, visitará a UFF no dia 12 de
maio, quando participará, às 14h30, na Sala dos Conselhos
(Reitoria, 3º andar), de reunião com dirigentes, professores,
pesquisadores e alunos da UFF para apresentar a UVSQ (em francês,
com tradução seqüencial), visando propiciar maior
conhecimento recíproco das duas instituições ligadas
por convênio de cooperação e intercâmbio acadêmico.
A
visita tem por objetivo também oferecer informações
do desenvolvimento dos grupos de pesquisa da UFF e das potencialidades
e interesses que têm dirigentes, professores, pesquisadores e
alunos nesse intercâmbio, na elaboração de projetos
conjuntos e parcerias, a partir do convênio existente entre as
duas instituições universitárias públicas,
do Brasil e da França.
O
encontro é aberto a dirigentes, professores, pesquisadores e
alunos da UFF interessados em intercâmbio e parcerias internacionais,
especialmente com a França, nas áreas: Ciências
Humanas, Tecnológicas, Biomédicas, Sociais Aplicadas,
Comunicação, Direito, Literatura, Cinema e Artes.
A
coordenação do convênio é do professor Aníbal
Bragança, do IACS, e o encontro é promovido pela Assessoria
para Assuntos Internacionais <http://www.aai.uff.br>.
Outras
informações pelo telefone (21) 2629-5227.
fonte: NUCS
Lançamento
do Portal Nós da Comunicação
O portal de comunicação
corporativa Nós da Comunicação (www.nosdacomunicacao.com)
será lançado oficialmente na próxima segunda-feira,
dia 12 de maio, no Teatro Nelson Rodrigues, Caixa Cultural. O objetivo
do Nós da Comunicação é oferecer aos profissionais
e estudiosos da área um espaço para discutir, refletir
e difundir assuntos relacionados ao setor e compartilhar conhecimento
de forma transdisciplinar.
A palestra de abertura
será com Regina Migliori, consultora em Cultura de Paz da UNESCO,
membro do Conselho Consultivo do portal e presidente do Instituto Migliori,
que falará sobre "Comunicação e Transdisciplinaridade",
conceito que guia o site.
Além de Regina
Migliori o portal conta com outros conselheiros de renome, como Virgínio
Sanches, superintendente de comunicação da Unimed-Rio;
Gislaine Rossetti, presidente do Comitê de Comunicação
Corporativa da ABA e diretora de Comunicação Corporativa
da BASF para a América do Sul; Profa. Dra. Margarida Kunsch,
presidente da Abrapcorp e professora-titular da ECA/USP; Lama Padma
Santem , presidente do Centro de Estudos Budistas Bodisatva; Letícia
Casotti, professora e coordenadora da área de Marketing e Negócios
Internacionais do Instituto Coppead de Administração da
UFRJ e o cineasta Sílvio Tendler.
Serviço:
Lançamento do portal Nós da Comunicação
com palestra de abertura de Regina Migliori
Local: Caixa Cultural
- Teatro Nelson Rodrigues - Av. República do Chile, 230 - Anexo
- Centro, RJ
Dia: segunda-feira,
12 de maio
Horário:
18h30 às 22hs
Professor
do IACS lança
livro sobre leis da comunicação
Nesta quarta-feira, dia 30, às 14h, no auditório do 5º
andar da Fundação
Getúlio Vargas, o professor Adilson Cabral, do Departamento de
Comunicação Social, participará de mesa de lançamento
do livro Democracia e Regulação dos Meios de Comunicação
de Massa, junto com outros autores e os organizadores do livro.
A construção dos primeiros módulos do prédio
do IACS no campus do Gragoatá está prevista para começar
ainda este ano, segundo informou o reitor Roberto Sales, com base na
avaliação da comissão mista criada pelo Conselho
Universitário para estabelecer prioridades nas obras. A comissão
encerrou seus trabalhos na tarde de terça-feira e o projeto do
IACS está entre as prioridades de edificação no
campus do Gragoatá.
Na mesma terça-feira, dia 15, às 14h30min, foi realizada
uma reunião especial do Colegiado de Unidade na sala dos Conselhos,
3º andar do prédio da Reitoria, em Icaraí, com a
presença do reitor Roberto Sales, chefes de Departamento, coordenadores
de Cursos de Graduação, coordenadores dos Programas de
Pós-Graduação e demais convidados.
foto: José Marques
A reunião foi aberta à comunidade do IACS, professores,
estudantes e servidores, com a finalidade de apresentar a proposta do
IACS para o Plano de Expansão e Reestruturação
da UFF, entregue à Comissão de Orçamento e Metas
do PDI no último dia 9.
A professora Mara Rodrigues, diretora do IACS, abriu a reunião
com a apresentação de um vídeo sobre as condições
precárias do Instituto. O video foi preparado pelo aluno Gil,
do curso de Cinema, sob a supervisão do professor Antonio Carlos
Amâncio. A seguir, apresentou a estrutura geral do projeto, composto
pelo rol de dados levantados pelos departamentos de Ensino, seguindo
o roteiro sugerido pela Comissão.
A diretora ressaltou que a reivindicação do IACS tem como
eixo central a garantia do cumprimento da prioridade, concedida pelo
Conselho Universitário há mais de 20 anos para a construção
do prédio no campus do Gragoatá, com a devida infra-estrutura,
a fim de que o Instituto possa atingir as metas de expansão estipuladas
no Projeto.
O professor Antônio Serra, ex-diretor do IACS, que acompanhou
todo o processo de reinvidicação por uma nova sede, fez
um relato desse periodo, ressaltando os ganhos acadêmicos e culturais
que a Universidade terá com a ida do Instituto para o novo campus.
Em seguida, vários professores, chefes de departamento, coordenadores
de graduação e de pós-graduação,
bem como estudantes e servidores, manifestaram sua opinião, ficando
clara a necessidade de um novo prédio para o instituto.
O reitor Roberto Sales informou que naquele mesmo dia a comissão
mista, composta pela Comissão de Orçamento e Metas do
PDI e Comissão de Acompnhamento do Conselho Universitário,
estava reunida para finalizar a avaliação dos projetos
encaminhados pelas unidades. Ele manifestou seu apoio à reivindicação
do Instituto e elogiou o esforço de professores, estudantes e
funcionários na luta pela transferência para o Gragoatá.
Por fim, a professora Mara Rodrigues colocou em votação
o projeto do IACS, que foi aprovado integralmente pelo Colegiado de
Unidade.
Rádios
Comunitárias para o Desenvolvimento Humano
O artigo "A
Contribuição das Rádios Comunitárias para
o Desenvolvimento Humano: uma Análise de Iniciativas no Estado
do Rio de Janeiro", de autoria de Carolina Custódio Cardoso
(estudante de Jornalismo do Curso de Comunicação) e Adilson
Cabral (Professor do Curso de Comunicação), foi selecionado
para participar do INICIACOM Sudeste, prêmio destinado a projetos
de iniciação científica em Comunicação
da região.
Oriundo de
Projeto de Pesquisa homônimo apoiado pela PROPP/UFF, participará
de seleção que se dará ao longo do INTERCOM Sudeste,
a ser realizado de 07 a 10 de maio pela Universidade Presbiteriana Mackenzie,
na cidade de São Paulo.
No mesmo
evento, o vídeo "Rádio Comunitária, tem que
participar!" estará concorrendo ao EXPOCOM Sudeste na categoria
de Publicidade - audiovisual. Produzido na disciplina Seminários
I (na habilitação de Publicidade e Propaganda), sob orientação
do Professor Adilson Cabral, o vídeo pode ser acessado pelo link
http://www.youtube.com/watch?v=sEJGNk6C2XI
IACS apresenta
Plano de Expansão
Apresentação
Geral
O Instituto de Arte
e Comunicação Social (IACS) abriga, em suas dependências
nas ruas Lara Vilela e Tiradentes, os departamentos e cursos nas áreas
de graduação e pós-graduação em Arte,
Ciência da Informação, Cinema e Audiovisual, Jornalismo,
Publicidade, Estudos de Mídia e Produção Cultural,
além do LLC - Laboratório de Livre Criação,
do LIA - Laboratório de Investigação Audiovisual,
do NEINFO - Núcleo de Estudos da Informação, do
Emerge, do LDE - Laboratório de Design Editorial.
Histórico
do Casarão
O conjunto principal
do IACS está situado à rua Prof. Lara Vilela, 126, no
bairro de São Domingos, em Niterói, Estado do Rio de Janeiro.
Seu terreno, com uma área de 5.000 metros quadrados, compõe-se
de quatro conjuntos de prédios, edificados em épocas distintas
e com uma área total edificada de 1.290 metros quadrados.
O prédio
principal, o Casarão, é uma reconstrução,
realizada na década de 1990, que preservou as formas originais
de um casario do século XIX, residência de Othon Leonardos,
austríaco considerado um dos fundadores da geologia no Brasil
e vice-cônsul da Grécia.
No século
XX, aqui se instalou o Gymnasio Bittencourt Silva, educandário
de renome no Estado do Rio de Janeiro e que veio a desdobrar-se em outro
prédio, situado à vizinha rua Tiradentes, onde hoje está
sediada a Faculdade de Economia da UFF e cujo frontal inspira-se em
templos gregos, desenhados pela filha de Othon Leonardos após
regressar de Atenas.
No final da década
de 1960, quando já não mais existia o Gymnasio, o conjunto
foi adquirido pela UFF e nele instalado o Instituto de Ciências
Humanas e Filosofia (ICHF) até sua transferência para um
novo prédio no campus do Valonguinho, em 1978.
Foi então
que o IACS (que antes funcionou na Reitoria, em Icaraí, e depois
no quarto andar do Instituto de Matemática, no Valonguinho) instalou-se
em sua sede atual. Ainda no final da década de 1970 foi construída
uma lâmina lateral de salas e, aos fundos, as instalações
do Núcleo Audiovisual, setor hoje incorporado ao IACS.
Durante todo esse
tempo o IACS foi-se adaptando e se amalgamando em espaços cedidos
ou reformados com o objetivo de criar condições mínimas
para o desenvolvimento de suas áreas de formação.
Nesse contexto, o surgimento do Programa MEC-BID nos anos 80 mobilizou
toda a comunidade do iacs, que vislumbrou a possibilidade de contar
com espaços adequados às suas exigências acadêmicas
em termos qualitativos e quantitativos, ou seja, condições
de trabalho que atendessem as expectativas
de alunos e professores.
Essa expectativa
também existia em outras unidades acadêmicas da UFF, que
precisou ordenar suas prioridades segundo avaliações realizadas
no âmbito do Conselho Universitário. De acordo com esse
ranquiamento, em meados dos anos 80 chegaria a vez do IACS.
O Programa MEC-BID
previa a construção de uma sede para o IACS no Gragoatá,
cujos projetos arquitetônico, mobiliário e de equipamentos
foram concluídos em 1988 pela Prefeitura do Campus, sendo então
realizada a licitação pública internacional, conforme
previa o programa.
Cabe destacar que
o prédio do IACS já faz parte do plano diretor do campus
do Gragoatá, localizado à frente da Biblioteca Central
próximo à Baía de Guanabara. A opção
por um prédio modulado, com altura menor do que as demais construções
já existentes, configura áreas de convivência e
de jardinagem que imprimem valor e integração das atividades
acadêmicas ao meio ambiente circundante. Esse diferencial foi
proposto pela equipe de arquitetos da Prefeitura do Campus com outro
argumento importante, o de permitir crescer e expandir-se em módulos.
Entretanto, mesmo
após terem sido definidas as empresas vencedoras das licitações,
todo esse processo foi interrompido com o rompimento do acordo MEC-BID
devido à declaração de moratória pelo Governo
brasileiro. Naquela oportunidade o professor René Valeriano Alves,
responsável pela implantação do campus, mostrou-se
perplexo, mas confiante de que em um breve espaço de tempo o
nosso prédio seria erguido.
A frustração
da comunidade do IACS no transcurso desses anos não impediu o
desenvolvimento institucional de novos departamentos e cursos, com expansão
de vagas na graduação e criação dos cursos
de pós-graduação, o que obrigou a uma expansão
territorial do instituto que hoje ocupa duas sedes, na Lara Vilela e
na Tiradentes.
Essa indesejável
fragmentação espacial tem gerado prejuízos acadêmicos
e administrativos, o que impede uma expansão ainda maior de suas
atividades curriculares e extensionistas na UFF e para a cidade de Niterói.
Portanto, é
necessário reconhecer que a prioridade pelo IACS já foi
definida pelo CUV há mais de 20 anos e vem sendo reiterada por
diversas administrações da UFF ao longo desses anos, motivo
pelo qual argumentamos que os gestores da instituição
honrem o compromisso estabelecido há 20 anos.
Mais detalhes sobre
o Projeto de Reestruturação veja com a direção
do IACS.
Reunião
Colegiado de Unidade e Plano Expansão IACS
Aos colegas do IACS,
Com a colaboração
dos chefes de Departamento e coordenadores dos programas de pós,
concluímos e entregamos ontem, dia 9, à Comissão
de Orçamento e Metas do PDI a proposta do IACS para o Plano de
Expansão e Reestruturação da UFF. Nossa reivindicação
tem como eixo central a garantia do cumprimento da prioridade, concedida
pelo Conselho Universitário, para a construção
do prédio do Instituto no campus de Gragoatá, com a devida
infra-estrutura, a fim de atingirmos nossas metas de expansão.
Cumprida esta primeira etapa, precisamos agora fortalecer uma campanha
de sensibilização junto à administração
superior da Universidade no sentido de conquistar aliados para alcançar
nosso objetivo. Nesse sentido, na próxima terça-feira,
dia 15, às 14h30min, realizaremos uma reuniào do Colegiado
de Unidade na sala dos Conselhos, 3º andar do prédio da
Reitoria, em Icaraí, com a presença do Reitor, Vice-Reitor
e Presidente da Comissão de Orçamento e Metas do PDi,
Pró-Reitores e demais convidados. Na ocasião, apresentaremos
o Projeto do IACS. Essa reunião será aberta a comunidade
do IACS. Contamos com a presença de todos os professores, estudantes
e servidores engajados na defesa do Instituto e pela garantia de melhoria
de condições de trabalho e ensino. Lembramos que a vitória
será de todos nós e não apenas de uma gestão.
Contamos com a presença dos colegas, dos estudantes e dos servidores.
Mara Rodrigues
Diretora
Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS)
Rua Lara Vilela, 126 - São Domingos
CEP 24210-590 - Niterói - RJ
Fones: (21) 26299784/9783
Empresa Jr. abre
inscrições
A 33 Produções
- Empresa Junior do Curso de Produção Cultural abre inscrições
para novos membros. Fundada em 1999 por uma das primeiras turmas do
curso, a empresa é uma importante ferramenta de aprendizagem
e formação profissional para o corpo discente. Perfil
do participante: aluno de Produção Cultural, a partir
do segundo período; ter disponibilidade e caráter empreendedor.
Interessados devem entrar em contato até o dia 25 de abril, com
Thiago Saldanha - thiagosaldanha@hotmail.com.
fonte: www.fbcu.com.br/
João
Luiz Vieira debate os estudos de cinema
Quais
são as perspectivas para entender os estudos sobre o cinema?
E como a fundamentação teórica se transforma diante
das novas tecnologias? Essas interrogações estão
implícitas na palestra "O presente e o futuro dos estudos
de cinema", que João Luiz Vieira, da Universidade Federal
Fluminense (UFF), fará nesta terça-feira, dia 8 de abril,
na UFSCar. O evento marca o início dos trabalhos do Programa
de Pós-Graduação em Imagem e Som e acontece no
anfiteatro Bento Prado Júnior, às 19h.
O
tema será discutido com o olhar sobre a convergência tecnológica
que dissemina a experiência do audiovisual em uma multiplicidade
de suportes e janelas de exibição e recepção.
Essa nova realidade transformada por um processo prático é
acompanhada também por uma construção teórica
dos estudos cinematográficos. João Luiz Vieira é
atualmente o coordenador do Programa de Pós-Graduação
em Comunicação da UFF.
O
Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som da UFSCar
começou suas atividades neste ano, com a turma de mestrado. O
Programa está dividido em duas linhas de pesquisa: "Narrativa
Audiovisual" e "História e Políticas do Audiovisual.
O
Filme "O LABIRINTO" (The Labyrinth), 200, de Gleyson Spadetti,
do Curso de Cinema e Audiovisual da UFF, foi indicado para o 35th SAA
- Student Academy Award 2008 - o Oscar para filme de Escolas de Cinema.
Para
maiores detalhes sobre o certame, o endereço do site é www.oscars.org/saa
Boa sorte para nossa escola,
Prof. Antônio Moreno
Personagens
& Imagens
Em setembro deste ano, nosso curso de Cinema comemora 40 anos de existência
e muita história para contar. São muitos prêmios
no currículo, em festivais nacionais e internacionais. Muita
gente boa que se espalha pelo país e pelo mundo levando germes
de criatividade e de profissionalismo adquiridos no nosso curso.
Muitos
nomes importantes passaram pela universidade, mas a consagração
do curso de Cinema – ( leia-se Curso de Cinema e Audiovisual,
nomenclatura adotada desde dezembro de 2007 durante Congresso ), não
se dá apenas pelos nomes do passado, a renovação
de grandes nomes é constante nas várias áreas do
fazer cinematográfico. Domingo passado, 9 de março, a
Revista O Globo, do jornal homônimo, destaca através de
um modelo de ficha técnica, dois novos nomes do curso de Cinema
da UFF: – Mauro Pinheiro Jr. e Lívia Serpa.
Mauro
Pinheiro Jr. é um pernambucano, que se graduou no nosso curso
e se especializou em fotografia de cinema. Hoje já conta com
cinco longas metragens no currículo, dentre eles “Mutum”,
de Sandra Kogut; o recém filmado “Vórtice”,
de Eduardo Valente (também ex-aluno do curso); e o novo filme
de Walter Salles e Daniela Thomas, ainda em pós-produção,“Linha
de passe”.
Lívia
Serpa, também está na equipe do novo filme de Salles e
Thomas, mas como montadora. Com apenas 25 anos, Lívia já
chama a atenção por sua sensibilidade e contribuição
na montagem, ao lado de Eduardo Escorel, do documentário “Santiago”,
de João Moreira Salles.
Duas
histórias do presente que deixam suas marcas na trajetória
de sucesso do curso de cinema da UFF. E que venha o futuro! E muitas
novas histórias para a continuidade da construção
da nossa História.
Ana
Paula Nunes
José Marques
"Maré,
Nossa História de Amor", de Lúcia
Murat, terá pré-estréia no Cine Arte Uff
Nesta sexta-feira, dia 14, às 19h30, no Cine Arte UFF,
pré-estréia do longametragem, "Maré-Nossa
História de Amor", uma
co-produção Brasil, França e Uruguai, de 2007 e
com 105 minutos de
duração. Depois da exibição do filme, debate
com a diretora Lúcia
Murat. No elenco: Cristina Lago, Vinícius D'Black e Marisa Orth.
Entrada franca.
A produção narra a história de Analídia,
filha de um chefão do
tráfico de drogas, que briga pelo poder com o irmão de
Jonatha.
Separados pelo "apartheid" entre as facções
rivais, eles encontram no
grupo de dança da comunidade um refúgio para o amor e
a possibilidade
de uma vida longe do crime. Jonatha é MC e seu sonho é
gravar um CD.
Dividido entre os irmãos mais velhos - um idealista, trabalhador,
e
outro chefe de uma das facções que comandam o tráfico
- ele vive o
dilema de aceitar ou não ajuda do irmão criminoso, que
promete
financiar sua carreira.
SERVIÇO:
Filme: Maré - Nossa História de Amor, de Lúcia
Murat
Dia: 14 de março, sexta-feira, às 19h30
Local: Cine Arte UFF
Rua Miguel de Frias 9, Icaraí / Niterói-RJ
Entrada franca.
Mais informações pelo tel.: (21) 2629-5030, 2629-5028
ou 2629-5008
(bilheteria, a partir das 17 horas).
Ou acesse o site:
www.centrodeartes.uff.br
Fonte:Centro de Artes UFF
Justiça
faz Justiça
A
professora, escritora e dramaturga Eliane Ganem foi reconhecida por
unanimidade, pelos desembargadores da décima terceira câmara
cível do Rio de Janeiro, como a criadora do Argumento da novela
- "Aquarela do Brasil"
- levada ao ar pela TV Globo, no ano de 2000. Com o título do
mesmo
nome, o Argumento tinha sido registrado, pela Autora, na Biblioteca
Nacional em 1996 e entregue, no mesmo ano, a um diretor de núcleo
de
novelas da TV Globo, Mário Lúcio Vaz. Após quatro
anos de espera,
Eliane Ganem viu a sua novela ser levada ao ar, mas assinada por Lauro
César Muniz.
Após
sete anos de intenso embate, a Autora agora se sente justiçada
e
recompensada pelos seus esforços, entendendo que os pequenos
acertos
que ainda faltam para ter o seu nome vinculado à novela e para
ser
ressarcida pelos danos e perdas materiais e morais é apenas uma
questão de meses. No entanto, se for necessário, entrará
com uma
queixa crime também - caso a morosidade da justiça ou
das partes seja
um real impecilho ao encerramento do processo - já que ao se
caracterizar o plágio, caracteriza-se também um crime
sério e grave,
com pena de reclusão de até quatro anos para os réus.
Seu
advogado, José Carlos Bruzzi, autor de alguns livros de
importância como "Réus, Juizes e Culpados", da
Editora Nórdica, e seu
livro mais recente, "Brasil - República da Ditadura Civil"
, pela
Editora José Olympio, diz que o Acórdão que decidiu
o mérito da ação
movida contra Lauro César Muniz e a TV Globo, na qual se constatou
a
contrafação, ou seja, o plágio ocorrido na minisséria
"Aquarela do
Brasil", é imutável, porque se tratou de apreciação
de provas, cuja
reapreciação é incompatível com o Recurso
Especial para Brasília,
conforme súmulas do Superior Tribunal de Justiça e Supremo
Tribunal
Federal.
A
Justiça se fez, agora é o momento do reconhecimento pelo
trabalho da
Autora e o direito de reaver o que lhe foi tirado indevidamente.
Fonte:
Benita Prieto
Rede 3setor ( Rede de Informação e Discussão do
Terceiro Setor )
O Povo quer
Cinema...
O documentário,
Corpo de Bollywood, o povo quer cinema, dirigido por Raquel Valadares,
aluna do Curso de Cinema da UFF e produzido por Helena Castro é
bem recebido pela critica durante a "II Mostra de Filmes de Bollywood".
....
Aluna da UFF, Raquel
freqüentou como ouvinte as aulas de cinema indiano da Universidade
de Chicago em 2006. Em seguida, passou seis meses na Índia, quando
rodou o material para seu curta de 28 minutos. Trata-se de uma introdução
a esse fenômeno que é a indústria cinematográfica
de Mumbai (ex-Bombaim), capaz de produzir cerca de 1 mil filmes por
ano e levar ao cinema 13 milhões de pessoas por dia. (Em comentário
posterior, Raquel esclareceu que a produção de 1 mil filmes/ano
é de todos os pólos cinematográficos da Índia
somados. Bollywood produz cerca de 200 longas/ano).
Raquel ouviu um
representante de cada etapa da cadeia de produção e exibição,
além de muitos espectadores nas cidades de Mumbai e Lucknow,
e no vilarejo de Nurapur. Os temas que se destacam são o avassalador
star-system de Bollywood, o advento dos multiplexes e a relação
entre o glamour dos filmes e a realidade pobre da maior parte do país.
É então
que acontece uma coisa interessante dentro do filme: quando ouve o povão
nas ruas e nas casas humildes, Raquel deixa entrever não apenas
o óbvio comentário sobre a natureza essencialmente escapista
de Bollywood, mas também o fascínio dos indianos pela
situação-cinema. É o que demonstram as pessoas
que se aglomeram, felizes, diante da câmera, seja para falar ou
para entoar canções de seus filmes prediletos; os meninos
que preferem olhar a equipe de filmagem à tela de uma TV; os
aldeões que se dizem interessados em ver como são feitas
as filmagens de Mumbai. São vários prismas de uma paixão
realmente popular, que vai além de todo clichê sociológico.
Nisso, o curta de Raquel extrapola a singeleza e alcança um caráter
de fato revelador.
...
Fonte: O Globo Online
DOCBLOG - por Carlos Alberto Mattos
Navalha
na Tela: Plínio Marcos e o Cinema Brasileiro
A
Mostra Navalha na tela: Plínio Marcos e o cinema brasileiro é
fruto de um trabalho de pesquisa, resultado de uma dissertação
de mestrado originada e defendida em nosso programa em junho de 2006,
do atual doutorando Rafael de Luna Freire, ex-aluno de nosso curso e
atual professor substituto. A dissertação passou por uma
edição--em sua forma original ela tem 435 páginas--e
foi lançada durante o evento em forma de livro, com o apoio da
Caixa Cultural. Além do livro, o evento complementa-se com mostra
de filmes, debates e homenagens.
Para além
da excelência do trabalho apresentado--fruto da dedicação,
perseverança e perfil de pesquisador do aluno--testemunhamos
também o mesmo empenho em socializar esse conhecimento, levando
o trabalho para fora dos limites da academia, transformando a dissertação
num projeto maior e submetendo-o à avaliação externa
de possíveis apoiadores. Neste caso, da prestigiosa Caixa Cultural,
através de um concorrido e competitivo edital. Não é
pouco, insisto!
Prof. João
Luiz Leocadio
Navalha
na tela: Plínio Marcos e o cinema brasileiro
Mostra de filmes, debates e homenagens 12
a 24 de fevereiro de 2008
Sala de cinema
da Caixa Cultural - entrada franca
www.telabrasilis.org.br/navalha
Av. Almirante
Barroso, 25 (próximo à Estação Carioca)
- Centro - Rio de Janeiro
Seminário
Arte & Sociedade
Articulações de Poder
Encontro dos Grupos
de Pesquisa
"Arte e Vida nos Limites da Representação" (UDESC)
e
Teoria Estética, Arte e Política" (UFF)
Temos o prazer de
informar que os nossos alunos que estão concluindo seu curso
de graduação no segundo semestre de 2007 já podem
se candidatar à Revinculação, que se trata de um
novo ingresso para curso em área afim ou em outra habilitação
de seu curso.
A solicitação
deverá ser feita no período de 15 a 31 de janeiro de 2008,
na coordenação do curso pretendido.
Ministro
das Comunicações quer parceria para
desenvolver rádio digital no Brasil
O governo quer ser
parceiro da empresa norte-americana i-Biquity, detentora da tecnologia
HD Radio, no desenvolvimento de um sistema de transmissão e recepção
de rádio digital adaptado às particularidades brasileiras.
O anúncio foi feito pelo ministro das Comunicações,
Hélio Costa, em reunião, em Brasília, nesta quinta-feira
(13 de dezembro), com representantes de 89 professores e pesquisadores
ligados ao Núcleo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora
da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
(Intercom). A comissão, integrada pelos professores Luiz Artur
Ferraretto, Nair Prata e Nélia Del Bianco, entregou ao ministro
uma carta com propostas de parâmetros científicos para
a adoção de uma tecnologia digital para o rádio.
O encontro foi intermediado pelo secretário de Telecomunicações,
Roberto Martins.
Ao se referir à
parceria com a i-Biquity, o ministro disse que o interesse do governo
é ser como um sócio da empresa para, inclusive, fabricar
equipamentos no Brasil e, no futuro, exportar transmissores e receptores
para outros países da América Latina. Hélio Costa
condicionou esta aproximação à abertura da tecnologia,
hoje proprietária, ou seja sob controle total da empresa. Com
a medida, os radiodifusores passariam a ter direito de uso e de adaptação
do HD Radio às características do sistema de radiodifusão
sonora brasileiro. O ministro acenou, ainda, com a possibilidade de
abertura de financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES) para a indústria eletro-eletrônica. Até
o final do ano, Hélio Costa espera receber da Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel) um relatório, "pormenorizado
e consolidado", sobre a situação dos testes com o
HD Radio que estão sendo realizados por emissoras comerciais.
Durante o encontro,
o ministro comprometeu-se em manter um canal aberto à discussão
com a comunidade científica, prometendo analisar as sugestões
apresentadas pelos pesquisadores. A comissão de representantes
dos pesquisadores de rádio e mídia sonora avalia como
positivo o encontro com Hélio Costa e seus assessores. Os professores
esperam que a decisão sobre o sistema brasileiro de rádio
digital considere as sete diretrizes apontadas na carta entregue ao
ministro: manutenção da gratuidade do acesso ao rádio,
transmissão de áudio com qualidade em qualquer situação
de recepção, adaptabilidade do padrão escolhido
ao parque técnico instalado, coevolução e coexistência
do digital com o analógico, aparelho receptor com potencial de
popularização, escolha de uma tecnologia não-proprietária
e com potencial de integração do rádio com outras
mídias digitais.
Carta do
Rádio Digital
Uma comissão de pesquisadores de rádio e mídia
sonora do país, formada pelos professores Luiz Artur Ferraretto,
Nair Prata e Nélia Del Bianco, reúne-se quinta-feira,
dia 13, em Brasília, com o secretário de Telecomunicações
do Ministério das Comunicações, Roberto Martins.
Vão discutir o processo de implantação do sistema
de rádio digital no Brasil.
Em setembro, o grupo, formado por 80 pesquisadores, entre eles professores
do IACS, divulgou uma carta
aberta alertando para a falta de padrões nos testes
realizados por emissoras comerciais brasileiras com o chamado HD Radio,
denominação da tecnologia do consórcio estado-unidense
i-Biquity, o preferido pelos empresários.
Uma pesquisa nacional, coordenada por Nélia Del Bianco, da Universidade
de Brasília, mostrou que não há parâmetro
científico nas experimentações das rádios
com o novo sistema, que é caro e pode ser uma ameaça ao
funcionamento de estações de pequeno porte. Os estudos
apontam que o problema é ainda maior no caso das rádios
comunitárias e educativas, que não possuem os recursos
econômicos necessários para a troca de equipamentos.
Os pesquisadores querem que os testes sejam feitos tanto por emissoras
comerciais como por comunitárias e educativas, nas mais diversas
regiões do país e considerando topografias diversas.
Alunos do
Curso de Publicidade ganham
11º prêmio de propaganda - O Globo
Com muita satisfação
gostaria de informar que dois alunos do quarto período de publicidade
e bolsistas do laboratório de Livre Criação ganharam
o 11º prêmio de propaganda - O Globo na categoria jovens
criativos. Foi a maior premiação.
Gostaria de compartilhar
com vocês a imensa satisfação em termos conquistado
o 3º lugar em Ciências Sociais Aplicadas no Prêmio
Vasconcellos Torres, de Iniciação Científica, promovido
pela PROPP.
Em primeiro lugar pois a premiação contou com projetos
na área de todas as Ciências Sociais Aplicadas, que compreendem,
além da Comunicação, Estudos de Mídia, Direito,
Administração, Economia, Arquitetura, Geografia, Arquivologia,
Biblioteconomia e Serviço Social, muitos destes cursos com seus
programas de pós-graduação constituídos
e, por conseqüência, contando geralmente com mais de um bolsista
para sua realização (reparem abaixo que o primeiro colocado
conta com quatro bolsistas!).
Mas além disso, por se tratar de um projeto em início
de execução (desde agosto deste ano), superando várias
dificuldades para sua efetivação, que conta com uma bolsista
e uma voluntária, ambas do terceiro período de Jornalismo
e se coloca abertamente como socialmente engajado e politicamente comprometido,
sem abrir mão da proposta de construção de conhecimento
necessária ao ambiente acadêmico. Para um projeto que tem
apenas 4 meses é algo que precisa ser não só comemorado,
mas encarado com bastante responsabilidade e disposição
para os próximos passos.
A aluna Caroline Durand, que conduziu o projeto como bolsista já
conseguiu uma vaga num estágio mais satisfatório, mas
acompanhará o projeto de várias formas e será substituída
pela aluna Carolina Custódio Cardoso, que veio acompanhando o
projeto desde seu início, participando, inclusive, de várias
atividades de modo voluntário e prestativo.
A elas nossos parabéns
e a certeza de um trabalho ainda mais desafiador!
Grande abraço,
Adilson Cabral
Ciências
Sociais Aplicadas
1º Lugar
Projeto: Arquitetura da Violência: A Cidade é uma
Casa -
A Casa é Uma Cidade
Bolsista: Aline Daniele Cruz Santiago / Camila Bezerra Furloni / Carolinne
de Morais Goncalves / Felipe Villela de Miranda
Orientador: Sonia Maria Taddei Ferraz 2º Lugar
Projeto: Acesso à Justiça: Desvendando o Voluntarismo
dos Estudantes de Direito na Defensoria Públican a Cidade do
Rio de Janeiro
Bolsista: Cora Hisae Monteiro da Silva Hagino
Orientador: Joaquim Leonel De Rezende Alvim 3º Lugar
Projeto: A Contribuição das Rádios Comunitárias
para o Desenvolvimento no Estado do Rio de Janeiro
Bolsista: Caroline Durand De Albuquerque
Orientador: Adilson Vaz Cabral Filho
Menções
Honrosas
Projeto: Juventude, Sociabilidade e Solidariedade: A Importância
das Redes Sociais Entre Jovens Homossexuais Vítimas De Violência
Bolsista: Thiago Barcelos Soliva
Orientador: João Bosco Hora Gois
Projeto: A Função Social da Propriedade: A Administração
Judicial de Conflitos
Bolsista: Flavio Sueth Nunes
Orientador: Maria Tereza Albuquerque Pereira
Ex-alunos
de Jornalismo
conquistam Prêmio Esso
Dois
ex-alunos do nosso curso de Jornalismo, Alan Gripp e Otávio Guedes,
estão entre os vencedores deste ano do Prêmio Esso de Jornalismo.
Alan Gripp, repórter da sucursal de Brasília do Globo,
foi um dos autores da matéria "Voto combinado na Corte Suprema",
sobre a troca de mensagens entre ministros do Supremo Tribunal Federal
durante o julgamento de parlamentares mensaleiros.
Otávio Guedes,
editor executivo do Extra, venceu na categoria melhor capa de jornal.
Alan Gripp começou
sua carreira como estagiário do Fluminense. Otávio, como
estagiário da Tribuna de Niterói.
Aos dois ex-alunos,
hoje coleguinhas, nossos parabéns e a certeza de que nós
da UFF fazemos parte deste prêmio.
joão batista
de abreu
chefe do Departamento de Comunicação Social
Medo
da eternidade,
de Pedro Metri e Rafael Saar
recebe prêmio do coletivo Nave da Cultura
O coletivo
Nave da Cultura divulga o resultado do 1º Concurso Nave da Cultura
de Vídeos (mídias alternativas) - Prêmio Clarice
Lispector. Ao todo, 12 vídeos concorreram aos prêmios -
sendo dois desclassificados por ultrapassarem o tempo máximo
(de 10 minutos) exigido no regulamento.
Os
jurados foram o jornalista e professor de comunicação
Thiago Soares, o cineasta e professor de comunicação Leo
Falcão e o montador João Maria. Três critérios
foram levados em consideração para a avaliação
(a criatividade do vídeo, a adaptação do texto
e a qualidade técnica - indepedente da bitola gravada). Assim,
segue a lista dos oito trabalhos selecionados:
1º
lugar (prêmio de R$ 2 mil + participação do DVD
do concurso) - O Triunfo, de Geórgia Alves .
2º lugar (prêmio de R$ 1,5 mil + participação
do DVD do concurso) - Medo da eternidade, de Pedro Metri e Rafael Saar.
3º lugar (prêmio de R$ 1 mil + participação
do DVD do concurso) - E as tartarugas, de Mara Victória Álvares.
4º lugar (participação do DVD do concurso) - empate
entre três vídeos:
- Clarice: O Recife em mim, de Mayra Rossiter, Maria Isabel Chaves e
Raquel Carneiro Leão;
- Imageticonversando com Djanira, de Ghustavo Távora;
- Preciosidade, de Rafael Dias Barbosa e Patrícia Grabowski.
5º lugar (participação do DVD do concurso) - Por
não estarem distraídos, de Daniel Aragão.
6º lugar (participação do DVD do concurso) - Paixão,
de Diego Alexsander Mamede.
Festival
de Cinema de Brasília
premia alunos do Curso de Cinema da UFF
Melhor
Roteiro Alvaro Furloni, pelo filme Esconde Esconde
Veja
o trailer
Melhor Montagem – Marina Meliande, por O Labirinto,
de Gleysson Spadetti
Premio
Especial do Júri para O Criador de Imagens,
de Diego Hoefel e Miguel Freire
Menção Honrosa para Sistema Interno, de Carolina
Durão
Prêmio Marco Antônio Guimarães
Conferido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro para o filme
que melhor utilizar material de pesquisa cinematográfica brasileira.
Filme: Criador
de Imagens, de Diego Hoefel e Miguel Freire –
um ensaio sobre o olhar do fotógrafo Mario Carneiro
Tetê
Mattos Ganha Premiação do Júri Popular no Festival
do Rio
Foto:http://festivaldorio.com.br
A
Maldita, de Tetê Mattos
É
isso aí, meu elenco! Certamente vocês já sabem quem
ganhou o Festival do Rio, não é? O melhor filme, o melhor
diretor, a melhor atriz, o melhor ator. Então vou ficar com a
premiação do Júri Popular. Sim, aquela galera que
vai assistir ao filme e no final da sessão preenche uma filipeta
com seu voto. Ou então aqueles que escolhem seus filmes preferidos
pela internê. E votam. E premiam os filmes que acreditam serem
os melhores. A voz do povo é a voz de Deus.
Tetê
Mattos com seu curta “A Maldita”, sobre a Fluminense FM,
rádio que rompeu com os padronizados mercados de música
estrangeira, dando início à chamada geração
Rock 80, com irreverência, ousadia e criatividade na programação.
Na tela, depoimentos de jornalistas, artistas, locutores e ouvintes.
Muito bom de ver e de ouvir. E Tetê Mattos, que conheci exatamente
no Festival do Rio 2005, merece. Merece esse prêmio e muitos mais
que virão!
O filme
documentário "Expedito, em busca de outros nortes",
foi vencedor do prêmio Margarida de Prata de 2007 da CNBB.
Painel da colonização da Amazônia na década
de 1970, quando o Governo Federal incentivou amplas frentes de ocupação
na região. Expedito Ribeiro de Souza, mineiro trabalhador e poeta
do cotidiano, parte então com sua família para a floresta,
em busca de um pedaço de terra para cultivar. Seu engajamento
nas lutas política e sindical o leva à perseguição
e, posteriormente, à morte encomendada por grandes fazendeiros.
A partir de sua morte prematura, é visto como parentes espalhados
pelo país inteiro seguem o caminho que Expedito apontara. Uma
obra de poesia e luta sobre um homem em busca de outros nortes. (75
minutos, color , digital)
Direção
- Aida Marques e Beto Novaes.
Leitura dos textos - Chico Buarque
Foto - Cleisson Vidal
Música - Marcos Souza
Montagem - Luís Guimarães
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Acesse
o conteúdo integral do
Roda Viva - TV Cultura
A
FAPESP e a TV Cultura anunciaram nesta quinta-feira (14/6/2007) um acordo
de cooperação que colocará no ar o Portal Roda
Viva-FAPESP. Com o novo site, o público terá acesso gratuito
às transcrições integrais das mais de mil entrevistas
realizadas pelo programa Roda Viva nos últimos 21 anos.
O
anúncio foi feito durante a posse de Paulo Markun no cargo de
presidente
da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Rádio
e TV Cultura. Markun, que terá um mandato de três anos,
era diretor e apresentador do programa Roda Viva. "O portal é
um projeto apresentado ao Programa de Pesquisa em
Políticas Públicas (PPPP) da FAPESP, que o financiou inteiramente.
É uma
iniciativa muito importante, porque, além de dar acesso universal
ao
conteúdo integral de todas as entrevistas realizadas no Roda
Viva,
funcionará como uma espécie de enciclopédia das
temáticas tratadas no
programa", disse Markun à *Agência FAPESP*. Com um
mecanismo de buscas que identifica palavras-chave, o público
poderá pesquisar temas que foram abordados ou citados durante
os programas e ter acesso a informações complementares.
De acordo com Markun, o site está em fase de desenvolvimento
e *deverá ser inaugurado dentro de 30 a 60 dias.* "Já
temos uma versão piloto no ar, com as primeiras páginas
de 16 entrevistas. Dentro de um ano todas as entrevistas já deverão
estar transcritas e disponíveis na
íntegra", disse o novo presidente da Fundação
Padre Anchieta.
Markun
afirma que cada entrevista será acompanhada de um trailer de
dois
minutos, mas o mais importante é o conteúdo em formato
de texto. "Quem
procura o Roda Viva está interessado no conteúdo discutido
com os
entrevistados. Concluímos que a melhor maneira de se apropriar
desse
conteúdo é o formato de texto, que permite copiar livremente
e utilizar o
material de muitas formas", disse o jornalista.
Participação
da Unicamp
O
presidente da FAPESP, Carlos Vogt, explicou que
todo o projeto está sendo realizado com a colaboração
da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) por meio do Laboratório de Estudos
Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Núcleo de Estudos
de Políticas Públicas (Nepp). "A criação
do portal está em curso. Pesquisadores do Labjor estão
trabalhando na transcrição e edição dos
programas, sob a coordenação do professor Pedro Luiz Barros
e Silva, diretor do Nepp", disse Vogt à Agência FAPESP.
De acordo com Vogt, o investimento da FAPESP no projeto foi de cerca
de R$ 280 mil. Os recursos foram destinados ao trabalho de transcrição
das fitas, edição, inserção no ar e desenvolvimento
do portal. "O portal terá uma importância cultural,
científica e jornalística fantástica, dando acesso
universal aos conteúdos do Roda Viva de forma organizada, com
um sistema de busca de múltiplas entradas. Será muito
útil para a educação em salas de aula, por exemplo",
afirmou Vogt.